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segunda-feira, março 16, 2026

cada cavadela, cada minhoca -- são uma anedota estes americanos

Depois de acharem que poderiam não só derrotar como partir a Rússia aos bocados, usando os neonazis que tomaram conta da Ucrânia ocidental --, estes nabos em Washington viraram-se para o Irão (bem manipulados por Netanyahu), crendo que os aiatolas eram palhaços do tipo Maduro, e que a velha Pérsia, com milénios em cima e habituados a bater-se contra gregos, romanos, mongóis, otomanos e russos, iriam facilitar e não vender cara a pele.

E de tal maneira, que Trump já está em pânico de poder atolar-se ali, tendo começado a coagir os idiotas úteis da Europa e arredores, que tão prestimosos foram para com a administração alegadamente liderada pelo senil que o antecedeu.

Veremos se com tanta cordura solidária para com o nosso grande vizinho, ainda não seremos obrigados a enviar uma fragata -- afinal não somos da raça de Albuquerque, o Terríbil?...


(em tempo:
Rangel disse que não temos nada que ver com aquilo;
o que vale é que Trump, segundo ele, só estava a testar os europeus...)

terça-feira, janeiro 06, 2026

JornaL

Como a adversidade torna as pessoas frágeis e mais humanas. Os pulsos atados, a farda prisional, a dificuldade em mover-se, a mulher nas mesmas condições. Tenho pena do Maduro? Nenhuma. Gosto de ver o homem diminuído? Nada.

Gosto, isso sim, da Dinamarca, a pátria de Andersen, da Lego, da Carslberg; onde as mulheres são tão bonitas e uma rainha emérita se correspondia com o Tolkien. A Dinamarca não merece; o governo dinamarquês e a primeira-ministra, sim. E a UE, por arrasto.

A Gronelândia para os gronelandeses: é a minha posição de princípio sempre (tal como as Falkland para o malvinos e não para os argentinos, em especial se forem generais). Mas o destino da colónia dinamarquesa está traçado: é americano.

Donald Tusk vê tudo mal parado, porque a UE não se dá ao respeito. Teve oportunidade para isso, tivesse sabido lidar doutra forma tanto com os Estados Unidos como com a Rússia (nem teria havido guerra na Ucrânia, muito provavelmente.) Agora, parece tarde.

sábado, janeiro 03, 2026

este Trump é um pândego

Confesso que me fartei de rir quando ouvi a notícia da captura do Maduro. Agora é que vão ser elas.

Para já: se a legitimidade do Maduro era zero, a da María Corina também não fica lá muito bem tratada.

Insurgência ou acalmação? Novas eleições ou segue o "chavista" (salvo seja) de turno?

Como diria Alberto Pimenta, "a situação exige mais perguntaaaas!..."

domingo, agosto 11, 2024

JornaL: Catalunha, Inglaterra, Israel/Palestina, Ucrânia, Venezuela

De férias, e sem telejornais, compro o jornal todos os dias, ouço o noticiário na rádio, quando calha, raramente vou ao online ler/ouvir notícias, a não ser os três militares cujas análises não perco (Agostinho Costa, Carlos Branco e Mendes Dias) e Tiago André Lopes, um dos poucos civis digno de ser escutado.

Catalunha. Puigdemont apareceu e não quis fazer o favor ao juiz franquista que não se conforma com a amnistia. Uma nota para os palermas dos jornalistas que relutam escrever a palavra exílio, no que respeita ao líder catalão, comprazendo-se e babando-se a falar em fuga. Aquilo é mesmo a base da cadeia alimentar do poder.

Inglaterra. Não sei se é suficiente, mas apreciei a rapidez com que têm arrebanhado o gado à solta nos motins, e a repetida advertência de Keir Starmer que a escumalha das ruas vai sentir sobre si toda a força da Lei. Espero que sim.

Israel / Palestina. Se Netanyhau é um comprovado criminoso de guerra, contumaz e relapso, a troupe do Biden e seus aliados não passam de bácoros porcos suínos. Dezanove mortos num ataque a uma escola. Podem limpar o cu com os vosso valores.

Ucrânia. No mesmo dia o jornalismo analfabeto (Antena 1, Jornal de Notícias): a Rússia atacou um supermercado com um míssil. Já faz mesmo rir como estes incapazes seguem a propaganda do poltrão do Zelensky.

Venezuela. Maduro, um zé-ninguém que foi escolhido por Chávez, vá-se lá saber porquê, não divulga as actas porque nem sequer assumir a chapelada. Entretanto vai prendendo. Só se percebe o silêncio do trio Brasil-Colômbia-México num contexto de negociações em que o palhaço e a sua clique se safe airosamente. Entretanto, os do costume já foram descobrir pecados mortais cometidos pelo ex-embaixador no tempo do socialismo corrupto que governava a Venezuela. Como se uma nódoa saísse com sujidade... Não suporto esta mentalidade sectária de escravos.   

sexta-feira, agosto 02, 2024

Brasil, Colômbia e México: está tudo no comunicado conjunto, não é preciso dizer ou exigir mais. Para já, Maduro tem a aura triunfadora de Américo Tomás, após a grande e aclamada vitória eleitoral sobre Humberto Delgado

"Os governos do Brasil, Colômbia e México felicitamos e expressamos nossa solidariedade com o povo venezuelano, que compareceu massivamente às urnas em 28 de julho para definir seu próprio futuro.

