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sábado, maio 17, 2025

as 2-razões-2 por que vou voltar a votar no PCP/CDU este ano

Como sempre, continuo a votar onde e em quem me apetece; como no ano passado, volto a votar nos mesmos e pela mesmíssimas razões. São elas:

1. A posição do PCP em relação à Guerra da Ucrânia, entre a Rússia e (parece que ainda) os Estados Unidos. Posição moderadíssima, aliás, que tem a grande virtude de não tolerar que Portugal seja nesta questão mais um verbo de encher, ao contrário dos outros partidos todos com assento no Parlamento, do do "nacionalista" Ventura ao do sofista Tavares.

2. Gosto de votar e que o meu possa ter influência, o que várias vezes não sucede. Há uma ano votei na CDU para ajudar a eleger António Filipe, número dois por Lisboa. O último ano mostrou como a Assembleia da República se degradou com a eleição dos candidatos do Chega. Nunca como agora o Parlamento precisou tanto de bons parlamentares. E António Filipe é dos melhores. 

E é isto

domingo, março 09, 2025

serviço público: "Portugal à deriva na tempestade -- quatro notas de leitura" (Viriato Soromenho Marques)

"Nem os fanáticos que queriam declarar guerra ao império britânico, na sequência do Ultimato de 1890, nem o furioso Afonso Costa, colocando Lisboa a ferro e fogo em maio de 1915 para enviar, por decisão unilateral, milhares de soldados analfabetos para a Flandres, se comparam à façanha do mesquinho consenso nacional que vai de António Costa a Rui Tavares, numa contemporânea demonstração da veracidade da tese de Unamuno que considerava ser Portugal um país de suicidas."

aqui

quarta-feira, julho 17, 2024

não ocorreram as palavras 'Ucrânia' e 'Palestina' no discurso de Montenegro,

notou Rui Tavares, padecente de antiputinismo primário e americanismo suspeito ("defender a Ucrânia!, não é?). Não fala o PM na Ucrânia, a não ser indirectamente, porque sabe que esta é um buraco onde nos deixámos meter, e de onde sairemos sempre derrotados, com ou sem guerra com a Rússia -- aliás a dimensão da derrota do Ocidente, não havendo uma guerra de destruição mútua assegurada, só irá depender da generosidade, boa-vontade e dos interesses da Rússia, se tiver uma posição mais ou menos maximalista, e também, é claro de quem for e como se comportar o interlocutor em Washington.. Só me aborrecem os cobardes que sabem isso e não o dizem. 

E não fala na Palestina, certamente por vergonha e para não desagradar aos americanos.

quarta-feira, fevereiro 14, 2024

os debatentes, so far e até agora

Pedro Nuno Santos - parece que ainda não encontrou largueza suficiente para este estúpido modelo comprimido de entrevistas paralelas.

Luís Montenegro - Bastante melhor do que estava á espera, especialmente quando fez gato-sapato do pobre Ventura, e com visível gozo. Ri-me.

André Ventura - Excrescência. Não serve para nada, a não ser excitar o medo e os instintos primários da populaça -- só a populaça vota no Chega (populaça, independentemente do estatuto social que tenham).

Rui Rocha - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Mariana Mortágua.

Paulo Raimundo - Melhora o desempenho de debate para debate. Dicção a melhorar também. O debate com Tavares foi o melhor até agora.

Mariana Mortágua - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Rui Rocha. No final do confronto com Ventura, deixou-se afogar pela bruteza do catterpilar, o que não deve causar estranheza. Até para evitar equiparar-se.

Inês Sousa Real - Eloquente, mesmo prejudicada por razões de saúde. Mas no entanto, repetitiva. A ideia de um partido "útil á democracia" é bem sacada.

