... a foto abaixo é do meu frigorífico... como diz o outro... é só fazer as contas!
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domingo, 13 de dezembro de 2009
"Frio? Eu não tenho frio: tenho uma termotebe e o meu pai também!"
Só há um problema: eu não acredito em camisolas interiores! Odeio-as e não as quero ver à frente. O que é um problema dada a foto abaixo, tirada à hora que se vê na minha viatura.

... a foto abaixo é do meu frigorífico... como diz o outro... é só fazer as contas!
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Primeiro o coiso foi vigiar a casa onde estava a fufa e a Ingrid...
... depois a coisa correu mal e teve que entrar ele e o chinoca bonitão no sítio onde a Ingrid tem os pássaros porque dois tipos estavam a tentar matá-la por quaquer coisa que ela sabe mas eu não tenho a certeza porque é que é importante. Acabou por matar deliberadamente o tipo com as três estrelas tatuadas no antebraço porque pensou que era ele que o ia matar daí a 5 meses e uns trocos. Afinal, havia mais um monte de gajos com essa tatuagem. Depois meteram a Ingrid num programa de protecção de testemunhas e ela ficou loura.
Pelo caminho o outro que se vai meter com a mulher do coiso no futuro ganhou um jogo de poker que teve consequências que eu não percebi ainda, ressuscitou a filha do outro (que tinha morrido no Afeganistão por ter visto coisas a mais). E acho que não me esqueci de nada.
Depois o Dr. House tratou uma mulher que teve 6 filhos, 3 ou 4 dos quais não eram do marido e uma adolescente obesa. A adolescente tomou comprimidos para emagrecer, o Chase gozou com o facto e os americanos estarem a ficar parados e super-obesos e não ganharem a ninguém em basquete (o que pelos vistos é grave). A adolescente ia ficar bem quando de repente começou a necrosar tecidos à volta do peito e iam-lhe fazer uma mastectomia radical.
Eis senão quando aparece o Horatio a conversar com a Caleigh. Achei estranho que ele não estivesse a pôr e tirar os óculos, mas francamente nem sei se alguém tinha morrido na altura ou se estaria só desaparecido.
Argumento novo de alguma série estranha? Não: perdi episódios do Flashforward, por isso estou um bocadinho perdida no argumento (quem é a Ingrid, pá?), além de só ter visto metade do episódio de ontem. Depois comecei a ver o House, mas adormeci e só acordei com o CSI Miami para adormecer logo em seguida e acordar completamente estremunhada sentada na cadeira e com o computador ao lado à 1 da manhã.
A minha vida social televisiva também tem os seus quês!
Pelo caminho o outro que se vai meter com a mulher do coiso no futuro ganhou um jogo de poker que teve consequências que eu não percebi ainda, ressuscitou a filha do outro (que tinha morrido no Afeganistão por ter visto coisas a mais). E acho que não me esqueci de nada.
Depois o Dr. House tratou uma mulher que teve 6 filhos, 3 ou 4 dos quais não eram do marido e uma adolescente obesa. A adolescente tomou comprimidos para emagrecer, o Chase gozou com o facto e os americanos estarem a ficar parados e super-obesos e não ganharem a ninguém em basquete (o que pelos vistos é grave). A adolescente ia ficar bem quando de repente começou a necrosar tecidos à volta do peito e iam-lhe fazer uma mastectomia radical.
Eis senão quando aparece o Horatio a conversar com a Caleigh. Achei estranho que ele não estivesse a pôr e tirar os óculos, mas francamente nem sei se alguém tinha morrido na altura ou se estaria só desaparecido.
Argumento novo de alguma série estranha? Não: perdi episódios do Flashforward, por isso estou um bocadinho perdida no argumento (quem é a Ingrid, pá?), além de só ter visto metade do episódio de ontem. Depois comecei a ver o House, mas adormeci e só acordei com o CSI Miami para adormecer logo em seguida e acordar completamente estremunhada sentada na cadeira e com o computador ao lado à 1 da manhã.
A minha vida social televisiva também tem os seus quês!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Tenho outro estatuto!
E então, casaste?
Não.
Mudaste de emprego?
Não.
Tens algum outro grau académico?
Nope!
... és titular de algum novo cargo público, privado ou és pelo menos presidente, vogal ou mesmo secretária do Condomínio?
Credo! Especialmente a parte do condomínio, que Deus me livre e guarde!
Então que raio de estatuto tens?
Passei ao estatuto de pessoa que conhece uma pessoa que tem gripe A. Mais: é dos melhores amigos dessa pessoa! Por sinal essa pessoa que eu não conheço ficou um bocadito estragada (tanto da doença como da cura), o que confere mais dramatismo à coisa.
E planos para o futuro?
Bem, para o futuro quero fazer um upgrade para ter alguém que conheço verdadeiramente e acerca de quem possa opinar da carreira, carácter e outras características pessoais com gripe A. Só para dar aquele dramatismo extra e para ter a sensação que vivo perigosamente. Não sei se quero escalar para ter gripe A, mas vindo de quem teve toxoplasmose e não se deu conta, não sei sequer se é importante. Mas pronto, são sinais dos tempos!
Não.
Mudaste de emprego?
Não.
Tens algum outro grau académico?
Nope!
... és titular de algum novo cargo público, privado ou és pelo menos presidente, vogal ou mesmo secretária do Condomínio?
Credo! Especialmente a parte do condomínio, que Deus me livre e guarde!
Então que raio de estatuto tens?
