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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Italiano em 7 lições - parte 2

No episódio anterior, eu e o italiano bonzão (mas vocês não estão bem a ver!) tínhamos tirado a parte incómoda da história da frente.

Vai daí, sendo eu solteira mas não "dormível" (se bem que estou desconfiada que o plano dele fosse mais manter-me acordada a tirar café em chávena fria!), apresentou-me a mais italianos. Aliás, napolitanos! Eles são o máximo a falar e a mexer-se: parece que estão permanentemente no engate, o que deve ser cansativo! Mas é divertido e elevou-me o ego apesar de eu estar parecida com um urso polar quando saía à rua (parecendo que não, já estava frio na Dinamarca em Setembro).

Mas ele não desistiu (sim, Crest, tens razão: não deixam de pensar no assunto): e se eu tinha namorado, e como era e como deixava de ser. Ao que eu respondi como não costumo: fingindo! A mentira ia ficando mais elaborada à medida que a curiosidade dele ia aumentando! E eu a gozar com ele de fininho!

Inventei uma história de um namorado de há 2 anos com quem já vivia. A nossa casa (quer dizer, um apartamento, que não somos ricos!) era um espectáculo, mas ainda estávamos a decorá-la! Aos poucos, claro! Não acreditávamos no casamento, por isso ainda não tínhamos casado (nem tínhamos planos): o nosso compromisso era do coração, não precisava de validação legal da sociedade. Então e porque é que eu tinha ido passear sozinha? Porque ele me respeitava e à minha individualidade, eu precisava de fazer uma pausa e não tinha conseguido tirar férias nesta altura. E o que é que ele fazia? Bem, aí colei-me à minha relação e adaptei. O que eles não repararam foi que eu de um momento para o outro passei a viver "há dois anos" com o rapazinho numa cidade e depois noutra!

E ele não tinha medo que eu o encornasse? E eu tinha a certeza que ele não me encornava? Claro que não! Ele confiava em mim e eu nele! Eu mesma fiquei a pensar na sorte que tinha de ter um companheiro tão bestial. Pena ser mentira e tê-la eu fabricado naquela mesma hora! Mas fui tão convincente que no último dia de férias eles já me diziam que eu e ele devíamos ter filhos! Já! 2 ou 3! Nem era preciso pensar no assunto: só fazê-los. E eu a pensar: ou tu és uma fingida do carago ou eles realmente são um bocadinho totós!

E as namoradas deles, na Itália? Confiavam neles? Claro que sim! E eles tinham a certeza de que elas também eram fieis? Bem, aí não consigo descrever a cara que eles fizeram: CLARO que elas eram fieis! A dada altura disse-lhes que em dias de tempo claro se via a cornadura das namoradas deles... na Dinamarca! E eles riram-se! E que tinham que se baixar para passar nas portas porque senão não cabiam com os cornos. E eles não só se riram como fizeram o gesto de baixar a cornadura. E eu a pensar: se eras meu namorado ficavas a falar como o Farinelli no tempo que levava a dizeres "corno". Mas não era! Graças a Deus!

E começamos a sair juntos todas as noites. Programas levezinhos: ir comer um gelado, jogar Playstation (joguei Pro-Evolution Soccer pela primeira e última vez na minha vida), conversar, andar nas bicicletas de utilização livre que existiam na cidade e ouvi-los falar na net para Itália. Excepto quando era a namorada do meu "pretendente", porque ela era ciumenta como tudo. O que não lhe adiantava nada: tinha cornos e tinha... ou não?) É que... os desenvolvimentos seguintes fizeram-me duvidar!

Sendo que os desenvolvimentos seguintes foram... o belo fim de semana. Ora os italianos estavam há 3 meses fora de casa e com uma "fome" que vocês não estão bem a ver! Aliás, acho que era o estado permanente deles. Mas desconfio que se vivessem na Dinamarca permanentemente... digamos que acho que a longevidade da deles minhoca estaria assegurada (para se recordarem do contexto, ler aqui).

E por hoje é tudo. Só para espicaçar, digo-vos que há uma pequena cena de lesbianismo em breve... ... ...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

"Dá-me uma dentadinha no rabo, Maurício"

Uma dentadinha no rabo? Isto virou a S&M? Não exactamente (ainda não!).

Esta é a frase com que, no Madagascar 1 o rei Julian justifica a dentadinha no rabo do Alex ao Marty. Há um problema: o rei Julian e o Maurício são lemures. O Alex é um leão! Não é preciso explicar a diferença, pois não?
Isto a propósito da razoabilidade do que se pede. Não é razoável pedir uma dentadinha no rabo a um leão. Sobretudo quando ele está com fome. Sabe quem viu o filme que o Alex disfarça fingindo que não está a dar dentadinhas mas a contar as riscas e conclui que o Marty é preto com riscas brancas e não branco com riscas pretas (o que é hilariante porque a voz do Marty é a do Chris Rock). Pedir uma dentadinha no rabo ao Maurício, contudo, é inócuo! Porque é um lemur. Não um leão que já não tem quem lhe faça a manicura e lhe dê bifes no zoológico de Nova Iorque.

