O que fizemos com a nossa liberdade? -- «Voltaremos ao mar. Não como conquistadores, nem como vassalos, mas como iguais, junto aos povos que lutam pela justiça e pela paz.»
segunda-feira, abril 06, 2026
segunda-feira, junho 02, 2025
debate sobre o controlo da comunicação e das mentes, a propósito da Guerra da Ucrânia -- é claro que vou!
Haverá uma jornalista a moderar, e ainda bem, pois jornalismo é coisa que raramente se viu até agora -- pelo contrário: impreparação, ignorância, desleixo, descaso, mediocridade crassa, enfim. No liceu, tive uma cadeira chamada 'Iniciação ao Jornalismo'. Aí aprendi que o jornalismo deve, por exemplo, reportar ambos os lados de um conflito. Alguém, com excepção de um free lancer, mandou uma equipa de jornalistas ao outro lado?, alguém ouviu os habitantes da Crimeia, do Donbass? A RTP, televisão do estado, é gritante: enviou para Kiev um lamentável pé de microfone da propaganda americana, chamado Cândida Pinto; correu com o rebarbativo Raul Cunha, demasiado inconveniente; convida Agostinho Costa quando o rei faz anos; foram preciso quase três anos de guerra para que uma das vozes mais cultas, críticas e lúcidas (o grande problema é mesmo ignorância e boçalidade cultural) do espaço público, como Viriato Soromenho-Marques, fosse dizer qualquer coisa à RTP, e primeiramente a propósito de outro assunto (as eleições americanas); Carlos matos Gomes, um militar que foi um intelectual esplêndido, além de romancista de alto coturno, nunca lá pôs os pés, que eu saiba (a não ser para falar sobre a Guerra Colonial); Pezarat Correia nunca aparece. Em geral, quem aparece são uns marrões que seguiram a carreira académica, atrasos de vida que lêem imensos papers, lixo igual ao que produzem, ou então não percebem nada do que lhes passa debaixo dos olhos. A generalidade das estações de notícias (a sic e a grotesca parelha Rogeiro-Milhazes, ou a falcoa Vaz Pinto), exceptuando a cnn-Portugal, valha-nos deus, apesar do humorista Botelho Moniz e da inefável Soller, entre tantas outras personagens da carnavalização do comentário geopolítico). Da imprensa escrita e radiofónica, nem se fala.
Por isso, vou fazer o sacrifício de pegar em mim e ir de Cascais a Lisboa -- talvez fique a perceber por que razão o que nos é vendido como jornalismo não passa da negação do próprio jornalismo.
domingo, abril 06, 2025
serviço público - Viriato Soromenho-Marques
"A União Europeia perdeu a alma e o rumo» -- aqui.
sexta-feira, março 28, 2025
serviço público - Viriato Soromenho-Marques
"Há três anos que a UE se arruína com o seu envolvimento incompetente e imoral na guerra da Ucrânia. Agora que os EUA, os grandes responsáveis por esta tragédia, lavam as mãos e fogem, com razão, de um confronto suicida com a Rússia, na UE, líderes detestados pelo seu povo, como Macron, ou a Comissão Europeia de Ursula von der Leyen (com o seu auxiliar no Conselho Europeu, António Costa) querem continuar a alimentar a guerra com a Rússia."
saiu no JL
De há meses para cá tememos que o último JL seja mesmo o último Publica-se há 45 anos, sempre com o mesmo director (e fundador), José Carlos de Vasconcelos. Tem número óptimos, compensando largamente um ou outro menos conseguido. O seu previsível (embora ainda não anunciado) fim ser(i)á catastrófico. Duvido que possa ser substituído. Comecei a lê-lo ainda estava a acabar o liceu, e tenho o primeiro número que comprei. (Qualquer dia farei aqui uma resenha). E guardei muitos outros, sem falar nos recortes.
Enquanto se mantiver, passarei a arquivar aqui citações retiradas de cada número que entretanto se publique. Talvez possa levar alguém a comprá-lo.
