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segunda-feira, janeiro 23, 2023

silva

 1. «Eu canto porque o instante existe / e a minha vida está completa.» Cecília Meireles

2. «Eu gostava de ter um alto destino de poeta, / Daqueles cuja tristeza agrava os adolescentes / E as raparigas que os lêem quando eles já são tão leves / Que passam a tarde numa estrela, / A força do calor na bica de uma fonte / E a noite no mar ou no risco dos pirilampos.» Vitorino Nemésio

3. «Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse. Vai, Carlos, ser gauche  na vida!» Carlos Drummond de Andrade


1. «Motivo», Viagem (1939) / Antologia Poética (preparada pela própria).  2. «O bicho harmonioso», O Bicho Harmonioso (1938)  3. «Poema de Sete Faces», Alguma Poesia (1930) / 65 Anos de Poesia (edição de Arnaldo Saraiva)

segunda-feira, julho 11, 2022

 Aqueles olhos segredando de amor, / aquelas mãos alongando-se de amor, / aquele corpo todo ondulando de amor, / e em mim / só um vago desejo de dormir no seu regaço. – Jorge de Sena, 40 Anos de Servidão (póstumo, 1979)

terça-feira, junho 14, 2022

 «Canta o caminhante ledo / no caminho trabalhoso, / por antr'o espesso arvoredo; / e, de noite, o temeroso / cantando, refreia o medo. / Canta o preso docemente / os duros grilhões tocando; / canta o segador contente; / e o trabalhador, cantando, / o trabalho menos sente.» 

Luís de Camões, Sôbolos rios que vão

quinta-feira, fevereiro 24, 2022

quinta-feira, novembro 18, 2021

«O bonde passa cheio de pernas: / pernas brancas pretas amarelas.» 

Carlos Drummond de Andrade 

terça-feira, novembro 16, 2021

«E, apressadamente, se constrói o Sol, / amalgamando os homens num só disco.»

Jorge de Sena

segunda-feira, outubro 25, 2021

 «Ramo verde tão querido, / tão querido do meu amor, / de belas flores florido, / florido de bela flor...»

Jorge de Sena, de «Variações sobre cantares de D. Dinis»,

40 Anos de Servidão (póstumo, 1979)

quarta-feira, setembro 22, 2021

«Ter nuns olhos tão fermosos / os sentidos enlevados, / bem sei que em baixos estados / são cuidados perigosos; / Mas porém, ah! que cuidados!» 

Luís de Camões, da glosa «Tanto maiores tormentos»

domingo, setembro 29, 2019

vozes da biblioteca

«Aquele que na hora da ganância / Perdeu o apetite.» Sophia de Mello Breyner Andresen, «Salgueiro Maia», Musa (1994)

«Morre-me a boca por beijar a tua.»  Camilo Pessanha, «Soneto», in Eugénio de Andrade, Eros de Passagem - Poesia Erótica Contemporânea (1968)

«Nascer morrer só pelas folhas ser ficar / e ser sempre por dentro o que se for por fora» Ruy Belo, «Guide Bleu», Boca Bilingue (1966)

quinta-feira, setembro 19, 2019

vozes da biblioteca

«A lua / tropeça nos juncos» Eugénio de Andrade, «In memoriam», Primeiros Poemas (1977)

«A morte é a verdade e a verdade é a morte.» «Quasi flos», Ruy Belo, O Problema da Habitação -- Alguns Aspectos (1962)

«Mas explicai-vos ou primeiro ouvi-me, / Que a um tempo assim braceando, assim gritando, / Assim chorando não nos entendemos.» Alberto de Oliveira, «Floresta convulsa», Poesia - 3.ª série (1913) / Evatisto Pontes dos Santos, Antologia Portuguesa e Brasileira (1974)

domingo, setembro 08, 2019

silva

«As cidades perdiam os nomes / que o funcionário com um pássaro no ombro / ia guardando num livro de versos.» Carlos Drummond de Andrade, «Registro Civil», Brejo das Almas (1934)

«É terrível ter o destino / da onda morta na praia» Ruy Belo, «Para a dedicação de um homem», Aquele Grande Rio Eufrates (1961)

«Encostei meu ombro naquele céu curvo e terno» Francisco Alvim, «Hora», in Heloisa Buarque de Hollanda, 26 Poetas Hoje (1976)

segunda-feira, julho 22, 2019

vozes da biblioteca

«de Lisboa e das cortes estrangeiras / não saberei dizer-te cousa alguma, / que o tempo todo gasto em ler Virgílio / no meu pobre, mas certo domicílio.» Correia Garção, «Epístola a Olino», Obras Poéticas (póst. 1778) / M. Rodrigues Lapa, Poetas do Século XVIII

«Fugir!... Deixar / essa tristeza de ser nau -- e não vogar, / Essa agonia de ser livre -- e de estar preso!...» João de Barros, Oração à Pátria (1917)