Sabe quem viu a história que o Alex acaba por querer comer carne. O que se resolve só por magia de desenho animado: há sempre sushi! Porque um gato não é vegetariano e, por sorte, "o gatinho gosta de peixe".

Para quem se perdeu, o que eu quero dizer é que não é razoável dizer uma coisa e querer outra. O que é razoável é pedir o que se quer o que é lógico e seguro para nós mesmos. O Crest, por exemplo, pediu um tau-tau. Qual é o pior que podia acontecer? Ouvir "não". Eu disse que sim, mas eu sou "segura" porque não o conheço e estou a 2500 km ;) Mas se ele não pedisse, não ouvia o "sim". E porque é que ele pediu? Porque queria! Em tudo o que têm que ser os outros a dar-nos (ou seja, que não depende de nós), há que pedir para se ter o que se quer. Não assumir que se vai ter por "se merecer"... se essa pessoa gostar o suficiente de nós.

Podemos pedir uma dentadinha no rabo ou fidelidade a um doce lemur: é seguro, é razoável e lógico. Mas se nos metemos com um leão... a coisa pode piar fino, porque um leão é um carnívoro feroz! Nem sequer um doce gatinho. E como se distingue um leão de um lemur? Bem, não é uma ciência exacta. Mas não é com certeza confiando cegamente em alguém só porque existe algures um príncipe encantado. Ele até existe, mas nem todos os homens o são. A maioria não é! E depois, há o príncipe encantado do Shreck... a voz dele é a do Rupert Everett... e toda a gente sabe como é o Rupert Everett...



A vida real não tem a magia do desenho animado, mas tem a magia da sinceridade e honestidade de algumas pessoas. E depois... há sempre sushi! E mesmo sushi vegetariano!
E há sempre a abordagem dos pinguins: "just smile and wave!".


NOTA: Parte do que escrevi deve fazer sentido. Mas ao menos as figuras são fixes e tem um quarentão de 49 anos... OK, é gay, mas é lindo à mesma! E o que perdeu em rigou ganhou em ligeireza!

Isto não dá para mim...

O comentário da marycarmen a este post fez-me pensar. Fez-me confusão.

Vamos por partes:

“nunca exigi ao gajo que não olhasse para outras, que não fosse beber cafés com outras, nem que não dormisse com outras, desde que nunca me mentisse”

Isto não dá para mim: eu entrego-me completamente, sinto as coisas muito profundamente. Não sou superficial por natureza e não acredito que isso seja um defeito. E não aceito que sejam superficiais comigo nem que tenham comigo outra coisa que não total respeito. E fidelidade é sinónimo de respeito. E de amor. Ninguém anda de olhos tapados, mas também ninguém anda a comer tudo o que mexe e não!

Além de que olhar para outras e tomar café com outras não é primo nem enteado de dormir com outras: tomar café é público e social, não íntimo. E eu levo a minha intimidade muito a sério! E exijo que a levem a sério! Quem pisar o risco... arrepende-se, acredita!

“não considerava que estivesse a ser encornada sempre que tal fosse apenas uma cena física e eu soubesse dela atempadamente. Tipo num prazo de duas ou três semanas”

Isto é o oposto do que eu sou. Ia dizer que não perdoo, mas o Crest provou-me que eu não digo coisa com coisa no que respeita a este assunto, por isso é melhor estar caladinha que estou bem. Olha, na volta recomendo-te que leias o que ele tem a dizer em relação ao assunto.

Isso do "só físico" não compreendo! De todo! Não consigo dissociar as coisas dessa maneira: sinto desejo por pessoas com quem me envolvo! E vice-versa.

“Conclui, no fim desta trapalhada toda, que tenho a mentalidade de uma menina de 8 anos, daquelas que são fans da Ana dos Cabelos Ruivos e acreditam que os príncipes e as princesas no fim vivem felizes para sempre e têm para cima de 8 meninos, já que a compra das botinhas nunca constitui problema no orçamento familiar. Tenho a mentalidade de uma heriona romântica do séc. XIX, e não sei crescer para fora dela.”

Chego realmente à conclusão que não sou romântica. Se é isto que significa ser romântica! Eu não vejo que vantagem tenha acreditar só por acreditar em príncipes encantados e no amor tão verdadeiro que nunca vai ser traído. Entre outras coisas, porque há por aí muito sapo (sim, podem atirar com a piada de viver em sítios húmidos e escuros)! Mas há homens honestos e que se dão como eu me dou. Eventualmente hei-de tropeçar num desses, em alguém que procure o mesmo grau de envolvência que eu. E que queira essa envolvência comigo! Em exclusivo, claro! Se não tropeçar, paciência!

