Mostrar mensagens com a etiqueta Ursula von der Leyen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ursula von der Leyen. Mostrar todas as mensagens

domingo, fevereiro 15, 2026

enxurrada de veneno de rã-dardo de propaganda, como se fôssemos tão estúpidos como os pivôs dos telejornais -- ou os russos têm que aprender com os americanos como suicidar criminosos na prisão

Na última semana, a palavra de ordem da propaganda bélica anti-russa, do major-general Isidro à egéria Clinton, é a de inculcar na opinião pública europeia estas duas verdades insofismáveis: 1) a de que os russos são mesmo maus; 2) além de serem maus, militarmente não valem nada -- dois bons argumentos para começarmos a despejar tropas no cemitério ucraniano.

No outro dia, o Isidro dizia no seu espaço de comentário que os russos estavam a levar tanta porrada, mas tanta porrada, que até ficamos admirados como o Zelensky ainda não tomou Moscovo; depois, o Rutte da Nato -- esse tipo que não se reproduz --, a ridicularizar as capacidades militares do inimigo; Hillary, essa esposa exemplar, ataca Trump por causa da Ucrânia; mas o melhor de tudo foi isto: de acordo com os idóneos ingleses (que têm na chefia do MI6 uma neta de um criminoso de guerra ucraniano nazi; a Ursula parece que é só neta de um nazi normal, que foi juiz), de acordo, pois, com os ingleses $ associados, o neonazi Navalny foi envenenado com uma toxina rã-dardo!...

Eu gabo a paciência dos russos (deve ser por isso que eles são tão incompetentes no campo de batalha): têm o Navalny preso no Árctico, e em vez de o matarem ao frio, deram-se ao trabalho de importar veneno de rã do Hemisfério Sul para matar o liquidar à bizantina.

Os russos têm de aprender com os americanos, que suicidaram o Epstein na prisão, na precisa altura em que o circuito interno de videovigilância inexplicavelmente caiu. O que vale é que partilhamos todos os mesmos valores, aqui no Ocidente.

sexta-feira, dezembro 19, 2025

ucraniana CDVIII - ...ou, como diz o povo, "quem tem activos russos tem medo"

O triste espectáculo da União Europeia. Não fora Orbán, Fico, Babis,  o p-m belga Bart De Wever (que soube defender o seu país, não se comportando como mais um pateta) -- e, ao que parece, Meloni -- e a UE anteciparia a catástrofe de uma iminente guerra aberta com a Rússia. 

Ouvir Costa e Montenegro a falazar sobre o assunto, das profundezas da sua irrelevância, que procuram disfarçar com grandes abraços, vigorosas palmadas nas costas e sorrisos alvares, nauseia até ao vómito.

Entre Von der Leyen, Macron, Starmer e o sinistro Merz -- cães-de-fila abandonados pelo dono, mas cuja natureza não é a outra se não a de filhar -- e os traumas dos (em parte justificadamente) aterrorizados países bálticos, incluindo a Polónia, a Europa deve agradecer àqueles quatro ou cinco o não estar ainda (por quanto tempo?) no limiar da guerra, que, como o Putin avisou, não seria nunca algo parecido com o que se tem passado na Ucrânia (há quanto tempo os russos poderiam ter arrasado os centros do poder em Kiev...), mas um knock out a Paris, Londres e Berlim, pelo menos.

Vamos ver se estas criaturas percebem que os Estados Unidos só querem que não os estorvem, e que da Europa só verdadeiramente lhes interessa a parte Atlântica (que é onde nos situamos); que estão mais interessados em colaborar com a Rússia e que não lhes interessa a UE para nada, antes pelo contrário -- o que deveria obrigar a mesma UE a ser mais inteligente no modo como se relaciona com os outros blocos e potências em vez de sujeitar-se a ser o peão de brega de terceiros, como sucedeu e agora está a pagar por isso. 


terça-feira, dezembro 09, 2025

ser-se selectivo quanto aos Direitos Humanos

No debate com António Filipe, Jorge Pinto, reproduziu (com candura ou sem pudor) o palavreado propagandístico desavergonhado da von der Leyen -- a começar pela inenarrável conversa do "rapto" de crianças supostamente ucranianas pelos russos. (Creio que não se degradou a empregar a infame palavra "deportação", de ressonância nazi, que a UE e a anterior administração americana usaram numa das muitas campanhas de lavagem ao cérebro da opinião pública europeia).

