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domingo, dezembro 15, 2024

os três guitarristas de Mark Knopfler

Os melhores e os seus mestres: para Mark Knopfler serão Hank Marvin (The Shadows), Chet Atkins e Stevie Ray Waughan, este um bluesman, o do meio um countryman, o primeiro, e único ainda vivo, um inglês de Newcastle. E faz todo o sentido. Como já tinha dito, a propósito das escolhas do Phil Collins, relativamente aos bateristas preferidos, o tipo que aqui fala sabe do que fala, e com que propriedade ele fala. Citando Fernando Assis Pacheco, fiquei freguês.

terça-feira, novembro 12, 2024

os 8 bateristas de Phil Collins

Todos quantos já não o podíamos ouvir  com tanta música para hit, os que sabíamos do magnífico baterista, nunca deixámos que o grande músico se esvaísse das nossas cabeças. Afinal, não devíamos tanto aos Genesis, entre 1970 e, vamos lá, 1978?...

Os oito colegas favoritos: Ringo Starr (The Beatles), Keith Moon (The Who), John Bonham (Led Zeppelin), o bopper Buddy Rich, Charlie Watts (The Rolling Stones), Nick Collins (o filho), Chester Thompson (músico de Zappa, o homem que pegou nas baquetas para Collins ir para a frente do placo, em concerto) e Steve Gadd, músico de estúdio com um leque vasto de colaborações. Um vídeo com muito bom e bem informado texto, aqui.

sexta-feira, maio 27, 2022

hip hop e criminalidade -- onde estão os surdos?

 Quando ouvi na rádio que o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) associava o hip hop à criminalidade, fiquei indignadíssimo. O hip hop, como qualquer forma musical, como qualquer prática artística, é um verdadeiro bálsamo para quantos correm o risco de vegetar numa adolescência sem horizontes e alienada -- que é isso que as nossas sociedades têm para oferecer a quantos crescem em meios desprovidos, e não apenas de dinheiro.

O hip hop -- e eu nem tenho nenhum disco do género -- é uma extraordinária manifestação cultural, tanto na arte musical, pelo sangue novo que trouxe à música popular, a  capacidade de misceginação com outros géneros, e, nos melhores casos, o próprio trabalho com as palavras, nas suas significações e sonoridades; como na consciência cívica, espírito crítico, cidadania. E depois, como em qualquer género, do fado à erudita, há de tudo, do excelente ao péssimo.

Mas o RASI não faz uma associação dessa maneira simplista, divulgada pela imprensa; o que diz -- duma forma burocrática e sem chama -- é que no universo dos gangues, se trata de um dos factores de identificação entre os seus elementos. E então? Se um faia do Bairro Alto fosse um apanhado pela "Casa da Mariquinhas", associava-se o Alfredo Marceneiro às quadrilhas de rufias?

Ou seja: a criminalidade não está ligada ao hip hop, pelo contrário, o hip hop traz algum sentido e pode ser até a salvação para quantos, nas sociedades predatórias em que vivemos, são deixados à sua sorte.

Também aqui as massas -- para utilizar uma expressão tão horrível quanto certeira --, também aqui elas são carne para canhão. E não fora o hip hop e muitas outras manifestações artísticas, o triste mundo em que vivemos seria ainda mais feio e perigoso.

quinta-feira, julho 23, 2020

a Amália está cá sempre

100 anos de Amália Rodrigues, diva absoluta do fado português ...

Admirável, única, quanto mais o tempo passa mais ela se agiganta.
Como todos os grandes, sofreu a baixeza dos pequenos; não vale a pena levantar o lixo.
Não sei se lhes perdoou, mas tinha magnificência para tal.
Sobre o tanto ou tão pouco que eu pudesse escrever sobre ela, tudo seria irrelevante.
Autoconsolação: creio que foi depois de ler o esplêndido adeusamália, de Manuel da Silva Ramos,
que me ocorreu isto, que já li também no último JL:
Amália só cantava assim porque tinha nela a Beira Baixa
e a Beira Baixa, musicalmente, é um mundo à parte.

