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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

OE 2012:Corte nos subsídios aprovado

por:D.D.;Dn.pt-Hoje
O Parlamento já aprovou o corte nos subsídios de Natal e de férias, numa versão aligeirada: atingirá rendimentos brutos acima de 600 euros, sendo a sua aplicação progressiva até aos 1100 euros, a partir dos quais o corte será total.

O PS absteve-se na 'modelação' proposta hoje pela maioria e votou contra o artigo quer corta os dois subsídios. As alterações valem para pensões e para a função pública.

Ao mesmo tempo, e apesar daquela abstenção, o PS quis levar a votos a sua proposta de manter um dos subsídios intocáveis. Foi chumbada pela maioria.

Apesar da abstenção socialista, a deputada Isabel Moreira (eleita nas listas do PS, sendo independente) votou contra a proposta da maioria, 'furando' a indicação de voto. Mais: votou a favor das propostas do Bloco e PCP que propunham a manutenção dos salários e pensões como estão.

Na versão inicial do Governo, entre o salário mínimo (485 euros) e os 1000, estava previsto um corte gradual até à perda de um dos subsídios.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Basílio Horta diz que Santos Pereira "vai passar a ser ministro do desemprego"

por:DN.pt; Lusa-Hoje
O deputado socialista Basílio Horta defendeu hoje que as políticas de contracção económica farão de Álvaro Santos Pereira um "ministro do desemprego" ou o "velho ministro de abastecimento e preços" em vez de responsável por uma economia internacionalizada.

"Como a prioridade do Governo não é a retoma económica, como a prioridade do Governo é aumentar impostos e cortar salários e viver no momento permanente de contracção, obviamente que o senhor ministro deixa de ser ministro do Emprego para passar a ser ministro do desemprego", acusou Basílio Horta.

Numa interpelação ao Governo no Parlamento, por iniciativa do BE, o deputado socialista insistiu na ideia segundo a qual há "uma ausência de Economia" no Governo, lembrando que o empresário e presidente do conselho nacional do CDS, António Pires de Lima, afirmou que o ministro Economia "é um problema" para este Governo.

Basílio Horta comparou as opções do Governo à "experiência chilena dos anos 80", em cortes salariais e aumento de impostos queriam meter os chilenos "na ordem", mas culminaram em "desemprego em quase 30 por cento" e "construção de uma sociedade para poucos e de um Estado para poucos".

O PS insistiu que "a consolidação orçamental se deve fazer simultaneamente com a retoma do crescimento", sob pena de Álvaro Santos Pereira chegar a "2013 com poucas empresas e poucas famílias".

"Por este caminho vossa excelência será o velho ministro de abastecimento e preços ou o secretário de estado do Comércio Interno, agora ministro da Economia, de uma economia internacionalizada, isso é que o vossa excelência não será, com grave prejuízo para a economia portuguesa", acusou.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Governo prevê recessão de 2,8% em 2012

por: DN.pt/Hoje

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou esta tarde, em conferência de imprensa sobre Orçamento de Estado para 2012, que a taxa de desemprego chegará aos 13,4% no próximo ano.

Vítor Gaspar garantiu que "as opção seguidas neste Orçamento de Estado são necessárias para proteger a economia e a sociedade portuguesa contra abismos incalculáveis".

Na conferência de imprensa, o ministro afirmou que "este orçamento é um dos mais exigentes orçamentos do Estado alguma fez elaborados em Portugal", mas realçou que "o esforço do lado da despesa é substancialmente maior que no lado da receita". Vítor Gaspar afirmou ainda que se trata de um conjunto de propostas "transversal" e que "garante a protecção dos mais vulneráveis (quer nas medidas mais gerais, quer nas mais específicas)".

O ministro das Finanças comentou que "2012 aparecerá como antecâmara da recuperação económica" e que Portugal tem de "romper com o hábito do passado de tolerar desvios orçamentais". Isto depois de ter alertado para um desvio de 3400 milhões de euros no orçamento de 2011.

"É indispensável corrigir de forma permanente os desequilíbrios que acumulámos na última década", disse, confessando que o Governo espera uma recessão de 2,8% para o próximo ano, o que, segundo o Diário Económico, será a maior desde 1981. O ministro das Finanças avançou que este ano a recessão deverá ser de 1,9%.