Disse também Jorge Pinto que é pela autodeterminação dos povos. Também eu sou -- mas tanto falo do povo tibetano como dos russos do Donbass, perseguidos na sua integridade, como toda a gente sabe, e que só os ingénuos, os desmemoriados ou os pulhas se esquecem de falar.

domingo, novembro 30, 2025

serviço público - Pedro Ponte e Sousa

O custo da não-diplomacia: a inevitabilidade do plano de paz para a Ucrânia e o isolamento estratégico da Europa

Neste artigo, Pedro Ponte e Sousa faz uma análise muito serena e pormenorizada da catástrofe que tem sido para a União Europeia e para a própria Ucrânia a política seguida de confronto com a Rússia -- peitar a Rússia com as costas aquecidas pela Administração Biden, abdicando de uma posição própria, que agora querem ter, quando lhes falta os meios. They don't have the cards...

O que já então era um disparate e um absurdo é-o agora ainda mais. Não é só Ursula e quem a rodeia que são uma catástrofe; também as lideranças nacionais (quase todas) , na sua estupidez incomensurável, a que se juntou uma constelação de detritos académicos e meia dúzia falcões já de pantufas postas, cuja insânia poluiu e condicionou o ambiente informativo e me(r)diático, É difícil lembrar manipulação mais rasteira, veiculada pelos palerminhas da comunicação social -- designação horrível para o verdadeiro jornalismo. 

segunda-feira, novembro 24, 2025

ucraniana CDVI - a bruxa

Pelo que ouvi, a Úrsula rejeita o chamado plano americano para a Ucrânia, ou seja a capitulação desta, ou seja acredita, estupidamente, que pode fazer frente (em nome de quem na UE?) sozinha à Rússia, contando com a crescente hostilidade dos Estados Unidos, sem falar no apoio da China e da neutralidade colaborante da Índia... Não serão o Canadá ou o Japão (entretido agora com a China...) que irão fazer a diferença.

Como a cabeça dos europeus resiste à manipulação, esta vigarista não desiste e propõe-se fazer uma grande conferência internacional sobre as "crianças raptadas" pela Rússia. Não têm vergonha nenhuma estes porcalhões.

Negação, fuga para a frente, a trafulhice do costume. A criatura aparece "nas redes" com a bandeira da Ucrânia por detrás. É grande a resistência para aceitar que a política que ela liderou, com a aquiescência dos zeros-europeus é um rotundo fracasso, uma derrota total, que passará por mais uma humilhação da União Europeia -- e é tão bem feito para estes poltrões. 

As contrapropostas são de tal maneira anedóticas e estúpidas, que a Meloni já se viu na necessidade de se demarcar desta imbecilidade. Não será a única, claro, mas por enquanto é ainda dos poucos que contam.  

domingo, agosto 31, 2025

zombies em Copenhaga, Ursula calamitiza a leste, Putin, na China, consolida

 Consolida, sim, filho -- China, Índia, como sempre e de costume, e mais um grande etc.

Em Copenhaga reuniram-se os ministros do estrangeiros da UE, reunião de nada, que não serviu para nada, para além de mostrar a impossível Kaja Kallas a sair daquele jazigo como um zombie desnorteado, como todos os zombies, e Rangel a falar da flotilha e de Mortágua (uma grande saudação para ela, neste particular).