Acompanhamos com muita atenção o processo de escrutínio dos votos e fazemos um chamado às autoridades eleitorais da Venezuela para que avancem de forma expedita e divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação.

As controvérsias sobre o processo eleitoral devem ser dirimidas pela via institucional. O princípio fundamental da soberania popular deve ser respeitado mediante a verificação imparcial dos resultados.

Nesse contexto, fazemos um chamado aos atores políticos e sociais a exercerem a máxima cautela e contenção em suas manifestações e eventos públicos, a fim de evitar uma escalada de episódios violentos. Manter a paz social e proteger vidas humanas devem ser as preocupações prioritárias neste momento.

Que esta seja uma oportunidade para expressar, novamente, nosso absoluto respeito pela soberania da vontade do povo da Venezuela. Reiteramos nossa disposição para apoiar os esforços de diálogo e busca de acordos que beneficiem o povo venezuelano." (daqui)

quarta-feira, julho 10, 2024

pertencer à NATO, na condição de bonifrate

Portugal está na área de influência de uma potência imperial a que não se pode eximir dada a situação geográfica. A Geografia condiciona tudo, a começar pela História, e ambas representam noventa por cento ou mais da política externa de um país com as nossas características. Daí que, dê por onde der, as relações atlânticas, e em especial com os Estados Unidos, devam ser sempre uma prioridade da nossa política externa.

Estar na área de influência de uma superpotência significa que quase toda a acção exterior deva atender a esse factor, sob pena de a mesma potência nos vir dizer o que devemos e o que podemos fazer. É assim que as coisas funcionam, como deveria saber qualquer aluno de História, Geografia, Direito, Filosofia e Ciência Política, Relações Internacionais e por aí abaixo.

Mas, como tenho dito, na minha qualidade de simples observador, um país como Portugal -- com uma população igual à da Hungria, mas com uma capacidade potencial de influência global incomparavelmente maior, deveria saber tirar partido das suas enormes capacidades, em benefício da Humanidade comum, especialmente neste momento de guerra, por enquanto indirecta, entre os Estados Unidos e a Rússia.

Portugal na NATO. Desde a intervenção na Sérvia, no início do século, de que resultou uma desgraçada ficção política chamada Kosovo, que a Aliança Atlântica deixou de ser, de facto, uma aliança defensiva. Com a guerra na Ucrânia passou a aliança ofensiva, por interposto actor, o governo fantoche ucraniano, não menos fantoche que o bielorrusso. É da natureza das coisas. 

Os fantoches e as fantochadas não se ficam pelo troupe de Zelensky, do nosso lado. Bonifrates dos americanos foram despudoradamente Luís Amado e José Sócrates na questão do Kosovo; títeres foram Augusto Santos Silva e António Costa naquela farsa do Guaidò, na Venezuela -- aliás deixando a comunidade portuguesa à mercê dos humores pouco recomendáveis de um palhacito como Maduro --; robertos de feira caduca, o mesmo Costa e Gomes Cravinho; marionetas são Rangel e Nuno Melo sob a tutela de Montenegro, agora. Deles nada se pode esperar (ficaria agradavelmente surpreendido se fosse diferente) e, portanto, riscarem alguma coisa como seria esperar como governantes deste país, que apesar de não parecer, não é um país qualquer, é algo que não podemos esperar -- ou seja: estamos nas mãos dos outros, aguardando pacientemente as ordens que nos forem dadas.  

 

terça-feira, maio 14, 2024

ucraniana CCXLII - traição à pátria é isto, ó palermas: fazer de Portugal um dos cães amestrados dos americanos (e dos ingleses)

Um acordo delineado em segredo, nas costas do povo, pelo miserando governo de António Costa, a que o actual se prepara para dar seguimento, também em secretismo.,

"Acordo bilateral de segurança"... Se bem nos conheço, em caso de necessidade, servirá para mandar voluntários regiamente pagos para combater no que restar da Ucrânia, quando os americanos, que atearam isto tudo, se puserem ao fresco e nos (europeus) deixarem com o menino nos braços.