Rui Tavares - O mais criativo e surpreendente. Tanto, que até alinha com a Nato, quando deveria ser, especialmente em relação à miséria da política da UE, o tal grilo falante que almeja.  Quer a autodeterminação dos povos, mas não se preocupa com os russos do Donbass e da Crimeia, e até se esquece dos catalães. 

sexta-feira, fevereiro 09, 2024

Ainda Mortágua, a Ucrânia e a Nato (ucranianas CCXXII)

Pois, é, pois é... Mariana Mortágua disse no debate com Rui Tavares que é pela autodeterminação dos povos -- e esquece-se dos russos do Donbass, e tudo o que se passou à sua volta para torpedear o problema que ali existe. O BE (tal como o Livre), por omissão, é objectivamente parte da frente organizada pelo imperialismo americano, sem distinguir-se dos restantes, a começar pelo Chega (volto a falar da ignóbil fotografia na Assembleia da República). Não seria obrigada a pôr-se ao lado do imperialismo russo, é certo, mas há uma decência que seria necessário observar, sem fazer o jogo precisamente dos mesmos tipos que no início do século cometeram a chacina do Iraque. É que são os mesmos, sem tirar nem pôr. Como Mortágua não é estúpida, e sabe disto tudo, poderemos sempre cogitar sobre o que faz o Bloco de Esquerda na vanguarda organizada do complexo militar-industrial norte-americano, cujo braço político é o Pentágono. e os títeres, Joe Biden (tão senil que nem o querem julgar) -- Biden, e companhia. 

ui... o "conservador" Tucker Carlson entrevistou Putin, um cartazito no Rato e o "debate" Mortágua-Tavares

* Assim qualificava o rodapé de ontem da cnn, e suponho que o resto dos propagandistas do Pentágono. Mão amiga fez-me chegar a transcrição, (enquanto não podemos ver na net). Hilariante, como Putin fala  da fronteira sul dos Estados Unidos.

* No Rato, um cartazito não sei de que força política: "Ou estás com a Ucrânia, ou estás com Lula." Exactamente, ou quase, porque a Ucrânia, como se tem dito, espécie de Afeganistão da Europa, é um território onde as potências lutam. 

* No frente-a-frente Mariana Mortágua - Rui Tavares, a moderadora pergunta sobre Portugal e a Nato: deve ficar ou sair? Mortágua não tem coragem de afirmar o que quer que seja -- pega e escuda-se na Constituição para não ter que dizer que deve sair; Tavares, à mesma pergunta, também não tem coragem de dizer sim ou não, chuta para canto com a fantasia paupérrima de uma força de defesa europeia, que ele deveria saber e sabe que só existirá com alemães a mandar, franceses cooptados até ver, e todos os outros a obedecer e a servir interesses de terceiros, que é o que sucede agora. Patético.

quarta-feira, janeiro 26, 2022

no domingo vou votar no CDS

 A perseguição de um secretário de estado a duas crianças e à sua família devido à questiúncula da chamada de educação cívica ultrapassou todos os limites da decência, perante a passividade do PM.

Voto no CDS, que assume o compromisso de acabar com esta miséria. Mas se há muito que me separa dos democratas-cristãos e conservadores (eutanásia, privatização da TAP -- um disparate, um partido que se diz de direita alienar um instrumento de soberania --, ou o cheque-ensino, havendo oferta de ensino público -- há também muito que me aproxima, que é o chão comum do demoliberalismo cuja extrema-direita é a IL, os nossos Chicago boys -- e a sua extrema esquerda, a esquerda do PS, onde poderia estar o Livre, se este não estivesse dominado pelo wokismo -- Rui Tavares é, aliás, um dos campeões desse vírus da inteligência.

Mas aproveito o ensejo para não dar apenas um cunho de resistência ao meu voto e afirmá-lo pela positiva, que será a eleição de José Ribeiro e Castro como deputado, um político que pensa pela sua cabeça e autor de um interessante projecto de reforma do sistema eleitoral, que contempla a eleição unipessoal de deputados sem prejudicar a proporcionalidade e a representação dos pequenos partidos na Assembleia da República.

E ainda, se bem que não seja o único (creio que o PCP e o PSD) têm também algo nesse sentido, irá reverter, assim o espero, o Aborto Ortográfico de 1990 -- pelas justas razões de se tratar de uma nódoa em todos os sentidos -- uma das mais grotescas, a substituição de recepção  por receção... -- e não por qualquer chauvinismo primário simetricamente oposto aos provincianos que o fizeram aprovar há trinta e dois anos. 