No "flanco leste" da UE a inenarrável, incompetente e estúpida Ursula von der Leyen, palhaça triste que impressiona as criancinhas chamando 'predador' a Putin, é um destroço sem fim à vista enquanto não for removida do lugar, sob pena de a própria UE não lhe sobreviver, de tal forma a condução política da União que lhe foi permitida se traduziu neste beco sem saída, sem honra nem glória. 

Que União Europeia depois desta calamidade?

sexta-feira, março 28, 2025

serviço público - Viriato Soromenho-Marques

"Há três anos que a UE se arruína com o seu envolvimento incompetente e imoral na guerra da Ucrânia. Agora que os EUA, os grandes responsáveis por esta tragédia, lavam as mãos e fogem, com razão, de um confronto suicida com a Rússia, na UE, líderes detestados pelo seu povo, como Macron, ou a Comissão Europeia de Ursula von der Leyen (com o seu auxiliar no Conselho Europeu, António Costa) querem continuar a alimentar a guerra com a Rússia."

aqui

terça-feira, março 18, 2025

ucraniana CCLXXXVI - a vitória da Rússia e a clamorosa derrota da União Europeia em todas as frentes

Rússia: depois da cooperação com o Ocidente, veio o aviso sério de Putin (Munique, 2007), ao ver, com a invasão do Iraque, de que massa é feita aquele covil de ganância e pulhice; a resposta ao miserávelzinho agente americano que estava na presidência da Geórgia (hoje na cadeia) e às manobras de diversão respectivas no antigo espaço soviético, culminando com a apetecível Ucrânia.

A estratégia (?) norte-americana do execrável Joe Biden falhou rotundamente; a inflexão de Trump "apenas" salvou os Estados Unidos de maior humilhação (quem não se lembra deste senil a dizer de fugida a um jornalista que os EUA estavam sem munições?)

Os dirigentes da UE, esses metem nojo; antes, pela vassalagem,; agora, pela estupidez e a desesperada tentativa de fuga para a frente que iremos ver como acaba (talvez acabe com a UE, infelizmente): um Macron em perda em África, a aproveitar-se do vazio temporário da Alemanha, apoiado na desorientada Inglaterra. Dos grandes países parece ser a Itália e a Polónia (em circunstâncias diferentes) que melhor sabem o que querem (ou não querem). 

Dirigentes da UE abaixo de cão: Leyen, uma abusadora descarada, o que é uma vergonha para os líderes europeus eleitos; Costa, tão fala-barato lá como cá, zero em substância, 20 em parlapatice; para não falar das duas coisinhas que arranjaram para as relações exteriores e mantiveram a presidir ao PE. Ridículos, de mão estendida, à espera que Trump lhes dê atenção, mas fingindo que não o ouvem. Putin despreza-os, e nunca tanto desprezo foi tão merecido.

terça-feira, março 04, 2025

ucraniana CCLXXXV - falemos da "ameaça russa" à Europa, e dos alertas necessários

Existe uma ameaça russa? Existe pois! Vejamos:

1. Quando o compromisso -- tomado com Gorbachev! -- de os Estados Unidos não expandirem a Nato para a área do antigo Pacto de Varsóvia é desprezado...;

2. Quando as plataformas para mísseis são colocadas em países como a Polónia com o argumento de servirem sistemas defensivos relativamente a possíveis ataques do Irão...;

3. Quando um homem de Washington, que ocupava então a presidência da Geórgia, avança com tropas sobre território russo, provocando a resposta que se conhece...;

4. Quando são rasgados os Acordos de Minsk, subscritos por Rússia, Ucrânia, França e Alemanha, sem nenhuma intenção destes de serem cumpridos, segundo confessaram, enganando uma vez mais os russos...;

5. Quando a desestabilização política é fomentada por ong's na própria Rússia, na Bielorrússia, no Casaquistão, na Geórgia, na Ucrânia -- aqui com a visível intervenção política dos americanos no terreno, com a deposição do presidente eleito, o que leva à subsequente ocupação e anexação da Crimeia (após referendo que obviamente a Rússia ganharia sempre, sem precisar de recorrer a fraude), seguindo-se as intervenções nos oblasts separatistas do Donbass...;

Depois, foi a guerra.

