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quarta-feira, dezembro 18, 2024

ucraniana CCLXXIII - armas químicas... 'esqueceram-se' de mostrar os ataques e as respectivas vítimas das armas químicas russas, ou de como o perigo das provocações continua à espreita

O general que ontem foi morto num atentado em Moscovo, segundo os me(r)dia, era  o responsável pelo arsenal de armas químicas e outras proibidíssimas -- embora hoje, na TSF, já fosse apresentado como o primeiro responsável pelo dispositivo nuclear...

Pode ser que a minha memória esteja a falhar, mas não me lembro, para além dos ataques com fósforo branco, usado por ambas as parte e cuja utilização é proibida sobre áreas civis -- não me lembro sequer de acções de propaganda encenada a este respeito. O que significa que não terá mesmo acontecido. O que teria sido, na chamada guerra comunicacional, se soldados ou civis ucranianos tivessem sofrido um ataque dessa natureza?...

Até à tomada de posse da nova administração -- que não sabemos bem o que será, pesem todas as declarações -- Zelensky e outros agentes do complexo militar-industrial norte-americano tudo farão para nos envolver numa guerra. Para isso contam com 

1) alguns militares e comentadores dispostos a fazerem o serviço;

2) a pulhice mentirosa e medíocre dos dirigentes da UE e da maior parte dos governos europeus;

3) o atavismo histórico aterrorizado de polacos e bálticos.

Eu só espero que os russos mantenham nervos de aço e resistam às provocações; que a opinião pública ocidental esteja atenta e perceba como é manobrada por canalhas e cobardes; e que continue a não ligar nenhuma ao pseudojornalismo de meia-tigela. Já aqui gabei os pobres generais Agostinho Costa e Carlos Branco, cuja infinitamente paciência é sistematicamente posta à prova por burrinhas e burrinhos (ainda este Domingo, ao fim da noite...) Neste aspecto, o coronel Mendes Dias, que sabe muito mas compromete-se menos, desarma-os com eficácia, principalmente quando começa a falar de Napoleão para trás...; mas há outros, como, por exemplo, o major-general Vítor Viana, em canais diferentes. Estes últimos sempre se apresentaram alinhados com a posição ocidental, aliás como o general Pinto Ramalho, mas com algum ou muito sentido crítico. É a diferença entre a seriedade e a falcoaria, o charlatanismo académico e o "jornalismo" para iletrados.

PS - Nem de propósito, uma bela caracterização destes criaturos:  "há toda uma dança mediática realizada por mentirosos profissionais, ironicamente chamados de “jornalistas”, cuja principal tarefa é lubrificar as mentiras mais espinhosas para que ainda sejam engolidas." (Aqui)

quarta-feira, novembro 13, 2024

ucraniana CCLXVII - com a Ucrânia à beira da capitulação, os amigos do Zelensky já têm chiliques em directo

Parei excepcionalmente na sic-notícias, falava o general Pinto Ramalho, a quem já ouvira abordagens sérias a respeito desta guerra. Era raro vê-lo, especialmente porque tinha em frente ou ao lado uma diversificada cópia de comentadores, entre o oportunista, o ignorante e o asno. Hoje, diante de um alucinado que já só faltava ele próprio envergar o uniforme e ir de armas na mão combater os russos na Ucrânia -- está-se mesmo a ver --, o pobre do general, certamente confuso pela insânia ao vivo -- diz que é para a defesa do mundo livre, claro que foi isso mesmo que os americanos andaram a fazer o belo trabalho dos últimos anos, a trabalhar pelo mundo livre, como é seu timbre... --, diante de tanto espasmo bélico, apoiado em camadas grossas de mistificação ou ignorância de académico marrão -- resolveu pôr fim à função, recusando-se continuar a debater.

