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sexta-feira, novembro 24, 2023

o amor é forte como a morte

Sempre achei o snobismo uma falha de carácter em que muitos se comprazem, a começar por mim quando, raramente espero, caio na armadilha de ser snob, que horror! Sine nobilitate, sem nobreza, diz-se, certa ou erradamente que está na origem da divertida palavra. Si non è vero...

O snobismo em arte, então, é exasperante -- pobres criaturas que se atabafam a esconder aquilo de que realmente gostam em troca do alarde do que os outros esperam que gostem, que infelizes devem ser nessa vida clandestina que se impõem, Tom Waits pr'aqui, Robert Wyatt (será?) pr'acolá, mas o que lhes faz soltar o pèzinho é o Tony Carreira, a até levam a mãe ao piquenicão do Continente.

Teresa Radice e Stefano Turconi são uma dupla nos fumetti  italianos e também na vida real. O leitor português pôde lê-los nas revistinhas Disney -- as Comix, de boa memória e péssima administração. São orgulhsos autores de histórias do Mickey, do Pato Donald, do Tio Patinhas, etc.; mas são também autores de BD para um público adulto. Sim, com um muito agradável erotismo, mas não é disso que estou a falar. Um livro que li há pouco, Il Porto Proibito -- inédito em Portugal, mas não em Espanha, nem em França -- como és belo, meu Portugal, citando Luís Cília --, uma história de marinharia e amores para além da morte, passada em navios, numa casa de órfãs e num bordel, merecedor de uma exegese que aqui não cabe.


Teresa Radice & Stefano Turconi, Il Porto Proibito

Bao Publishing, Milao, 2015




terça-feira, abril 16, 2013

...e, já agora, também Nuno Camarneiro:

«Entre um Tom Waits rouco e um Sinatra de voz perfeita, prefiro o Tom Waits».

(entrevista na «actual» de último Expresso)

a propósito do post de ontem (Richard Thompson), com ressalva minha a propósito do longo percurso de Frank Sinatra, nem sempre uma contrafacção de si próprio.