Passei ao estatuto de pessoa que conhece uma pessoa que tem gripe A. Mais: é dos melhores amigos dessa pessoa! Por sinal essa pessoa que eu não conheço ficou um bocadito estragada (tanto da doença como da cura), o que confere mais dramatismo à coisa.
E planos para o futuro?
Bem, para o futuro quero fazer um upgrade para ter alguém que conheço verdadeiramente e acerca de quem possa opinar da carreira, carácter e outras características pessoais com gripe A. Só para dar aquele dramatismo extra e para ter a sensação que vivo perigosamente. Não sei se quero escalar para ter gripe A, mas vindo de quem teve toxoplasmose e não se deu conta, não sei sequer se é importante. Mas pronto, são sinais dos tempos!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Olhar para trás... e sorrir
Este post da Eu Mesma obrigou-me a pensar na rapidez com que passou este ano. Relembrei a sequência de acontecimentos que levaram a que nos conhecessemos e tudo o que passamos juntas, tudo o que conversamos, tudo o que rimos... e é fantástico como uma pessoa que se tornou tão importante para mim tenha aparecido como consequência de algo tão desagradável. Aliás, ainda ontem comentava com outra grande amiga como era bom tê-la como consequência de outro abalo emocional com outros contornos. Suponho que seja a prova daquilo que sempre soube: nunca nada é absoluto, há sempre coisas más no que parece bom e algo de bom nas coisas más. O segredo? Aproveitar tudo o que é bom e aprender com o que é mau. E como eu aprendi...
Este último ano foi agitado e sereno. Mas a minha capacidade de cicatrização emocional está ao máximo e não me imagino agora de outro modo, porque dela depende a serenidade que entretando adquiri. Não foi fácil, tive altos e baixos, as paredes da casa pareceram ameaçar fechar-se sobre mim, senti-me sozinha ao ponto de quase me afogar nessa solidão... mas todos esses momentos maus são só recordações e muito dificilmente voltarão.
No meio de tudo isto, não me perdi. Pelo contrário: sou cada vez mais eu. E gosto! Muito, muito mesmo!
E sorrio ao olhar para trás e ver que não tive medo de assumir roturas definitivas com situações e pessoas que me faziam mal. Definitivas mesmo, porque há pontos de não retorno e coisas que não têm perdão possível. E outras roturas mais subtis, porque não interessa fazer grande estardalhado. Um pouco como aqueles peidinhos esganados mas que não têm cheiro, que só o próprio sabe que deu. Mas sorrio sobretudo a olhar para o que sou e onde estou agora. E para o que o futuro me trará, agora que estou mais forte e com maior capacidade de ser feliz. E que tenho amigos, independentemente da distância a que estão, independentemente do tempo que me podem disponibilizar.
E tenho-me a mim. Completa, segura de mim mesma.
Este último ano foi agitado e sereno. Mas a minha capacidade de cicatrização emocional está ao máximo e não me imagino agora de outro modo, porque dela depende a serenidade que entretando adquiri. Não foi fácil, tive altos e baixos, as paredes da casa pareceram ameaçar fechar-se sobre mim, senti-me sozinha ao ponto de quase me afogar nessa solidão... mas todos esses momentos maus são só recordações e muito dificilmente voltarão.
No meio de tudo isto, não me perdi. Pelo contrário: sou cada vez mais eu. E gosto! Muito, muito mesmo!
E sorrio ao olhar para trás e ver que não tive medo de assumir roturas definitivas com situações e pessoas que me faziam mal. Definitivas mesmo, porque há pontos de não retorno e coisas que não têm perdão possível. E outras roturas mais subtis, porque não interessa fazer grande estardalhado. Um pouco como aqueles peidinhos esganados mas que não têm cheiro, que só o próprio sabe que deu. Mas sorrio sobretudo a olhar para o que sou e onde estou agora. E para o que o futuro me trará, agora que estou mais forte e com maior capacidade de ser feliz. E que tenho amigos, independentemente da distância a que estão, independentemente do tempo que me podem disponibilizar.
E tenho-me a mim. Completa, segura de mim mesma.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Para verem como eu estava desesperada...
... como estava a dar a publicidade do Pingo Doce na SIC, passei logo para a TVI.
Depois recuperei a presença de espírito e mudei de canal de novo!
NOTA: Acrescento a publicidade porque alguém pode estar a precisar de "esgumitar" e para pessoal que ainda não tinha tido o desprazer de ver esta coisa. Yuuuuuuuuuk! Não recomendado a espíritos sensíveis!
Depois recuperei a presença de espírito e mudei de canal de novo!
NOTA: Acrescento a publicidade porque alguém pode estar a precisar de "esgumitar" e para pessoal que ainda não tinha tido o desprazer de ver esta coisa. Yuuuuuuuuuk! Não recomendado a espíritos sensíveis!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Literatura de casa de banho
Em casa dos meus pais há sempre revistas e jornais na casa de banho. Algo entre Selecções do Reader's Digest, revistas femininas e revistas dominicais dos jornais.
Inicialmente tinha esse hábito quando fui viver sozinha, mas depressa me apercebi que não passo tempo suficiente na casa de banho para ler mais que as piadas da caserna, a publicidade ou mesmo só as figuras. Nem para uma crónica (normalmente desinspirada) de algum escriba do JN dá tempo. De modo que na minha casa de banho, como papel de limpar o rabo só habita mesmo papel higiénico suave e branquinho. A minha casa de banho não tem literatura: é culturalmente estéril.