quarta-feira, novembro 20, 2019

o génio de José Mário Branco: a transgressão na tradição, ou vice-versa

transformar a banalidade em brilho. Sempre foi assim (embora por vezes também fosse um chato, um chato genial, vamos lá). Detestara o fado por más razões. (Então o fado não é o nosso blues?...) Até que se encontrou com ele: 2 fados 2 no Ser Solidário, grandes fados. E depois de o encontrar, faz o Camané, faz isto, com a maravilhosa Katia Guerreiro. E isto é revelador de uma segurança, de um conhecimento profundo, de um amor à música, e neste caso ao fado, que é o que lhe permite a transgressão, ou seja, o avanço, ou seja, o progresso, ou seja, a revolução. Sempre coerente.

sábado, dezembro 15, 2018

gavetas & gavetinhas (corrigido)

Tive sempre a mania das listas, das classificações, das compartimentações, etc. Lembrei-me agora de arranjar um bolgue para as músicas de que em cada ano mais gostei em cada ano, desde 2013, com a excepção não sei por que diabo de 2014, e está aqui.  Boas audições.
(Afinal também há 2014, esqueci-me de pôr a etiqueta...)

quarta-feira, outubro 10, 2018

os amores inúteis #28

Os riffs etílicos do Rory Gallagher.

terça-feira, setembro 18, 2018

os amores inúteis #12

O adagietto da 5.ª sinfonia do Thomas Mann -- perdão, do Gustav Mahler.

domingo, setembro 09, 2018

os amores inúteis #3

A englishness dos Genesis em Selling England By The Pound.

quarta-feira, março 07, 2018

ainda o Festival da Canção

Sem tirar nem pôr ao que escrevi aqui e aqui, as minhas preferidas foram mesmo «Só por ela», de Diogo Clemente, por Peu Madureira, e «Anda estragar-me os planos», de Francisca Cortesão e Afonso Cabral, cantada por Joana Barra Vaz. Não sei se repararam, mas a interpretação de Peu Madureira perdeu um pouco de força da eliminatória para a final (o mesmo me pareceu suceder com Peter Serrado), provavelmente por opção, quanto a mim errada, de tornar as prestações menos rugosas, portanto menos autênticas. É possível que não tenha havido influência na votação final -- se tivesse votado, apesar das minhas hesitações entre Peu e Joana, acabaria, provavelmente, por votar naquele. No entanto a suavização, se bem ouvi, não funcionou.

domingo, janeiro 28, 2018

«Magical Mystery Tour»

Eu sei o que é participar deste momento mágico de felicidade, o de assistir a uma das etapas da tournée do mais talentoso dos Fab Four. O vídeo mostra bem o efeito. What a joy!

sábado, setembro 14, 2013

Rory Gallagher, o guitarrista de quem gostávamos.

Gallagher era simples e sério, profundamente honesto com o seu trabalho, e, talvez por isso mesmo, antivedeta -- rara excepção nesse tempo de rockers multimilionariamente kitsch. Em Guitar Héros (Paris, 1983), Hervé Picart, a propósito das qualidades humanas e artísticas do grande guitarrista irlandês, escreveu: «Alors que la plupart des guitar-heroes sont parvenus à se faire admirer, Gallagher posséde le privilège exorbitant de s'être fait aimer.»
Procurando fotos para ilustrar o post, encontro esta que ilustra bem as palavras do crítico francês. Há dez anos escrevi um poemeto intitulado Rory Gallagher: Follow Me. (tema de Top Priority)estátua de David Annand, coincidência deliciosa, tem-no também inscrito na base.

terça-feira, abril 16, 2013

...e, já agora, também Nuno Camarneiro:

«Entre um Tom Waits rouco e um Sinatra de voz perfeita, prefiro o Tom Waits».

