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domingo, agosto 11, 2024

JornaL: Catalunha, Inglaterra, Israel/Palestina, Ucrânia, Venezuela

De férias, e sem telejornais, compro o jornal todos os dias, ouço o noticiário na rádio, quando calha, raramente vou ao online ler/ouvir notícias, a não ser os três militares cujas análises não perco (Agostinho Costa, Carlos Branco e Mendes Dias) e Tiago André Lopes, um dos poucos civis digno de ser escutado.

Catalunha. Puigdemont apareceu e não quis fazer o favor ao juiz franquista que não se conforma com a amnistia. Uma nota para os palermas dos jornalistas que relutam escrever a palavra exílio, no que respeita ao líder catalão, comprazendo-se e babando-se a falar em fuga. Aquilo é mesmo a base da cadeia alimentar do poder.

Inglaterra. Não sei se é suficiente, mas apreciei a rapidez com que têm arrebanhado o gado à solta nos motins, e a repetida advertência de Keir Starmer que a escumalha das ruas vai sentir sobre si toda a força da Lei. Espero que sim.

Israel / Palestina. Se Netanyhau é um comprovado criminoso de guerra, contumaz e relapso, a troupe do Biden e seus aliados não passam de bácoros porcos suínos. Dezanove mortos num ataque a uma escola. Podem limpar o cu com os vosso valores.

Ucrânia. No mesmo dia o jornalismo analfabeto (Antena 1, Jornal de Notícias): a Rússia atacou um supermercado com um míssil. Já faz mesmo rir como estes incapazes seguem a propaganda do poltrão do Zelensky.

Venezuela. Maduro, um zé-ninguém que foi escolhido por Chávez, vá-se lá saber porquê, não divulga as actas porque nem sequer assumir a chapelada. Entretanto vai prendendo. Só se percebe o silêncio do trio Brasil-Colômbia-México num contexto de negociações em que o palhaço e a sua clique se safe airosamente. Entretanto, os do costume já foram descobrir pecados mortais cometidos pelo ex-embaixador no tempo do socialismo corrupto que governava a Venezuela. Como se uma nódoa saísse com sujidade... Não suporto esta mentalidade sectária de escravos.   

quinta-feira, julho 11, 2024

ucraniana CCLV - ainda a "NATO"

Biden coloca a coleira a
Stoltenberg,
e leva-o a passear
Ouvir, ver, ler comentadores como Diana Soller e Isidro Morais Pereira e tantos outros, é particularmente penoso. Ao contrário de Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias,  Tiago André Lopes e alguns mais aqueles não explicam nem contextualizam, antes justificam. 
O mote é assestar baterias à China?; industrie-se os incréus e os néscios:  

"Já todos percebemos que a Rússia depende da China para manter a guerra. A China torna-se inimigo indireto do Ocidente", diz Soller; "A China tem servido de interposto para fornecer componentes de fabrico na Rússia" - e a prova disso foi o ataque ao hospital pediátrico em Kiev", sustenta Isidro. Não vi, nem ouvi, bastou-me ler as gordas. A questão não está em saber do grau de envolvimento da China; qualquer um com dois dedos de testa chega lá.  Estarem ali eles ou os pivôs da Praça da Alegria ou da Roda da Sorte, acaba por não fazer diferença.

Em tempo: visto e ouvido há pouco Agostinho Costa e circunstantes. Jesus.

sexta-feira, maio 10, 2024

ucraniana CCXLI - "estranheza" e "apreensão"

 Estou farto de escrever aqui que o nosso enfeudamento à estratégia dos Estados Unidos na sua guerra contra a Rússia tem, entre outros inconvenientes graves, um afastamento de Portugal dos seus parceiros da CPLP. Não sei se, como diz Tiago André Lopes, isto revela "a ineficácia da diplomacia portuguesa". Creio, antes de tudo, que revela o vazio político e estratégico dos governos portugueses, em especial o de António Costa, que o actual se prepara alegremente para seguir, que é o de sermos, não aliados, mas cães amestrados dos interesses americanos, numa total dupla submissão (também á Comissão Europeia), e fazendo par com desqualificados como o ceo Macron e o atrasado mental do Cameron, em vez de, por exemplo, nos termos concertado (tínhamos todas as condições para isso) com Lula da Silva. 

