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sábado, 14 de novembro de 2009

Mooncup

Conversa de gajas, a dada altura a coisa descamba para higiene íntima e uma amiga releva que usa o "mooncup" naquelas alturas do mês. E, ambientalista (e gaja) como é, fala às amigas da vantagem de usar a coisa.

Diz-me ela: "muitas viram-se para mim com horror a dizer que aquilo é muito grande! Quer dizer, há coisas maiores, não há?". E eu com ar malicioso: "sim... mas também há mais pequenas... e mais incompetentes..."

domingo, 2 de novembro de 2008

Como satisfazer sempre uma mulher - parte 1

No post anterior a Annita e o Pensador, duas pessoas casadas, mas não um com o outro (entre outras coisas porque não se conhecem sequer!) picaram-se com a eterna questão de manter uma mulher satisfeita e como alegadamente não é possível.

Em jeito de piada, recebi uma vez um e-mail com duas partes. Uma dizia "como deixar uma mulher sempre satisfeita" e a seguir aos dois pontos tinha um desfiar de mimos: tocar, acariciar, dar flores, beijar, elogiar, (era quase uma página inteira de coisas para fazer)... ... ... . Na segunda parte dizia "como deixar um homem sempre satisfeito" e dizia simplesmente "just turn up naked" (não resisto a deixar o original em inglês). Podia acrescentar-se para uma série de homens "ver o Benfica/Porto/Sporting/(outro) campeão", mas não vamos entrar em coisa que não interessam.

Ora deixar uma mulher satisfeita é de por um lado missão impossível e por outro a coisa mais fácil do mundo. Porque uma mulher só quer uma coisa: tudo! É assim tão fácil! Sendo assim tão fácil e tão óbvio, é assim tão difícil, porque um homem não se quer dar (por muito que muitos insistam que querem). Ou porque realmente não quer, ou por querer fazer o jogo de se queixar que a mulher nunca está satisfeita, passando assim a ser defeito dela. Pensa o homem que assim fica por cima, que ganha algum tipo de poder, quando é um erro muito grande.

Mas vamos às badalhoquices, que é o que interessa a quem lê este tasco (a parte dos relacionamentos neste momento transforma-me em cebola e eu sou a Abobrinha, não a Cebolinha): satisfazer uma mulher é impossível! E sabem que mais? Ainda bem! E é um elogio a um homem competente!

Atentemos nesta publicidade: a pior publicidade do mundo, na minha opinião.



Quem fez esta publicidade não recebeu o e-mail que falei acima e pensa que uma mulher só quer o truca-truca. Mais grave: nem sequer sabe o que é truca-truca em condições, porque pensa honestamente que é só usar uma cabeça (concretamente, a de baixo). Ora além de os homens terem sido equipados com duas cabeças, há que saber usar ambas. E às vezes as duas simultaneamente, o que é complicado e exige muita prática.

O motivo de insatisfação desta mulher antes do rewind não foi a falta de penetração: foi a falta de atenção! Não houve um beijinho, uma carícia, um mimo, um abraço: simplesmente virou-se para o lado porque não teve o que ELE queria. Este homem não sabe satisfazer uma mulher, mas só a si mesmo. E tecnicamente é incompetente, porque enquanto há língua e dedo há mulheres muito felizes: felizes pela atenção física aos seus centros de prazer e com o tempo e esforço que um homem dispendeu na sua pessoa, na sua feminilidade, no seu prazer. O que é que um homem tem a ganhar com isso? Tudo! Porque se uma mulher quer tudo, dá o mesmo ou mais. Lamento pela disfunção eréctil, mas este homem não merece uma pila funcional porque não sabe tirar o máximo proveito dela. Um homem em condições excita-se com o prazer que proporciona a uma mulher. Porque ela faz o mesmo.

Há mulheres insatisfeitas por não terem o que querem e há mulheres insatisfeitas por não saberem o que querem. O melhor elogio para um homem não é ouvir "estou satisfeita", mas "quero mais, muito mais". Porque isto significa que deram prazer e ainda activaram o centro erógeno mais complicado de todos: a imaginação de uma mulher. O que é que um homem tem a ganhar com isto? Há quem pense logo: um par de cornos, porque a mulher vai procurar mais noutro lado. Ora para uma criatura tão insatisfeita por natureza, estranhamente é falso: porque neste aspecto a mulher é curiosamente muito comodista e vai procurar mais do mesmo.

Este assunto não acabou e vai haver badalhoquice pura e dura para a frente. Quando me apetecer!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Eu gosto muito de sapatinhos


Este é um post de gaja, em actualização. É um pouco um "these are a few of my favourite things" dos pés (e sem cheiro a chulé).
Gaja que é gaja tem a história da Cinderela na cabeça. Embora algumas de nós não saibam passar a ferro, pelo que a parte das tarefas domésticas e das irmãs más não seja aplicável, mas não nos vamos deter em paneleirices. O que interessa é este sapato em cristal, que diz este site que custa $14.000 (baratinho).


Estes sapatinhos são lindos. São manolos, mas já vi parecido e possivelmente a uma fracção do preço (ia dizer o site de onde os tirei, mas acabou de cair).

Assim como estes.

E se há dúvidas que tanto homens como mulheres vão onde querem (bad girls go everywhere, já se sabe!) com saltos altos, cá está a prova.


