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sexta-feira, julho 29, 2022

para não se dizer que não falei do Abrunhosa (ucranianas CXV)

1. Sou sempre a favor do indivíduo e contra o Estado, em especial em matéria de discurso.

2. Quando alguém insulta um qualquer representante do Poder, está a insultar esse mesmo Poder, o que é sempre salutar, e não necessariamente o homem que transitoriamente ocupa o cargo.

[Não me esqueço dum entrevista de João César Monteiro, em que afirmou que quando ouvia um juiz dizer "Levante-se o réu", a ele apetecia retorquir: "Levante-se você, seu filho da puta!»]

3. O Abrunhosa é limitado. Não percebe que esta guerra transcende o Putin, nem sabe ou quer saber o papel dos Estados Unidos. Deve comer também a papa toda que lhe põem à frente.

4. Ele lá sabe a figura que faz e estou-me-lhe nas tintas. Não tenho, nunca tive e duvido que alguma vez venha a ter um disco do artista Abrunhosa, que subiu na vida a dizer caralhadas e a fazer música para as costureirinhas de hoje. 

5. A embaixada russa deveria ter-lhe ignorado as emanações bucais. Está a dar-lhe gás, que tanta falta faz ao aos países da UE, servis da estratégia dos americanos. Embora por cá se diga que quem não se sente não é filho de boa gente, o povo também diz que vozes de burro...