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sexta-feira, 26 de março de 2010

E agora para um bocadinho de cultura

Na Praça da Galiza, no Porto, há um outdoor com uma paisagem muito gira ao pé do mar e uma pessoa em contra-luz com uma mensagem discreta escrita em baixo que diz:

"Faz tudo como se alguém te contemplasse." Epícuro


Aaaaaaaaaaaaah, mas que pensamento fantástico! Profundo! Resolvi torná-lo o meu mote de vida! Para todas as grandes coisas, mas para as pequenas também! Todas as pequenas coisas do dia-a-dia!

... depois apeteceu-me ir à casa de banho arrear o calhau e vi que se calhar o sr. Filósofo não estava a ver bem a coisa. Ou então teria prisão de ventre...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

De mais um dia de histeria colectiva

Este post é um dos três que queria ter escrito ontem à noite, mas bloqueei. Hoje de manhã li este post do Crestfallen e respondi-lhe. Este post é uma adaptação da resposta que lhe deixei, revista e aumentada (acho que já sabem que eu e as rapidinhas não nos damos muito bem). Ontem stive ainda a lutar para escrever um outro badalhoco e NÃO escrever um post sobre o aborto. Para o primeiro não consegui carga badalhocal suficiente. O do aborto tem que ser escrito com um pouco mais de cabeça e menos um pouco de emoção animal pura e dura, mas com as duas na dose certa. O que não se consegue estando tão emocional em relação a este assunto. Mas vou ter que escrevê-lo, mesmo porque "devo" isso ao Bizarro (e a mim, que gosto de organizar as minhas ideias).

Resumindo, ontem estava desinspirada. Ou então estou a ficar velha e carunhosa (mas ao menos a tendinite não atacou, por isso está-se bem!).

Eu não sou contra nem a favor do dia de São Valentim nem de dias nenhuns. O que sou contra é a servidão ao mercantilismo que apela ao coração. O apelo das lojas ao consumo dos apaixonados não é visto como "sei que queres exprimir amor, por isso tenho isto que pode ajudar a dizê-lo sem ser em palavras" mas como "se não comprarares isto vais pensar que não sentes, que não és como os outros, que não és tão bom como os outros e ela/ele vai sentir o mesmo e pôr-te os cornos".

Sentiremos as coisas, na realidade? Ou sentir-nos-emos pressionados a senti-las porque o comércio e a comunicação social apertam o cerco?

Quem leu os meus posts de Natal reparou que para além das fufas e da javardice havia um sentimento de profunda insatisfação face à histeria colectiva, mercantilismo excessivo e vazio do Natal. Um sentimento que cresce de ano para ano. Eu que até restrinjo as compras ao mínimo. Reparei que o Crestfallen tinha posts idênticos com a mesma mensagem: é tudo na base do "deve ser" e não no "é". E foi tudo dominado pelas lojas. Os meus posts tinham uma outra motivação mais grave, que era um sentimento de solidão no meio de uma multidão de felizes, mas isso agora não interessa e está controlado.

O que se passa é que se o dia de S. Valentim é uma boa desculpa como outra qualquer para exprimir o amor que deveras se sente, óptimo. Mas deixar de se fazer o que se está a fazer em função de um dia, sobretudo quando não se está com vontade, isso não me parece bem. Entre outras coisas porque é falso. Se o amor ou qualquer outro sentimento é falso, o que nos resta?

Os "dias de" são interessantes para nos lembrarmos de algo: das crianças que não têm o que deviam, das mulheres que ainda sofrem por não terem os direitos de que não deviam ser privadas, da SIDA e porque mata como mata, dos animaizinhos abandonados. Tudo isto serve como um post-it que metemos de vez em quando a sugerir que pensemos em qualquer coisa e em meios de melhorar o mundo. Se é só para marcar calendário, então é escusado. Um calendário, além de nos organizar serve para marcarmos a passagem do tempo (e isso é importante, para não nos esquecermos de que ele de facto passa).

Mas uma história inteiramente diferente é a histeria e o carneirismo de fazer o que fazem os outros, só porque sim. Sem pensar sequer. Isso não tem valor nenhum: pode-se pagar com mastercard, mas não é "priceless" no sentido de não ter um preço que se possa pagar. É que priceless também pode ter visto como "valor zero". E zero não é nada. Sentimentalmente é prejuízo. Se uma relação amorosa não é uma relação de negócios, tem que dar lucro na mesma. Ao casal, não às lojas (abro uma excepção para a indústria de contraceptivos).