E a débâcle ucraniana só agora se começa a ver, pese a desinformação continuar abundante. Grotesco de se assistir, mas vamos ter espectáculos destes nos próximos tempos.

quarta-feira, maio 18, 2022

o milagre da transformação da rendição em retirada (ucranianas XCV)

Rendição. Todos vimos a rendição de tropa ucraniana aos soldados russos, vindos dos estaleiros em Mariupol.  Tropa essa que seguiu para território ocupado pela Rússia. Que as autoridades ucranianas e aliados tivesse querido minimizar a derrota, falando em retirada em vez de rendição, estão no seu papel, compreende-se. Que as televisões embarquem na propaganda, não espanta, tem sido sempre esse o seu papel, pelas razões que tenho aduzido. Felizmente há os militares, que não estão, na sua maioria para se prestar ao jogo sujo, não se deixam utilizar nem se intimidam com a pressão analfabeta das "redes"..., e falam no óbvio, que toda a gente viu: a rendição. Além de Agostinho Costa e Carlos Branco, que se dão ao respeito, respeitando que os escuta, também o general Pinto Ramalho, ex-CEME, se referiu à rendição. Claro que também ouvi o historiador António José Telo a dizer parvoíces, sustentando de que não, de modo algum, não se tratava de uma rendição mas do cumprimento de instruções superiores. Eu já o tinha ouvido delirante falando na resistência heróica deste pessoal. Descontando o facto de quererem salvar a pele, pois há contas a ajustar relativas a 2014, o heroísmo está todo na cabeça de Telo. E essa das instruções superiores que terão recebido, é de rir. Instruções superiores para se entregarem ao inimigo que nome tem? Não é rendição?

"Heróis da Ucrânia". Ainda mais branqueados os neo-nazis do Batalhão de Azov, agora transformados em heróis da Ucrânia. Claro que os americanos e os seus homens de mão não têm escrúpulos. Mas fazer desta tropa fandanga heróis (o heroísmo foi o de se barricarem nos estaleiros, apesar de tudo), vem até dar razão ao Putin: que raio de país este que faz dos neo-nazis heróis... Claro que a maioria dos ucranianos não é nazi, até pelo que sofreram na II Guerra Mundial. Mas que eles estão ao serviço do Pentágono, e dos agentes que estão no governo da Ucrânia, lá isso...

O interesse da Europa. Pinto Ramalho foi, aliás, claríssimo no que respeita ao interesses da Europa, que não são exactamente os mesmos dos Estados Unidos, criticando aquele ímpeto anglo-americano exortativo: a Ucrânia vai ganhar a guerra. Talvez já não seja até ao último ucraniano, como planeado, mas até ao último europeu. Os militares já viram o filme todo há que tempos, e porque estudam e sabem, sem andarem a mandar bocas nas "redes", são os mais preocupados.

Derrota estratégica. O ministro João Gomes Cravinho, a propósito do pedido de adesão da Finlândia e da Suécia à Nato, afirmou que a Rússia sofrera uma derrota estratégica. É indesmentível. Mais uma razão para não deixar a Ucrânia na mão dos americanos, como estava até aqui. Portanto, para já, meia derrota.

terça-feira, novembro 22, 2005

JornaL

1) E de repente, o Ariel Sharon torna-se(-me) personagem mais simpática. Será para durar?
2) Tomé Pinto em entrevista a Adelino Gomes, a propósito dos 30 anos do 25 de Novembro: «Quando se dá a ocupação das bases [aéreas], estamos num período insurreccional. Alguém sugere que se chame o Ramalho Eanes [.] Este diz a Costa Gomes que tem um grupo de oficiais que podiam tomar conta da situação. "Quem são"? Ele respondeu: "Estão comigo, eu sei quem é que são." Mas não revelou os nomes e ainda bem. O Presidente disse: "Então avance." Além dos Comandos, nós tínhamos outra unidade, muito esquecida, que é [o Regimento de Cavalaria de ] Estremoz. [...] Mas a primeira unidade que avançou não foi nenhuma destas, mas sim o CIAAC [de Cascais] do capitão Pinto Ramalho, hoje general. Foram de lá os primeiros pelotões a avançar.»