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quinta-feira, agosto 17, 2023

no meu labirinto: 21-30

 

21) Visconde de Vilarinho de São Romão, Histórias de Meninos para Quem não For Criança, Escritas por um Homiziado que Sofreu o Martírio de Estar Escondido Cinco Anos e Dois Meses (1834)

22) Alexandre Herculano, A Voz do Profeta (1836)

23) Almeida Garrett, Um Auto de Gil Vicente (1838)

24) Oliveira Marreca, Noções Elementares de Economia Política (1838)

25) Visconde de Juromenha, Sintra Pinturesca (1838)

26) Alexandre Herculano, A Harpa do Crente (1838)

27) Guilherme Centazzi, O Estudante de Coimbra (1840-41)

28) Visconde de Santarém, Memória sobre a Prioridade dos Descobrimentos Portugueses na Costa da África Ocidental (1841)

 29) Almeida Garrett, O Alfageme de Santarém (1842)

30) Almeida Garrett, Romanceiro e Cancioneiro Geral (1843-51)


terça-feira, março 08, 2022

a Ucrânia, o Visconde de Santarém e a Iniciativa Liberal (ucranianas XXXVIII)

 A última parvoiçada de que tive conhecimento: a IL vai propor que a Câmara de Lisboa altere o nome da artéria onde se situa embaixada da Rússia em Lisboa, a Rua Visconde de Santarém, para Rua da Ucrânia. Sobre esta pérola, ocorre-me o seguinte:

Em primeiro lugar, o oportunismo político e a macaqueação do que se faz lá fora. A Lituânia que mudou o nome da rua da representação russa para Rua Heróis da Ucrânia. É uma provocação, mas não comento as razões da Lituânia, que historicamente tem de queixar-se do imperialismo russo. Também, por higiene, não comento a pimponice da IL.

O que me parece verdadeiramente grave e sintomático é a burrice destes liberais de porta-moedas, que devem pertencer à escola dum palerma que terá afirmado num canal qualquer que a História não interessava para nada. São estes indigentes culturais e intelectuais (deixo do lado o oportunismo barato) que se atrevem a apresentar-se para governar o país ("funciona e faz falta", ou lá o que é...).

Depois da Geografia é a História que condiciona o percurso e a vida das nações e dos estados, muito mais do que a economia, de resto, que é meramente conjuntural. O petróleo de hoje extingue-se amanhã, o deserto, porém, continua.

Visconde de Santarém, cujo nome a IL quer retirar para fazer um numerozeco político, é uma das maiores figuras da cultura portuguesa, figura aliás interessantíssima também pelo seu percurso político de miguelista, morto no exílio. Foi nesse exílio que ele empreendeu uma obra de historiografia dos Descobrimentos ímpar, que muito caminho desbravou aos historiadores que se lhe seguiram. Talvez a IL também não goste da palavra Descobrimentos, mas como também não sabe do que e de quem se trata, não faz mal.

Em baixo, deixo o quadro de Domingos Sequeira, Retrato da Família do 1.º Visconde de Santarém, que a pobre IL, um atraso de vida que não funciona e cuja falta que faz é relativa, quer retirar de uma rua de Lisboa.