Ontem deparei-me com isto numa casa de banho pública. Arrancou-me um sorriso e estava mesmo à justa em termos de tempo para o que dedico a assuntos de merda. Portanto, que a força esteja convosco também!

Entretanto, movida pela curiosidade de saber se sou de esquerda ou de direita fiz o teste que me indicaram no Expresso. É que já me chamaram desde extrema-esquerda a extrema-direita, de modo que me sinto um pouco confusa. Saiu-me na rifa "libertário-cosmopolita"... não sei o que é, mas parece-me chique por isso gostei. Dito isto, concordo e discordo das minhas coordenadas políticas e muito pelo contrário.
Ouve lá, mas este post tem um tema ou dois?
Não sei! Pensem nisso. Quando não tiverem literatura adequada, por exemplo!
Inicialmente tinha esse hábito quando fui viver sozinha, mas depressa me apercebi que não passo tempo suficiente na casa de banho para ler mais que as piadas da caserna, a publicidade ou mesmo só as figuras. Nem para uma crónica (normalmente desinspirada) de algum escriba do JN dá tempo. De modo que na minha casa de banho, como papel de limpar o rabo só habita mesmo papel higiénico suave e branquinho. A minha casa de banho não tem literatura: é culturalmente estéril.
Ontem deparei-me com isto numa casa de banho pública. Arrancou-me um sorriso e estava mesmo à justa em termos de tempo para o que dedico a assuntos de merda. Portanto, que a força esteja convosco também!
Entretanto, movida pela curiosidade de saber se sou de esquerda ou de direita fiz o teste que me indicaram no Expresso. É que já me chamaram desde extrema-esquerda a extrema-direita, de modo que me sinto um pouco confusa. Saiu-me na rifa "libertário-cosmopolita"... não sei o que é, mas parece-me chique por isso gostei. Dito isto, concordo e discordo das minhas coordenadas políticas e muito pelo contrário.
Não sei! Pensem nisso. Quando não tiverem literatura adequada, por exemplo!
domingo, 9 de agosto de 2009
Os peidófilos
Sim, leram bem: os peidófilos! Os amigos ou simpatizantes do flato!
Não se iludam: as mulheres também se peidam! Eu sou mulher. Logo, eu também me peido. Não é um orgulho mas uma necessidade fisiológica ocasional. Mas há regras! A saber:
1. Usar do menor volume possível;
2. Tentar manter uma alimentação que reduza a frequência e odor ao mínimo indispensável ao normal funcionamento dos órgãos internos;
3. Não praticar o flato em presença de outros;
4. Não me rir quando outros se peidam;
5. Em absoluto caso de necessidade, ir para a casa de banho ou algum sítio onde não incomode ninguém e... pronto. Porque ninguém se peida porque quer, mas porque tem mesmo que ser.
Percebe-se que uma pessoa está casada ou perto disso quando já tem intimidade para dizer "com licença, estou aflitinho/a" e... arrume-se quem puder que aí vai bufa! O casamento já é de algum tempo quando primeiro vem a bufa e só depois o "desculpa, estava aflitinho/a". A altura para marcar o divórcio chega quando o peido vem solitário, sem um pedido de desculpas ou só um olhar de desprezo como quem diz "já sabes que eu me peido, para que é que estás a olhar?".
Dito isto, qual a justificação para levar com bufas de desconhecidos? Ontem ia eu na rua, a dar uma longa e (pensava eu) saudável caminhada quando apanho com um longo e sonoro peido de um cidadão de idade algo avançada. Ia eu 4-5 metros atrás dele. Ele olhou para um e para o outro lado e não me viu. É normal: o olho de trás fala (e alto!) mas não vê! Passados 2-3 metros do local do crime... rebenta um outro ainda mais sonoro e prolongado! Fogo, vai peidar-te para tua casa!
Desta vez o cidadão conseguiu-me ver. Em parte devido ao alargar do ângulo de busca, em parte devido a eu ter feito um ruído de tosse ligeira/sinal de presença, em parte porque acelerei o passo. Ele abrandou, o que me indicou com segurança que a libertação de gases não acabaria por ali e que me quereria poupar ao seu alívio, e eu ultrapassei-o.
Moral da história: tenho que andar mais de carro, porque andar a butes definitivamente faz-me mal! Mas tenho para mim que peidos deliberados em público deviam ser de algum modo punidos.
Não se iludam: as mulheres também se peidam! Eu sou mulher. Logo, eu também me peido. Não é um orgulho mas uma necessidade fisiológica ocasional. Mas há regras! A saber:
1. Usar do menor volume possível;
2. Tentar manter uma alimentação que reduza a frequência e odor ao mínimo indispensável ao normal funcionamento dos órgãos internos;
3. Não praticar o flato em presença de outros;
4. Não me rir quando outros se peidam;
5. Em absoluto caso de necessidade, ir para a casa de banho ou algum sítio onde não incomode ninguém e... pronto. Porque ninguém se peida porque quer, mas porque tem mesmo que ser.
Percebe-se que uma pessoa está casada ou perto disso quando já tem intimidade para dizer "com licença, estou aflitinho/a" e... arrume-se quem puder que aí vai bufa! O casamento já é de algum tempo quando primeiro vem a bufa e só depois o "desculpa, estava aflitinho/a". A altura para marcar o divórcio chega quando o peido vem solitário, sem um pedido de desculpas ou só um olhar de desprezo como quem diz "já sabes que eu me peido, para que é que estás a olhar?".
