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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Cavaco defende «mais sacrifícios só para quem ainda não foi afectado»

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu esta sexta-feira que a exigência de mais sacrifícos aos portugueses deverá incidir apenas sobre «quem ainda não foi afectado». Falando aos jornalistas à margem da inauguração da primeira fábrica de nanotecnologia em Portugal, em Coimbra, o chefe de Estado considerou ainda que a medida anunciada ontem pelo BCE de comprar dívida dos países em dificuldade é «positiva» mas «peca por tardia».
Cavaco considerou que apís a «experiência de 15 meses» de aplicação do programa de ajustamento negociado pelo anterior Governo com a troika esta é «uma boa altura para se fazer uma revisão dos compromissos assumidos», principalmente à luz das «alterações na conjuntura internacional».Já sobre um aumento dos sacrifícios dos portugueses, o Presidente sublinhou ser necessária «equidade nas decisões», acrescentando que «eventualmente só se podem considerar para acréscimos de sacrifícios os que ainda não foram afectados».Ainda sobre a decisão do BCE, Cavaco considera que seria discriminatório se a instituição liderada por Mario Draghi apenas comprar dívida portuguesa em 2013. A esse propósito, o Presidente lembra que «Portugal já está nos mercados porque está a emitir dívida a doze meses».
Hoje-Diário Digital

quinta-feira, 24 de março de 2011

Recebo com espanto notícia de que PSD admite aumento de impostos,diz Pedro Silva Pereira

Lisboa, 24 mar (Lusa)

O ministro da Presidência manifestou hoje “espanto” por o PSD admitir um aumento de impostos logo no dia seguinte a ter contribuído no Parlamento para a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

As declarações de Pedro Silva Pereira foram proferidas no final do Conselho de Ministros, depois de confrontado com o facto de o PSD não afastar a possibilidade de um aumento do IVA.

“Enquanto Governo, a única coisa que posso dizer é que recebo essa notícia com surpresa e espanto”, respondeu o ministro da Presidência, antes de apontar os motivos inerentes à sua reação.

“O PSD, junto do Governo, sempre defendeu que a consolidação das contas públicas fosse feita pelo lado da despesa e recusou sempre o aumento dos impostos – foi aliás o argumento para a ameaça de chumbo do Orçamento para 2011. Depois, o PSD passa de um dia para o outro do chumbo do PEC com o argumento de que não são precisas mais medidas para a apresentação de uma medida que é nem mais nem menos do que o aumento dos impostos”, disse.

Segundo Pedro Silva Pereira, o “espanto” da reação do Governo à ideia do PSD é grande, “tendo em conta o que foi o diálogo político com o PSD”.

Na mesma conferência de imprensa, interrogado se o Estado Português poderá enfrentar a prazo problemas de tesouraria, com falhas de pagamentos, o ministro da Presidência deu a seguinte resposta: “O Governo vai fazer a sua gestão dos negócios públicos nesta situação da melhor forma para servir o interesse nacional”.

PMF /Lusa