«Camões viajou e viveu o seu próprio poema ao mesmo tempo que o escrevia.» Manuel Alegre
«[...] jornalismo, artes, literatura e compromisso social são colunas de um mesmo templo que, hoje, se redefine, correndo riscos de esboroamento porque a corrente da formatação desenfreada tudo parece levar à sua frente...» António Carlos Cortez
«[...] (o mundo já foi criado para sempre.)» Carlos de Oliveira
«Perante a guerra, o que se espera de um intelectual é o exercício da sua capacidade analítica, antecipada pela procura dos dados empíricos que são as fontes primárias que alimentam o pensamento crítico.» Viriato Soromenho-Marques
JL #1421, 19-III-2025
sábado, março 22, 2025
serviço público - Viriato Soromenho-Marques
"Uma das mais dolorosas aprendizagens durante estes mais de três anos de guerra na Ucrânia tem sido a de confrontar-me com o trágico declínio da honorabilidade académica e do brio intelectual, tanto nas instituições universitárias como nos meios de comunicação social." (aqui)
domingo, março 09, 2025
serviço público: "Portugal à deriva na tempestade -- quatro notas de leitura" (Viriato Soromenho Marques)
"Nem os fanáticos que queriam declarar guerra ao império britânico, na sequência do Ultimato de 1890, nem o furioso Afonso Costa, colocando Lisboa a ferro e fogo em maio de 1915 para enviar, por decisão unilateral, milhares de soldados analfabetos para a Flandres, se comparam à façanha do mesquinho consenso nacional que vai de António Costa a Rui Tavares, numa contemporânea demonstração da veracidade da tese de Unamuno que considerava ser Portugal um país de suicidas."
segunda-feira, fevereiro 24, 2025
sábado, janeiro 25, 2025
domingo, dezembro 29, 2024
o que melhor e pior me impressionou em 2024: Putin e os asnos do Ocidente, e deste a miséria moral
Apesar de faltarem quase três dias para o fim do ano, e sabermos que a perfídia das indústrias da guerra é ilimitada, e aque té à tomada de posse de Trump seja de esperar qualquer tipo de golpada, arrisco já:
1. O que mais favoravelmente me impressionou.
1.1.Putin perante os asnos do Ocidente. Sem dúvida, a capacidade de resistência da Rússia pela forma como conseguiu contornar uma preparadíssima ofensiva bélica, não tanto pelas armas, mas nas várias tentativas de estrangulamento económico e político, todas tendo falhado, o que é hilariante no meio da tragédia. Militarmente, Putin optou primeiro pela pressão, no que falhou; depois pela contenção, com custos elevados em vidas e equipamento, porém não varrendo a Ucrânia do mapa, ao contrário do que os israelitas fazem na faixa de Gaza. Depois, a resistência à propaganda manhosa estipendiada pelo complexo militar-indusrial americano: hoje, até um lémure de Madagáscar percebe que a guerra da Ucrânia é um enfrentamento entre russos e americanos e que a Ucrânia é um território em que se combate, com líderes ucranianos que sacrificaram parte do seu (?) povo a interesses estrangeiros, v.g., os dos Estados Unidos e suas corporações.
1.2. A fibra (e os tomates) dos comentadores decentes (o que significa que há comentadores indecentes). Voltemos a referir-lhes os nomes, uma e outra vez: Agostinho Costa e Carlos Branco em primeiro lugar (dos que têm assento nas televisões). Informados, objectivos, não se deixando intimidar por jornalistas ignorantes e atrevidos nem pelo lixo académico que por aqueles estúdios é despejado. Acrescento ainda os nomes de Mendes Dias e Tiago André Lopes, este da Universidade, uma das poucas excepções para a miséria que a academia enviou para as televisões. Nos jornais, impecável, Viriato Soromenho Marques (ler aqui a crónica deste sábado no DN); e nas plataformas digitais (pois para as televisões não é convidado, evidentemente) Carlos Vale Ferraz (ler aqui) . Outros existem, felizmente, mas ou são silenciados (onde está o general Pezarat Correia, ainda muito lúcido, nos seus mais de noventa anos?) ou escrevem em media de menor difusão.
2. O lixo
2.1. A miséria moral do Ocidente diante da matança indiscriminada de palestinos em Gaza.
2.2 A cobardia depravada, ignorância, inconsciência, incompetência e oportunismo até à traição da clique que lidera os países europeus mais poderosos (Inglaterra, França. Alemanha e Itália), o seu servilismo canino e as entorses à democracia. Sim, com esta guerra as liberdades regrediram na Rússia -- ela que nunca fora tão livre e próspera como o foi com Putin -- mas regrediram também, e de forma nunca vista desde a derrota do nazismo e do fascismo na Europa Ocidental: manipulação às escâncaras, censura (aos media russos e às vozes discordantes ou independentes), intervenção nas eleições de países europeus, dentro e fora da UE (Roménia, Geórgia).