«Os botes tinham sido descidos de navios esguios, / as suas velas como lenços de cabeça de mulher, / mas imensos e brancos, / desenhados a cruzes» Ana Luísa Amaral, «O sonho», Escuro (2014) 

sexta-feira, julho 12, 2019

vozes da biblioteca

«a recta, a espiral, e o nada / que só à filigrana se consente, / são todo o meu orgulho, e no final / ter desenhado esse lugar exacto / onde em segredo posso ser humano.» António Franco Alexandre, Aracne (2004)

«Vão, sem destino, errando ao sabor da corrente.» João de Barros, Algas (1900)

«você me diz psiu, violência / no jeito de piscar as pálpebras» Ademir Assunção, Na Virada do Século -- Poesia de Invenção no Brasil (ed.. Claudio Daniel e Frederico Barbosa, 2002)

sexta-feira, julho 05, 2019

vozes da biblioteca

«o vento / leva-lhe a quase / saia / e vê-se a jóia / surpresa lapidada» Frederico Barbosa, «Paulistana de Verão», Cantar de Amor Entre os Escombros (2002)

«Pior, pior de tudo foi ter sido / par de Camões que continua vivo / só pele e canto ossificado em espanto» António Barahona, Rizoma (1983)

«Vitorioso o rei regressa à frente dos exércitos / e há fome e peste nas aldeias arrasadas.» Manuel Alegre, Praça da Canção (1965)

quinta-feira, junho 13, 2019

vozes da biblioteca

«Sua íntima atitude / é a das estátuas por fora» Sebastião Alba, «Os poetas», A Noite Dividida (1996)

«Um sucessivo deserto / verso a verso decantado / no canto interrompido / do bulbul exausto / do seu próprio eco» António Barahona, Ritual Análogo (1986)

«Viver sempre vergado sobre a terra, / a nossa terra / pobre / ingrata / querida!» Jorge Barbosa, Ambiente (1941) / No Reino de Caliban I (ed. Manuel Ferreira, 1975)

sábado, junho 08, 2019

vozes da biblioteca

«E mal o fogo destruiu o cadáver e as armas, / plantámos uma estrela num montículo, e, ao alto, / o seu remo de fácil manejo» António Barahona, Pátria Minha (1980)

«Lá fora, / Dizem que sou deste mundo.» José Pascoal, «A incerteza do poeta», Sobe Este Título (2017)

«Se o caminho é falso, é comigo... / Que linda voz me está a chamar!» José-Aurélio, «Primeiro poema do quarto assombrado», As Folhas de Poesia Távola Redonda (edição de António Manuel Couto Viana, 1988).

quarta-feira, maio 29, 2019

vozes da biblioteca

«Nas minhas mãos o violino alado percorre distâncias incalculáveis no sonho.» António Barahona, «Pássaro-Lyra», Pássaro-Lyra (2002)

«O outono é isto -- / apodrecer de um fruto / entre folhas esquecido.» Eugénio de Andrade, «Adagio», Primeiros Poemas (1977)

«Passividade suave e feiticeira / tentou-me, em tua boca mal pintada, / nos teus olhos azuis d'alucinada, / na estopa a rir da tua cabeleira.» Edmundo de Bettencourt, «Passividade», presença #1, 10-III-1927

quarta-feira, maio 22, 2019

vozes da biblioteca

«Olhava lá do alto daquele combro / a melodia, / tão merencória na infância, ata- / viada de fitinhas no chapéu de palha» António Barahona, Noite do Meu Inverno (2001)

«Ontem entrei numa baiuca infame, / Numa taberna de bandidos reles -- / Pois que eu desci às espirais misérrimas / Do Lameiro de Job!...»  in Herberto Helder, Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (1985)

«Trago palavras como bofetadas / e é inútil mandarem-me calar / porque a minha canção não fica no papel.» Manuel Alegre, Praça da Canção (1965) 

quarta-feira, maio 15, 2019

vozes da biblioteca

«O corpo a corpo do espaço e da escultura» Sophia de Mello Breyner Andresen, «Roma», Musa (1994)

«Tombo de joelhos no ruído da madeira, espero a boca acossada mordendo a minha nuca.» Ana Marques Gastão, «nuca», Lápis Mínimo (2008) / Leya Poemas (2009)

«E a vida vai tecendo laços / Quase impossíveis de romper: / Tudo o que amamos são pedaços / Vivos do próprio ser.» Manuel Bandeira, A Cinza das Horas (1917) / Os Melhores Poemas de Manuel Bandeira (1984)

sexta-feira, maio 10, 2019

vozes da biblioteca

«-- dentro do poço, com sua febre; dentro da horta, sem ter seu curso; na longa espera de sua demora / Pedro Venâncio selava o selo de ser intruso no vão comércio de seu disfarce.» Mário Chamie, «Pedro Venâncio», Antologia da Novíssima Poesia Brasileira (ed. Gramiro de Matos e Manuel de Seabra, s.d.).

«eram belas as túnicas de argel e as velhas botas espanholas que te / dera o último amante.» José Agostinho Baptista, Deste Lado Onde (1976)

«Nós, os preguiçosos, dados ao sonho / Incomportável de uma ferida / Nas sociedades de consumo, somos / Aqueles que se lembraram das canções / Perdidas na falência dos campos.» Rui Almeida, Muito, Menos (2016)