Mostrar mensagens com a etiqueta vermelho e negro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vermelho e negro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, fevereiro 09, 2024

vermelho e negro

«Desgraçados os países que caem nos excessos industriais, que consagram aquela teoria política pela qual um governo despreza as necessidades espirituais para só se ocupar dos interesses materiais e positivos!» Eça de Queirós, in Distrito de Évora (1867) / «Hoje para continuares a ser republicano tens que te matricular num partido, tens que te guiar por um programa, tens inevitavelmente que pôr-te em contradição com o teu correligionário de ontem, opondo as tuas ideias às ideias dele -- talvez mesmo a tua browning ao seu revólver.» Manuel Ribeiro, «A um herói da Rotunda», O Sindicalista (1910-11) / «Os governos dum país civilizado, a título de exportarem a civilização, levam-lhes o canhão que os mata e o comércio que os rouba.» Mário Domingues, «Colonização», A Batalha (1919)

Prosas Esquecidas, ed. Alberto Machado da Rosa (1965); ** Na Linha de Fogo (1920) *** A Liberdade não se Concede, Conquista-se. Que a Conquistem os Negros!, ed. António Baião (2023); 

segunda-feira, janeiro 29, 2024

vermelho e negro

«Nenhuma ideia justa -- como nenhuma semente -- se perde; e todas elas vão ter a sua repercussão na consciência geral; essa repercussão, mais cedo ou mais tarde, transforma-se em facto.» Eça de Queirós, «Revista crítica dos jornais», Distrito de Évora (1867) / «Os governos dum país civilizado, a título de exportarem a civilização para os povos selvagens, levam-lhes o canhão que os mata e o comércio que os rouba.» Mário Domingues, «Colonização», A Batalha (1919) / «Rigorosamente não era um sistema de ideias que te determinava, era um feixe de cólera que te galvanizava.» Manuel Ribeiro, «A um herói da Rotunda», O Sindicalista (1911-12)

* Prosas Esquecidas, ed. Alberto Machado da Rosa (1965); ** A Liberdade não se Concede, Conquista-se. Que a Conquistem os Negros!, ed. António Baião (2023); *** Na Linha de Fogo (1920)

sexta-feira, janeiro 19, 2024

vermelho e negro

«Ânsia sublime de liberdade, que despedaça o ferro, que afronta as balas, que ludibria a própria morte!» Ferreira de Castro, «Evadidos!», A Batalha (1924)* / «Era tão bom que todos nos habituássemos a ser mais indulgentes para os simples erros ou lapsos alheios e olhássemos para a obra, apreciando-a no seu conjunto, avaliando a sua utilidade, e guardássemos os rigores para o que nós próprios fazemos!» Emílio Costa, «Os críticos implacáveis», Filosofia Caseira (1947) / «Qualquer contacto de sexos, que noutra hora seria ternura, no Carnaval há-de ser violência e sangue e estupro.» Jaime Brasil, «Carta do Povo sobre a loucura do Carnaval», A Batalha (1924)**


*Ecos da Semana -- A Arte, o Artista e a Sociedade (edição de Luís Garcia e Silva)  ** Voz que Clama no Deserto (edição de Elisa Areias e Luís Garcia e Silva, 2007)

terça-feira, janeiro 09, 2024

vermelho e negro

 «Por esse conduto de crimes, toda a rixa acaba numa facada, toda a ambição num furto, toda a carícia numa violação.» Jaime Brasil, «Carta do Povo sobre a loucura do Carnaval», A Batalha (1924)* «Quem quiser compreender profundamente a situação dos negros americanos que repare na analogia tremenda da luta dos pretos espoliados dos seus direitos contra os brancos que lhos negam e a luta dos trabalhadores enganados contra a burguesia que os engana.» Mário Domingues, «Colonização», A Batalha (1919)** «Tu rugias quando a Ordem te maltratava a república nas pessoas sagradas dos seus caudilhos, e o que te levou à Rotunda, hás-de concordar, não foi o programa do partido republicano -- conheceste-lo tu mesmo? -- o que te levou lá foi a ânsia de desagravar uma amante dos ultrajes dum bêbedo.» Manuel Ribeiro, «A um herói da Rotunda», O Sindicalista (1911-12) ***


* Voz que Clama no Deserto (edição de Elisa Areias e Luís Garcia e Silva, 2007)  ** / A Liberdade não se Concede, Conquista- se. Que a Conquistem os Negros!, edição de António Baião (2023) / *** Na Linha de Fogo  Crónicas Subversivas (1920)