Quanto à taxa de desemprego, Vítor Gaspar admitiu que o Governo espera que chegue aos 13,4% no próximo ano e de 12,5% no final de 2011. "O nível de actividade económica irá recuperar em 2013 e taxa de desemprego começará a descer", afirmou.

Vítor Gaspar enunciou depois algumas das propostas que constam do Orçamento de Estado 2012 (ver site especial sobre o tema)

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, entregou hoje, à 17h00, a proposta de Governo de Orçamento do Estado para 2012 no Parlamento, em conjunto com uma proposta de Orçamento rectificativo para 2011.

As duas propostas foram entregues à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, em formato digital e em papel, numa reunião que durou aproximadamente 20 minutos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Medidas de austeridade do Governo são violentas e injustas,diz Seguro

Lisboa, 14 out (Lusa)
O secretário-geral do PS afirmou hoje que as medidas anunciadas quinta-feira pelo primeiro-ministro são "violentas" e "injustas" e não são as constantes no memorando da troika assinado por Portugal.

António José Seguro falava na abertura do debate quinzenal na Assembleia da República, um dia depois de Pedro Passos Coelho ter anunciado numa declaração ao país as principais linhas da proposta de Orçamento do Estado para 2012.

"As medidas que anunciou [quinta-feira] não são as medidas constantes no memorando da troika, nem representam o caminho que o PS escolheria para Portugal", declarou o líder socialista, acusando o primeiro-ministro de faltar às promessas eleitorais.

Antes de se referir em concreto a decisões do Governo como os cortes nos subsídios de férias e de Natal na administração pública e setor empresarial do Estado, o secretário-geral do PS classificou as medidas do executivo como "violentas e injustas".

"Estas medidas representam um golpe fortíssimo na já debilitada classe média", não tendo existindo ao mesmo tempo "idênticos sacrifícios" na tributação do capital e dos lucros das grandes empresas".

A intervenção inicial de António José Seguro foi interrompida várias vezes por protestos da bancada do PSD, sobretudo, depois de acusar o Governo de estar "a matar" o crescimento económico do país.

Seguro disse depois discordar em absoluto do aumento do IVA na restauração e dos cortes nos subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos e pensionistas.

"Estas são as suas escolhas, mas não são as escolhas do PS. As suas escolhas só podem surpreender os portugueses, porque não correspondem nem de perto nem de longe às promessas eleitorais que fez aos portugueses", apontou o secretário-geral do PS, recebendo palmas da sua bancada.

O líder socialista acusou ainda o primeiro-ministro de "nem uma palavra dizer sobre corte nas gorduras do Estado" e de proceder a quatro cortes salariais nos próximos anos.

"A taxa social única (TSU) que, segundo o primeiro-ministro, estava preparada e que iria ser imediatamente concretizada, pois bem quinta-feira ficou a saber-se que a varinha mágica deste Governo para a competitividade afinal era relegada para as calendas gregas. Ganhou as eleições com umas promessas, mas está a executar outro programa", protestou ainda o secretário-geral do PS.

Ainda de acordo com Seguro, das contas já apuradas, ficou a saber-se que os desvios na Madeira "correspondem ao subsídio de Natal dos funcionários públicos".

"Depois de ter negociado o Orçamento para 2011 e o memorando da troika, o primeiro-ministro disse depois no seu ato de posse que nunca se desculparia com o passado. Não pode agora alegar desconhecimento. É altura de se responsabilizar a deixar-se de desculpas para governar o país", acrescentou Seguro.

PMF/Lusa

Mais meia hora por dia vale como um corte salarial de 6,25% e "agravará o desemprego",diz Carvalho da Silva

Lisboa, 14 set (Lusa)

