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segunda-feira, junho 02, 2025

debate sobre o controlo da comunicação e das mentes, a propósito da Guerra da Ucrânia -- é claro que vou!

Haverá uma jornalista a moderar, e ainda bem, pois jornalismo é coisa que raramente se viu até agora -- pelo contrário: impreparação, ignorância, desleixo, descaso, mediocridade crassa, enfim. No liceu, tive uma cadeira chamada 'Iniciação ao Jornalismo'. Aí aprendi que o jornalismo deve, por exemplo, reportar ambos os lados de um conflito. Alguém, com excepção de um free lancer, mandou uma equipa de jornalistas ao outro lado?, alguém ouviu os habitantes da Crimeia, do Donbass? A RTP, televisão do estado, é gritante: enviou para Kiev um lamentável pé de microfone da propaganda americana, chamado Cândida Pinto; correu com o rebarbativo Raul Cunha, demasiado inconveniente; convida Agostinho Costa quando o rei faz anos; foram preciso quase três anos de guerra para que uma das vozes mais cultas, críticas e lúcidas (o grande problema é mesmo ignorância e boçalidade cultural) do espaço público, como Viriato Soromenho-Marques, fosse dizer qualquer coisa à RTP, e primeiramente a propósito de outro assunto (as eleições americanas); Carlos matos Gomes, um militar que foi um intelectual esplêndido, além de romancista de alto coturno, nunca lá pôs os pés, que eu saiba (a não ser para falar sobre a Guerra Colonial); Pezarat Correia nunca aparece. Em geral, quem aparece são uns marrões que seguiram a carreira académica, atrasos de vida que lêem imensos papers, lixo igual ao que produzem, ou então não percebem nada do que lhes passa debaixo dos olhos. A generalidade das estações de notícias (a sic e a grotesca parelha Rogeiro-Milhazes, ou a falcoa Vaz Pinto), exceptuando a cnn-Portugal, valha-nos deus, apesar do humorista Botelho Moniz e da inefável Soller, entre tantas outras personagens da carnavalização do comentário geopolítico). Da imprensa escrita e radiofónica, nem se fala. 

Por isso, vou fazer o sacrifício de pegar em mim e ir de Cascais a Lisboa -- talvez fique a perceber por que razão o que nos é vendido como jornalismo não passa da negação do próprio jornalismo.




quinta-feira, agosto 10, 2023

guerra da Ucrània: neo-realistas e Escola de Cavez (ucranianas CCII)

 Há a escola neo-realista (curioso nome), de que se reivindica Carlos Branco. Suponho que os comentários de Agostinho Costa, Mendes Dias, Raul Cunha poderáo com nuances ser ali encaixados. Nao sendo especialista, vejo neste comentário de Godfrey Bloom, ou nas abordagens de Douglas McGregor ou, mais parciais e entusiasmado com o lado russo, Scott Ritter, esse tipo de análise que nºao embarca em mentiras e fantasias.

Há depois a Escola de Cavez, onde bebem todas as lívias e raquéis, todos os gaspares e armandos das relaçoes internacionais (sempre com as honrosas excepçoes); e que é também a que formata, permeia e impregna o Governo, do ministro Cravinho ao pm Costa, sem esquecer o Presidente Marcelo -- que tarda a levar o Penduricalho da Liberdade a Kiev --, o que nºao devemos levar a mal, uma vez que ele é mais constitucionalismo e táctica; geopolítica e estratégia residem noutro departamento.

quinta-feira, março 31, 2022

sobre a guerra, os que oiço ou leio com atenção (ucranianas LVI)

 Susceptível de actualização ou correcção, os comentadores que vale a pena ouvir -- mesmo alguns mais alinhados com a Nato, ou mais anti-russos -- porque informados -- e inteligentemente prudentes:

militares: Agostinho Costa, Arnaut Moreira, Carlos Branco, Mendes Dias, Raul Cunha.

