Lisboa, 04 jun (Lusa)
O primeiro ministro anunciou hoje que os indicadores provisórios da receita entre janeiro e maio indicam uma subida de 4,7 por cento, considerando que essa execução dá “conforto e segurança” para garantir os objetivos orçamentais para este ano.
“A verdade é que nós já temos os indicadores provisórios da receita entre janeiro e maio e esses indicadores são muito positivos. A receita entre janeiro e maio sobe 4,7 por cento, o que quer dizer 3,5 acima daquilo que está orçamentado”, afirmou o chefe do executivo, José Sócrates, durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
Ou seja, sublinhou, a execução orçamental nos primeiros cinco meses do ano “prova que as coisas e a orientação orçamental vai no sentido correto”.
“Entre janeiro e maio nós já temos uma execução e a verdade é que essa execução nos dá conforto e segurança para podermos garantir os objetivos orçamentais para este ano e recordo que o objetivo orçamental para este ano é de 7,3”, acrescentou.
Desta forma, notou, a realidade prova que, ao contrário das acusações que foram feitas Governo, as previsões não foram “excessivamente otimistas.
“A realidade veio a mostrar que não fomos nada otimistas, pelo contrário, fomos muito prudentes”, frisou, considerando que o comportamento económico de Portugal nos primeiros cinco meses do ano foi “digno de um país que está a recuperar a sua economia”.
José Sócrates, que respondia às questões colocadas pela bancada socialista, revelou ainda que em maio registou-se “uma subida do IVA líquido de cerca de 30 por cento”, o que “diz muito da actividade económica”.
Além disso, continuou, entre janeiro e maio deste ano a subida das receitas do IVA líquidas são de 18,8 por cento, o que oferece “uma segurança e uma margem orçamental muito positiva”.
Ainda em resposta ao líder do grupo parlamentar socialista, o primeiro ministro falou também da União Europeia reiterando a ideia que a crise económica e financeira que teve início em 2008 trouxe “lições muito importante”, nomeadamente o ensinamento de que os estados membros devem manter-se unidos.
“Responderemos melhor em conjunto do que isolados”, defendeu, preconizando “uma maior integração das políticas económicas”.
Pois, lembrou, “como se viu nos primeiros três meses deste ano a manifestação de indecisões egoístas e não considerando o interesse europeu levaram ao agravamento da situação”.
Antes, o líder parlamentar do PS, Francisco Assis, tinha já alertado para o facto da Europa não ser “homogénea”, existindo ainda zonas que têm de ser protegidas, e deixando críticas à forma de agir do Governo alemão.
“A resposta da direita alemã não é a que nos interessa”, disse.
VAM/Lusa
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***