Sim, a Europa, principalmente agora com a nova política americana, tem todas as razões para temer a "ameaça russa", uma vez que a Rússia não vai deixar-se imolar como cordeiro para a Páscoa, no que faz muito bem.

Mas o que a Europa realmente deve temer, são os seus dirigentes: em negação, Starmer quer mandar britânicos para o matadouro; Macron propõe, com falsa candura, uma trégua aos russos por um mês, uma grande oportunidade, segundo eles, para Putin mostrar a sua boa-fé -- como se ele estivesse ávido de reconhecimento por parte destes indivíduos; como se a Rússia não estivesse a ganhar no campo de batalha -- trégua para quê?... Ursula von der Leien, que faz de estadista eleita, dirige -- pretende dirigir e deixam-na -- a política europeia de defesa, como se tal lhe fosse atribuível. E por estes três me fico.

Trump acaba de suspender a transferência de meios militares para a Ucrânia por tempo indeterminado. O plano europeu que Starmer apresentará ao POTUS deverá ter um lindo destino, o caixote do lixo, se é que nesta altura ainda exista. Boots on the ground sob a protecção americana. Faz rir, certo? 

Menos graça é ouvir comentadores sem vergonha e incompetentes -- é difícil ver tanta incompetência e cegueira juntas -- falarem da tal ameaça russa, da potência invasora e da vítima invadida, da sensibilização da opinião pública e dos eleitorados, e do "medo" da Europa, segundo estes valentões das dúzias. A propaganda desbragada vais continuar, a não ser que a paz se estabeleça rapidamente, por acordo ou capitulação. Vai continuar a lavagem ao cérebro e será bom que os povos da Europa estejam atentos para onde os querem levar.

E dialogar com a Rússia, não?... Basta olhar o mapa e ver o que era a ocupação da Crimeia e do Donbass, e o que é agora, ao fim destes três anos. Que estúpidos...

domingo, fevereiro 23, 2025

ucraniana CCLXXXIII - a crise profunda e talvez irreversível da UE

Que a opinião pública, desenquadrada e alheia da complexidade das questões estratégicas e diplomáticas se deixasse levar como uma criança por onde um forte arsenal de propaganda de serviços secretos, ong's dissimuladas e utilização da incompetência me(r)diática a dirigia foi compreensível, pelo menos ao princípio, pois com desenvolvimento a que se assistiu qualquer bípede com dois dedos de testa percebeu que não se tratava de uma guerra da Rússia com a Ucrânia, mas entre aquela e os Estados Unidos (a minha cadela já o tinha compreendido ao fim de seis meses). Inaceitável é a incompetência e indigência de boa parte dos académicos, ou a excessiva prudência de alguns deles, mesmo sabendo que ao princípio não era nada fácil furar a barragem de fogo propagandístico que era lançada até ao absurdo.

O que assistimos agora na Europa é não apenas negação e cobardia dos grandes países, em especial França e Inglaterra, para não falar na cúpula da UE -- a Polónia mostra-se apesar de tudo mais realista, enquanto que os Países Bálticos, no seu pavor patológico, não desistiram ainda de nos arrastar para uma guerra com a Rússia. (Há que ter calma, que a Nato ainda não acabou; e só acreditarei no seu fim depois de ver.) 

Para já, o plano dos americanos é deixar-nos, europeus, com o menino nos braços e fazer-se pagar (um outro nome para pilhagem) da "ajuda" à Ucrânia, como dizem os jornalistas analfabetos. Uma win-win-win situation: levam-lhe a guerra e destruição (com cumplicidades internas e europeias, claro), sacam-lhe boa parte das terras raras e aposto como ainda terão parte de leão no reerguer do país.  

