Tribunal constitucional anula resultados das eleições presidenciais na Roménia. O TikTok, não é?... Eu acho que parece mais o estertor do liberalismo, aqui e ali, tomado que foi, à direita e à esquerda, pelo rapinanço capitalista. De Blair a Sarkozy, de Hollande a Boris Johnson, de Macron a Starmer -- o que são estes gajos senão bonecos? Claro que as interferências não terão faltado, não sejamos ingénuos; mas anula-se umas presidenciais num país como a Roménia por causa do tiktok, como se fosse um bantustão ou uma república das banas?... Pelos vistos é. Tenha sido condicionado pelas redes sociais, ou estejamos a assistir um golpe do seu TC, o país fica mesmo mal no retrato. Depois do facínora ridículo que foi Ceausescu, o país do Mircea Eliade merecia melhor.
sexta-feira, dezembro 06, 2024
quinta-feira, fevereiro 29, 2024
ucraniana CCXXVIII - ainda o inqualificável Macron e um recado de Putin, para ele e para os outros
Nós já sabíamos, de há muito, que a Europa é tragicamente governada por aprendizes de feiticeiro e impostores. Macron é apenas mais um da linhagem inaugurada por Sarkozy e continuada por Hollande. Mas se pensarmos bem, de Aznar a Pedro Sánchez, ou de Blair a Boris Johnson, entre muito outros cadastrados, o Velho Continente muito tem enfraquecido e infligido sofrimento a terceiros por esse mundo além. Olha-se para Putin e compara-se com estes desmunidos e é todo um abismo que se cava. (Veja-se a forma como reage ao truão hexagonal.)
Já sei o que vão dizer do russo, e francamente estou-me nas tintas. Porque me hei-de preocupar com o modo como Putin governa a Rússia, se entre nós temos à cabeça dos estados os mais inqualificáveis bandalhos? Poderia acrescentar muito mais àquela lista sórdida. Como dizia ontem o comandante Farinazzo, Macron "é um nada" -- porém é um nada que reúne 31 chefes de estado e de governo para pôr-se em bicos de pés. Eu, se estivesse lugar de Marcelo, atribuiria de imediato a Ordem da Liberdade ao cidadão que enfiou uma chapada neste idiota perigoso.
Em tempo: a estratégia propagandística dos peões do Pentágono : a ameaça de um ataque da Rússia a países da Nato. Qualquer pessoa informada rir-se-ia; no entanto, a vasta maioria da população não faz a mínima ideia, e precisa de ser condicionada pelas nossas queridas "democracias liberais" da ameaça do lobo, que é neste caso um urso. Fá-lo a liderança ucraniana, repetem-no estes indigentes europeus, que acham que podem derrotar a Rússia, mas na realidade condenando a Ucrânia à destruição e ao seu provável desaparecimento enquanto estado.
sexta-feira, março 23, 2018
Putin e a iguana
quinta-feira, agosto 25, 2016
'Burquíni': parvoiçadas
parvoiçada 1: o próprio nome das coisa: o vazio da coisa, reproduzido gulosamente pelo jornalismo trendy e analfabeto.
p. 2: dizer que se trata de uma manifestação religiosa:
2.1. - não trata. Tanto quanto julgo saber, nada há no Corão que imponha que uma mulher cubra a cabeça: nem o tchador, muito menos o niqab ou a burka. É uma mera manifestação cultural que secundariza a mulher.
2,2, - ainda que o fosse, as sociedades laicas devem combater e impedir tudo que seja abusivo, quer para os indivíduos, quer no espaço público. Se turistas bororós quiserem comer ritualmente alguém da sua nação, não o devemos permitir porque é cultural e religioso. Sarkozy fez muito bem em impedir que o pessoal ocupasse os passeios quando tinham de orar para Meca. Orem nas mesquitas, e não chateiem. E para não se dizer que sou islamofóbico (apodo facilmente demagógico e preguiçoso); quem me conhece, sabe que vocifero contra o abuso da igreja católica, no Norte do país, que impinge gravações sineiras do A 13 de Maio na Cova da Iria -- uma intromissão abusiva no meu sossego. Portanto: islamofóbico? Bardamerda.
2.3. Falando em demagogia barata: comparar a obrigação de cobrir a cabeça com a mera ostentação de um fio com um crucifixo é completamente desonesto.
3. A estupidez sem nome de dizer que se trata da liberdade de cada um vestir o que quiser. É claro que não trata, mas de uma imposição do 'chefe de família' Exceptuando alguns casos de mulheres, normalmente instruídas e articuladas, para o qual o hábito é um statement político ou as pobres mulheres que julgam que tem mesmo de ser assim, as muçulmanas usam-no por pressão social ou imposição familiar.
4. O delírio da demagogia, que vem sendo repetido: a de as nossas avós (pelo menos as avós populares) usarem uma coisa parecida. Rico exemplo. Era no tempo em que a mulher era uma cidadã de segunda, não lhe sendo permitido votar, nem deslocar-se ao estrangeiro sem a permissão do marido, entre outras coisas tão naturais e culturais.
5. quando não há mais argumentos, fala-se na reacção xenófoba de franceses nas praias ou, admito, de insensibilidade da polícia. Pois, só que a questão não é essa. Que os franceses (generalização abusiva minha...) são racistas, xenófobos, etc., sabem-no os emigrantes, como o souberam os judeus que Vichy mandou deportar sem que a Alemanha nazi o exigisse (a Itália fascista ou a Hungria de Horthy, não o fizeram).
Sobre este assunto, para além das próprias, que infeliz e generalizadamente, não têm liberdade para se manifestarem e decidir, só me importa a opinião das feministas. Se aparecer alguma a defender a coisa, prometo analisar os argumentos.