Todos os testemunhos dão conta de que Trípoli, a capital Líbia, é hoje uma cidade armada, em suspenso, sob o cerco das forças leais ao regime de Muammar Khadafi. Tanques e veículos blindados patrulham as ruas, soldados e mercenários armados são vistos por todo o lado. Mas o movimento de revolta não dá sinais de intimidação: das cidades “libertadas” no Leste e Oeste do país, chega a promessa de marchar sobre Trípoli e, mesmo dentro da capital, muitos opositores dizem que vão manifestar-se à Praça Verde logo após o fim das orações da manhã.
24.02.2011 - 11:40 Por Dulce Furtado, Pedro Crisóstomo
O leste da Líbia está “libertado” e partes do Oeste do país estão também a fugir ao controlo do regime líbio. Há relatos de confrontos e os balanços de centenas ou milhares de mortos são impossíveis de confirmar. Muammar Khadafi promete lutar até ao fim para manter o controlo do país que lidera há 42 anos. O minuto a minuto da terceira revolução do mundo árabe em dois meses.
Na guerra entre os EUA e a Espanha, a propósito da despótica colonização espanhola de Cuba, ocorreu o episódio que deu origem à frase “Levar a carta a Garcia”, divulgada por Elbert Hulbard em 1899. O presidente americano, Mackinley, precisou de contactar com um dos chefes da guerrilha cubana, o general Garcia. Chamou um tal Soldado Rowan e passou-lhe uma carta para ser entregue, em Cuba, ao comandante rebelde. Pelo que se conta, Rowan, sem nada perguntar, meteu a missiva numa bolsa impermeável e partiu para Cuba. Percorreu montes e vales, selvas e praias, mas, quatro dias depois, entregou a carta a Garcia e regressou aos EUA para dar conta do cumprimento da missão ao seu presidente. É este o sentido da expressão que dá título a este blogue: “Cumprir eficazmente uma missão, por mais difícil ou impossível que possa parecer”. (in Ciberdúvidas)