As viagens da semana que começa de Macron e Starmer aos Estados Unidos e de Sánchez e ainda von der Leyen e Costa à Ucrânia (porquê?, o que vão lá fazer? com mandato de quem?... Vai ser cómico ouvi-los.) serão muito esclarecedoras. A UE, sim, está em risco, por demissionismo de boa parte dos governos europeus que levou ao extravasar de competências da Comissão Europeia.  

Algumas desta reflexões foram suscitadas pelo esplêndido artigo do major-general Carlos Branco

quarta-feira, janeiro 29, 2025

UE em hibernação

A Úrsula deve estar em hibernação numa qualquer caverna, talvez na Gronelândia-- tão vocal que ela era.

Scholz disse os mínimos; Macron mandou o ministro dizer por ele alguma coisinha mais.

Não é fácil passar de lacaio a algo que se dê ao respeito de um dia para o outro. Espera-se cambalhotas, pois mudanças de dirigentes só por incapacidade adveniente.

terça-feira, janeiro 21, 2025

'Tempos Interessantes'

Tempos Interessantes (2002) é o título da autobiografia de Eric Hobsbawm, à qual me lancei depois de ter arrastado penosamente a leitura duma porcaria de um livro, que era forçoso terminar. Como escrevia aqui o Jorge Amado, a propósito da implosão da União Soviética, é a História a desenrolar-se diante dos nossos olhos, desde ontem, com a tomada de posse de Donald Trump, a História a acelerar-se debaixo dos nossos narizes. A América assume o seu imperialismo (monroviano, para começar) e vai procurar, tant bien que mal, fazer as suas ententes com a China e com a Rússia.

A UE, a continuar com uma nulidade política como a Ursula -- espelhos doutras nulidades várias --, não sei como sairá daqui cinco anos, quando a senhora se reformar -- se é que ela se aguenta até lá. As outras flores da cúpula europeia são pau para toda a colher, fazem o que lhes mandam; como de costume, não contam. Porém, não estou a ver a UE aguentar-se na nova ordem mundial que se desenha sem uma profunda reformulação política e institucional, que será sempre impossível, creio, com a quantidade de estados que a compõem. A única solução para que a UE não acabe ou retroceda ao estádio de uma espécie de antiga CEE, é a do confederalismo (falo de algo sério, não de simulacros para inglês ver); mas os tempos não estão para isso. Ou estarão?... De qualquer modo, tratar-se-á de uma impossibilidade no actual quadro institucional.

No meio disto tudo, a grotesca vassalagem da Dinamarca (país tão estimável) diante da América, vai ter como paga a Gronelândia, a que de uma maneira ou de outra vai ter que dizer farewell (em dinamarquês). Mais uma vez: seria para rir, não fora trágico para a Europa, como se estava a ver desde o início, quando a UE aceitou subordinar-se à estratégia americana de confrontação com a Rússia -- estúpida estratégia delineada por estúpidos, com derrota certa.


domingo, janeiro 12, 2025

uma risota em Moscovo, à custa da Dinamarca

A desconhecida primeira-ministra da Dinamarca (desconhecida para mim, que nem faço ideia a que partido pertence) foi das mais activas vassalas dos americanos, em particular da catastrófica administração cessante. E é esta a paga?... A Gronelândia?... 

A insuportável Ursula salva pela pneumonia, o não menos insuportável Costa -- o tal que falava em derrotar a Rússia... -- calado que nem um mudo. Eu bem achava que ele nos iria envergonhar a todos...

Os palermas dos governantes suecos (200 anos de neutralidade deitados para o lixo) e finlandeses (que prosperaram grandemente com a neutralidade em face da União Soviética, foram meter-se na boca do lobo.