Celebrar o dia do aniversário é mais personalizado que um dia que o comércio definiu como bom para fazer compras. Eu também prefiro esponteneidade e seriedade nos sentimentos, mas por vezes podemos embrenhar-nos no nosso dia-a-dia e esquecer a passagem do tempo: as datas estão lá para soar o alarme. Mas para nos fazer pensar, não para vivermos em função delas.

O outro aspecto é o kitsh que é o dia 14 de Fevereiro: casais com cara de palermas debaixo de uma decoração foleira e à luz de velas mal cheirosas ... se a ideia de romantismo desta gente é essa, estamos mal (nota mental: as velas com cheiro fazem-me chorar, mas porque sou alérgica a um componente qualquer)!

Agora se é como a proposta que recebi de Serralves, poderia ser outra história (porque Serralves é um pedacinho de céu na Terra). Mas mesmo assim eu não quereria ter que competir com o arrulhar dos outros casais ao lado. Para falar verdade, um jantarinho em casa parece-me mais romântico e mais apropiado em muitos casos. Ou uma taça de cereais para cada, a casa sem aquecimento e os dois enrolados numa manta só a existir e a fazer mais qualquer coisinha (ou nada: também faz parte). A parte da taça dos cereais tem duas vertentes: dá energia e é menos louça para lavar. Energia para quê? Ora adivinhem!

O outro aspecto perverso do dia de São Valentim tem também que ver com quem se sente excluído. Ou porque dava valor ao dia (não é o caso) e perdeu o parceiro de algum modo. Ou porque está sozinho e se sente mais sozinho ainda nesse dia. Ou porque leva a sério coisas como "este é o dia dos encalhados".

E pronto, acabei por carneirar como os outros ao fazer um post sobre o dia dos namorados. Mas não é desprovido de sentimento, muito pelo contrário. Se vocês festejaram este dia com amor, parabéns. Se vos soube a nada... pensem!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sábado à tarde

Velhos casais, pais divorciados com filhos, grupos de amigos e turistas. Todos apreciam as vistas do café e do lanche uns dos outros e já não dos cigarros.

Estacionaram os carros onde puderam, para aproveitar o sol que já parece de Verão. E ganham uma cor dourada ou uma face ruborizada, dependendo do sol e da pele.

Adolescentes de saia curta e laços no cabelo pavoneiam-se sob o olhar atento de todos os grupos e indivíduos presentes. E mesmo dos ausentes, que o desejo por algo intocado é estranhamente universal.

Mulheres sem segredos e homens que os pensam saber passeiam lado a lado. Ignoram-se.

Um olhar apressado pensa reconhecer um amigo. Não sabe se é mas parece e não arrisca. Entretanto anoitece.

O sol esconde-se e à noite uns procuram outras luzes, outros o sossego e o sussurro de uma televisão que debita mentiras e sons indistintos de uma vida que não é nossa.

Noutro local grupos de turistas, artistas e outros afins. Uma senhora com óculos de massa escreve poesia numa folha estreita de papel. Brinca com versos que põe na boca das personagens que vê e que inventa. Do que pensa, do que sente aquela gente que nada lhe é, mas que com ela naquele momento partilha um espaço, um café.

Um grupo de espanhóis fala alto. Para eles o mundo é um palco e eles a atracção.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O amor é...

Quem me lê desde o tempo do Expresso conhece esta. Mas está sempre actual.

Ora aqui a cabeça de abóbora anda com falta de inspiração (e de dinheiro, porque o ando a gastar estupidamente, mas agora não quero pensar no assunto). Ora este é um blogue que segue uma lógica de mercado. Seja o que for que se venda, não é sustentável não ter produto: isto não é um super-mercado da era soviética, o que tem como vantagem a malta não andar com um saco atrás e fazer fila de cada vez que alguma coisa é distribuída... acho... mas não ponho as mãos no fogo por alguns comentadores.

Sendo assim, vou optar por uma estratégia que aprendi dos professores quando andava no liceu: quando não lhe apetecia preparar aulas punham os putos a fazer trabalhos de grupo. Uma invenção mesmo assim superior a meter baixa, mas isso já é outra história e não interessa para o caso.