Eu sei que para a maioria se trata de miudezas, ou sequer lhes atravessa a mona. Pois fiquem-se lá com as mercearias, e façam bom proveito.

quinta-feira, janeiro 13, 2022

os debates: Santos-Ventura; Oliveira-Rio; Figueiredo-Tavares

 André Ventura - Francisco Rodrigues dos Santos. Já se estava à espera. Vários directos nos queixos do quarto pastorinho de Fátima. Não foi k.o., porque o pastorinho fala com Deus.

João Oliveira - Rui Rio. Estiveram ambos muito bem, num debate cordial em que o desacordo era igualmente esperado. Jerónimo foi bem substituído. 


Em tempo: só de manhã me apercebi que também houve debate IL-Livre. Os calendários que correm por aí estão errados.

João Cotrim de Figueiredo - Rui Tavares. Disseram-se coisas linda; com sorte, um deles poderá estar no próximo governo.

terça-feira, janeiro 11, 2022

os debates: Martins-Real; Figueiredo-Rio, Santos-Tavares

Catarina Martins - Inês Sousa Real. Adormeci, mas ainda pude apreciar a resposta de Inês a Catarina, quando esta acusa o PAN de condescender com a direita; e foi bem respondido, embora o Bloco tenha responsabilidade partilhada com o resto da Geringonça.

João Cotrim de Figueiredo - Rui Rio. É verdade, a Iniciativa Liberal é incandescente no seu deslumbramento pelos Chicago Boys. Ainda se fôssemos a Dinamarca... Alguém que lhes explique por que razão a TAP é estratégica para o país, que não pode ser transformado em mercearia às mãos destes contabilistas e gestores.

Francisco Rodrigues dos Santos - Rui Tavares. O debate mais interessante, porque o mais ideológico e pela qualidade dos intervenientes. Tavares, já se sabia; Rodrigues dos Santos tem sido a melhor surpresa desta campanha. Não gostei de ver Tavares a ser habilidoso na questão da famigerada disciplina de Educação Cívica e daquela coisa para a Igualdade de Género, que se transformou num covil do lóbi lgbt; ao contrário, expçlicou muito bem, como já o fizera antes da justeza do alargamento de subsídio de desemprego, em certos casos.

sábado, janeiro 08, 2022

os debates: Costa-Real; Rio-Tavares

 António Costa - Inês Sousa Real. Não foi bem o chá e torradas que se antevia, embora sempre com agradável cordialidade. Inês SR tocou muitíssimo bem em dois pontos que são duas nódoas do governo de Costa: o aeroporto, falando, uma vez mais e claramente, na opção por Beja, exigindo que os estudos de impacto ambiental não sejam selectivos; e a história do lítio, os contratos assinados, a acção do governo e do estado contra as populações. Só por isso, já merecia o meu voto, embora previsivelmente não lho dê.

Rui Rio - Rui Tavares. Onde se mostra que a cordialidade e o respeito não são incompatíveis com o desacordo. Continuo a achar que Rio tem razão quanto ao salário mínimo; tavares explicou bem o modo como excepcionalmente o subsídio de desemprego pode ser atribuído a quem se despeça. 

quinta-feira, janeiro 06, 2022

os debates. Figueiredo-Santos; Martins-Rio; Tavares-Ventura

Francisco Rodrigues dos Santos - João Cotrim de Figueiredo: Um conservador e um liberal. Ficaram as diferenças expostas? Sim, em parte, o que é sempre interessante, embora muito daquilo seja mais retórica que outra coisa. Chicão, mais contundente, levou Cotrim várias vezes ao tapete; e para mim é refrescante ver um conservador que claramente se afirma como tal.

Catarina Martins-Rui Rio. Não há grandes aproximações. Ela é óptima nos debates, ele nem por isso. Ou melhor, não ostenta as habilidades dos demais. O que ganhou no nivelamento por baixo do salário médio perdeu a falar em novas pepepês para a saúde.

