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quinta-feira, setembro 03, 2020

se pudesse, iria todos os anos e todos os dias à Festa do Avante!

Está-se lá muitíssimo bem, digo eu que nunca fui do partido. A música, o que mais me movia, estava a cargo do grande Ruben de Carvalho. Ainda tenho um Close to the Edge que lá comprei. Até eu já lá estive à venda, o que muito me honrou, em postura crítica, aliás, mas indesmentida.
Porém, não posso: tenho a praia e a Feira do Livro. tudo covid free, como se sabe.
Para o resto de peditório, não dou.

terça-feira, junho 18, 2019

o dever de registar

Não tive o benefício de conhecer Ruben de Carvalho, embora lhe deva alguns momentos da minha vida de Baden Powell aos Dexy's Midnight Runners, passando pela única ocasião em que vi cantar o Adriano Correia de Oliveira, único e inexcedível. Tive algum pudor em escrever mais um obituário, mas ontem ao deitar-me, ouvi-o nas suas «Crónicas da Idade Mídia», num programa que creio não ser repetição, antes um póstumo... E falava do Pete Seeger, que também trouxe, e que vi no velho Pavilhão dos Desportos (no Ao Vivo em Lisboa também lá está gravada a minha voz a entoar o We Shall Overcome e o Guantanamera) -- falava do Pete Seeger com uma fluência, um gosto e um saber que saboreei como se fora a primeira vez que o ouvisse. E, portanto, resolvi deixar-me de pruridos sem sentido; e já que de dívida se trata, de mim para com ele sem que nos conhecêssemos, aqui cumpro para comigo mesmo o meu dever de registar.


(imagem daqui)