Mas eu NUNCA aceitarei menos do que o que mereço! E NUNCA aceitarei ser traída ou ter numa relação que seja menos do que o que quero e mereço. Sobretudo a coberto de pobres desculpas “como querer o seu espaço”, “ser só físico”, “estar magoado com um relacionamento anterior” ou “estar à procura da mulher ideal” (já ouvi esta também!).

“Sou uma pessoa extremamente misericordiosa, sem que tenha ainda recebido um retorno kármico por isso. Diz-se que a esperança é a última a morrer, por isso olha...enquanto houver vida pode ser que receba algum... “

A única coisa que há a receber seja do que for é a satisfação própria de saber que fizemos bem. Não se pode esperar que o destino se encarregue de nos premiar. Temos que ser nós a tomar o destino nas nossas mãos. Isso ou os tomates de quem nos magoou... e depois apertar até ouvir falar fininho!

Eu sou misericordiosa em relação a um gatinho, a uma criança que não sabe o que faz ou a alguém que não está de posse de todo o juizinho. Não em relação a quem magoa porque quer e quer que eu me submeta a algo que me faz sofrer. Tu acorda, mulher! Ainda vais a tempo! Respeita-te e faz-te respeitar!

Em relação ao motivo que leva alguém a perdoar um encornanço, acho que a discussão no post foi elucidativa: perdoa-se por ser superior a isso. Mas... eu não recomendo! Porque é fácil de confundir com amor doentio por outra pessoa: o tipo de amor que anula a nossa vontade própria e nos submete a outro à espera... do príncipe encantado!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"E tu conheces mulheres que não tenham um par de cornos?"

Atenção que isto não é lamechice. Este post é um desabafo causado por ter andado a ouvir com frequência a mais... conversas de cornos!

Se repararem, o título está entre aspas. Isto porque quem disse aquilo não fui eu mas um indivíduo que trabalha comigo quando eu mencionei uma amiga minha que apanhou com um par de galhetas (quer-me parecer que mais que uma vez, mas pronto, isso já é um pormenor). A resposta deixou-me de cara à banda com a ideia daquele homem de respeito e amor pela esposa. E uma outra pessoa que diz não se importar com a ideia de ser corneada. Desde que possa cornear de volta, não tem problema! Para isso prefiro a versão de um outro amigo meu: já não há amores para sempre! Mas ao menos enquanto dure, que seja verdade, e não uma ilusão de uma verdade doce!

Tenho visto gente a trair companheiros de longa e curta data e confesso que me mete impressão. Um erro acontece a qualquer um, mas uma coisa deliberada e sistemática mete-me arrepios. Se a mais pessoas metesse impressão, talvez a arte do encornanço se tornasse mais difícil um pedaço! Crime com castigo e sem perdão.

E deixo-vos com uma música fixe mas um conceito estranho: mentiras. Directamente da minha adolescência, os Fletwood Mac. Adorava os tipos porque não havia UM vocalista: simplesmente cantavam mais ou menos à vez, o que é extraordinariamente original! E digam lá se isto não se ouve bem! Música de trintões por excelência!



NOTA: Eu hei-de escrever posts badalhocos em breve, asm realmente não estou grandemente inspirada. Esperem um

terça-feira, 10 de julho de 2007

O corno e a sua importância sociológica


AVISO: Entrada longa (e não, não tem nada a ver com a cornadura: é mesmo porque tem muito que se lhe diga)

Ora o que é um corno, em primeiro lugar? Um corno é um homem a quem cresceram dois apêndices cartilaginosos ou ósseos, um de cada lado da testa, devido à infidelidade da sua companheira. Diz-se também de um gajo que foi enganado num negócio ou equivalente que foi encornado. Mas essa parte já não interessa muito.

Um corno nem sempre o é por opção, mas há o que o são por vocação. Há os cornos activos, os passivos, os ignorantes e os múltiplos.

Os activos provocam a sua própria cornadura através de uma série de comportamentos. A saber: mau hálito, dentes podres, sovaqueira sem desodorizante, estadas prolongadas em trabalho ou lazer sem compensação emocional e física, personalidade pouco interessante ou (e esta costuma ser fatal) falta de jeitinho com as gajas. O corno activo desta última sub-categoria já ouviu falar nas mulheres, sabe tecnicamente o que é uma, onde estão os botões, mas não sabe onde se metem as pilhas... parecendo que não... ajuda!