O aumento de duas horas e meia de trabalho por semana, anunciado na quinta-feira pelo primeiro-ministro, “agravará o desemprego” e representa um corte nos salários de 6,25 por cento, afirmou hoje o secretário-geral da CGTP.
Manuel Carvalho da Silva considerou que esta medida, que será inscrita no Orçamento do Estado para o próximo ano e com caráter provisório até 2013, “não vem resolver nenhum problema de emprego, pelo contrário, agravará o desemprego, quer nas empresas cuja atividade já não é hoje a cem por cento, quer nas empresas que possam ter atividade intensa”.
“Horas de trabalho são valor de salário, e esta medida significa uma tentativa de cortar de imediato 6,25 por cento nos salários dos trabalhadores”, acrescentou o secretário-geral da Intersindical.
Esta central sindical, que convocou os órgãos de comunicação social para uma conferência de imprensa para reagir ao anúncio feito na quinta-feira à noite pelo primeiro-ministro de mais medidas de austeridade, considerou por outro lado, que a medida não contribui “em nada para o aumento da competitividade e muito menos para o pagamento da dívida”.
Pedro Passos Coelho defendeu esta medida como um estímulo à competitividade das empresas, alternativo à redução significativa da taxa social única (TSU), que o Governo não se encontra, neste momento, em condições de levar a cabo.
“Os resultados obtidos por esta intensificação da exploração irão diretos para aqueles que lhes podem deitar as mãos, que são os acionistas das empresas”, contrapôs Carvalho da Silva.
Por outro lado, reforçou o sindicalista, a alteração dos horários de trabalho “são matéria que a Organização Internacional do Trabalho, ao longo da sua história, reclama que sejam negociações bilaterais entre patrões e trabalhadores. Os Estados devem procurar dar atenção aos limites máximos dos tempos de trabalho, mas mesmo nesses casos, sustentados por negociações bilaterais”, indicou.
Carvalho da Silva considerou ainda esta que esta "decisão unilateral" é "inqualificável do ponto de vista da sua fundamentação, violenta contra os trabalhadores e à margem de qualquer discussão com os parceiros sociais”.
A medida foi um argumento utilizado pelo secretário-geral da CGTP para regressar à acusação de falência do processo de concertação social.
“O processo de concertação social que tem estado a ser desenvolvido, encenando-se que se anda a discutir com os parceiros sociais o crescimento, a competitividade, e o emprego é uma farsa absoluta. Não se discute aquilo que é concreto, fala-se de temas que nem sequer têm cabimento (…) e ao mesmo avança-se contra tudo e contra todos com estas medidas”, afirmou Carvalho da Silva.
O sindicalista abordou ainda a questão da redução dos feriados, considerando-a "o ressuscitar de uma velha questão", tentada por "vários governo conservadores", mas "em relação à qual nunca houve coragem de enfrentar nos 37 anos de democracia". Carvalho da Silva lembrou que "vários governos conservadores foram neste sentido, mas nunca tiveram esta ousadia" e considerou que a ideia "é um exemplo do descontrolo, mas também um alerta para a sociedade portuguesa, porque ai da sociedade que perde os seus valores".
APL/Lusa

UGT e CGTP reúnem-se segunda-feira para avaliar greve geral

por:DN/Lusa,Hoje

Os líderes da UGT e da CGTP deverão reunir-se na segunda-feira para debater a possibilidade de uma greve geral em resposta às medidas anunciadas pelo Governo na quinta-feira, disse hoje o secretário-geral da UGT.


"Tem que haver uma resposta do movimento sindical", afirmou o dirigente máximo da UGT numa conferência de imprensa em Lisboa, onde se pronunciou sobre as medidas inscritas no Orçamento do Estado para 2012 e que foram anunciadas quinta-feira à noite pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Em relação a uma possível adesão da UGT a uma greve geral, João Proença admitiu que "todos os cenários são possíveis".

No entanto, alegou que uma reacção às medidas divulgadas pelo chefe do Executivo, Passos Coelho passa por "várias formas de luta e não apenas uma".

Sobre a medida do Governo que prevê um aumento em meia hora por dia do trabalho semanal no setor privado, João Proença considerou que vai provocar uma subida "brutal do desemprego", considerando que a medida levanta dúvidas à UGT em termos de constitucionalidade.

O líder sindical admitiu também que as medidas do Orçamento de Estado para 2012 vão provocar "uma quebra do consumo" e uma "contracção da economia" que será extensiva a todos os sectores da actividade, com destaque para a restauração, comércio e turismo, bem como para o conjunto do sector produtivo.

OE2012: Bruxelas só comenta quando for apresentado o documento mas admite que pressão agora é maior

Bruxelas, 14 out (Lusa)

A Comissão Europeia escusou-se hoje a comentar as medidas de austeridade anunciadas na véspera pelo primeiro-ministro português, apontando que só comentará a proposta quando houver um documento, mas admitiu que “os recentes desenvolvimentos aumentaram a pressão”.

