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quinta-feira, novembro 24, 2022

o terrorismo dos imbecis (ucranianas CXL)

 Qualquer pessoa de bom senso que acompanhe minimamente a guerra na Ucrânia há-de perguntar-se sobre a vantagem de 494 idiotas no Parlamento Europeu terem declarado a Rússia como estado patrocinador do terrorismo (e de caminho, sancionar, não sei como, quem contrariar a versão publicamente). Uma declaração que vale zero, e que arrasta a UE progressivamente para a guerra. 

Tenho a certeza de que haverá maluquinhos iguais ao Boris Johnson apostados numa boa pancadaria com a Rússia, até lhes cair uma termobárica nos cornos. Talvez tenhamos a sorte do bom senso do velho de Washington, ao contrário dos falcões (e abutres) que o rondam, a exemplo do que sucedeu no caso dos "dois mísseis russos" disparados sobre a Polónia), e mande calar esta inenarrável úrsula e os dois macaquinhos amestrados (sem falar na anedota que preside ao PE).

Quanto aos grande estados populacionais, a Alemanha faz o que quer; a França não se percebe o que faz; a Itália demasiado ocupada em fascizar, a Polónia, entre o receio do grande urso e a tentação de abocanhar algum despojo. Como se tudo não fosse já complicado, Orbán enverga um cachecol com o mapa da Grande Hungria...

Entretanto, como disse então, um conveniente atentado atribuído do PKK em Istambul (outra grande aldrabice), deu mesmo jeito para tratar da saúde aos salientes curdos da Síria, que os da Turquia estão reprimidos q.b.  

Claro que isto já não interessa a ninguém, os curdos. É o Zelensky, não é?, e primeira dama... Desde a comparação com o Churchill às capas das revistas para os pobres de espírito, Ficará para outro post, também para vermos em que se está a transformar a UE. 


P.S. Apreciei o facto de quatro deputadas do PS se terem abstido, o que já é muito nesta conjuntura. Mostraram que pensam pela sua cabeça e não são meras marionetas. Não gostei nada da abstenção do Bloco, porém esperada. Obviamente, a posição mais decente é o voto contra do PCP contra esta provocação inócua. 


* De notar que com o rigor jornalístico a que já nos habituaram, as televisões em rodapé anunciavam que o PE qualificara a Rússia como estado terrorista, que apesar de tudo não é a mesma coisa. No entanto que há para admirar numa classe cheia de toscos, iletrados e papagaios do poder?

sábado, maio 14, 2022

ai Erdogan, Erdogan... (ucranianas XCIII)

Ser contra a entrada na Finlândia e da Suécia na Nato porque servem de refúgio aos membros do PKK... Já vi melhores desculpas. Mas cola, como argumento comunicacional, para os que estão a leste, é claro. Vamos ver quanto tempo aguenta.

A Turquia, país da Nato, não pode dizer o que diz o Papa ou Lula, nem chamar provocadores aos EUA nem àquele rafeiro inglês -- um perfeito representante dos nossos valores. 

O Erdogan é um cágado velho, e sabe perfeitamente que os amigos americanos orquestraram o golpe para o derrubar, mas, claro, não pode admiti-lo.

Só tenho pena que, mais uma vez, os curdos estejam na berlinda. Depois de combaterem por nós contra o Daesh, talvez sirvam de álibi para que não se faça a vontade ao Biden e do inqualificável Boris Johnson. Estar ao lado destes gajos é que é uma verdadeira vergonha, e deixar-se manobrar por eles, ainda pior.

ucranianas

sexta-feira, setembro 06, 2019

isto é que importa mesmo



A condenação a dez anos de cadeia de uma dirigente política da oposição turca, Canan Kaftancıoğlu , psiquiatra, feminista e obviamente laica.
É pena a política externa da UE estar desacreditada, com Ucrânias, Venezuelas, Kosovos e outros fretes aos americanos, de qualquer administração (então no 'caso Guaidó', o Santos silva até metia dó).

domingo, julho 17, 2016

a desfazer as figas

Para além das cumplicidades não assumidas, nem reveladas, enquanto não se sabia para que lado pendia o golpe na Turquia, nenhum país ocidental largou uma sílaba para defender Erdogan. Estávamos todos a fazer figas para que os militares triunfassem.

sábado, julho 16, 2016

zapping

A situação estava de tal maneira, que, no meio do zapping, por vezes não sabia se estava a ver imagens de Nice ou Istambul...




