Eu me sinto culpada por tudo!
Pela Anna não ter nascido de PN
Errar é humano, já diz o ditado.
Mãe é ser humano.
A gente aprende APENAS com nossos erros. A gente não aprende em livros a maternar, não aprende com a nossa própria mãe, muito embora ela tente nos passar toda a vasta experiência dela nesse quesito, a gente não aprende com a irmã mais velha, nem com a sogra, nem com a amiga de colégio q é 5 anos mais nova q vc e está no 5º filho.
Não!
A gente aprende com a gente mesmo e pior, com tudo aquilo q a gente erra com os pequenos desde o dia em q eles chegam do hospital quietinhos, geralmente dormindo, uma benção!
Hoje eu entendo q tudo q eu me culpei e me culpo em relação a Anna Laura é aprendizado. Se me culpei é pq errei, se errei aprendi, se não aprendi é pq eu sou uma anta mesmo, mas daí é outro assunto...
Outro dia, na vdd há um tempo atrás, eu, minha irmã e minha mãe falávamos disso, da culpa q uma mãe carrega, sabe-se Deus pq, dentro de si.
E minha mãe nos confidenciou de q nunca havia sentido qlq tipo ou grau de culpa com nenhuma das três filhas. Opa, pera lá, como assim mãe?
Vc então era A SABICHONA, a puta mãe, a q nunca errava?
A resposta dela foi CLARA: ELA NUNCA SE CULPOU PQ NUNCA SE COMPAROU A NENHUMA OUTRA MÃE!
Leiam bem a simplicidade disso.
Ela NUNCA comparou o seu ato de maternar, com o ato de maternar de nenhuma mãe q ela conhecia. Ela simplesmente fez o q ela achava certo, o q pra ela era bacana e conveniente!
Ela NUNCA se quer comparou qlq uma das filhas dela, com o filho de ng!
É isso minha gente!
A culpa q a gente TANTO diz carregar, redundantemente, é culpa das comparações q fazemos com os outros, ou outras na vdd!
Se eu me culpei MESES por ter feito cesárea (isso é hipotético, deixemos claro!) é pq eu li, ouvi q seja, q PN era melhor, q mães de PN são melhores mães, q mulheres q fazem PN são isso aquilo e aquilo outro...
E porra, CLARO q eu iria me culpar!
Como não se achar a PIOR mãe do mundo qdo o mundo inteiro aponta a SUA escolha, aquela q mais se ajustou a vc, errada?
Vou mais longe.
A internet (facebook, twitter, blogs, sites especializados...) tem uma grande camada de culpa nisso tb!
No tempo em q minha mãe tinha as filhas bebês, não existia internet e ela não ia sair no portão de casa pra olhar, fuçar, bisbilhotar a vida alheia e sair se comparando com as outras mulheres na msm condição q ela estava naquele momento.
A internet nos dá essa oportunidade.
A gente conhece, vê, lê sobre isso o tempo todo. A gente sabe como fulana e beltrana criam e educam seus filhos, sabe q ela fez cesarea, sabe q ela amamentou o filho até os 2 anos de idade, sabe q ela foi passar as férias na Disney. A gente lê pq todo mundo escreve! E por isso acabamos comparando o peso, o tamanho, a educação,a inteligência, tudo dos nossos filhos com os filhos de quem a gente se quer viu mais gorda. E isso não é saudável! E comparando, e vendo, e sofrendo pq o bebê da fulana q mora no interior da Bahia pesa mais do q o seu e tem a mesma idade, a gente acaba...se culpando! Fato!
Pq o bebê da fulana é mais gordinho q o meu? O q eu fiz de errado? Onde foi que eu errei? E por aí vai nosso delírio materno!
Gente, basta!
A gente ñ tem q se culpar por nada!
A gente ,sem a menor sombra de dúvida, é a melhor mãe para o nosso filho.
Se a gente seria a melhor mãe pro filho da amiga do facebook eu não sei, mas pro NOSSO filho, certeza q somos!
Ser mãe é isso aí!
É entrega...e se entregar traz todos os tipos de sentimentos (bons e ruins) junto!
Por falar em culpa, a Revista Pais & Filhos desse mês fala sobre isso!
Eu comprei a revista, mas admito q comprei não pela matéria...rs
E sim pela CAPA!
Sim, a capa do mês de Novembro da revista é o Pedro, filho da minha querida amiga Bruna Galves!
É ou não é o bebê mais gostoso do mundo?
E eu, babona assumida no bebê de TODAS as minhas amigas, comprei a revista ontem mesmo!
Agora ela ficará aqui guardadinha! :)
Então é isso meninas, chega de culpa né?
Chega de comparações sem fundamento, pq no final, TODAS as crianças são iguais, fazem coisas iguais, porém, cada uma a seu tempo, EXATAMENTE como nós, os adultos fazemos!
Um beijo!