(entrevista na «actual» de último Expresso)

a propósito do post de ontem (Richard Thompson), com ressalva minha a propósito do longo percurso de Frank Sinatra, nem sempre uma contrafacção de si próprio.


terça-feira, março 26, 2013

MODERATO do Concerto para Violeta de Béla bartók


Concerto póstumo e inacabado, finalizado pelo discípulo de Béla Bartók, Tibor Serly, tal como o Concerto para piano #3. Pertencem ao período americano do enorme compositor húngaro, tal como o inolvidável Concerto para Orquestra, cuja vigor também aqui se reconhece. A um tempo melancólico e fogoso, não parece ter saído do génio de alguém que, desenraizado e muito doente, estaria certamente em profundo abatimento.
Em baixo, Jaroslav Karlovský com a Orquestra Filarmónica Checa, dirigida por Karel Ancerl.
A seguir, os primeiros 9'57'' por Luca Ranieri com a Orquestra Sinfónica da RAI, dirigida pelo arménio George Pehlivanian, que já tive a sorte de ver e ouvir. 




sábado, março 16, 2013

THE LONE RHINOCEROS


Em The Acoustic Adrian Belew (1993), acústico e a solo. Humor triste do rinoceronte solitário, em que não se dá, nem podia, pela facilmente reconhecível guitarra dos King Crimson (é obra ser-se uma guitarra reconhecível na  banda que tem por mentor Robert Fripp).
Aqui em baixo, Nova Iorque, 2009, Belew guitarra um rino gemebundo.

sábado, março 09, 2013

ALL SHOOK UP



 Versão electrizante e magnificada (como pode comprovar-se) da música de Ottis Blackwell & Elvis Presley,  pelo Jeff Beck Group, não fosse Beck um dos grandes heróis da guitarra do rock e Stewart, nesta altura (e, depois, sempre que queira) um dos seus maiores vocalistas. No baixo, Ron Wood (Ron e Rod iriam a seguir para os Small Faces); no piano, Nicky Hopkins; Tony Newman, na bateria.
Do álbum de 1969, Beck-Ola, mais tarde reeditado como The Most of Jeff Beck Featuring Rod Stewart.


Em baixo, a versão original, cantada por Elvis (1957), 

e ainda uma gravação esplêndida de Cliff Richard
com metade dos Shadows: Hank Marvin (outro guitar hero) e Bruce Welch, creio que em 1979.

quinta-feira, março 07, 2013

Comès e Alvin Lee


E no mesmo dia a notícia de duas mortes de duas referências da adolescência: Alvin Lee (n. 1944), ontem; e Didier Comès (n. 1942), hoje.

Lee era para mim uma guitarra num poster que eu tinha na minha cave, na divisão da música. E era também imagens e sons de Woodstock. Mais tarde, a noção do seu lugar nos british blues (3 posts do Abencerragem, aqui).
Comès, um autor raro que conheci nas páginas da revista Tintin -- depois de Corto Maltese a aposta mais arriscada de Vasco Granja -- com Silêncio (1980) e A Sombra do Corvo (1981) --, a que, de motu proprio associei um poema visual de E. m. de Melo e Castro (aqui).

domingo, março 03, 2013

BABA O'RILEY


Poucos extravasam o som, e a fúria com a verve de Pete Townshend, o grande. 
Extractos dos concertos organizados, em Londres, Dezembro de 1979, por Paul McCartney e a ONU, em favor do povo cambodjano, numa aflitiva situação de fuga dos Khmers Vermelhos, que haviam dizimado o país, em face da invasão do vizinho Vietname.
Baba O'Riley abre este álbum desigual. Melhor é ver o filme, em baixo. 
Roger Daltrey, voz e harmónica; Pete Townshend, guitarra, voz e uns synths que pusera a tocar sozinhos; John Entwistle, baixo; Kenney Jones, bateria.


Abaixo, uns furitos abaixo, os Pearl Jam. Eddie Vedder faz, bem, o que pode, mas não é Daltrey quem quer. Fantástico o público de Santiago do Chile.

 

domingo, janeiro 13, 2013

ronda da noite & do dia

Os nus femininos de Egon Schiele, aqui.
Brendel & Beethoven, aqui.
Mais Genesis, aqui.
Free-bop, ou o free mais bom para que não gosta do free, aqui.
Sobre a justa má fama internacional da política portuguesa dirigida por vigaristas & mais ladrões, com precioso link, daqui.
Eros e sonho, aqui.