sexta-feira, março 21, 2014

Cai a máscara

ao Erdogan, e além do ditador em potência, vê-se o quê?... Um tosco a precisar de assessoria informática.
(Entretanto, já me tinha apercebido de dissensões na cúpula do partido no poder; a atitude de Gül, hoje, parece-me eloquente).

sexta-feira, junho 07, 2013

tralha religiosa

Tem que dizer-se ao governo turco que, querendo fazer parte da UE, não se disparam balas e largam cães a quem pretende defender um parque urbano. E, de passagem (não esquecendo problema curdo e questão arménia), que legislar sobre véus, bebidas alcoólicas e demais tralha religiosa é para outras paragens. Para já o povo turco, o das cidades, o esclarecido, etc., está a dar boa conta de si, mostrando coragem e personalidade.



quinta-feira, novembro 09, 2006

A Turquia no verbo estar

As fronteiras da Europa devem estar nas fronteiras da Europa e não dentro das fronteiras da Europa. Logo, a Turquia, que por enquanto não é cindível, deverá estar do lado de cá, porque está no lado de cá. E o que está no lado de lá -- que está do lado sudeste da Geórgia --, faz parte do território fronteiriço da Europa. Como, por outras palavras já disse, a propósito desta conveniência de estar.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Sim à Turquia

Hoje, no Público, José Pacheco Pereira pronuncia-se a favor da adesão da Turquia à União Europeia, com um argumento geo-político essencial: «A Turquia não é um pequeno país, é uma potência regional, com uma área de influência que se estende das repúblicas asiáticas à China. E, para além disso, entra para a UE um dos poucos exércitos credíveis existentes na Europa. [...] Para a estabilidade da Europa, precisamos da Turquia e da Turquia do nosso lado.»
A herança cultural turca é enorme, nomedamente nos Balcãs; os turcos (etnia proveniente das estepes asiáticas, como os húngaros e os finlandeses) são Europa e estão na Europa há séculos, fazendo tanto sentido a sua adesão como a dos romenos e búlgaros, agora à soleira da porta.
É duma Turquia laica que falo, duma Turquia integralmente respeitadora da liberdade dos seus cidadãos, incluindo da dos curdos, uma Turquia que respeita a integridade de Chipre, uma Turquia que reconheça o seu passado para o bem e para o mal, como o tem de fazer relativamente à Questão Arménia. É uma Turquia de cidadãos europeus, em Istambul, em Ancara, em Esmirna, cuja modernidade não perde em confronto com a de muitas regiões da União Europeia. É evidente que há problemas, há atavismos seculares, há primitivismo, como existe entre nós meia dúzia de quilómetros andados para lá de Lisboa ou do Porto.
Finalmente, durante séculos, o Império Otomano serviu de refúgio aos perseguidos religiosos, designadamente aos judeus, aos judeus portugueses, convém lembrar. Por isso, nestes tempos difíceis de fanatismo religioso, de terrorismo em nome da religião, há que estender a mão a um país de grande dimensão e dignidade que anseia (tal como nós ansiámos) por estar na Europa democrática, livre e laica a que pertence por direito.

domingo, julho 16, 2006


No restaurante onde almoço regularmente tive um dia destes a vizinhança de quatro académicos turcos, em Portugal ao abrigo de um programa comunitário. Estão a gostar imenso do país, mas lamentam a profusão de pratos com carne de porco que lhes são oferecidos nas ementas das casas de pasto. Um deles, que vivera nos Estados Unidos, disse-me, com certa solenidade: «We don't eat pork.» Intimamente senti o incómodo de estar diante de gente aberta na aparência, europeus como o quis Ataturk, e -- sempre para mim --, lamentei estes simpáticos scholars, já atingidos pela peste do fundamentalismo religioso e inibidos pelo seu preceituário negro. Porque, das duas, uma: ou eles são realmente observantes e repelem as bifanas (o que, para um laico como eu-- de formação católica, embora --, faz tanto sentido como privar-me de comer um bife à Trindade por ser sexta-feira); ou, também não muito tranquilizador, assumem com esta atitude, uma «etnicidade» vincada, atitude que, a generalizar-se, dificultará a sua entrada na UE, entre outras consequências pouco simpáticas.
E pensar que, há vinte e tal anos, por esta altura do ano, confraternizava descontraidamente num café de Paris com um grupo de argelinos, refrescando a noite de verão a sumos e... cerveja!