Portugal, Brasil, mas também Angola, Moçambique, países referência como Cabo Verde ou Timor-Leste, de novo encabeçado por Ramos Horta, Nobel da Paz -- o que não poderia ter sido feito ou tentado; que respeitabilidade não teria sido a nossa. Não creio que seja a ineficácia da diplomacia, mas a mediocridade gritante de António Costa ("derrotar a Rússia...) e de Marcelo, com a  atribuição ao Zelensky da Ordem da Liberdade, logo transformado em penduricalho da liberdade, recebido este como se de um brinde saído na farinha Maizena... 

Isto também significa que a História não é só passado -- é presente e futuro. Claro que com inépcia, nem passado nem futuro, só este presente penoso e ridículo, que transforma a Esfera Armilar em ovo estrelado -- a dimensão destas criaturas, uma das quais almeja ser presidente do Conselho Europeu, aplaudido por todos os basbaques aqui da Parvónia, como se tivesse especial qualidades que não seja o manobrismo de enguia.

 

quinta-feira, janeiro 18, 2024

comentário a um comentário

(Posso fazê-lo, pois ao contrário de Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias, Marcos Farias Ferreira, Tiago André Lopes e mais alguns que merecem ser ouvidos com atenção, não sou analista de nada, apenas um europeu com medo que o céu lhe esteja prestes a cair sobre a cabeça).   

Já se sabia que Daniel Oliveira não gostava do Putin, paladino profano que é da cruzada lgbt, cruzada à qual o lóbi -- para amalgamar, e com isso se tornar a importante causa mais palatável -- arrebanha as mulheres e as pessoas "racializadas" (palavra horrível), como se toda a calça desse para cada cu. Obviamente detestam o Putin porque, entre outras coisas, certamente menores, ele teve a desfaçatez de impedir que as questões momentosas da identidade/disforia de género fossem ministradas às criancinhas de todas as idades. O mesmo se passou com o Orbán na Hungria, o que levou o Expresso a envergar um lutuoso fumo das cores arco-íris (pobres duendes dos potes de ouro...). Só isso explica que Oliveira equipare Netanyahu a Putin, como [dois] "dos maiores perigos para a segurança internacional"... Netanyahu e Putin, parecidíssimos, como se sabe; e vindo dali eu esperaria (não sei bem porquê, se não leio o Expresso e raramente passo pela sic) alguma assertividade em relação ao papel dos Estados Unidos na situação internacional. Mas vejo que não está para aí virado -- aliás, a última frase é deveras significativa. Eis aí alguém na boa companhia dos germanos, isidros e outras dianas. Ainda hei-de ouvi-lo falar na luta das democracias liberais contra as autocracias (não estás perdoado, Lula!) e na defesa dos nossos valores, em parelha com úrsulas e sub-borréis.

quarta-feira, outubro 04, 2023

é sempre reconfortante ler Carlos Matos Gomes (ucranianas CCXVI)

Mão amiga fez-me chegar este post de Carlos Vale Ferraz -- que é também o escritor Carlos Matos Gomes --, autor de Nó Cego, um dos grandes romances portugueses do século passado.

Falece-me já a paciência de estar constantemente a denunciar a enxurrada de vigarice mediática e académica a propósito da guerra; prefiro assinalar quem é competente, isento, lúcido e honesto. Há uma meia dúzia no espaço público: entre os militares, repito-me, Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias e pouco mais; entre os académicos, retenho dois nomes (entre pouquíssimos) Marcos Farias Ferreira e Tiago André Lopes; dentre os publicistas portugueses que têm escapado à indigência, contam-se, de forma destacadíssima, Viriato Soromenho Marques, Miguel Sousa Tavares e Carlos Matos Gomes. Não são os únicos, felizmente. Vale a pena lê-los e ouvi-los, sem perdermos tempo com bonecos.

segunda-feira, julho 04, 2022

o jornalismo que se nega a si próprio (ucranianas CVIII)

Uma das grandes batalhas da NATO & Associados tem sido a de manter a espumar a opinião pública ignara. Portanto, como se não chegasse os horrores da guerra e a população civil sacrificada aos interesses que não são os seus, é preciso estimular os sentimentos naturais das pessoas de compaixão, solidariedade e outros menos nobres.