Agora aguentem-se.

sábado, dezembro 21, 2024

ucraniana CCLXXV - em bicos de pés

O impacto de um míssil ou drone, ou lá o que terá sido, em Kiev, serviu para Costa se fazer reparado, pelo menos aqui na parvónia, depois das palavras vazias dos últimos dias; e para a Ursula escrever uma porcaria qualquer em português. Houve um morto ali por perto, o que é sempre trágico; como trágico são estes tipos em Bruxelas. A Úrsula falou em ataque hediondo... Bolas, ainda bem que foram os russos em Kiev, pois se fossem os israelitas em Gaza, teriam sido pelo menos uns cem, os mortos, entre mulheres, crianças, velhos -- assim ao calhas e sem que esta criatura soltasse um grasnido. Estou tão farto destes estúpidos.

sexta-feira, dezembro 13, 2024

serviço público - Carlos Branco e Jaime Nogueira Pinto

 "As encruzilhadas de Zelensky" -- não é só a análise da inconsistência e incongruência do Zelensky, é toda a canalhada que fez a guerra alem de, muito em particular, os indígenas que dirigem aqui a Parvónia desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, todos sabemos porquê. Até quando vamos aceitar calados as mentirolas, a cobardia e a incompetência crassa?

"De Bucareste a Damasco, a democracia está bem e recomenda-se" entre outras coisas, uma das razões que fez de mim um eurocéptico; ou um intelectual salazarista a escrever por que está podre o demo-liberalismo europeu. Ajunto nomes, nomezinhos: de António Costa a Emmanuel Macron, passando por Pedro Sánchez, de Ursula von der Lyen + Josep Borrell, de Stoltemberg a Rutte, de Boris Johnson à ministra alemã dos Estrangeiro, a "verde" Annalena Baerbock -- sou só eu que fico nauseado?

sexta-feira, dezembro 06, 2024

o pior de Soares sempre foram os soaristas

Nunca simpatizei com a personagem, por razões muito diversas do ódio que lhe votava a grande massa dos chamados retornados ou da aversão que tinha por ele o PCP, partido a que pertenceu na juventude.

Uma das muitas coisas de que Portugal se deve orgulhar (um orgulho bem tardio, é verdade) é a Descolonização -- com todas as suas imperfeições --; a passagem do poder ao MPLA, ao PAIGC e à FRELIMO. Deveria ter sido outro o modo? Sim, mas a responsabilidade de como a descolonização foi feita deve-se apenas ao Salazar e entourage. Importante era descolonizar, em nome da decência; Soares foi um dos que esteve na Descolonização, por isso, viva Soares!

Soares liderou a contestação na rua aos que se preparavam para instaurar no país uma ditadura mais cruel e mais estúpida (parafraseio as palavras do sapateiro Manuel Joaquim de Sousa, antigo secretário-geral da CGT). Claro que Soares se aliou ao Diabo (Kissinger, CIA) e beneficiou do apoio da pequena burguesia assustada e da grande, defenestrada. É a vida.

E depois, foi o líder da nossa adesão à CEE. Não é sua a responsabilidade de a UE ser hoje uma entidade agónica e sem autonomia, dirigida por pequenos e habilidosos funcionários, da Úrsula ao Costa (neste último caso, é um vaticínio; gostava de me enganar, mas não creio). Ideia extraordinária a União Europeia, que talvez ainda possa ser salva. Não perguntem como, porque não sei, a não ser que a UE nunca o poderá ser enquanto as suas instituições não forem reformadas, com a obrigatória criação de uma segunda câmara que dê peso igual aos países, e com poderes reforçados, possivelmente numa perspectiva confederal.

Voltando a Soares, que não foi nenhum génio, mas um homem singular com qualidades e defeitos de sobra. Não admiro a pessoa, embora reconheça o seu lugar na História recente de Portugal -- uma obviedade, de resto. Mas o que sempre me causou particular repulsa foram os soaristas, coevos e póstumos, basbaques e engraxadores. Um horror. 

quarta-feira, dezembro 04, 2024

JornaL - Graça e o lobo

Novo alerta pelo lobo europeu. Esplêndido artigo de Marta Leandro, muito sustentado e cheio de informação, a respeito de mais um ataque ao lobo na Europa desferido pela própria União Europeia, com um voto favorável de Portugal, com a ministra Graça Carvalho a fazer de troca-tintas. Eu até tenho (tinha?) boa opinião a seu respeito; no entanto, muito anos na actividade partidária -- a politcalha -- originam episódios como os relatados no artigo -- isto, num país que conta com 300 lobos, após décadas de políticas estritas de conservação.  (Plataforma Lobo).