Sendo assim, lanço um tema para discussão. Em vários blogues se discute o que é amor e sexo e variantes (mas não se esqueçam do consultório sexual, que abre amanhã de novo!). Eu tenho uma definição tão aleatória e tão válida como todas as outras que gostava de pôr à vossa consideração:

O amor é azul e tem 20 cm

O que acham? conseguem definir amor? COnseguem provar que eu estou errada? Estão abertas as hostilidades.

Joaninha

Este é para ti: é azul, mas não tem 20 cm, logo não é amor (mas é luxúria e é Agostini e foi em saldos). Tem 9 cm de salto, pelo que meço 1.69 m (que número tão interessante!) mas tem mais que 20 cm de comprimento (o que nos leva a outra coisa, mas agora não: fica para outro post). Ando bem com eles, mas as meias andam-me a fazer escorregar um bocado. Tenho que arranjar outras meias.

Só uma nota: isto foi feito rapidinho. A fotografia foi uma rapidinha e a montagem fotográfica também. Ora eu não sou especialista em rapidinhas e não costumo montar de qualquer maneira (mmmm... isto pode ter segundo sentido!). Mas a Joaninha quer, a Joaninha tem. Mesmo que me tenha pedido à bruta. Mas de vez em quando... pode ser! Sobretudo porque ela tem umas pernas tão jeitosas...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Redacção - A Natureza

Hoje lembrei-me de voltar à escola primária e fazer uma redacção sobre a Natureza. Vem a propósito do meu fim de semana prolongado. Ora cá vai!

A Natureza é muito bonita. Mas é preciso andar muitos quilómetros para chegar à Natureza. O que é um disparate, porque bastaria andar uns metros para lá chegar, mas o que há a uns quilómetros tem mais estatuto e mais organização e mais entretenimento. Ou seja, para ter uma actividade ambiental emiti muito CO2 (não fazer confusão com outro tipo de emissões de que falo abaixo) porque queimei muito gasóleo. Quer dizer, eu não: o meu carro! Mas eu não discuto com ele, porque se não o deixo queimar gasóleo ele teima em não me levar a lado nenhum. Olha: cada tolo com a sua mania!

A Natureza não tem casa de banho. Dito de outra maneira, a Natureza é uma casa de banho. Grande, mas sem assento nem papel higiénico. Os bichos de 4 patas que usam a Natureza não têm grandemente a noção de ir a um cantinho fazer o que a Natureza os manda ao fim de umas horas de digestão e prrrrrrrrrrr... cagam em qualquer lado, inclusive no meio do caminho! Daí que posso dizer que o meu fim de semana prolongado foi merdoso. Caso raro, disse isto no bom sentido!

A Natureza tem muitos animais: cães, pássaros, gatos, javalis, gatos domésticos e selvagens, cavalos e burros... de 4 patas e de 4 rodas. Uma pena não deixarem caçar os de 4 rodas quando à solta na Natureza: não estão em extinção de todo e infestam a Natureza e a estrada de rodados e da sua burrice e falta de respeito pelo que está. Os camelos de 4 rodas são essencialmente urbanos e ficam para outro post.

A Natureza faz doer as pernas e o rabo. Falo por experiência, depois de horas de caminho. Mas estou em relativa boa forma, o que muito me agrada. Podem fazer piadas sobre doer-me o rabo, mas recordo que ainda não tive tempo de ir mexer no aparato que faz guarda ao livro de reclamações.

A Natureza não tem ar condicionado. Ou por outra, até tem, mas alguém deixou as janelas todas abertas, o que dá um bocado cabo do efeito. Além de tudo, deixei instruções específicas para ter solzinho, mas o S. Pedro não me liga nenhum. Estou desconfiada que é de me ver a frequentar blogues de ateus empedrenidos (vamos assumir, por absurdo, que antes disso ele me ligava algum).

A Natureza pica. E muito! Estou com as pernas todas arranhadas de plantas várias. As mãos também têm umas mazelas.