Dito isto, qual a justificação para levar com bufas de desconhecidos? Ontem ia eu na rua, a dar uma longa e (pensava eu) saudável caminhada quando apanho com um longo e sonoro peido de um cidadão de idade algo avançada. Ia eu 4-5 metros atrás dele. Ele olhou para um e para o outro lado e não me viu. É normal: o olho de trás fala (e alto!) mas não vê! Passados 2-3 metros do local do crime... rebenta um outro ainda mais sonoro e prolongado! Fogo, vai peidar-te para tua casa!
Desta vez o cidadão conseguiu-me ver. Em parte devido ao alargar do ângulo de busca, em parte devido a eu ter feito um ruído de tosse ligeira/sinal de presença, em parte porque acelerei o passo. Ele abrandou, o que me indicou com segurança que a libertação de gases não acabaria por ali e que me quereria poupar ao seu alívio, e eu ultrapassei-o.
Moral da história: tenho que andar mais de carro, porque andar a butes definitivamente faz-me mal! Mas tenho para mim que peidos deliberados em público deviam ser de algum modo punidos.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Mais um motivo para ser vegetariana
... mas que tipo de alimentação darão eles aos frangos para eles terem 3 pernas? Frangos mutantes, credo!
terça-feira, 28 de abril de 2009
A mulher de quilhões e a da carteira cheia
Não tenho por hábito contar o que me acontece no trabalho e nem vai ser bem isso que vou contar. Mas hoje tenho que dizer que me entrou uma senhora pequenina, que a dada altura se sai com a deliciosa expressão "mulher de quilhões". Não há dúvidas sobre a grafia dos órgãos em causa: eram quilhões e não colhões, eram dela e eram bem grandes, duros e no sítio certo! E ela usou-os bem! Mulher tesa, inconformada e que levou a água ao moínho dela quando todos lhe disseram para deixar estar, que era assim! E disse com um sorriso matreiro que ia procurar um deles para lhe esfregar na cara que ele estava enganado!
E com a brincadeira, atrasou-me o almoço.
De volta do almoço encontrei a segunda mulher. Velha conhecida, um ano mais nova que eu, também de quilhões, e que saiu de casa só com o filho depois de uma série de provocações. Uma das quais "ah, e tal, porque tu ganhas mais que eu"... excuse me??? Não foi, naturalmente, uma decisão que tenha tomado por gosto. Estiveram juntos anos e anos, afinal. Mas não chegou e ela saiu. Porquê? Porque podia, porque queria. E não se arrependeu. E é feliz!
E com a brincadeira, atrasou-me o almoço.
De volta do almoço encontrei a segunda mulher. Velha conhecida, um ano mais nova que eu, também de quilhões, e que saiu de casa só com o filho depois de uma série de provocações. Uma das quais "ah, e tal, porque tu ganhas mais que eu"... excuse me??? Não foi, naturalmente, uma decisão que tenha tomado por gosto. Estiveram juntos anos e anos, afinal. Mas não chegou e ela saiu. Porquê? Porque podia, porque queria. E não se arrependeu. E é feliz!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Procastinar
Um dia destes, comentando uma tarefa que se tinha "encomendado" a um procastinador crónico, dizia eu que esta semana não ia fazer nada porque como era Páscoa estava quase tudo de férias e tal, por isso...
"... e depois são os feriados do 25 de ABril, e quando tal estamos nas férias grandes e depois é quase Natal e estamos aqui, estamos no Ano Novo e ainda não se fez nada!" diz-me a pessoa com quem eu estava a falar, o que me arrancou uma gargalhada. Embora a vontade fosse de chorar, de tão acertado que estava a ser! Dito isto, se em breve a coisa em questão não estiver resolvida, resolve-se à força! Mesmo porque está para ser resolvido há coisa de... um ano!
Banho de realidade: quando não é para fazer nada, não é para fazer nada mesmo! Mas uma boa/má desculpa é uma desculpa em todo o caso! Mas estas alturas em que o país está a meio gás faz-nos pensar como realmente por vezes se faz tão pouco. Adoro férias, adoro não fazer nada. Mas estar presa porque alguma coisa no funcionalismo público e/ou bancos está fechado é obra!
De igual maneira fez-me pensar no "luto" que se faz de certas situações e de esperar que algumas coisas aconteçam: o tempo não pára. E se não se corre atrás dele, ele não espera!
"... e depois são os feriados do 25 de ABril, e quando tal estamos nas férias grandes e depois é quase Natal e estamos aqui, estamos no Ano Novo e ainda não se fez nada!" diz-me a pessoa com quem eu estava a falar, o que me arrancou uma gargalhada. Embora a vontade fosse de chorar, de tão acertado que estava a ser! Dito isto, se em breve a coisa em questão não estiver resolvida, resolve-se à força! Mesmo porque está para ser resolvido há coisa de... um ano!
Banho de realidade: quando não é para fazer nada, não é para fazer nada mesmo! Mas uma boa/má desculpa é uma desculpa em todo o caso! Mas estas alturas em que o país está a meio gás faz-nos pensar como realmente por vezes se faz tão pouco. Adoro férias, adoro não fazer nada. Mas estar presa porque alguma coisa no funcionalismo público e/ou bancos está fechado é obra!
De igual maneira fez-me pensar no "luto" que se faz de certas situações e de esperar que algumas coisas aconteçam: o tempo não pára. E se não se corre atrás dele, ele não espera!
terça-feira, 17 de março de 2009
Abobrinha, Dra.