André Ventura-Rui Tavares. Nunca vira uma tão boa como o programa de nove páginas do Chega, noves fora, nada. Ao nível do programa para a reforma do estado de Portas, um dossier com letra em corpo 18. Ao programa de nove páginas com que aquela malta pretende governar o país -- imagino o esforço daquelas cabeças -- Ventura responde a Tavares com Sócrates e Salgado. Mas nessa altura a tasca já tinha mudado para a cm-tv.

quarta-feira, janeiro 05, 2022

os debates: Martins-Tavares, Sousa-Costa, Real-Santos

 Catarina Martins - Rui Tavares. Muito cordial, com algumas rasteiras. O mais interessante até ao momento, em especial pelas questões europeias.

António Costa - Jerónimo de Sousa. Suspeitava que Costa não iria "perdoar". E não perdoou.

Francisco Rodrigues dos Santos - Inês Sousa Real. O CDS a cilindrar o PAN.

terça-feira, janeiro 04, 2022

debates: Rio - Ventura

 Devo dizer que adormeci a meio. A eloquência de Rio e o vendedor de banha da cobra. Rio parecia um principiante diante daquele picareta. Catarina Martins melhor ontem que Rio hoje. Aquela do disco riscado foi bem metida. Espero divertir-me a ver o Ventura com o Cotrim e o Chicão. Tavares, espero que aposte na ironia. Costa é um cágado. Real é uma senhora, embora não acredite que se deixe comer pelo caça-ciganos.

segunda-feira, janeiro 03, 2022

DEBATES - Costa -Tavares e Martins - Ventura

António Costa - Rui Tavares. Não foi um debate, mas um comício para cada um em tom cordial, com tentativas de entalanço de parte a parte. Um empate.

Catarina Martins - André Ventura. Não há debate possível. Catarina Martins em geral bem em face do político de taberna: o disco riscado, os ofshores dos gajos que financiam o Chega. Em resumo, uma cena pindérica, para pipocas.

Jerónimo de Sousa recusa o debate com o Ventura. Menos um espectáculo deprimente e degradante, supondo-se a previsível falta de respeito do político que a tasca aprecia.

quarta-feira, novembro 27, 2019

um pouco menos de ruído, se faz favor

Como não há para aí cão, gato ou bicho careta que não fale do Livre, eu que tenho sempre falado, e assinei para a sua formação, direi o seguinte:
1. Votei primeiro no Livre, e depois em Joacine; e assim continuarei, enquanto achar o Livre interessante -- aliás a única coisa que suscita interesse naquele hemiciclo, para além do PCP, por razões meramente históricas (sem menosprezo).
2. Joacine foi para mim uma magnífica surpresa, mesmo com uma visão da História discordante da minha.
3. Joacine enriquece o Livre, portanto faz-lhe falta.
4. Joacine 'precisa' do Livre, pois por muito inteligente, por muito gaga, por muito negra e por muito gira (que o é -- ah, o meu sexismo, impenitente e militante) que seja, é o Livre -- enquanto for o Livre -- que lhe dá brilho. Joacine sem Livre é de menos; Joacine no Berloque, no PC, no PS, seria de menos, e sozinha ainda mais de menos.
5. Ao contrário do que tenho ouvido dizer, o que me interessa no Livre é a forma quase libertária como o partido se estrutura. Apresenta dificuldades? Claro que sim -- é muito mais fácil todos responderem às ordens do dono ou do chefe. O sucesso do Livre prende-se mesmo com esta visão que os comentadores à esquerda criticam; para ser uma réplica dos outros, não me apetece.
6. A piada fácil adeja; deve dar um gozo do caraças gozar com o Rui Tavares e aproveitar para fazer amochar a Joacine, tão saliente, não é verdade? Até o rebotalho dos fedorentos andam a ganhar a vida à conta.
Como votante, e entusiasta do projecto, sugiro mais afinação e menos ruído, senão, não.

terça-feira, abril 23, 2019

LIVRE - fica aí ao lado, até ao dia das eleições


Nota: não sou militante nem candidato a nada, apenas apoio com o meu voto.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Quadratura do Círculo