A Natureza morde. Felizmente não tive oportunidade de comprovar experimentalmente esta faceta, mas lembrei-me do Herr Krippmeister (por todos os motivos errados) quando um aracnídeo me trepava pela perna acima. C'os diabos, não é que as carraças afinal são parecidas com o Pavilhão Atlântico?? Mais patinha, menos patinha (não contei, mas dizem-me que são 8, o que é manifestamente excessivo), era arredondada e sobretudo enormesca como o Pavilhão Atlântico!

Estou convencida que a carraça não dá para fazer concertos e outras cenas multi-usos, como o Pavilhão Atlântico, mas também não creio que o Pavilhão Atlântico dê para sacudir daquela maneira das minhas calças. O que é bom, porque sacudir uma coisa daquele tamanho não seria pêra doce e sabe-se lá onde iria parar. Se bem que estou convencida de que o Pavilhão Altântico não me ferraria, chuparia o meu sangue e me provocaria uma doença que potencialmente me causaria a morte. Ou seja, seria melhor que me trepasse um Pavilhão Atlântico para a perna. Sobretudo se não me esmagasse (se só estivesse em cima das calças de ganga e não da perna estou convencida de que não teria mal).

Claro que não sei como é que o Pavilhão Atlântico iria ter às minhas pernas ou mesmo às minhas calças, mas isso agora não interessa nada: o que interessa é que aquela carraça nojenta estava na Natureza e ficou na Natureza, onde pertence. Mas ainda me assombra os meus sonhos... que nojo!

A Natureza cheira às vezes mal e tem muita lama. Às vezes a mesma coisa, dependendo da composição da lama.

Na Natureza dá para fumar. Tem mais que 100 m2 e a exaustão dá nitidamente para o exterior. Em ambientes de interior já não dá para fumar, o que é bom. Mas não há regulamentos quanto ao hábito do flato (talvez para Janeiro de 2009). Que não é na maioria das vezes inodoro, como verifiquei experimentalmente (se bem que não tivesse significado estatístico, graças em parte a eu ter abandonado a experiência quando ainda era cedo ou ao facto de a refeição abundante ter feito estragos só na primeira hora de 2008).

Estou convencida de que alguns dos fumadores que frequentaram o mesmo espaço interior que eu se abandonavam ao pernicioso hábito do flato a coberto do cheiro do tabaco. Ora correu mal. Bem, ao menos não fui para a cama com o cabelo a cheirar a peido, enquanto que com o tabaco o aroma seria garantido! Mas também não identifiquei o dador (os dadores?) de tão aromática (yuuuuuuuuuuuuk!) manifestação sonora, dado que não o ostentavam propriamente nos dedos ou no... bem, noutro sítio qualquer horrível! O que nos leva (estranhamente) ao rei de Espanha, mas isso é para outro post! Na Natureza ao menos, flato e fumo dissipam-se com pouco prejuízo ambiental. E os peidos não provocam indêndios (acho eu!).

A Natureza tem sinal. Sim: tinha mais sinal na Natureza que na vilinha onde estive. E onde estive só tinha Optimus (daí a piada da Estância Optimus no blogue da Joaninha) e mesmo assim só onde lhe apetecia. Dado que o meu acesso à internet é por uma placa TMN, não faria sentido levar o computador.

Na Natureza são aceitáveis tracção às 2, às 3 e às 4. A tracção às 2 será a norma, às 3 uma emergência (orgulho-me de dizer que só a ela recorri numa emergência) e às 4 de uma falta de dignidade total (não apliquei esta experimentalmente)!

A Natureza dá banho. Não tem sabonete, gel de banho nem amaciador (e água quente nem pensar!), mas estranhamente o meu cabelo ficou mais brilhante depois de um passeio a sério! Acho que daqui se conclui que não sou ave de aviário mas de voo livre: a liberdade fica-me bem (apesar das carraças).

A Natureza não tem indicações. Deus abençoe o GPS! Não me interessa o que dizem os ateus! Mesmo porque o blogue é meu e quero cair nas boas graças do S. Pedro de novo.

A Natureza não tem contra-indicações. Está recomendada para todas as idades e admite vários níveis de preparação física. É muito boa e recomenda-se!

Ora bem, é tudo. Obrigada a quem rezou por mim durante a minha ausência. E obrigada pelas sugestões para 2008: serão todas levadas em consideração!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Eu e os paneleiros

Estão a ver o post “eu e as lesbianas”? As descrições de cenas lascivas (todas inventadas, mas adiante), a sensualidade, o erotismo à flor da pele... a modéstia da autora... pois este não tem nada a ver! Ou melhor, tem! Mas não tem! E daí... ora vamos a ver!