Acho que o título já chega!
Acho que toda a gente já teve que esfregar os olhos numa ocasião ou outra para verificar que, depois da esfregadela a mancha ", Dr." ou ", Dra." (a vírgula e o ponto são importantes!!!) continuavam lá!
E não, não dá estilo: é PAROLO!!!!! Um licenciado é só um licenciado, um mestre é só um mestre, um doutorado é só um doutorado! Um título académico é como uma pila: o tamanho não é tão importante como o que se faz com ela!
Dito isto, odeio ser tratada por "dona" só porque não ando a exibir o meu título académico! Não faz mal!
Aha! Já consegui introduzir (salvo seja!) a palavra "pila" num post! Isto está a voltar à badalhoquice!
Acho que toda a gente já teve que esfregar os olhos numa ocasião ou outra para verificar que, depois da esfregadela a mancha ", Dr." ou ", Dra." (a vírgula e o ponto são importantes!!!) continuavam lá!
E não, não dá estilo: é PAROLO!!!!! Um licenciado é só um licenciado, um mestre é só um mestre, um doutorado é só um doutorado! Um título académico é como uma pila: o tamanho não é tão importante como o que se faz com ela!
Dito isto, odeio ser tratada por "dona" só porque não ando a exibir o meu título académico! Não faz mal!
Aha! Já consegui introduzir (salvo seja!) a palavra "pila" num post! Isto está a voltar à badalhoquice!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Tudo sobre o Pedro
O Pedro é reles. É um verme, que só se dá com vermes como ele. O Pedro não quer a amizade dela. Ela tentou ser amiga dele, mas ele não consegue e ela tinha isso para lhe oferecer. Mas agora não: já não consegue dar-lhe isso.
O Pedro é maluco. Mais: já esteve num hospital para malucos. E quantas pessoas é que o visitaram no hospital de malucos? Não sei, não consegui ouvir o outro lado do telefone. E o Natal? Sabem com quantas pessoas o Pedro passa o Natal? Eu também não, porque de novo não consegui ouvir o outro lado do telefone, mas a minha estimativa é de que ande perto do número de pessoas que o visitaram no hospital de malucos.
O Pedro é baixo. Por esta altura já não tenho a certeza de que isto seja uma descrição física ou de carácter. Mas inclino-me mais para a última, não sei porquê. E só se dá com pessoas baixas (e com vermes, como se pode ver no primeiro parágrafo).
E ninguém o enganou. Ninguém o enganou. Ninguém o enganou. Assim mesmo: três vezes, mas repetido bastante alto.
E pensam vocês: fogo, este Pedro deve-te ter feito das boas!
A mim? Naaaaaaaah! Pois se eu nem sei quem é! E Pedros há muitos! Este Pedro é um Pedro qualquer com quem falava uma moça da minha idade ao telemóvel no centro comercial com ar possuído. Possuída suficiente para eu ouvir tudo sobre o Pedro. Não que me interessasse!
... se bem que a dada altura fiquei na dúvida se realmente havia alguém do outro lado do telefone! Nomeadamente um Pedro! E a maluca sou eu?
O Pedro é maluco. Mais: já esteve num hospital para malucos. E quantas pessoas é que o visitaram no hospital de malucos? Não sei, não consegui ouvir o outro lado do telefone. E o Natal? Sabem com quantas pessoas o Pedro passa o Natal? Eu também não, porque de novo não consegui ouvir o outro lado do telefone, mas a minha estimativa é de que ande perto do número de pessoas que o visitaram no hospital de malucos.
O Pedro é baixo. Por esta altura já não tenho a certeza de que isto seja uma descrição física ou de carácter. Mas inclino-me mais para a última, não sei porquê. E só se dá com pessoas baixas (e com vermes, como se pode ver no primeiro parágrafo).
E ninguém o enganou. Ninguém o enganou. Ninguém o enganou. Assim mesmo: três vezes, mas repetido bastante alto.
E pensam vocês: fogo, este Pedro deve-te ter feito das boas!
A mim? Naaaaaaaah! Pois se eu nem sei quem é! E Pedros há muitos! Este Pedro é um Pedro qualquer com quem falava uma moça da minha idade ao telemóvel no centro comercial com ar possuído. Possuída suficiente para eu ouvir tudo sobre o Pedro. Não que me interessasse!
... se bem que a dada altura fiquei na dúvida se realmente havia alguém do outro lado do telefone! Nomeadamente um Pedro! E a maluca sou eu?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O mistério dos minutos desaparecidos
Abro a porta de casa às 8 da manhã para sair porta fora. Mais um minuto ou dois, eventualmente, se me esqueço de uma porcaria qualquer, se demorei mais tempo a vestir o casaco ou outros pequenos imprevistos.
Desço à garagem e pego no carro. Nada de extraordinário. Até hoje admirava-me como é que a minha viagem da porta de casa ao carro parecia demorar 5-6 minutos, porque me parecia excessivo! Mesmo porque não costumava ser assim!
Até que tive a presença de espírito para olhar para o relógio do carro e o comparar com o do telemóvel: o primeiro estava adiantado quase 3 minutos em relação ao do telemóvel e era por este que eu controlava a chegada! E isto já deve durar desde a mudança da hora... há... bué!
Levantar-se primeiro e acordar depois dá nisto...
Desço à garagem e pego no carro. Nada de extraordinário. Até hoje admirava-me como é que a minha viagem da porta de casa ao carro parecia demorar 5-6 minutos, porque me parecia excessivo! Mesmo porque não costumava ser assim!