(continua)

sábado, 26 de janeiro de 2008

O drama de uma gaja perante um pacote de bolachas

Tenho uma confissão importante a fazer: não sou competente para ter bolachas em casa! Nem na bolsa. Em suma, não competente para ter bolachas! De todo!

Andei anos e anos sem ter pacotes de bolachas em casa. Aliás, a minha cozinha é uma pobreza: montes de legumes, toneladas de fruta, arroz, massa, sal (que me dura anos), cereais para pequeno almoço (daqueles que parecem palha, que são os que eu gosto mesmo), leite, iogurtes, café e chá. Acho que me esqueci de um par de coisas, mas se estão a perguntar pelo açúcar... não tenho! O último pacote de açúcar que tive endureceu e tive uma certa dificuldade em deitar aquilo fora sem partir o frasco.

Mas bolachas... nicles. E eu tinha-me esquecido porquê. Até um dia destes, quando tive a ideia peregrina de namorar um pacote de bolachas todo XPTO super promix. Era daqueles que tem vitaminas para não engripar durante 10 anos, ferro suficiente para cagar uma enxada e fibras para fazer uma corda para depois usar para saltar e gastar as poucas calorias que aquilo tem. Por bolacha, naturalmente. Ou seja, das que faz bem a tudo e mal a nada. O que também me fez lembrar o ar triunfante com que uma vizinha com o perímetro abdominal de um embondeiro centenário me disse que comia uns cereais para o pequeno almoço com 8 vitaminas e ferro. Não sei explicar porquê, mas o perímetro abdominal dela continuou igual (mesmo porque ela não especificou quantos pacotes daquilo comia por dia).

Ora eu e o pão temos uma relação de amor-ódio: eu amo-o em quase todas as suas variantes (menos aquelas porcarias de aviário, como Bimbos e Panricos e o carago) e ele odeia-me porque me faz engordar (nem é de o comer: é só de olhar para ele!). O que implica que de vez em quando tenho que cortar radicalmente relações com ele, mas acabo por reatar a nossa relação doentia e muito pouco saudável para o meu lado, caindo-lhe nos braços e pedindo-lhe que me perdoe.

Refira-se que a minha relação com o pão é (como todas as que envolvem outro tipo de pães) de exclusividade e dedicação absoluta: nada se mete no meio de nós! Nem manteiga (que odeio), nem doces, nem marmelada. Quando muito convido queijo para o bacanal, mas a manteiga fica longe. Bem longe!

E as bolachas? Bem, as bolachas surgiram num momento em que eu considerava trair o pão. Substituí-lo por sucedâneos mais controláveis: duas bolachinhas sempre seria um prejuízo menor que um pão! Diz ela...

Flashback ao tempo em que tinha uma colega meia anoréctica (já o tinha sido) e completamente destrambelhada. Ao dar conta que eu estava em meia dieta até os olhos se lhe riram e lixou-me o juízo com quantas calorias tinha cada bolacha de cada raça, e a maçã e o pêssego, e como dormindo mais estava menos tempo a comer (???), por isso engordava menos, mas que por outro lado dormindo menos queimaxa mais calorias e por aí adiante (eu quando morrer vou direitinha para o céu). Tudo bem até que falou do meu adorado pão e como era horrível porque engordava imenso. Tive que a mandar calar: ninguém fala mal do meu amado sem levar troco. Eu sei que a relação é doentia e eu não tenho vantagem nenhuma nela senão um prazer fugaz. Mas cada qual é para o que nasce. (Isto é a parte risível. A parte que não é foi que ela voltou à anorexia uns anos depois e só eu é que parecia dar conta e dar-lhe para trás. Depois isolou-se e nunca mais lhe pus a vista em cima. Mas era maluca à mesma, todos os dias, várias vezes ao dia.)

Sucede que... quem é que come duas bolachinhas? Bolachas são bem pior que pão: enquanto houver uma no pacote (mmm... que boa palavra para um trocadilho) não há gaja que aguente.

O pessoal ainda faz pacotinhos mais pequenos, só com 4 ou 8 bolachas em cada um, mas não adianta. Ou seja, bani de novo as bolachas de casa. Se não sou em condições de as ter, não tenho! É assim tão simples e aplica-se aos chocolates e outras tentações comestíveis e não comestíveis. No trabalho tenho uma moça a quem peço "emprestada" uma bolacha de vez em quando e a quem de vez em quando dou um pacote (não o meu pacote, para as mentes mais porcas) para ela não ter prejuízo.

A parte boa é que sei perfeitamente que não gosto assim tanto de bolachas: é mesmo só o tique nervoso de estar sempre a tirar mais uma e mentir a dizer que é a última. Por isso o prejuízo não é nenhum.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Publicidade enganosa

A Nespresso enviou-me um e-mail com uma mensagem que me pôs a salivar: "George Clooney revela tudo"... prometia!
Abri a mensagem a imaginar umas fotos exclusivas do George Clooney no seu "birthday suit" (e que bem feitinho que deve ser!), uma entrevista exclusiva em que revelaria detalhes da sua vida íntima e mesmo o número de telefone... mas em vez disso... ... saiu a apresentação de um filmezinho com o Jorginho!

A todas as meninas, como prenda de Natal (não pode ser só coisas para os meninos), cá fica o Jorginho e o filmezinho dele. Está a ficar velhote, mas ainda é um rico pedaço de mau caminho! O meu caixote do lixo, pelo menos, não tem coisas dessas!