Vem este post a propósito de acontecimentos recentes na minha vida e na do mundo. Ora um sistema isolado é assim mais ou menos uma abstracção, pelo que o bater de asas de uma borboleta no Pacífico pode provocar uma tempestade... num copo de água, no máximo, e mesmo assim tem que ser uma borboletona de tamanho industrial! Agora aquela de um bater de asas no Pacífico deitar casas abaixo no Índico, não me convence.



Dizia eu que acontecimentos recentes na minha vida tinham feito qualquer coisa. Na verdade estava a gastar caracteres para cobrir a parte do texto que diz respeito aos paneleiros. É que vocês pensavam que eu estava a falar de sexo e/ou badalhoquice. E até estou, se acreditarmos na máxima que o caminho mais rápido para o coração de um homem é pelo estómago (quem disse isso estava a pensar em sexo oral ou em cozinhados??? I wonder...) !


Eu fui à loja da Silampos!! Comprar... panelas! E aqui estão elas! E aí está parte do propósito deste post: expressar a minha admiração pelos paneleiros e dizer que as panelas são um espectáculo e são made in Portugal... por enquanto!




Ora dizia o elementar (no caso, básico) Dr. Watson que caso a gentética chegue ao ponto de se poder distinguir se uma prenhez envolve um paneleiro como produto final, uma mãe deve poder abortar porque qualquer mãe quer ter netos. Muito se podia dizer a respeito disto, incluindo que se aborta só porque sim, daí que ser paneleiro não é grande critério, mas vamo-nos ficar pelas badalhoquices!


Estas declarações confundiram-me porque um homem tão inteligente não poderia estar a falar tão mal de pessoas que fazem panelas. E tão bem feitinhas, como é o caso da Silampos. Que equiparam lar após lar, geração após geração. O da minha mãe e agora o meu! Afinal, o homem é prémio Nobel, tem que saber o que diz!


Depois ele saiu-se com aquela dos pretos serem menos inteligentes que os brancos e fez-se luz na minha mente! O que se passa, meus amigos, é que isto é uma cabala com ramificações ao mais alto nível... e ninguém parece estar a dar-se conta! Ninguém até chegar a super-abobrinha, que vai aqui, em primeira mão, em directo na blogosfera anunciar um plano maquiavélico de controlo do mundo. Uma panela de cada vez! Se eu desaparecer misteriosamente depois deste post e o meu blogue for apagado, não é coincidência: fui eliminada por saber demais!


(Ora bem, sou capaz de ter causado um pouco de expectativa a mais... ... whatever! Siga!)


As declarações do Dr. Watson acerca da inteligência dos pretos foram distorcidas pela comunicação social. Ele não se referia pessoas de tez mais escura um pedaço que a média europeia! Mais: o Dr. Watson nem estava a falar de pessoas! Estava a falar em código, tal é o perigo das suas declarações! E a dizer tudo ao contrário, para eliminar suspeitas!


Voltemos aos paneleiros: o que é um paneleiro? Um paneleiro faz panelas! Votemos à Silampos: panelas portuguesas! Gerações de famílias com orgulho em serem paneleiros! E a fazer dinheiro com isso! A produzir produtos de qualidade! Portugueses. E eis que entram... os amarelos! Ou por outra, os vermelhos! Se bem que hoje em dia é difícil saber qual é qual e aquele vermelho de comuna é como as camisolas do Benfica: a modos que para o desbotado, meio cor de rosa! Isto é, amaricado! Ou seja, apaneleirado! Voltamos às panelas se forem bem a ver!


Os amarelos são os chineses que estão a roupar a paneleirice à Silampos! Como? Fazendo cópias fieis das panelas Silampos, mais ou menos com a mesma qualidade e vendendo-as com a marca Silampos em mercados nas quais não estão autorizadas! Cá inclusive! E direitos de autor, patentes? Batatas! Nada!


E então a tradição de paneleirice portuguesa? E os postos de trabalho de paneleiros portugueses? Isso não interessa: o que interessa é vender mais barato que todos, levar os outros à falência e depois dominar o mundo. Panela atrás de panela!