Até que tive a presença de espírito para olhar para o relógio do carro e o comparar com o do telemóvel: o primeiro estava adiantado quase 3 minutos em relação ao do telemóvel e era por este que eu controlava a chegada! E isto já deve durar desde a mudança da hora... há... bué!
Levantar-se primeiro e acordar depois dá nisto...
domingo, 11 de janeiro de 2009
Porque é que eu não vou muitas vezes ao cabeleireiro
Tenho trauma com o cabeleireiro desde pequenina. Mas não vamos entrar por aí.
O meu trauma com cabeleireiros em adulta prende-se com o tempo de vida que perco naquela cadeira e o dinheiro que gasto lá. É um dos motivos por que não pinto o cabelo: ia ter que passar a ir lá com uma regularidade que é incompatível com a minha (débil) sanidade mental. Os homens até apreciam ver uma mulher com um cabelo todo pipi e mais não sei quê, mas não estão bem a ver o investimento que aquilo é. Por alguma coisa muitas não se contentam com menos que um homem rico (porque têm que manter aquilo, pá!).
Esta semana fui ao cabeleireiro cortar o cabelo, coisa que não fazia há pelo menos um ano, o que contribuiu para que desenvolvesse uma gadelha muito considerável que adoro mas precisava de manutenção. E lá fui eu!
Ao secar há a pergunta crucial para quem tem um cabelo nem-carne-nem-peixe como o meu (leia-se: nem é encaracolado nem liso, mas um ondulado variável): esticado, ao natural ou como é que quer? E eu não queria liso, artificial como se fosse para um casamento: queria ondulado, como ele é naturalmente. Mas com o ar minimamente sofisticado de quem foi ao cabeleireiro. Portanto, quando ela me disse se eu queria que secasse com o difusor e espuma (como tantas vezes me fizeram), eu disse que sim.
Por esta altura convém dizer que eu estava de óculos e os tinha tirado por causa do secador. Quando voltei a pô-los pensei: e agora ela vai fazer alguma coisa, porque isto não está com ar de quem foi ao cabeleireiro! Mas não, ela tinha acabado! E perguntou com ar triunfante: assim está bem?
Aqui fiquei num dilema de ser ou não honesta, que resolvi rapidamente: não! Ela ficou perdida. "Mas não como?"
- Menina, perguntou-me a opinião e eu sou sincera: aquilo - apontando para o espelho - sou eu quando acabo de acordar. Ora se eu queria aquele aspecto, não tinha mandado secar: tinha saído daqui com o cabelo molhado e ele secava naturalmente.
- Mgfsm... - sim, a resposta foi mais ou menos isto - não compreendo...
- Caramba, eu disse-lhe que não está bem, mas você tem que usar o seu sentido crítico! Olhe para o espelho e veja se assim está bem! Tem aspecto de que fui ao cabeleireiro? Não: parece que acabei de acordar!
- Mas menina, foi o que me pediu: para secar com o difusor! Foi o que fiz! É assim que fica! O meu está assim: com os jeitos naturais que tem, não mais!
Resposta que eu era para ter dado:
- Se era para ter o aspecto de quem despejou um bidão de azeite na cabeça, eu fazia isso em casa. Mas eu vim cá para ter um miminho no aspecto do meu cabelo. Obviamente foi um erro!
Resposta que eu dei:
- Ouça, o meu cabelo está todo no ar e não tem de todo aspecto de ter sido mimado nem cuidado. Eu não gosto! E foi isso que você me perguntou: se eu gostava, se achava que estava bem!
E a conversa continuou assim até que se chegou ao compromisso de ela secar com a escova e lhe dar um aspecto algo mais sofisticado. Odeio ter razão, mas realmente eu tinha alguma ao não gostar de ir ao cabeleireiro. Ora porra! OK, regra geral a coisa não corre assim tão mal (não é assim difícil tratar do meu cabelo), e eu só choro o dinheiro que considero excessivo. Dito isto, ninguém fica contente na hora de pagar, não é? Mas normalmente dilui-se quando olho para um reflexo e penso "aquela gaja é mesmo gira" para depois reparar que sou eu!
E pronto, pensei logo: tenho que fazer um post acerca disto. E pensam vocês: mas tu és louca, tens que fazer um post acerca de tudo? Bem... ... ... não... o que prova que eu sou louca foi ter pensado: o que é que a cabaleireira escreveria se tivesse ela um blogue ao descrever este episódio? E se bem o pensei (eu avisei que precisava de cuidados psiquiátricos!), melhor o fiz: o texto a seguir é o post imaginário da HairStylist, profissional de cabeleireiro desde 2001.
Queridos leitores
Sim, a vida de uma Hair Stylist (cabeleireira é coisa do século passado) não é a beleza, o glamour e as bisbilhotices regadas com muita laca que todos pensam. De vez em quando aturo com cada uma que me faz perder o amor e respeito à profissão. Tenho mesmo que vos contar porque é hilariante ver até onde vai a estupidez das pessoas hoje em dia!
Imaginem que me apareceu lá no estaminé uma fulana com o cabelo com aspecto de quem não ia ao cabeleireiro há minimamente um ano e cheia de brancas. Tudo normal, pede-me uns miminhos no cabelo (shampoo para cabelos secos, máscara, cenas para as pontas que custam tanto uma aplicação como meio frasco e tal) e para cortar pouquinho.
