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domingo, janeiro 12, 2025

uma risota em Moscovo, à custa da Dinamarca

A desconhecida primeira-ministra da Dinamarca (desconhecida para mim, que nem faço ideia a que partido pertence) foi das mais activas vassalas dos americanos, em particular da catastrófica administração cessante. E é esta a paga?... A Gronelândia?... 

A insuportável Ursula salva pela pneumonia, o não menos insuportável Costa -- o tal que falava em derrotar a Rússia... -- calado que nem um mudo. Eu bem achava que ele nos iria envergonhar a todos...

Os palermas dos governantes suecos (200 anos de neutralidade deitados para o lixo) e finlandeses (que prosperaram grandemente com a neutralidade em face da União Soviética, foram meter-se na boca do lobo.

Agora aguentem-se.

terça-feira, setembro 21, 2021

tempos interessantes

  Eu sei que os Estados Unidos foram necessários à nossa segurança colectiva, nomeadamente para travar o expansionismo soviético. E ainda bem, pois é sempre preferível o capitalismo, por mais selvagem. O americano, em particular, é brutal e predatório; há, porém e felizmente, em parte da sociedade civil americana, um dinamismo e com massa crítica, capaz de fazer frente aos poderes fáctícos, o maior poder.

O sovietismo também brutal, que se apoderou do estado, policial, totalitário e desavergonhado, desapareceu há muito, e hoje é a Rússia a ameaçada pela rapinagem americana, a que se opõem como querem e podem, desde logo pela manutenção de Putin no poder. Não sendo russo, quero que Putin fique por lá até 2036 -- e talvez se fosse russo o quisera na mesma. Nunca me cansarei de dizer que, até agora, nunca os russos foram tão livres e tão prósperos. E com Putin temos a certeza de que estes patifes não fazem farinha. A mais do que legítima recuperação da Crimeia, foi apenas uma demonstração aos bullies (um atavismo inglês que os americanos tornaram tara hereditária) que o respeitinho é muito bonito. (O aviso ao navio de guerra inglês armado em saliente a aproximar-se das águas territoriais russas na costa da Crimeia -- "Pela vossa saúde, invertam a rota..." -- foi hilariante.

E por falar em patifarias dos nossos queridos aliados americanos, elas têm sido incontáveis. Depois de deixarem todos os aliados de calças nas mãos no Afeganistão, para vergonha destes -- pelo menos os que a têm, como a ministra holandesa que se demitiu --, foi agora a partida pregada à França, com a anulação do contrato de aquisição de submarinos pela Austrália.

(Eu até acho bem, em teoria, um pacto militar daquela natureza; as potências nunca podem andar à solta, mesmo uma hipercivilizada como a China -- lembremos o Tibete, cuja ocupação tem sempre por cá quem a justifique (a melhor que ouvi, foi a de o Tibete ser um país libertado do seu regime feudal pelo exército popular da China -- nunca se chega longe demais no cinismo ou na estupidez e na desonestidade intelectual);

 se o problema do governo de Macron estivesse no domínio dos princípios, a França estaria caladinha, que é a isso a que os vassalos se obrigam; mas o desplante foi o desvio de milhares de milhões de euros que os americanos induziram os australianos a fazer, em benefício próprio, claro está, fazendo a França estrebuchar com sonoridade. O espectáculo está em cena, e até agora tenho-me rido.

Ah, o Biden, ia-me esquecendo: pode estar a ser muito bom na política interna, eventualmente. Na política externa, um desastre bastante pior que Trump, como era expectável, mantendo tudo quanto este fez de mau. A hostilização idiota do Irão, que entretanto passou-se para os radicais nas últimas eleições, com a ajuda dos amigos americanos; a manutenção de barreiras na fronteira com o México. parece que estão a deportar muita gente. Enfim, tempos interessantes, como diria o outro.


quarta-feira, junho 01, 2011

porque não voto no PCP / CDU

Não vale a pena, francamente, gastar muito latim com o PCP. Ideologicamente firme, com a firmeza de uma seita,  a sua perversão doutrinária, para quem tivesse dúvidas quanto à teoria, já foi demonstrada na prática, através de todas as uniões soviéticas, chinas, albânias, cubas e coreias do norte deste mundo. O marxismo-leninismo faz-me lembrar a santa madre igreja e a sua inquisição, quando impunha a fogueira como penitência; neste caso, em nome de um horizonte social beatífico, foram impostos os regimes mais repressivos e tirânicos que o século XX conheceu, com excepção do nazismo (nada se compara com o nazismo). Como disse o Júlio Pomar quando acompanhou Soares em visita à URSS: "ver para descrer". Mas nem é necessário ir ver: basta ler, do pensamento e prática intolerantes de Marx, ao Avante! do mês passado, a propósito da questão síria; ou, se quiserem, ler o Orwell, o Koestler, o Soljenitsine... Não mudaram, não querem mudar. Estão no seu direito; mas numa sociedade livre serão sempre residuais.

terça-feira, abril 19, 2011

Dumbo

cartaz original, 1941
Dumbo, de 1941, um filme que é um louvor à amizade e um dos mais conseguidos, de quantos foram produzidos por Disney. O experimentalismo de «Fantasia» continua, designadamente na sequência da embriaguez do elefantinho e do rato Timóteo; a cena dos corvos, cheia de swing, é outro momento alto. A banda sonora é, globalmente, esplêndida.
Lembro-me de tê-lo visto no velho Cinema São José, em Cascais (999 lugares...).
Uma curiosidade: produzido em plena II Guerra Mundial -- de que surgem uns ecos quando Dumbo faz de avião de caça metralhando as elefantas cruéis --, quando chega a hora do triunfo dos Aliados, publica-se uma revista  em que as personagens da casa agitam bandeiras dos países vencedores. Ao Dumbo coube a da União Soviética, pela qual Walt Disney nutria enorme entusiasmo, como se sabe... (Será coincidência, mas «Dumbo» foi um filme que não lhe mereceu grande simpatia).