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domingo, 6 de novembro de 2011

Seguro reclama “disponibilidade” a Passos e diz que no Parlamento não vai haver “mero jogo partidário”

Odivelas, 06 nov (Lusa)
O secretário-geral do PS defendeu hoje que os portugueses exigem que o primeiro-ministro mostre "disponibilidade" para negociar um melhor Orçamento do Estado, e assegurou que o que se vai seguir no Parlamento "não é um mero jogo partidário".

"O que os portugueses exigem neste momento ao primeiro-ministro de Portugal é que ele mostre disponibilidade, em nome do país, da mesma forma que o Partido Socialista e eu próprio mostrámos disponibilidade para ajudar Portugal a sair desta crise", afirmou António José Seguro.

Na abertura de um plenário com militantes socialistas em Odivelas, o líder do PS afirmou que "o que se vai seguir no Parlamento não é um mero jogo partidário" e que os socialistas vão protagonizar uma "abstenção violenta, mas construtiva" ao Orçamento.

"Não, não quero jogar. O que vai seguir-se no Parlamento é um debate sério, sobre propostas que possam e devam melhorar o Orçamento, a fazer com que haja mais justiça na repartição dos sacrifícios, que se levante esse estigma que o Governo colocou sobre os funcionários públicos", afirmou.

O PS vai propor na Assembleia da República que sejam mantidos um dos subsídios aos funcionários públicos e aos reformados e que seja negociado com o Banco Europeu de Investimento (BEI) uma linha de credito de cinco mil milhões de euros para introduzir liquidez nas empresas, nomeadamente as exportadoras.

António José Seguro reiterou que quer "evitar que Portugal passe pelo que a Grécia está a passar" e que nunca fará ao país "o que o líder da oposição grega está a fazer à Grécia", recusando entendimentos com o primeiro-ministro.

O líder socialista quer combater o "estigma sobre os funcionários públicos em Portugal".

"No momento em que se exigem tantos sacrifícios, é importante que não se divida os portugueses, que não se lance estigma sobre os funcionários públicos, que não se ponham portugueses contra portugueses", defendeu.

"Não há portugueses que trabalham na função pública e portugueses que trabalham no privado, há apenas portugueses que trabalham diariamente para fazer o melhor pelo nosso país, para ganharem o seu salário e darem de comer à sua família", sublinhou.

No sábado, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, manifestou disponibilidade do Governo para avaliar todas as propostas ao Orçamento, qualificando como "muito positivo" o voto de abstenção dos socialistas.

sábado, 29 de outubro de 2011

OE2012: Seguro e Assis em plenários com militantes logo depois de o PS definir sentido de voto

Lisboa, 29 out (Lusa)
O secretário-geral do PS, António José Seguro, e o candidato derrotado à liderança, Francisco Assis, vão participar num conjunto de 30 plenários com militantes, depois de os socialistas definirem o seu sentido de voto sobre o Orçamento.

De acordo com fonte da direção do PS, os plenários com militantes vão cobrir praticamente todos os distritos do país, com António José Seguro a estar presente numa reunião na sexta-feira em Matosinhos e Francisco Assis no sábado em Peso da Régua.

Os plenários com militantes, que envolverão dezenas de dirigentes e deputados deste partido e que se realizam sexta-feira e no próximo sábado, acontecerão um dia depois da Comissão Política Nacional do PS, na quinta-feira, reunião em que será decidido o sentido de voto dos socialistas face à proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2012.

Na convocatória que está a ser feita aos militantes socialistas, refere-se que os plenários terão como objetivo "debater a situação política com especial incidência nas questões económicas e sociais".

"A realização destes plenários integra-se num dos objetivos cimeiros da atual direção: Estar próximo dos militantes e discutir com eles a situação política", referiu à agência Lusa um elemento do Secretariado Nacional do PS.

Em termos políticos, participam na série de plenários com militantes quase todos os membros do Secretariado Nacional do PS, assim como a quase totalidade dos elementos da direção do Grupo Parlamentar do PS.

A nota mais relevante é contudo a presença de Francisco Assis nesta lista, que no início da sessão legislativa esteve várias vezes em desacordo com a direção de Seguro, mas que agora também se tem demarcado de algumas posições protagonizadas pelo chamado "núcleo duro socrático", designadamente no que respeita à estratégia de pressão para que o PS vote contra a proposta de Orçamento logo na generalidade.

Apesar de Assis (contra o entendimento de Seguro) ter defendido que o PS deveria comunicar a sua abstenção mesmo antes de conhecer a proposta de Orçamento do Governo, agora, sobretudo nos últimos dias, tem-se aproximado mais da posição de moderação sustentada pela direção nesta questão, continuando a entender que os socialistas se deverão abster face ao Orçamento.

PMF/Lusa