Até aqui tudo bem. Até que lhe perguntei como é que queria secar. E ela meia vaga e não sei quê, que queria o cabelo seco com o difusor e espuma, para ficar ondulado. Vocês não estão a ver: a gaja até nem é nada de especial, mas eu consegui realçar os traços dela, o volume e os jeitos do cabelo dela. Uma obra de arte o que eu fiz! Naturalmente, dentro dos limites, que nem eu (que fui treinada nas melhores academias de hair stylists e possuo amplas qualificações na valorização da imagem feminina) faço milagres. OK, digamos que a gaja estava aceitável! Pronto, sofrível! Dadas as limitações! Nada que se compare com a minha beleza natural e a minha trunfa espectacular, claro!
E ela? Acham que apreciou o meu trabalho? Acham que deu valor ao parecer praticamente uma deusa depois de ter passado pelas minhas mãos? Não: que eu olhasse bem para o espelho, usasse o meu espírito crítico e visse como estava mal! Que parecia que tinha acabado de se levantar da cama! Olha se ela tivesse ficado a dormir hoje é que me tinha feito um favor! É só malucos que eu tenho que aturar, francamente!
E pronto, tive eu que gastar mais meia hora com a gaja e sequei-lhe o cabelo com a escova. Mesmo sabendo que já lhe tinha massacrado o cabelo com espuma e gel! E toda a profissional sabe que o cabelo não pode ser seco depois de ter aplicado aquela cena toda. Mas a gaja era estúpida, que é que se vai fazer?
E ainda ranhosou quando acabou! Que "ah, e tal, isto hoje correu um bocado mal". Claro que correu: ela apareceu à minha frente! Olha, ao menos pagou! E que não volte tão cedo, que eu tenho um limite de uma louca de ano em ano. Estúpida!
E pronto, a prova de que eu não bato bem... se é que era mesmo preciso!
O meu trauma com cabeleireiros em adulta prende-se com o tempo de vida que perco naquela cadeira e o dinheiro que gasto lá. É um dos motivos por que não pinto o cabelo: ia ter que passar a ir lá com uma regularidade que é incompatível com a minha (débil) sanidade mental. Os homens até apreciam ver uma mulher com um cabelo todo pipi e mais não sei quê, mas não estão bem a ver o investimento que aquilo é. Por alguma coisa muitas não se contentam com menos que um homem rico (porque têm que manter aquilo, pá!).
Esta semana fui ao cabeleireiro cortar o cabelo, coisa que não fazia há pelo menos um ano, o que contribuiu para que desenvolvesse uma gadelha muito considerável que adoro mas precisava de manutenção. E lá fui eu!
Ao secar há a pergunta crucial para quem tem um cabelo nem-carne-nem-peixe como o meu (leia-se: nem é encaracolado nem liso, mas um ondulado variável): esticado, ao natural ou como é que quer? E eu não queria liso, artificial como se fosse para um casamento: queria ondulado, como ele é naturalmente. Mas com o ar minimamente sofisticado de quem foi ao cabeleireiro. Portanto, quando ela me disse se eu queria que secasse com o difusor e espuma (como tantas vezes me fizeram), eu disse que sim.
Por esta altura convém dizer que eu estava de óculos e os tinha tirado por causa do secador. Quando voltei a pô-los pensei: e agora ela vai fazer alguma coisa, porque isto não está com ar de quem foi ao cabeleireiro! Mas não, ela tinha acabado! E perguntou com ar triunfante: assim está bem?
Aqui fiquei num dilema de ser ou não honesta, que resolvi rapidamente: não! Ela ficou perdida. "Mas não como?"
- Menina, perguntou-me a opinião e eu sou sincera: aquilo - apontando para o espelho - sou eu quando acabo de acordar. Ora se eu queria aquele aspecto, não tinha mandado secar: tinha saído daqui com o cabelo molhado e ele secava naturalmente.
- Mgfsm... - sim, a resposta foi mais ou menos isto - não compreendo...
- Caramba, eu disse-lhe que não está bem, mas você tem que usar o seu sentido crítico! Olhe para o espelho e veja se assim está bem! Tem aspecto de que fui ao cabeleireiro? Não: parece que acabei de acordar!
- Mas menina, foi o que me pediu: para secar com o difusor! Foi o que fiz! É assim que fica! O meu está assim: com os jeitos naturais que tem, não mais!
Resposta que eu era para ter dado:
- Se era para ter o aspecto de quem despejou um bidão de azeite na cabeça, eu fazia isso em casa. Mas eu vim cá para ter um miminho no aspecto do meu cabelo. Obviamente foi um erro!
Resposta que eu dei:
- Ouça, o meu cabelo está todo no ar e não tem de todo aspecto de ter sido mimado nem cuidado. Eu não gosto! E foi isso que você me perguntou: se eu gostava, se achava que estava bem!
E a conversa continuou assim até que se chegou ao compromisso de ela secar com a escova e lhe dar um aspecto algo mais sofisticado. Odeio ter razão, mas realmente eu tinha alguma ao não gostar de ir ao cabeleireiro. Ora porra! OK, regra geral a coisa não corre assim tão mal (não é assim difícil tratar do meu cabelo), e eu só choro o dinheiro que considero excessivo. Dito isto, ninguém fica contente na hora de pagar, não é? Mas normalmente dilui-se quando olho para um reflexo e penso "aquela gaja é mesmo gira" para depois reparar que sou eu!