Os russos tomam Lysychansk, o título desta folha de couve é "Kiev aponta à reconquista de Lysyschansk"

Não me lembro de o jornalismo andar tão por baixo, ser tão incompetente e servir objectivamente, não a informação, mas a propaganda e os interesses de uma potência, que alegadamente são também os nossos. Para os palma cavalinhos e demais analfabetos, talvez sejam. O que o jornalismo deve fazer é relatar os factos; dizer que Kiev aponta a reconquista de uma cidade perdida é zero de informação; vale tanto como dizer que Lisboa aponta à reconquista de Olivença, ilegalmente ocupada por Espanha, sem grandes problemas para quem lá vive.

Post-Scriptum: já há algum tempo que quero corrigir uma apreciação inicial positiva que fiz de Sónia Sénica, comentadora na CNN/TVI, que continua a ser o canal cuja parte portuguesa melhor trabalho faz (os enlatados da casa-mãe, são mera propaganda para um público embrutecido.) Enganei-me e revogo. Na área das Relações Internacionais e arredores, dos que tenho visto -- e é impossível ver todos --, o mais isento e equilibrado tem sido, claramente, Tiago Ferreira Lopes, da Universidade Portucalense, no mesmo canal.

Como tenho dito, é possível ter opinião, tomar partido por um dos lados, e ser-se honesto e competente. Há alguns casos, poucos.


segunda-feira, maio 23, 2022

a experiência dos mèrdia (ucranianas XCVIII)

1. Quem já não sabe de cor as "notícias" atiradas pela imprensa, nomeadamente as televisões, a propósito da guerra na Ucrânia? 

Como se fôssemos todos muito analfabetos, carinhas larocas que fazem o lugar de pivôs das estações lançam para uma audiência que supõem igualmente burra e iletrada: "fontes ucranianas avançam que foram destruídos x tanques russos (sempre uma data deles) e mortos não sei quantos soldados". Mas esta nem é a melhor: é particularmente delicioso ouvir coisas como esta: "Segundo o Ministério da Defesa Britânico, o exército russo (...)" (segue-se uma tragédia qualquer). 

2. Entretanto, os negregados militares -- os honestos ou competentes, independentemente  da avaliação que façam -- dizem claramente: a Ucrânia está a perder -- como sucedeu ontem com o coronel Mendes Dias, que assume a sua posição pró-Nato com honestidade, sem deixar de dizer as coisas como elas se lhe afiguram no momento.

Os militares voltam, por isso, na generalidade, e apesar de muto pressionados pela onda propagandística pró-Pentágono, a marcar a diferença ao contrário de uma grande parte dos comentadores e dos jornalistas. 

Já agora, insuspeitos de putinismo, tenho ouvido com agrado Miguel Szymanski (jornalista) e Tiago Ferreira Lopes (especialista em relações internacionais). Ter uma opinião, sem escondê-la dos leitores/espectadores não é incompatível com uma análise honesta.

3. Entretanto, passo pelo café, sintonizado na mtv, uma das muitas dejecções vindas da pátria da democracy, cujas redes transformam em cloacas os domicílios de quem  sintoniza. Certamente partícipe no esforço humanitário projectado por esta galáxia comunicacional, um exibia-se espectáculo ao vivo e em dialecto duma Natalia Przbzbzybzbz, para que fiquemos todos imbuídos do espírito.

4. Claro que dizer que a Ucrânia nunca quis cumprir os Acordos de Minsk ou que preparava, com conveniente assessoria nato, um ataque de Kiev ao Donbass separatista, é coisa que tem de ser dita por um destes majores-generais a quem a vigarice repugna. Mas isso também só existe graças à imprensa livre, que é uma das poucas coisas boas que nos vem de lá. Imagine-se o que seria só termos acesso aos comentários de Raquel Vaz Pinto (ouvir para acreditar) ou do Serafim Saudade da sic?

ucranianas