quarta-feira, janeiro 03, 2024

vermelho e negro

«A actividade do jornalismo nunca deve abrandar, a sua consciência deve ter sempre o mesmo vigor, a sua pena o mesmo colorido, o seu sentimento moral a mesma justa intensidade.» Eça de Queirós, «Revista crítica dos jornais», Distrito de Évora (1867) / «Como Reclus teria sido para todos os Fígaros um sábio completo, se em vez de anarquista e de homem a contas com a polícia, tivesse sido um sábio neutro, ou consentisse em pôr o seu saber ao serviço duma função governamental!» Emílio Costa, «Recordando...», Seara Nova (1930) / «O funambulesco general, digno de opereta, se não levasse a cingir-lhe a cabeça bronca um diadema sinistro, um diadema de sangue mártir, de sangue da Liberdade, protesta contra a entrega à Rússia de determinados vasos de guerra, que à Rússia pertenciam...» Ferreira de Castro, «Sadoul, e Wrangel», A Batalha (1924)

quinta-feira, dezembro 28, 2023

vermelho e negro

«A ter de empunhar uma espada, que ela sirva para fazer triunfar algo que possua signos inéditos, algo que constitua uma nova aspiração; embora esta venha a fenecer em breve, como sucedeu na Rússia.» Ferreira de Castro, «Sadoul e Wrangel», A Batalha (1924)* / «Abrem-se nesta hora as válvulas dos instintos inferiores e os vícios ejaculam-se, em série.» Jaime Brasil, «Carta do Povo sobre a loucura do Carnaval», A Batalha (1924)** «Eliseu Reclus, com o seu vasto saber, desprezava honrarias -- não fingia desprezar, desprezava-as -- vivia pobre, preferia a companhia, a convivência dos operários, dos camaradas em ideias, dos discípulos de boa vontade; não confundia a legalidade com a justiça, nem a autoridade com a razão; e, ainda por cima, proclamava-se abertamente um libertário, um anarquista.» Emílio Costa, «Recordando», Seara Nova (1930)***


* Ecos da Semana -- A Arte, a Vida e a Sociedade (edição de Luís Garcia e Silva, 2004); ** Voz que Clama no Deserto (edição de Elisa Areias e LCS, 2007); *** Eliseu Reclus (edição de EA e LGS, 2006).

terça-feira, dezembro 26, 2023

vermelho e negro

«Enquanto pela triste força dos factos, pela influência da tradição, pela obediência inerte dos espíritos, pelo adormecimento das consciências, pelo amedrontamento das almas, pelas predominâncias estéreis, pela força dos interesses pequenos, pelo afrouxamento dos sentimentos livres, pelo abaixamento moral, por tudo isto, os interesses deste território foram desprezados, os desenvolvimentos impedidos, as livres consciências esmagadas, a acção abafada, as administrações descuradas, todos os elementos fecundos sufocados, um jornal que procure representar o Direito, a Justiça, a Razão, o Princípio, a consciência Moral, não será por certo inútil.» Eça de Queirós, O Distrito de Évora (1867)*«Ex-escravos, lançados em plena evolução da ciência que neste último século tem tomado um desenvolvimento colossal, os negros educaram-se, viram quão iníqua era para eles a sociedade americana, compreenderam os seus direitos, que são iguais aos dos brancos, e enquanto os não alcançarem , os motins não cessarão e o sangue não deixará de correr pelas ruas.» Mário Domingues, «Colonização», A Batalha (1919)** /  «Que tu fosses republicano até o cinco de Outubro vá; mas é lá possível que ames hoje a república como a amavas danes?» Manuel Ribeiro, «A um herói da Rotunda», O Sindicalista (1911-12)***

* Prosas Esquecidas, edição de Alberto Machado da Rosa (1965) ** / A Liberdade não se Concede, Conquista- se.Que a Conquistem os Negros!, edição de António Baião (2023) / *** Na Linha de Fogo  Crónicas Subversivas (1920)

segunda-feira, janeiro 09, 2023

das ideias justas e outros caracteres móveis

«Nenhuma ideia justa -- como nenhuma semente -- se perde; e todas elas vão ter a sua repercussão na consciência geral; essa repercussão mais cedo ou mais tarde transforma-se em facto.» Eça de Queirós, «Revista crítica dos jornais», Distrito de Évora (1867) -- Prosas Esquecidas (edição de Alberto Machado da Rosa)

«Repara na fé dos nossos militantes, no seu desinteresse, nos seus sacrifícios, nas suas abnegações, na sua propaganda corajosa por não isenta de perigos.» Manuel Ribeiro, «A um herói da Rotunda», O Sindicalista (1912-13) -- Na Linha de Fogo.

«Nunca o homem chega a esquecer tanto a própria dignidade, como nestes dias torvos, em que tudo são chagas sangrando e vinho, em vómitos.» Jaime Brasil, «Carta do Povo sobre a loucura do carnaval», A Batalha (1924) -- Voz que Clama no Deserto (edição de Elisa Areias e Luís Garcia e Silva)

«Para mim, que conheço a inutilidade dos exércitos, que os considero perniciosos, indignos da nossa época, o gesto do capitão Sadoul, quando há anos demandou a Rússia, mereceu a simpatia do meu espírito.» Ferreira de Castro, «Sadoul e Wrangel», A Batalha (1924) -- Ecos da Semana -- A Arte o Artista e a Sociedade (edição de Luís Garcia e Silva)