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domingo, 11 de maio de 2008

Dois casos de abuso de liberdade de expressão e tentativa de entrar na intimidade de outros

É público que eu tenho andado com um probleminha com um certo e determinado comentador que foi daqui erradicado, como se pode ver aqui, aqui, aqui e aqui. Problema que diz respeito à confusão instalada entre o que é e não a liberdade de expressão do outro e como esse me afecta.

Para quem acha que eu sou exagerada, deixo os seguintes casos recentes. Não que sejam comparáveis, mas eu não quero que sejam.

1 - Ricardo Araújo Pereira impõe uma providência cautelar contra a revista TV Mais por mostrar fotografias da casa dele. A coisa já seria grave se ele não estivesse ameaçado por um grupo de extrema-direita, mas ele está. O Ricardo e os restantes membros dos Gato Fedorento são figuras públicas, mas não querem ser fotografados na rua em situações que não têm que ver com o seu trabalho. Têm esse direito, ora bolas!

Se a TV Mais quer fotografias de quem não se importa com a devassa da vida privada, que siga a Fernanda Serrano, que ela não se importa. Eu proponho que a próxima fotografia seja do tumor que ela pelos vistos tem (disse que tinha cancro da mama) quando for doado ao banco de tumores, acompanhado de uma explicação técnica sobre o mesmo e o título "este é o tumor que queria matar a Nandinha". A Nandinha já tem experiência de bancos: fez publicidade ao BPI, curiosamente quando rapou o cabelo por causa de um papel de alguém que teria cancro, por isso está habituada e não se ia importar. Mais: ia adorar!

E para quem achou o último parágrafo tétrico (eu, pelo menos, achei um bocadinho), recordo que a Nandinha não tem pejo em se expor em tudo o que diz respeito à sua vida e à da sua família. O exemplo disso foi o funeral do sogro. Não é o caso do Ricardo, que inclusive está em perigo de vida e leva isso muito a sério.

2- O Jorge Fiel é uma moca, como todos nós sabemos. O blogue dele tem andado menos participado porque ele tem escrito menos. Volta e meia vou lá ver se há novidades e se ele respondeu aos comentários. Quando vi uma série de comentários no post da rapariga da camisola cor de rosa pensei que haveria desenvolvimentos em relação ao conteúdo da camisola e precipitei-me para ler. Quando li coisas sobre o Boavista vi logo o filme: uns ressabiados, danados por o clube descer de divisão por corrupção, lançam-se sobre o Jorge Fiel por não gostar do clube, como disse com muito humor e muito nível neste post que publicou há um ano, quando ainda estava no Expresso (o meu nick lá é Magri, mas há séculos que lá não escrevo nada). Aliás, de cada vez que ele publicava coisas sobre futebol o nível baixava... mas não da mesma maneira que baixava quando ele falava de sexo, o que é grave!

O Jorge Fiel é opinioso. Tem o direito a sê-lo e a exprimir a sua opinião e sabe disso. Ninguém tem que concordar. Mas ninguém tem o direito de o ameaçar, com ou sem nick. Estou com receio por ele: é uma figura pública, tem a sua fotografia escarrapachada em vários sítios e o pessoal do futebol é perigoso. Tenho medo por ele, sinceramente. Jorge, cuide-se!

A quem reclama por eu e outros usarmos um nick e não o nome, pergunto que diferença faz usar Abobrinha e Nuno Andrade: Nunos Andrades há muitos! E eu não ameaço ninguém na net. Mas sou ameaçada, embora só eu o sinta.


Não sendo o meu caso tão grave, cada qual sente as suas. E ser perseguida sistematicamente por um indivíduo é coisa que me afecta os nervos.

domingo, 20 de abril de 2008

Qem acha piada ao Zé Diogo?

Detesto fazer posts pela negativa, mas não achei que se justificava. Por isso aqui vai: o Zé Diogo Quintela, além de falar à "sopinha de massinha" não tem piada nem é muito esperto! Pronto! Já disse! E como diz o outro: "está dito, está dito"!

Para quem tenha dúvidas, é ler aqui a crónica dominical (a homilia, portanto) dele no Público acerca do acordo ortográfico (pelo menos eu acho que é). Começa com :

"Quando aqueles empresários portugueses foram mortos em Fortaleza, apanharam um dos brasileiros que agiram a soldo do mandante, o famigerado Luís Militão. Ainda me lembro do rapaz negar ter conhecido os empresários, dizendo "Pô! Mas eu nem sei falar português!" Talvez com o novo acordo, passe a saber."

Que c*** é isso? O começo é importante e isto nem um bom começo tem! O pico da piada é quando ele diz:

"Ao lermos ementas de restaurantes, panfletos de hipermercados ou outdoors de publicidade, deparamo-nos com uma data de erros que vão continuar a ser dados. Para grande satisfação popular. Quem não gosta de rir à socapa de uma "assorda de marisco"? Claro que, se estiver estragada, quem ri por último é o analfabeto do cozinheiro. Por alguma razão cada vez há mais pratos com nomes estrangeiros. Há mais confiança para escrever "risotto" do que "arroz malandro"."

Hilariante... verdadeiramente hilariante! Como pico não vale os tomates de um gato! Se pensarmos que o meu último gato era castrado, estão a ver que é mesmo pouco!

Esta parte tem piada moderada:

"O lúmpen falante está-se nas tintas se em vez de "hão-de" se vai escrever "hão de", porque vai continuar a dizer "hádem". E se lhe falarem no desaparecimento do hífen, é possível que levem uma murraça."

Mas mesmo assim é muito fraquinho (e mesmo assim porque eu omiti a parte dos iates que vinha antes). E o fim é:

"De maneira que não estou muito preocupado com isto do acordo. Hei-de continuar a intrujar quem me lê. Para, daqui a alguns anos, poder ouvir dizer "aquele Zé Diogo sempre foi um impostor. Os primeiros fatos que aldrabou ainda eram com "c"". "

Ao menos é coerente e constante: tem tanta piada o início como o meio como o fim. Pena é que o grau piadal de tudo seja... perto do zero absoluto.

Zé, lamento: não tens piada nenhuma e a única coisa que te faz parecer minimamente inteligente são os óculos (e mesmo assim não muito). Também podes argumentar que eu não tenho piada nenhuma, mas há uma diferença fundamental: a mim não me pagam para ter piada! E sou mais gira que tu, além de de vez em quando usar lentes de contacto!