O corno passivo é o que apanha com uma cornadura de todo o tamanho independentemente do que faz ou deixa de fazer para agradar a gaja. Cornos passivos estão associados a uma espécie de gaja que tecnicamente se designa por vaca ou cabra (depende da envergadura dos cornos e da gaja em si). Por ser um assunto deprimente e nada abonatório em relação às mulheres, vamos fingir (por redução ao absurdo) que este tipo de cornos não existe!

O corno ignorante, como o próprio nome indica, não sabe que o é. Mas é! E bastaria olhar com atenção para o modo como baixa os cornos para entrar em portas mais baixas para se reconhecer um. Se bem que o mesmo pense apenas, distraído como é, que é uma leve dor de costas provocada por um pequeno aumento de peso na região abdominal, fruto da comidinha que a esposa lhe cozinha (ou do restaurante que frequenta, porque a gaja não sabe cozinhar ou não tem tempo, dado que se dedica a encornar o gajo). Regra geral é feliz.

O corno múltiplo é encornado várias vezes. Pode ser activo, passivo ou ignorante. Reconhece-se facilmente este por andar de olhos postos no chão constantemente (pelo peso da cornadura) e por de vez em quando dizer “muuuuuuuuuuuuuuuuuuuu”!!! O que facilmente é confundido com hmmmmmmmmm, uma outra interjeição que não tem nada a ver e que se usa quando um gajo está pensativo. O corno múltiplo é por vezes também encornado nos negócios.

Qual a importância sociológica do corno? Não faço ideia, mas achei que era um título fixe! Tenho agora duas opções: ou faço juz ao título ou deixo à consideração dos comentadores que tiveram a pachorra de ler até aqui.

Ora bem, quem quiser pode continuar a ler. Podem ir fazer um chichizinho ou comer qualquer coisinha entretanto (de preferência separadamente) que eu espero.

O corno com maior importância sociológica é o ignorante puro. Isto porque permite à gaja explorar sem limites a sua capacidade de encornar. O corno é triplamente abençoado: tem a mulher satisfeita, é feliz porque não sabe que é corno e ainda pode beneficiar com uns truques que a mulher possa aprender noutro lado qualquer.

Claro que o que é demais é moléstia, e a fronteira entre um corno puro e um corno múltiplo é ténue e não convém ser atravessada. A bem da saúde: as costas ressentem-se com a posição vergada, as articulações não se dão bem com o excesso de peso e ao fim de um tempo há sempre quem repare no “muuuuu” e goze com a situação. Ou aproveite para encornar noutros aspectos da vida do corno, o que é mais que muito mau! Pode levá-lo a outra categoria que é o teso. E não, não estou a falar de potência sexual ou viagra.

Outras combinações se podem fazer com o ignorante, mas agora não tenho paciência! Ajudem-me nesta demanda pela defesa do corno e da cornadura saudável.

O corno activo pode considerar-se em determinados casos uma questão de justiça. Se não dá à gaja o que ela merece, apanha com um par de cornos! Significa que numa coisa acertou: juntou-se a uma mulher de tomates! Mas é como aqueles que ganham o euromilhões, mas distribuem o dinheirinho todo pelos amigos e familiares (mesmo os que não sabiam que tinham) e acabam por ficar a pedir. O corno activo merece ajuda especializada.

Sociologicamente pode conceptualizar e problematizar-se muita coisa à volta do corno. Normalmente quando o sociólogo está sentado à secretária, aborrecido de morte porque não consegue chegar ao último nível do tetris. Nessas alturas, e quando se sente uma comichãozinha na testa é importante reflectir sobre a importância cornal.

As implicações de saúde são muitas: a nível de articulações e má postura, como já se explorou brevemente, e ainda a nível de dores de cabeça. Ora a cefaleia é responsável por perdas incríveis de productividade, pelo que o fenómeno do corno é de uma importância muito grande e merece ser estudado. Especialmente quando além de tudo o tetris não corre naquele sistema operativo ou encrava regularmente.

A instituição do corno vem já de longa data. Um gajo nunca podia ter a certeza de que a mulher não estaria a arrastar a asa para outra freguesia, pelo que se inventaram todo o tipo de hábitos castrantes para as mulheres. Uma das mais eficientes terá sido apedrejar mulheres adúlteras.

Nunca entendi porque é que se podia apedrejar uma mulher adúltera e não um homem adúltero, mas a justiça dos homens é o que é (depois temos a justiça à portuguesa e à americana, mas isso é outra história)! O ponto de viragem poderá ter-se dado quando o Cristo disse que quem nunca tivesse falhado podia atirar a primeira pedra.

E aí descobriu-se porque é que as mulheres judias precisavam de baixar a cabeça para entrar pelas portas: para poder caber a armadura. Cá para mim, foi por isso que o penduraram numa cruz com uns preguinhos!

Aqui entra-se num outro dilema de proporções bíblicas: qual é o feminino de corno?? Mas isso... já é outra entrada!!!