Por isso certifiquem-se que só compram de paneleiros nacionais. Mesmo assim não sei se vão a tempo de salvar o nosso orgulho gay (ouvi dizer que é outra palavra para paneleiro, que significa alegre. Claro que são alegres: fazem panelas que são uma categoria).


O Dr. Watson tentou avisar da inteligência dos paneleiros amarelos e do seu maquiavélico plano para dominar o mundo e o que é que o povo percebeu? Percebeu tudo ao contrário: que a burrice dos consumidores pretos de panelas faria com que a sua sociedade nunca saísse da cepa torta! Não se lembrou esta gente que um prémio Nobel e um reputado geneticista nunca diria uma barbaridade dessas! Mas alguém se incomodou em pensar em algo mais elaborado? Tentar descodificar a mensagem?



Não! Nesta sociedade de imediatismo só nos preocupamos com ver má televisão, blogar (ooops, estão a chover pedras no meu telhado de vidro!) e comprar panelas a quem mais barato as venda! Nem que sejam feitos com trabalho quase escravo e com emissões de dióxido de carbono (e mais o alho!) inadmissíveis numa sociedade ocidental.


E o que é que pensamos desses escravos que trabalham a 1 ou 2 ou 3 euros por mês? São pretos (quando rigorosamente falando até são amarelos) e têm mesmo é que trabalhar, os malandros! E chamamos ao Watson de racista para baixo. E entretanto eles vão subindo o nível de paneleirice... e enrrabam-nos! Não é isso que se espera de paneleiros? Não é que não mereçamos! E na volta... até gostamos!


À cautela, grande parte dos meus cozinhados ultimamente têm sido feitos em wok (da Silampos, se estavam a perguntar) e sou muito competente a comer pauzinhos... ... digo, a comer com pauzinhos! Que é como... os... amarelos comem! Não sei bem porquê, porque dizem que os pauzinhos deles são tão pequenos que não dão para a cova de um dente (por assim dizer). Mas isso devem ser más línguas!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Perguntas cretinas e duas versões de respostas

Pergunta nº 1

Numa loja de lingerie, depois de uma moça ter comprado uma série de roupa interior gira para ela mesma:

- Precisa de alguma coisa para homem?

Pergunta que ela queria fazer:

- Tens gajo ou estás desempregada? Se estiveres, eu vendo-te umas coisas, senão desampara-me a loja!

Resposta que a moça deu:

- Não, obrigada, acho que ele não precisa de nada de momento. Se precisar, depois passamos por aqui. Mas tem coisas giras!

Resposta que a moça queria dar:

- Sim, preciso: de peças para construir um em condições, porque os que vêm já montados de série vêm com um defeito ou outro, ou então nem para sucata servem! E muitos dos mais ou menos ou estão ocupados ou gays.

Mas é claro que não é nada disso que estavas a perguntar! O que queres saber é se eu estou encalhada, minha parva!

Fica sabendo que só porque te contentas com qualquer coisa e usas esse soutien tão empinado e decote à mais-valia-andar-só-de-soutien-que-era-mais-honesto como principal (único?) argumento de venda isso não te faz superior! Pelo contrário: contribuis para baixar a exigência dos homens e depois gajas mais exigentes são chamadas de esquisitas!

E sim, estou chateada pela pergunta! Se eu precisasse de "alguma coisa para homem", pedia, não achas?? Tenho boca para falar! E ficas a saber que não é só para isso que a uso, o que possivelmente é mais do que o que pode ser dito de ti! Daaah!

Pergunta nº 2

Numa reunião de condomínio, confrontando um advogado. As perguntas cretinas são feitas duas moças com muito mau feitio e muita atitude. Assunto: uma indemnização de um funcionário por um despedimento mal feito (posto de um modo muito soft!).

- Sr. Dr., mas então qual foi o motivo que alegou para o despedimento?

- Extinção do posto de trabalho.

- Mas então isso não é legal? Não é assim que se faz?

- Pois, mas a jurisprudência diz que...

- Sr. Dr., não é essa a pergunta! O que eu quero saber é se as coisas foram feitas no devido prazo.

- Sim, pois, não! Quer dizer, a jurisprudência...

- Olhe, mas não havia também lugar eventualmente a processo disciplinar, por todos os motivos que lhe explicamos depois de horas de reunião consigo?

