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quinta-feira, fevereiro 20, 2025

4 versos de Sebastião da Gama

«Que não há rio nem rua nem montanha / nem floresta nem prado nem jardim / nem pensamento algum nem livro algum / em que não me apareças, sorridente.» 

«Obsessão», Pelo Sonho É que Vamos (póst. 1953)

terça-feira, dezembro 31, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Não conto. Não digo. / Comigo te guardo. / Assim tu, ó estrela, / me guardes contigo...» 

«Madrigal a uma estrela», Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

segunda-feira, dezembro 16, 2024

1 verso de Sebastião da Gama

 «Partimos. Vamos. Somos.» 

«O sonho», Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

quarta-feira, outubro 02, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Um vento manso traz o aroma das cidades. // E eis que a cidade toda é um presépio. / Ouve-se a tropeada dos camelos, / o riso dos pastores...»

«Crepuscular» Pelo Sonho É que Vamos (póst. 1953)

segunda-feira, julho 29, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

 «Em tudo, ó Companheira, / a nossa casa é bem a nossa casa.»

Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

segunda-feira, julho 22, 2024

1 verso de Sebastião da Gama

«Tenho-te onde estou.» 

Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

sexta-feira, junho 28, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

«--Trago-te no dedo / num anel que trago» 

Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

quinta-feira, junho 06, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Ó meu Amor, cheia da graça / que a um tempo sobre os dois desce, / nas horas pagas a desgosto / ganhámos esta que não passa.» Pelo Sonho É que Vamos (post., 1953)

terça-feira, maio 21, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

«Nosso é o Mar. Nosso e renosso. / Pla dor, pla teimosia, pela esperança.» Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

segunda-feira, maio 13, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

 «Nunca o Amor foi breve, / quando deu fruto.» Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

domingo, abril 28, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Pecado, Amor? Pecado fora apenas / não fazer do pecado / a força que nos ligue e nos obrigue / a lutar lado a lado.» Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

terça-feira, abril 16, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

«Tão alegre este Sol! Há Deus. (Tivera-O eu negado / antes do Sol, não duvidava agora).»  Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

quinta-feira, fevereiro 29, 2024

colagens

«Janela fechada»

«Tua gruta, Vesúvio» 

«Um pouco de poesia»


1, Sebastião da Gama

2. Dick Hard

3. António Jacinto


segunda-feira, setembro 25, 2023

antologia improvável #511 - Sebastião da Gama


PRESÉPIO


Nuzinho sobre as palhas,

nuzinho -- e em Dezembro!

Que pintores tão cruéis,

Menino, te pintaram!


O calor do seu corpo

pra que o quer tua Mãe?

Tão cruéis os pintores!

(Tão injustos contigo, 

Senhora!)


Só a vaca e a mula

com seu bafo te aquecem...


-- Quem as pôs na pintura?

Pelo Sonho É que Vamos, (post., 1953)

sábado, setembro 22, 2018

«A pasta dos desenhos a mesa de uma única gaveta / cartas cordéis rasgadas fotografias.» João Miguel Fernandes Jorge, O Regresso dos Remadores (1982)

«Dentro de mim é Som: o eco longo / de uma nota sem fim e sem começo.» Sebastião da Gama, «Harpa», Serra-Mãe (1942)

«O poema nasce da atenção / ao esplendor / das ínfimas coisas: a porta / branca, um cântaro vermelho / a luz excessiva do estio.» Fernando Jorge Fabião, Nascente da Sede (2000)

quinta-feira, julho 26, 2018

«A corda tensa que eu sou, / o Senhor Deus é quem / a faz vibrar...» Sebastião da Gama, Serra-Mãe (1945

Por enquanto mais nada, senão / o torvo tinir dos talheres / no banquete da morte impossível.» Rui Knopfli, «Lírica para uma ave», O País dos Outros (1959)

«Uma rapariga tem sempre a sua música / leva o dinheiro apertado num saco bordado / o retrato da amada na outra mão.» João Miguel Fernandes Jorge, O Regresso dos Remadores (1982)

quinta-feira, abril 26, 2018

«Depois da chuva o Sol -- a graça.» Sebastião da Gama, «Poesia depois da chuva», Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

«Palavras, substância, ideia, / persistentes e danosos vermes / da memória, em várias chamas / variamente ardendo, com sôfrega / raiva vos devoro.» Rui Knopfli, «Tradição», O Corpo de Athena (1984)

«O amor, a própria morte nos aumenta / Sua luz obscura -- que nos alimenta.» Alberto de Lacerda, Átrio (1997)

sexta-feira, abril 20, 2018

«Todo o Verão tem a sua sombra / a sua pequena morte / homens lentos nas adegas / (poços de frescura / imaginam ofícios sublimes, / presságios / pequenas conjuras» Fernando Jorge Fabião, Na Orla da Tinta (2001)

«Viesses tu, Poesia, / e o mais estava certo.» Sebastião da Gama, «Viesses tu, Poesia», Pelo Sonho É que Vamos (1953, póst.)

«Só no silêncio a vida se descobre.» Alexandre Dáskalos, Poesia (1961, póst.)

terça-feira, abril 17, 2018

«O que mais me inquieta, Senhor, / é não ter a certeza, / ou mais ter a certeza de não valer a pena, / é partir já vencido para outro mundo igual.» Pedro Tamen, «Noé», Analogia e Dedos (2006)

«Nenhum inferno é maior do que a voz traída / e nenhum bem vale o da sua integridade.» Rui Knopfli, O Corpo de Athena (1984)

«Mocinha escondida / por trás da janela / -- quanto mais não vale / a rosa encarnada / que a rosa amarela!...» Sebastião da Gama, «Janelas de Estremoz», Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953) 

terça-feira, setembro 03, 2013

Antologia Improvável -- Júlio Evangelista

ARRÁBIDA

O vento bate na face
De quem sobe àquela serra.
Vento que por ali erra
Bate na face a quem passe
Perto do cimo da serra.

Bate forte, o vento forte,
Chicoteando com força,
Ao vir das bandas do norte,
Chicoteando com força,
Dono da serra e da morte.

Consente, vento, que eu passe
Pelo alto desta serra
E não me batas na face
Porque, se mais não bastasse,
Basta eu ser da tua terra.

Não grites assim tão forte
Nem te exaltes contra mim,
Porque eu também sou do norte:
Donde tu vens, também vim,
Vento que ventas do norte.

Venho ver frei Agostinho;
Trazer ao Frade saudades
Das verdes terras do Minho:
Venho falar de saudades
Com o Poeta Agostinho.

Morreu o Sebastião
Que lhe falava, falava,
Das coisas do coração.
E o frade está desolado
Era quase como um irmão!...

Ele mora ali em cima
E a conversa não demora.
Venho falar-lhe do Lima,
Venho falar-lhe de Ponte,
E outras coisas que ele ignora.

Regresso depois ao Minho,
Vento que sopras do norte
E guardas Frei Agostinho.
Se um dia quiser recados,
Traze-los tu, vento norte?


Arrábida, 8/3/53


António Mateus Vilhena e Daniel Pires,
A Serra da Arrábida na Poesia Portuguesa