E pronto, pensei logo: tenho que fazer um post acerca disto. E pensam vocês: mas tu és louca, tens que fazer um post acerca de tudo? Bem... ... ... não... o que prova que eu sou louca foi ter pensado: o que é que a cabaleireira escreveria se tivesse ela um blogue ao descrever este episódio? E se bem o pensei (eu avisei que precisava de cuidados psiquiátricos!), melhor o fiz: o texto a seguir é o post imaginário da HairStylist, profissional de cabeleireiro desde 2001.
Queridos leitores
Sim, a vida de uma Hair Stylist (cabeleireira é coisa do século passado) não é a beleza, o glamour e as bisbilhotices regadas com muita laca que todos pensam. De vez em quando aturo com cada uma que me faz perder o amor e respeito à profissão. Tenho mesmo que vos contar porque é hilariante ver até onde vai a estupidez das pessoas hoje em dia!
Imaginem que me apareceu lá no estaminé uma fulana com o cabelo com aspecto de quem não ia ao cabeleireiro há minimamente um ano e cheia de brancas. Tudo normal, pede-me uns miminhos no cabelo (shampoo para cabelos secos, máscara, cenas para as pontas que custam tanto uma aplicação como meio frasco e tal) e para cortar pouquinho.
Até aqui tudo bem. Até que lhe perguntei como é que queria secar. E ela meia vaga e não sei quê, que queria o cabelo seco com o difusor e espuma, para ficar ondulado. Vocês não estão a ver: a gaja até nem é nada de especial, mas eu consegui realçar os traços dela, o volume e os jeitos do cabelo dela. Uma obra de arte o que eu fiz! Naturalmente, dentro dos limites, que nem eu (que fui treinada nas melhores academias de hair stylists e possuo amplas qualificações na valorização da imagem feminina) faço milagres. OK, digamos que a gaja estava aceitável! Pronto, sofrível! Dadas as limitações! Nada que se compare com a minha beleza natural e a minha trunfa espectacular, claro!
E ela? Acham que apreciou o meu trabalho? Acham que deu valor ao parecer praticamente uma deusa depois de ter passado pelas minhas mãos? Não: que eu olhasse bem para o espelho, usasse o meu espírito crítico e visse como estava mal! Que parecia que tinha acabado de se levantar da cama! Olha se ela tivesse ficado a dormir hoje é que me tinha feito um favor! É só malucos que eu tenho que aturar, francamente!
E pronto, tive eu que gastar mais meia hora com a gaja e sequei-lhe o cabelo com a escova. Mesmo sabendo que já lhe tinha massacrado o cabelo com espuma e gel! E toda a profissional sabe que o cabelo não pode ser seco depois de ter aplicado aquela cena toda. Mas a gaja era estúpida, que é que se vai fazer?
E ainda ranhosou quando acabou! Que "ah, e tal, isto hoje correu um bocado mal". Claro que correu: ela apareceu à minha frente! Olha, ao menos pagou! E que não volte tão cedo, que eu tenho um limite de uma louca de ano em ano. Estúpida!
E pronto, a prova de que eu não bato bem... se é que era mesmo preciso!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Frio o carago!
Das duas uma: ou está mesmo muito frio ou o sensor de temperatura do meu carro está avariado... ... ... não sei porquê, não estou com grande vontade de ir à oficina reclamar de nenhum problema. A única dúvida que tenho é se o sensor detecta temperaturas negativas!

Nota mental: Verificar se é normal tirar fotografias ao painel do carro ou se é sinal de alguma patologia psiquiátrica mais ou menos grave.
Nota mental: Verificar se é normal tirar fotografias ao painel do carro ou se é sinal de alguma patologia psiquiátrica mais ou menos grave.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Último grito da tecnologia - the sequel
OK, esta tecnologia pode ser de último grito, mas também tem direito a falhas. Não deixa de ser giro uma gaja estar na estação de metro, ver esta mensagem no ecrã, pôr-se a adivinhar o username e a password e pensar onde está o teclado!
E daí, às tantas ter a ideia de tirar uma foto talvez já seja suficientemente doentio...
O sonho do Sadeek
Sadeek... querias, não? Mas são minhas!

NOTA 1: A propósito deste post, ponto 1.
NOTA 2: Antes de ficares todo comichoso, ficas a saber que não pude comer nenhuma porque engordam e a minha vesícula resolveu (depois de montes de tempo em silêncio) manifestar a sua peregrina existência.
NOTA 1: A propósito deste post, ponto 1.
NOTA 2: Antes de ficares todo comichoso, ficas a saber que não pude comer nenhuma porque engordam e a minha vesícula resolveu (depois de montes de tempo em silêncio) manifestar a sua peregrina existência.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
3 tipos de pessoas
Há 3 tipos de pessoas:
1. As que às 5 da manhã estão a chegar a casa da farra;
2. As que às 5 da manhã se levantam para ir à casa de banho;
3. As que às 5 da manhã estão a sair de casa para trabalhar.
Estas últimas são um bocado mau feitio e precisam de repensar seriamente a sua vida.
Há ainda aquelas que às 5 da manhã postam merdas destas, mas isso é mesmo só mau feitio (sim, porque sono não pode ser).
1. As que às 5 da manhã estão a chegar a casa da farra;
2. As que às 5 da manhã se levantam para ir à casa de banho;
3. As que às 5 da manhã estão a sair de casa para trabalhar.
Estas últimas são um bocado mau feitio e precisam de repensar seriamente a sua vida.
Há ainda aquelas que às 5 da manhã postam merdas destas, mas isso é mesmo só mau feitio (sim, porque sono não pode ser).
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