Questionado sobre as medidas anunciadas quinta-feira à noite por Pedro Passos Coelho, na sua declaração ao país sobre as principais linhas da proposta de Orçamento do Estado para 2012, o porta-voz dos Assuntos Económicos, Amadeu Altafaj Tardio, disse que a Comissão só fará comentários quando houver uma apresentação formal, mas disse que Bruxelas está “segura da determinação das autoridades portuguesas em fazer tudo o que for preciso para alcançar as metas acordadas”, que reconheceu serem agora mais exigentes, face “a recentes desenvolvimentos, como o desvio (nas contas) da Madeira”.

O primeiro-ministro anunciou na quinta-feira que as medidas do OE2012 visam garantir o cumprimento dos acordos internacionais, e que passam, entre outras, pela eliminação do subsídio de férias e de natal para os funcionários públicos com vencimentos ou pensões acima de mil euros por mês, enquanto durar o programa de ajustamento financeiro, até ao final de 2013.

Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1000 euros ficarão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios.

As pensões acima do salário mínimo e abaixo de mil euros sofrerão, em média, a eliminação de um dos subsídios.

O chefe do Governo afirmou que há um desvio orçamental de 3 mil milhões de euros e anunciou também que o executivo vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional.

ACC/PPF/Lusa

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

“Mais uma vez se mostra o enorme embuste político que foi e é a ação do PSD e do CDS”,diz Augusto Santos Silva

Porto, 13 out (Lusa)

O ex-ministro Augusto Santos Silva disse hoje que "mais uma vez se mostra o enorme embuste político que foi e é a ação do PSD e CDS", lamentando que "este Governo faça gala de ir além do memorando da troika".

Questionado pela Agência Lusa à entrada para um debate promovido pela JS Porto sobre "Portugal, hoje: reflexão sobre o futuro", Augusto Santos Silva disse ver "com muita preocupação" as medidas de austeridade previstas no Orçamento do Estado para 2012 hoje anunciadas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

"Em primeiro lugar, demonstra-se mais uma vez a irresponsabilidade daqueles que provocaram uma crise política no passado mês de março, precipitaram eleições antecipadas em Portugal e sobretudo impediram o país de negociar, em condições mais favoráveis, um acordo com as instituições e obrigaram o país a precipitar-se nos braços da troika", lamentou.

Para o ex-ministro da Defesa Nacional do último Governo de José Sócrates, "mais uma vez se mostra o enorme embuste político que foi e é a ação do PSD e do CDS", realçando que "tudo quanto o PSD e o CDS - e sobretudo o PSD - disseram na campanha estão a desdizer agora".

"Tudo se resolvia pela redução da Taxa Social Única, o primeiro-ministro acaba de anunciar que não haver nenhuma alteração na TSU; tudo se resolvia com cortes nos consumos intermédios do Estado, não era preciso sequer mexer no 13º mês deste ano e vê-se que as únicas soluções que este Governo consegue conceber é corte de salários, corte nas transferências sociais e aumento dos impostos", enumerou à Agência Lusa.

Santos Silva explicou ainda que "estas medidas são muito preocupantes porque todas elas são recessivas e vão agravar as dificuldades da economia portuguesa".

"Aliás, quem tiver ouvido o primeiro-ministro sabe que não ouviu uma única palavra sobre medidas de crescimento económico", criticou.

O socialista lamentou ainda que o atual Governo "faça gala de ir além do memorando da troika".

O primeiro-ministro anunciou hoje que as medidas do OE2012 visam garantir o cumprimento dos acordos internacionais, e que passam, entre outras, pela eliminação do subsídio de férias e de natal para os funcionários públicos com vencimentos ou pensões acima de mil euros por mês, enquanto durar o programa de ajustamento financeiro, até ao final de 2013.

Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1000 euros ficarão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios.

As pensões acima do salário mínimo e abaixo de mil euros sofrerão, em média, a eliminação de um dos subsídios.

O chefe do Governo afirmou que há um desvio orçamental de 3 mil milhões de euros e anunciou também que o executivo vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional.