Nunca percebi por que razão a Quadratura do Círculo se configurou para não passar das meias-tintas, no que respeita à amplitude de visões políticas do seus intervenientes. Recordo-me que o «Flashback», da TSF, e de onde provém a QdoC, começou com Pacheco Pereira, nessa altura uma das figuras mais proeminente do cavaquismo, José Magalhães, então aguerrido deputado do PCP, e Vasco Pulido Valente, tão instável quanto estimulante. A saída de Pulido Valente foi remediada por Miguel Sousa Tavares, durante pouco tempo, depois Nogueira de Brito, e, finalmente, com Lobo Xavier. É já com essa composição, e Magalhães passado para o PS, que o programa se reinventa na televisão, com o nome que o conhecemos.
Estranhei na altura o convite a Jorge Coelho, um homem de aparelho, muito inteligente e eficaz, porém sem grande bagagem intelectual; achei que aquilo se tinha tornado numa coisa institucional e de meias-tintas -- não fosse a progressiva e salutar radicalização  de Pacheco Pereira --, que o convite a António Costa para substituir Coelho mais não fez do que confirmar. Do ponto de vista da troca dos pontos de vista, seria, à partida, mais interessante o "Prova dos 9", da TVI, com Rosas, Silva Pereira e o inefável Rangel, ou o outro lado, na RTP 3, com Rui Tavares, Pedro Adão e Siva, normalmente com grande solidez, e José Eduardo Martins. 
A QdoC mantinha-se, porém, como o meu programa preferido de debate político: o contraste entre um Pacheco Pereira muito incisivo, geralmente indo ao nó dos problemas, fazia um bom contraste com o conservadorismo respeitável de Lobo Xavier, e era em ambos que muitas vezes se polarizava o debate. Jorge Coelho, muitos furos abaixo, em especial de Pacheco Pereira, colmatava essa diferença com performances muito vivas, bulldozer em acção, que nem o atabalhoamento do discurso e os pontapés na garmática detinham.
Desfecho lógico no processo de animalização das televisões privadas, que vão esticando a corda tanto quanto as deixarem. A alternativa deve ser linda, estou curioso por continuar a acompanhar o processo de degradação da baiuca. Divertidas foram as justificações sonsas do director: parece que o programa acaba, aproveitando a mudança de instalações. Brilhante, como tudo o que dali sai. Já agora, podiam acabar com o normalmente pífio «Expresso da meia-noite». Desse sim, ninguém iria sentir-lhe a falta, a começar pela música épica do genérico, tão desajustada que só não vê quem não se enxerga; e os tweets palermas do público em rodapé, que não passa de irritante visual.
Em resumo, mais um passo na poluição comunicacional do espaço público, com todas as consequências que daí advêm.
em tempo: provavelmente, o programa político da nova grelha será esta coisa em forma de assim

terça-feira, novembro 04, 2014

o regresso da Censura

Não sei se o acto de censura na Análise Social terá como causa a inclusão daquela imagem em que os nossos governantes aparecem como marionetas da chancelerina alemã ou se por uma outra imagem ostentar a bonita palavra "caralho". Enfim, preferiria que fosse por esta última razão, pois entre um pé-de-salsa e um subserviente, prefiro o primeiro.
Em Coimbra, o caso é ainda mais grave. Leio no que os alunos da Faculdade de Direito em vez de se portarem como os anormais das praxes (e praxes, apesar de tudo, só em Coimbra...), resolveram organizar um debate cujo título era esta obscenidade: "Haverá espaço para a ideologia no mundo actual?", discussão com Pedro Mexia e Rui Tavares, duas das pessoas que melhor e mais articuladamente escrevem no espaço público. Pois a criatura que está director daquela Faculdade diz que a mesma "não pode ser um palco para "este tipo de debates" (sic).  
Como é que uma nulidade destas pode ser professor e director duma Faculdade de Direito? Até na Faculdade de Veterinária um debate destes teria sentido. Uma universidade, todas as suas faculdades, devem ser locais de aprendizagem, debate e reflexão. Haver um indivíduo que se arroga o direito (!) de exercer censura utilizando um argumento imbecil, diz muito da nossa degradção cívica e cultural.