- Sim, a jurisprudência diz que...

- Então está a dizer que se podia ir por um despedimento por justa causa, ter mesmo entrado em acordo com ele e evitar a indemnização, certo?

- Bem, quer dizer, sim. Mas a jurisprudência nestes casos...

- Sr. Dr., mas então (...)

(muitas perguntas, muitas "jurisprudências" e um advogado a ficar de todas as cores depois)

- Então o que nos está a dizer é que o despedimento foi mal feito e em consequência disso estamos a pagar uma fortuna numa indemnização perfeitamente escusada, certo?

- Mmmm... quer dizer... ssssssssssssim...

- Ah! Era só isso que queríamos saber!

Informação complementar: por incompetência de falta de mau feitio de outros, além da indemnização, ainda pagamos ao advogado por serviços que ele obviamente não prestou, além de nos ter prejudicado. Há coisas fantásticas, não há?

O objectivo não era humilhar o homem: era ver se se apurava a verdade e se descobria como sair da situação. Infelizmente humilhamos o homem (lamento, mas ele prestou-se a isso, embora eu não tenha gostado de ver) e não saímos da situação. A solução foi procurar um independente da administração de condomínio, competente e interessado, com quem se pode falar!

Vá lá, algo de positivo saiu disto! Além da cumplicidade que dura até hoje com a outra moça de mau feitio. Colheita de 74 também! Logo, boa pessoa e revolucionária! Mas não fala tão alto como eu, o que é bom porque nas reuniões funcionamos bem em conjunto, mas cada qual no seu registo! Normalmente é ela quem me impede de saltar ao pescoço do administrador de condomínio! E eu que digo o que ela pensa em som mais audível!

Pergunta nº 3

Esta tem preliminares (o que é sempre bom!).

Estou eu na Ribeira do Porto, junto ao Cubo, na praça do dito cujo, na minha fase de má vida (ou boa vida, conforme a perspectiva). Tenho amigos de várias Faculdades, vários cursos, curso nenhum e os respectivos amigos. Os meus amigos, ao contrário do "je", fumam ganza e outras coisas maradas. Os amigos dos amigos a dada altura juntam-se (o que é natural, porque os outros foram fumar às escondidas) e de repente alguém diz: "Eh, pá, não acredito que nos juntamos aqui aí 6 pessoas que nem fumam tabaco nem ganza".

Imediatamente a seguir a ter dito isto, aparece um tipo rafeiro do pior que formula a pergunta cretina:

"-Queres ganza? Queres ganza" (que soa como "kés gánza, kés gánza" por causa do sotaque cerradíssimo)

Ao que a vossa abóbora de eleição responde com a mesma delicadeza que se estivesse numa loja de decoração e design na Foz perante um designer de interiores gay e cheio de trejeitos:

"- Não, obrigada, já temos!"

Bem, seria complicado explicar que nenhum de nós fumava tabaco nem ganza, não acham?

Pergunta nº 4

Outra da mesma altura de má vida. Também com preliminares.

Um amigo está a fazer Erasmus na Holanda e traz de lá uma folha de não sei o quê (não interessa o que é, só sei que se fuma. Estávamos no café Luso (quando aquilo estava aberto) e eles iam começar a fumar aquilo lá dentro.

A vossa abóbora de eleição protesta, e que não sei quê e que temos que ir lá para fora porque é proibido.

Chegados à rua, passam-me o charro.

"-Para que é isso?" - pergunto eu.

"- Então... não queres? Foste tu que insististe para virmos cá para fora!"

"- Vocês sabem que eu não fumo! Eu não disse que queria fumar isso cá fora! Eu disse que queria vir cá para fora, que era para dar mais o ambiente de ser proibido. Mas não quero isso!"

Fica ao vosso critério decidir de quem foi a pergunta cretina!

Bem, chega de histórias! Vou regressar ao que tenho que fazer, mesmo porque isto está a correr melhor! E isto já está muito comprido e o Pharphalho depois queixa-se dos "lençóis" de texto! Se bem que, se tem alergia aos lençóis... problema dele!

Para o fim de semana prometo uma leitura crítica da Cosmopolitan e da problemática dos rabos arrebitados. Isto SE E SÓ SE pintar a porra da casa!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Abobrinha também é cultura

Ora isto não é um paradoxo??