O que sairá disto tudo? Não sei. Alemanha e França politicamente nas lonas. A seguir, a própria UE? Ou até à lavagem dos cestos, no final de Janeiro, será vindima? Com criaturas destas é sempre de esperar o pior.
Em tempo: esqueci-me de referir Miguel Sousa Tavares, que, desde o início, honra a profissão do jornalista que foi e tem sido sempre uma das vozes lúcidas do comentário. (visto aqui).
sexta-feira, dezembro 27, 2024
domingo, novembro 24, 2024
serviço público
Viriato Soromenho Marques, «O míssil Biden foi lançado sem regresso».
domingo, novembro 10, 2024
serviço público, em que, sem querer, vou parar com o Eça ao Panteão Nacional, uma acaciísse que ele não merecia que lhe fizessem
«A lição de Eça sobre a América», em sintonia com Viriato Soromenho Marques: o Eça crítico do deus-dólar (ver o texto na barra lateral), um texto publicado aos 21 anos na Gazeta de Portugal.
Genial Eça de Queirós, que não merecia uma descendência acácica, que após quase deixar os restos mortais do antepassado irem parar à vala comum (ver a imprensa de 1989, principalmente o extinto diário O Europeu), vem agora, parte dela, engalanar-se de Panteão, que será para muita gente, mas não para ele.
Dar Panteão a Eça de Queirós é não ter a mínima noção do seu pensamento, é cair no ridículo, sem, naturalmente, perceber o quão ridículo se está a ser. Além disso, Eça não precisa do Panteão para nada, o país é que precisa dele, e nenhum outro sítio mais apropriado do que a mítica Tormes, longe dos gouvarinhos aparvoiçados de São Bento, criaturas pelas quais ele tinha enooorme consideração e estima.
domingo, outubro 20, 2024
serviço público - Viriato Soromenho Marques
«A Paz não pode ser uma língua morta» -- a propósito do Prémio Nobel.
domingo, setembro 29, 2024
sábado, setembro 21, 2024
serviço público - Viriato Soromenho Marques, «Às portas do Inferno»
Texto demasiado importante nesta altura do campeonato, com a perigosíssima Úrsula em rédea livre, sem que os dirigentes dos maiores países da UE tenham estofo (político e intelectual) para afirmar a União Europeia como parte (preferencialmente da solução), mas como uma espécie de Hotentócia do imperialismo americano. (Os negritos são meus)
«O maior arsenal militar da Rússia, na região de Tver, a cerca de 500km da fronteira da Ucrânia, foi atacado na madrugada de dia 18. Kiev afirma terem sido drones a causa da destruição, mas a hipótese de mísseis de longo alcance e o local do seu lançamento continuam em aberto.
Recordemos a cronologia recente. Dia 13, em São Petersburgo, Putin fez uma declaração inequívoca dirigida aos EUA e à NATO. A permissão a Kiev de atacar alvos na Rússia com mísseis de cruzeiro britânicos Storm Shadow e Scalp franceses, com mísseis balísticos táticos norte-americanos Atacms, ou outros semelhantes, equivaleria a uma declaração de guerra. O uso destes mísseis implica o envolvimento de pessoal da NATO, em especial dos EUA, pois é ele que acede aos protocolos e dados de satélite que permitem não falhar o alvo.
Dia 14, a reunião em Washington entre o PM britânico e o presidente Biden foi inconclusiva quanto à autorização de uso daquelas armas por Kiev. Contudo, nesse mesmo dia, o almirante holandês Robert Bauer, chefe do Comité Militar da NATO e o chefe das FFAA checas manifestaram, despreocupadamente, o apoio a essa autorização de uso.
Dia 17 foi a vez do SG da NATO, Stoltenberg, ter afirmado ao jornal The Times, numa toada provocatória, que a declaração do presidente russo era um bluff: “Putin anunciou linhas vermelhas muitas vezes, mas nunca escalou.”
O ataque de dia 18 pode significar que a NATO autorizou o uso dessas armas, sem o comunicar publicamente. Esse silêncio não se destina a enganar a Rússia, mas a manter os cidadãos da NATO no véu de ignorância programada em que nos encontramos há quase 3 anos.