Mas ninguém trava esta Úrsula?...



terça-feira, novembro 26, 2024

ucraniana CCLXXI - os europeus submissos e cabisbaixos

Quando vemos e lemos o à vontade com que se fala e escreve a propósito da III Guerra Mundial, quando há sempre falcões que não passam de falquinhos, como este Rob Bauer, e outros puxa-saco dos palonços dos dirigentes políticos europeus, só podemos fazer figas ou pôr velas a Nossa Senhora.

Não, não se trata de nenhuma política de apaziguamento semelhante à da Europa Ocidental em face de Hitler, como sucedeu em 1938 -- assim o têm dito os pequenitos académicos de meia-tigela de Relações Internacionais e outros que vêm atrás --, mas sim a submissão miserável, cobarde e cega à estratégia norte-americana, que, porque pretende partir a Rússia aos bocados, não hesitou em usar e sacrificar a Ucrânia e os seus povos, como não hesitará em sacrificar o resto da Europa, se tal lhe servir. A Europa não passa de um mero peão da guerra dos Estados Unidos contra a Rússia.

Resta saber o que farão os políticos europeus: se defender os seus países e povos de uma hecatombe, ou se vão, obedientes, lutar pelos interesses dos outros, submissos e cabisbaixos, tal como os judeus enfileiravam para os fornos crematórios dos nazis. A responsabilidade e a diferença entre patriotismo e traição está nas mãos dos eleitos.

Nota (para o caso de o não ter ainda escrito): Não sou pacifista. Sou contra exércitos profissionais: a defesa do país deve ser sempre dever de todos. Defendo o serviço militar (ou cívico) obrigatório para ambos os sexos, em moldes muito diferentes da estupidez que existia antigamente. Um período mais breve, com reciclagem anual até uma certa idade, tal como existe na Suíça. 

Ah, claro, sou contra a subserviência e o espírito de rebanho pastoreado pela Úrsula e os seus rafeiros.

E ah, outra vez: a "ajuda" da União Europeia à Ucrânia tem sido fabulosa, como se vê. Mesmo com as mentiras da manipulação, creio que os ucranianos já devem estar um bocado cansados de tanto auxílio. Só falta a "ajuda" da Nato. 

Porcos.

terça-feira, novembro 19, 2024

ucraniana CCLXVIII - a casca de banana posta pelos Estados Unidos à Europa, algumas notas

1. Desde o fim-de-semana que aguardo uma declaração de Trump sobre a decisão (aparentemente pífia, mais uma...) de Biden em permitir o uso dos mísseis em solo russo. Não aconteceu até agora, o que confirma a minha suspeita inicial de a decisão ter sido concertada entre os dois.  A circunstância de o filho de Trump ter vindo criticar asperamente o ainda presidente, não quer dizer nada, ou antes, poderá fazer parte da mesma táctica, que, no raciocínio que lhe estará subjacente, tem algum sentido, ou seja: Trump não quer aparecer como o líder que possa ceder em toda a linha a Putin -- já basta o que basta, da retirada vergonhosa do Afeganistão, às humilhações infligidas pelo aliado israelita, culminando na "estratégia" indigente de enfraquecimento da Rússia com a guerra que provocaram na Ucrânia, um falhanço em toda a linha, pelo menos até agora.

2. Trump, aliás, quer ver-se livre daquilo rapidamente, antes de os Estados Unidos sofrerem ainda outra e não menos grave humilhação que será a capitulação da "Ucrânia", ou seja a derrota em toda a linha dos americanos e dos seus satélites europeus. 