Se é proibida a afixação, não devia incluir este aviso??? Ou sou eu que não tenho mais em que pensar??

terça-feira, 26 de junho de 2007

Os tratantes!


Nunca gostei particularmente dos polacos, mas era mais uma daquelas sensações não tinha necessariamente justificação! Parece que o meu sexto sentido não é assim tão falheiro!

Não sou necessariamente a favor da teoria do "bom aluno" (se isso se ler "subserviente"), e deu-me um certo gozo ver a Polónia colocar barreiras à Constituição Europeia (ou mini-tratado ou Tratado Reformador ou lá o que diabo tenha saído daquilo). Não achei piada ameaçar com corte de verbas. Mas achei ainda menos piada esgrimir argumentos de que a 2ª Gerra Mundial assim ou assado!

Diabo! A Guerra acabou há um tempo! A ocupação Soviética também! Para católicos, têm demasiado ódio e ressentimento no coração.

Mas ISTO é demais: uma fotomontagem na revista wprost (http://www.wprost.pl/tygodnik/?I=1279) em que Merkl dá de mamar aos gémeos Lech e Jaroslaw Kakzinsky! Ora bem, isto ultrapassa em muito a decência! Se fosse a um homem, teriam a mesma audácia/mau gosto de pôr a boca noutro sítio? Não creio! Se ainda fosse na "Mad", mas quer-me parecer que isto será uma Focus ou uma Visão lá do sítio!
Estúpidos!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

I'm bored!


I'm bored! Bored, bored, bored!

domingo, 24 de junho de 2007

Gizo responde a Martaires e eu meto o bedelho

O comentador Gizo responde a Martaires sobre o porquê do seu nick:


"Cara martaires

Sou gizo, de delinear, traçar, escrever aqui ou acolá. Sou pseudo-arquitecto da minha própria existência. Desenhador nas horas vagas.

Sou o esboço de um projecto abandonado. Isto não faz sentido nenhum. Nem sei se sou… se materialmente falando existo ou desisto."

É profundo!! Eu podia ter dito isto! Mas sendo palavrosa e faladora (há quem diga que sou chata, mas isso são más línguas), nem eu posso ter a pretensão de dizer tudo!

Mas retorqui nos seguintes termos:

"Gizo

Atendendo a essa reflexão... veio ter ao sítio certo! Onde as abóboras se transformam em carruagens majestosas! Onde os sapos se transformam em príncipes! E vice-versa, porque não há prova que uma carruagem e um príncipe sejam melhores que uma abóbora e um sapo respectivamente!

Olhe que a sua reflexão foi profunda! Todos temos que ser "work in progress" desde que nascemos até nos finarmos. Não podemos é passar demasiado tempo enrolados naquela tela verde: mostrar ao mundo como vai a obra, porque também isso é belo e merece ser mostrado!

Ou então usar a tela só para quando as obras em si constituirem um perigo para a circulação. Mesmo assim, a opacidade total não é boa ideia! Sobretudo, não fazer como no Hotel da Ribeira (não me lembro do nome, mas é aquele na Ribeira do Porto que fica na praça do cubo), que mostrava uma tela com uma imagem lindíssima para esconder as obras. Ver como vai ficar é uma coisa, mas esconder o processo é diferente.

Hoje ouvi um senhor que não me lembro o nome a dizer que a arquitectura serve a qualidade de vida. Não podemos esquecer-nos disso! Obres de Santa Engrácia e/ou com valores 3 e 4 e 5 vezes o do orçamento não são favoráveis a ninguém. Mormente ao arquitecto, que fica com má fama!"

Isto está a ficar animado: esboços inacabados, sapos por encantar, Martinhas encantadoras e mesmo o cheirinho de África de um Mussicadzi que nem sabe se está desencantado se realista e por isso mais capaz de fazer alguma coisa. Pelo pouco que cada um pode fazer, sempre há-de ter algum impacto!

Isto para não falar dos restantes lavadores de roupa do blogue do meu Guru, o Jorge Fiel, que me vai puxar as orelhas por lhe estar a roubar a freguesia. Por acaso era fixe que ele aparecesse por cá! Seria particularmente engraçado se aparecesse com um nick e não como ele mesmo, para poder brincar mais à vontade! Mas isso sou eu a inventar!