JF/Lusa

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

OE2012: Fisco vai passar a cobrar coimas por falta de pagamento de taxas moderadoras

Lisboa, 12 out (Lusa)

Os utentes que não paguem as devidas taxas moderadoras nos serviços de saúde ficam sujeitos a coimas mínimas de 50 euros, cuja cobrança passa a ser feita pela Direção Geral de Impostos.

Segundo a proposta preliminar do Orçamento do Estado para 2012, a que a agência Lusa teve acesso, o não pagamento é uma contra-ordenação punível com coima de valor mínimo correspondente a cinco vezes o valor da taxa moderadora.

A proposta prevê que estas coimas nunca sejam inferiores a 50 euros e que possam chegar, pelo menos, a 250 euros.

O documento estabelece que passa a ser a Direção Geral de Impostos (DGCI) a responsável pela cobrança destas multas.

Para a DGCI revertem 25 por cento dos produtos das coimas cobradas, 35 por cento são para a unidade de saúde que elabora o auto de notícia e 40 por cento para o Estado.

Caso não haja o pagamento de taxas moderadoras no prazo de 10 dias, cada unidade tem de comunicar ao fisco, que pode vir a proceder à cobrança coerciva caso não haja pagamento efetivado.

ARP/Lusa

OE2012: PS diz que Governo apresentou "algumas ideias muito genéricas" da proposta

Lisboa, 12 out (Lusa)

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, afirmou hoje que o Governo apresentou aos socialistas "algumas ideias muito genéricas" da proposta de Orçamento do Estado para 2012, escusando-se, por isso, a comentar o seu conteúdo.

"Nós tivemos agora conhecimento de algumas ideias muito genéricas e, por isso, consideramos que devemos aguardar a entrega do documento globalmente para depois nos pronunciarmos sobre ele", disse o líder parlamentar do PS aos jornalistas, no Parlamento, no final de um encontro com o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, e a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares, Teresa Morais.

Nesta reunião com o Governo sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2012, que durou cerca de 40 minutos com, participaram também os vice-presidentes do grupo parlamentar do PS José Junqueiro e Pedro Nuno Santos.

Questionado pelos jornalistas, o líder parlamentar do PS não quis adiantar nada sobre as "ideias muito genéricas" apresentadas pelo Governo.

"Este contexto é merecedor de um grande sentido de Estado por parte de todas as forças políticas e de um grande sentido do interesse nacional e, por isso, nós só nos pronunciaremos quando conhecermos todo o documento", reiterou, considerando que "qualquer declaração feita agora seria prematura".

Carlos Zorrinho fez questão de reafirmar que "o interesse nacional prevalecerá" na análise do PS sobre o Orçamento do Estado para 2012: "O PS analisará este Orçamento tendo em conta o interesse nacional e não tendo nenhum constrangimento de caráter de eventual interesse partidário".

IEL/Lusa

terça-feira, 11 de outubro de 2011

OE2012: Conselho de Ministros aprova proposta na quinta-feira

Lisboa, 10 out (Lusa)

O Conselho de Ministros, que hoje se reuniu extraordinariamente durante mais de sete horas para discutir a proposta de Orçamento do Estado para 2012, vai aprovar este documento na quinta-feira.

“O Conselho de Ministros esteve hoje reunido para apreciar a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012. A aprovação do documento terá lugar na reunião ordinária do Conselho na próxima quinta-feira”, anunciou o Governo, através de comunicado.

A reunião de hoje do Conselho de Ministros começou pelas 15:00 horas, tendo terminado cerca das 22:40 horas, disse fonte do Executivo à Agência Lusa.

A proposta de Orçamento do Estado para 2012 tem de ser entregue no Parlamento até à próxima segunda-feira, dia 17.

Para o mesmo momento, o governo PSD/CDS-PP remeteu a entrega de uma proposta de Orçamento retificativo para 2011 para corrigir o “desvio” encontrado nas contas deste ano.

No dia 07 de julho, o Conselho de Ministros aprovou um calendário segundo o qual a proposta de Orçamento do Estado para 2012 seria aprovada a 06 de outubro.

A discussão teve início nessa data, mas não ficou concluída, tendo sido marcada uma reunião extraordinária para hoje “com uma agenda exclusivamente dedicada à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012”.

Hoje, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou que este “será seguramente o Orçamento mais difícil de fechar e o mais difícil de executar” de que há “memória em Portugal”.

IEL/Lusa