3. A casca de banana: um envolvimento maior da Europa combinada (UE e países Nato), depois de os americanos saltarem da carruagem em andamento. Criaturas desprezíveis como Úrsula e Borrell fazem por isso, acolitadas pelo CEO francês, Macron, e o assistente social Starmer. Scholz resiste, principalmente ao belicismo dos futuros ex- companheiros de coligação "Verdes", que, se deus quiser, serão varridos do parlamento; Meloni é uma incógnita, apesar de querer mostrar-se respeitável diante da UE e da Nato -- não só por causa do putinista Salvini, como pelas relações da Direita radical, em que sobressai Orbán. Mas isto é mercearia. O que conta é a vontade de Trump largar o atoleiro que em Biden e os seus bandidos meteram os Estados Unidos. A bandidagem de Trump orienta-se para outras latitudes.

4. Já aborrece escrever a propósito do esgoto informativo, mas a imprensa popular e popularucha, a começar pela cnn, está sedenta de sensação e de sangue. Na cnn-Portugal, talvez veiculando "notícias" da casa-mãe, anunciava-se no último domingo que França e Inglaterra já haviam dado as autorizações de emprego dos seus mísseis em solo russo, para no dia seguinte afirmarem o contrário, como quem bebe um copo de água. E já não falo em alguns comentadores que parecem bem esportulados. Haverá sempre um saco azul algures para pagar a estes mercenários do teclado.

Conclusão: o que os Estados Unidos querem é pôr-se ao fresco, deixando a Europa com o menino nos braços. Que isso possa dar início a uma guerra em larga escala na Europa, é algo que os neocons "à solta" (Carlos Branco) têm por aceitável -- e, quem sabe, até desejável para aquelas cabeças ("Fuck the EU", não é?). Mas como tenho dito, quem acredita que uma guerra entre a Rússia e as potências europeias deixariam de lado os Estados Unidos? Eu não acredito -- nem seria justo que os EUA escapassem ilesos enquanto o Velho Continente passa por mais uma destruição. Isso não vai acontecer.

quarta-feira, novembro 06, 2024

ucraniana CCLXVI - e agora?

A retumbante vitória de Trump não vai deixar apenas Zelensky certamente de malas aviadas e em maus lençóis; deixa-nos também, UE, com uma relação com a Rússia em cacos. Não vale a pena repisar a subserviência e a estupidez das lideranças europeias, que, com honrosas excepções, se esqueceram de que tinham não apenas um vizinho poderoso a Ocidente, mas também a Leste -- que, seguindo a "estratégia" burra dos neocons que mandam em Washington, menorizaram o colosso russo, pobres coitados. Menorizaram a Rússia, hostilizaram-na e lançaram-na nos braços da China. Mais uma vez na história da política externa norte-americana, conseguiram o oposto do que pretendiam.

E agora as von der Leyen, a fulana da Estónia que ficou com a alegada política externa europeia, a chanfrada do Parlamento Europeu e o Costa e as suas pontes vazias e para lado nenhum?... Vamos ter cinco anos com estes tipos ou tratarão rapidamente de virar o bico ao prego, ou, melhor, serão esvaziados do excesso de protagonismo que, principalmente a Ursula se autoatribuiu, no meio dos scholz e outros macrons?

Sim, Trump é imprevisível, mas não é estúpido, e tem instinto, como se vê. E J. D. Vance, que provavelmente lhe sucederá na presidência dos Estados Unidos, tem um pensamento bastante estruturado. É isolacionista e não vai em wokismos anti-Putin. Há uns meses, ainda antes de Kamala, picava: "Queres que o teu filho morra no estrangeiro numa guerra estúpida? Vota em Biden." Eloquente, ainda mais se nos lembrarmos que Vance é um antigo combatente, no Afeganistão. 

Mais ou menos à margem: quem ainda vai atrás de televisões, centrais de propaganda como a cnn central, reproduzindo-a bovinamente? "Empate técnico", não era? Eu sempre tive um feeling de que Trump ganharia, mas nunca desta maneira. Aliás, creio que nem o próprio.