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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Passos preso a "escritório de contabilidade de S. Bento"

por:dn.pt/Miguel Marujo-Hoje
Carlos Zorrinho abriu a reunião de deputados socialistas em Bragança com críticas a um Governo que acusa de não ir ao terreno ver a "flagelação desnecessária" imposta aos portugueses
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O líder da bancada do PS abriu as jornadas parlamentares esta manhã com dois apelos a Passos Coelho e ao seu Governo, a quem apontou a "cada vez maior dificuldade em sair do escritório de contabilidade que montaram em São Bento e em confrontarem-se com a realidade do terreno".
O primeiro apelo de Carlos Zorrinho é "contra a arrogância política deste Governo, que o tem isolado do diálogo construtivo", com os parceiros sociais, mas também com o próprio PS, exemplificando com "a rutura do consenso europeu" registada no final da semana passada, quando a maioria governamental chumbou no Parlamento a proposta socialista de um ato adicional ao Tratado Europeu Orçamental.
O segundo apelo é para que o Governo vá "ao terreno", para "ouvir as pessoas" para que Passos Coelho perceba "a flagelação desnecessária" que, segundo o líder socialista, está a ser aplicada aos portugueses.
"Não aceitamos o empobrecimento estrutural do nosso país", sublinhou Zorrinho, para fazer a sua profissão de fé. "O ajustamento é um esforço coletivo para voltarmos a crescer e criar empregos. O [ajustamento] deles [do Governo] é para aceitarmos o empobrecimento."

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sócrates condena quem explora a pobreza para retirar dividendos políticos

Porto, 18 dez (Lusa)

"O secretário-geral do PS condenou hoje quem explora “de forma descarada” a questão da pobreza para retirar dividendos políticos, dizendo que os verdadeiros combatentes contra a pobreza são discretos e afastam-se do “exibicionismo”.

A posição de José Sócrates foi assumida num longo discurso feito de improviso, com cerca de 50 minutos, no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, que se iniciaram quinta-feira no Porto.

Perante os deputados do PS, José Sócrates referiu-se de forma implícita a um dos temas de polémica que tem marcado a pré-campanha das eleições presidenciais.

“Nós não queremos explorar a pobreza para benefício político. Nós fazemos tudo o que está ao alcance de um político para desenvolver estratégias de redução das desigualdades, mas o que me indigna também é ver que tantas vezes políticos que não resistem à exploração mais descarada da pobreza e das dificuldades do país”, disse o primeiro-ministro.

O líder do executivo reforçou ainda esta última ideia: “Eu não gosto de ver a pobreza como uma indústria da qual se pretende retirar dividendos políticos”, porque “isso não é positivo para nenhum combate à pobreza”.

Ainda neste contexto de recados em torno da ética política, José Sócrates frisou que o combate à pobreza “é do Estado e da sociedade”.

“Sempre elogiei todos aqueles que com boa vontade se dedicam a ajudar o próximo. Aqueles que verdadeiramente têm a grandeza de pensar apenas no próximo, de pensar apenas no combate às dificuldades ajudando o seu semelhante, ajudando um compatriota, esses fazem-no de forma discreta, porque não precisam de nenhum louvor público para fazer aquilo que devem”,
apontou.

Em síntese, para Sócrates, é com essa atitude de humildade que um cidadão se deve comportar “e não com o exibicionismo da luta contra a pobreza apenas a pensar em rendimentos políticos”.

PMF/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***