No campo de batalha, as coisas correm mal para as forças de Zelensky, tanto no Donbass como na região russa de Kursk, ainda parcialmente ocupada por tropas de Kiev. O que está na ordem do dia é a existência de um estado de guerra, ainda que não-declarado, entre a NATO e a Rússia. Há uma mudança abissal. O objetivo da guerra passa a ser o de infligir uma “derrota estratégica” à Rússia. O apoio militar defensivo à Ucrânia passou a ser claramente ofensivo. Colocámos as armas da NATO, manejadas e programadas pelos nossos especialistas, com a informação dos EUA, a mais detalhada do mundo, a destruir infraestruturas militares críticas da Rússia, esperando, como Stoltenberg faz crer, que a Rússia encolha os ombros…
Há muita gente brilhante temendo a possibilidade de a Humanidade ser destruída ou dominada pela IA (Inteligência Artificial). O que está a acontecer no Ocidente, com aventureiros a fingir de estadistas e militares incompetentes ao seu serviço, não vai nesse sentido.
O nosso maior perigo existencial é a EN (estupidez natural). Essa mistura tóxica de ignorância arrogante, de agendas preenchidas escondendo indigência intelectual e alergia ao pensamento crítico, de carreirismo tenaz imbuído no conformismo de rebanho… é isso que domina na esclerose das organizações, como sucede hoje na NATO e UE.
Com imperdoável ligeireza, os líderes do Ocidente substituíram as lições da Guerra Fria, por um temerário aventureirismo. Espetaram uma baioneta no coração da dissuasão nuclear: o imperativo de escutar, compreender e negociar com o adversário para que ele não se transforme no inimigo que abraçaremos na destruição mútua assegurada.
A NATO está ufana da sua enorme superioridade em população (980 contra 144 milhões) e material de guerra convencional sobre a Rússia. Recalcou, todavia, o facto de que a Rússia nunca cairá sozinha. Num cenário de derrota convencional, ela teria capacidade, apenas com uma fração dos seus 1710 mísseis nucleares operacionais, para aniquilar não só os Exércitos, mas também os alicerces da civilização na UE e EUA.
A maioria esmagadora dos cidadãos no Ocidente recusam o suicídio. Como é possível que os nossos Governos e Parlamentos deixem a questão da vida ou morte dos povos do Ocidente entregue a incendiários aprendizes de Dr. Strangelove, como Stoltenberg? As portas do inferno já estão abertas. Vamos em frente?»
Viriato Soromenho Marques, no Diário de Notícias de hoje
domingo, setembro 08, 2024
serviço público: Viriato Soromenho Marques, o jornalismo analfabeto e a liberdade de procriar
"Quem tem medo de Sarah Wagenknecht?"
Nas vésperas da eleições alemãs, li, no inevitável Público -- a partilhar estupidezes sobre a guerra da Ucrânia com os também fatais Expresso, DN, etc. -- uma pèrolazinha dum qualquer jornalista analfabeto como a que segue: aquilo a que chamaram populistas de esquerda, nomeadamente ao partido que ficou em terceiro lugar nas duas eleições de há uma semana, caracterizava-se por aqueles serem "mais ou menos" de esquerda em matérias económicas e sociais; e "mais ou menos" de direita por posições anti-Nato (sic!), contra a venda de armas à Ucrânia, supostamente anti-emigração (VSMarques explica), etc.
Com que então, ser anti-Nato agora é ser-se de direita?! A criatividade involuntária do analfabeto compete com a do putedo comunicacional que trabalha para o Trump, ao transformarem a campanha antiaborto, numa causa pela "liberdade de procriar"...
O manicómio não é apenas woke, atinge também a beataria e os lunáticos evangélicos, pasto de votos para Trump e seus espertalhões.
domingo, julho 21, 2024
os Estados Unidos desconjuntam-se, e parece irreversível
Há dias, um pequeno escândalo com uma jovem cantora country, a cantar embriagada o hino nacional, enquanto os jogadores de baseball levavam a mão direita ao coração -- manifestação de patrioteirismo saloio --, é apenas um dos muitos indícios de como tudo aquilo se está a desconjuntar.