académicos: Filipe Vasconcelos Romão, Miguel Monjardino, Sónia Sénica.

jornalistas: Ana de Freitas (pivô incomparável da SIC); José Manuel Rosendo (RTP).

ucranianas


quinta-feira, março 03, 2022

Santos Silva andou os últimos oito anos a dormir na forma e só agora acordou para o Direito Internacional (ucranianas XXXII)

A censura do canal russo RT deve ter um efeito praticamente nulo, uma vez que por cá será ser visto por meia dúzia de gatos. Eu, que de vez em quando por lá passava, tentei evitá-lo nesta altura. Já me basta o banho de propaganda que levo diariamente destes anormais, embora a RT seja um canal noticioso muito bem feito, mesmo do ponto de vista jornalístico; mas era obviamente um canal do estado russo. No que respeita a propaganda, porém, a CNN internacional não lhe fica atrás. (Quem ache que a CNN original é algum modelo de jornalismo, não tem noção.)

Esta decisão de impedir o acesso ao canal só conspurca quem a tomou, a UE transformada em braço político da NATO e conivente com os americanos, esses sonsos.

Portantos é assim: martelar no desequilíbrio mental do Putin aos mísseis russos em parques infantis e o número de crianças mortas, a culminar nos crimes de guerra e da acção do tpi (boa piada), há muito por onde escolher para encarreirar a manada.

É deveras engraçado que durante a 2.ª Guerra do Iraque (estive na manifestação em Lisboa contra ela), nunca ouvi falar em mortes de crianças. Talvez por duas grandes razões: ou porque eram árabes, e o Ocidente se está nas tintas para essa escarumba, ou então pela razão óbvia de os mísseis americanos bombardearem mais branco.

Com a opinião pública internacional bem dirigida e condicionada, depois de a maior parte dos seus governos terem sido parte activa, cúmplices ou indiferentes relativamente à situação a que se chegou, poderiam ter feito o número da superioridade das sociedades liberais. O meu receio é que deixem de convidar os militares, que na maior parte são os que sabem analisar o que está a acontecer. Vejam no jornal da RTP3, edição das 9 (2 de Março), mais uma vez o major-general Raul Cunha, um entre vários que sabe do que fala, sem precisar de ser amigo do Putin.

E por falar em sonsos, de cada vez que o Santos Silva abre a boca, sai asneira.

as ucranianas

sábado, fevereiro 26, 2022

milhões, reconstituições, provocações

1. Milhões.  Seiscentos milhões de dólares em armamento vendidos pelos Estados Unidos à Ucrânia, afirmou o major-general Raul Cunha, no telejornal das nove horas da RTP3, entre outras coisas esplêndidas de se ouvir. No mesmo canal, mais tarde, o jornalista Miguel Szymansky fala em cinco mil milhões de dólares ($5.000.000.000) que a Ucrânia pagou a países como os Estados Unidos, a França e já não me lembro quantos mais na aquisição de armamento -- certamente alimentando expectativas de uma integração na NATO. Isto poderia explicar a reacção descabelada da aliança e também da UE, lamentavelmente, no que pode parecer má consciência, se estes abutres tivessem consciência.

2. Reconstituições. A última idiotice veiculada pelo inenarrável Biden é a de que a Rússia pretende reconstituir a União Soviética. Sem mais nem menos. Que eles são ignorantes e superficiais, é um facto; rapaces também. Reconstituir a URSS, está-se mesmo a ver. O melhor era ter começado logo pelos estados bálticos, poupava-se tempo e começava-se já a III Guerra Mundial.

3. Provocações. A NATO convidou a Finlândia e a Suécia a participar na reunião de líderes; dois países neutrais. A Finlândia depois de derrotar os soviéticos no Inverno de 1940 conseguiu negociar um estatuto de neutralidade e ser deixada em paz. Foi assim que atravessou toda a Guerra Fria, livre e próspera. Como a situação não é suficiente complicada, toca a adensá-la. Brilhante.