Sim, os Estados Unidos têm coisas óptimas, uma das quais é a relativização do peso da religião no conjunto da sociedade; sim, têm grandes universidades (melhor fora), estando longe de ser os únicos; têm plena liberdade de expressão, enquanto ela não for ameaçadora dos interesses instalados; têm uma pujante cultura, mesmo que ameaçada pela censura woke que campeia nos media de massas e nas universidades.
Em suma, têm tudo o que muitos outros países possuem, e têm também coisas péssimas, para além do imperialismo de rapina, a pior das quais parece que lhe foi constitutiva; o poder do dinheiro, em que tudo se compra e vende -- a começar pelo Poder --, nada estando a salvo do instinto de rapina e ganância.
Antes de ser-se cidadão, nos Estados Unidos é-se consumidor. As baixas do capitalismo selvagem em que aquele horror se exerce não tem limites, e estende-se a tudo. A crise do subprime de 2008 não foi mais do que a repetição da crise de 1929, em menor escala. Tudo se vende, tudo se compra; tudo se justifica para ganhar mais dinheiro, ou gastar menos. Até ao grotesco -- como a história de Ivana Trump, a primeira mulher do ex e futuro presidente, ter sido enterrada junto ao buraco n.º 1 de um campo de golfe, por razões fiscais lá muito deles.
É a ganância que comanda aquela sociedade doente, com a maior população prisional do mundo, e tudo, tudo, é um alvo: os indivíduos, as famílias, as crianças. O escapismo é sempre possível para estes desgraçados: as seitas religiosas, o gangsterismo ou todo o tipo de adições, induzidas subrepticiamente ou à descarada.
Frequento diariamente um café que está sempre ligado a um desses canais de música non stop da grande indústria do entretenimento. A forma como ali os adolescentes são um alvo, em que outros adolescentes ou jovens adultos servem de isco, é algo de escabroso.
Significa isto que tenho alguma atração pelo estatismo de feição chinesa? Não. Mas dispenso os filisteus que são muito lestos a cantar hossanas à democracy na América, especialmente quando não passa de uma superpotência criminosa, como se vê com a guerra que causaram na Ucrânia -- e que já perderam, podem os ucranianos estar-lhes gratos -- ou o apoio e cobertura à acção do governo criminoso de Israel.
Serviço público: a crónica de Viriato Soromenho Marques, no Diário de Notícias de ontem; e um áudio sobre Noam Chomsky que me apareceu agora no YouTube, parecia que estava a adivinhar
terça-feira, julho 16, 2024
o nada de Ventura replica o nada do Conselho de Estado: a Ucrânia prevalecerá, lará, lá lá?...
Parece que o tema da reunião do Conselho de Estado foi a discussão da situação da Ucrânia; parece também que muito aprofundada, segundo Ventura: «"Correu tudo bem. Acho que é importante notar que em temas essenciais temos um alargado consenso no sistema parlamentar português, como é este caso da guerra da Ucrânia", declarou o presidente do Chega».
É isto que se diz sobre a situação mais perigosa que o mundo vive desde a crise dos mísseis de Cuba, sem grande paleio porque as massas, os tais melhores dos melhores, segundo Marcelo, em tempos, estão mais interessadas na pré-época, pois então, Benfica-Celta de Vigo, etc.
O que vale é que com a direcção política que o país tem (ver Viriato Soromenho Marques, serviço público em atraso, mas sempre a tempo), o que vale, o que vale é que para a UE, para a Nato, para o resto do mundo e também para alguns portugueses, reunir-se o Conselho de Estado ou a Academia do Bacalhau, vai dar no mesmo. Podem pois manter tudo secreto, que não há paciência para ler inanidades ou as angústias sobre a embrulhada em que se (e nos) meteram.
Ao mesmo tempo, o pária Orbán, bête-noire dos wokes, primeiro-ministro de um país de dez milhões de habitantes -- o mesmo que nós, mas sem um décimo da nossa potencial influência global, se tivéssemos estadistas e não bonecos que dizem querer derrotar a Rússia ou que a Ucrânia prevalecerá, lará, lá lá -- ao mesmo tempo Orbán diz isto, por muito que pese aos proxies de Bruxelas.
sexta-feira, julho 12, 2024
serviço público
Já tem quase uma semana, a crónica de Viriato Soromenho Marques, mas podia ter sido escrita há bocado -- "Um desejo colectivo de morte para o mundo".