Traição à pátria é esta vergonha de sermos apenas marionetas dos americanos, curiosamente sempre com o PS na linha da frente: fomos obrigados a reconhecer a fraude do Kosovo no governo Sócrates; participámos na triste "Farsa Guaidó" já com Costa (a minha simpatia pelo palhaço Maduro é abaixo de zero). Aliás, este quase protectorado às ordens já vem de trás: veio-me à memória quando o Marcelo Caetano teve de engolir a ameaça americana relativamente aos Açores, quando da Guerra do Yom Kippur, conforme José Freire Antunes revelou década e meia mais tarde

Que falta de brio, falta de tudo...


quinta-feira, abril 21, 2022

o péssimo discurso de Santos Silva (ucranianas LXXIII)

Não ouvi o final, por causa da box, e não tive paciência para ir à procura outra vez. Santos Silva, que começou bem o mandato, cortando a palavra ao badalhoco do Chega, esteve igualmente bem ao falar da integração harmoniosa dos imigrantes ucranianos na sociedade portuguesa e, já agora, naquele aceno erudito da Sonia Delaunay com o Amadeu de Sousa-Cardoso.

Não esteve nada bem no tom justificativo com que quis mostrar a Zelensky um país obediente aos interesses geopolíticos da Nato, nem na aldrabice de dizer que Portugal é um país respeitador do Direito Internacional. Tem dias... Quando o infractor são os Estados Unidos, lá estamos nós, acriticamente obedientes. Exemplos: o Iraque e o Kosovo, duas manchas, sem falar, com este então ministro, na farsa do autoproclamado "presidente Guaidò" na Venezuela -- não porque o Maduro mereça respeito, não merece nenhum --, mas porque pôs em dificuldade a grande comunidade portuguesa no país, hipotecando-se mais uma vez aos interesses dos Estados Unidos, sem qualquer vantagem para nós -- Estados Unidos, aliás, que se preparam para reabilitar Maduro, graças ao petróleo, deixando cair, como é seu costume o investido factotum na Venezuela.

Zelensky fez um discurso fraco, de ocasião. O PCP deveria ter estado presente, pois, repetindo, estava em sua casa.


(em tempo: e o dispensável ar fortalhaço com que se referiu à Rússia...)

ucranianas

segunda-feira, março 14, 2022

também estamos cercados, mas é por atrasados mentais (ucranianas XLIV)

 Este constante apelo do Zelensky ao fecho do espaço aéreo, querendo arrastar tudo e todos com eles porque suas incelências não cumpriram os acordos de Minsk e andaram a abrir as pernas aos americanos. (Ainda há tapados que não perceberam que os americanos estão nisto até ao pescoço; devem ser os mesmo inocentes que acham que o Putin é comunista.) Apesar de tudo, continuo a nutrir simpatia pelo presidente da Ucrânia. É capaz, com a sua atitude, de ser o seguro de vida daquela nação.

Aquela parva da vice-presidente norte-americana vem com a conversa que a luta pela Ucrânia é pela liberdade, e coiso. Não deve ter sido comprada, é só atrasada mental.

Agora as armas químicas, que retórica bonita. O presidente polaco a adoptar o mesmo discurso do Zelensky e dos inocentes de cá. Já ouvi falar do precedente da Síria, o tal que quiseram atribuir aos russos, mas que só os compra quem não os conhece. A CIA enterrada até ao pescoço na guerra da Síria, os paramédicos da paz ou como raio se chamava aquilo que eles criaram, numa das muitas manobras antiAssad. Não se esqueçam da teoria política dos filhos-da-puta do nosso  lado e dos filhos-da-puta do lado deles.

(Filhos-da-puta que por vezes transitam. Parece que o Maduro está quase a ser reabilitado. Ele pelo menos já disse que se vai reunir com a oposição, o que faz suspeitar de que os americanos já lhe mostraram o livro de cheques. Estou a aguardar para ver.)

Estou tão à vontade para falar sobre o Putin... Quando tiver tempo e paciência hei-de dizer o que penso dele, sem cair nas caricaturas psicanalíticas, ou fantasiar a propósito de demências, megalomanias ou supostos cancros. Não há paciência.

Comentadores: Filipe Pathé Duarte: quando isto começou ouvi-o numa estação de rádio qualquer referindo-se ao precedente da Geórgia. Mentira grosseira: foi a Geórgia que atacou a metade norte da província cujo nome não me recordo (Ossétia?), parte da Federação Russa. E qaundo a Geórgia ataca militarmente a Rússia, sabemos logo que está por detrás do feito militar;

Na Rádio Observador, na semana passada de manhã, Bruno Cardoso Reis (ouvi-o com estes dois) a alvitrar como mediadores entre a Rússia e a Ucrânia -- uma vez que a Turquia, embora país importante não tem peso suficiente -- a alvitrar, dizia, a possibilidade de uma mediação norte-americana ou da União Europeia. Repito: a alvitrar a possibilidade de uma mediação norte-americana ou da União Europeia...

Sexta-feira à tarde na TSF, Raquel Vaz Pinto, instada a pronunciar-se sobre a viabilidade da zona de exclusão aérea: muito atrapalhada, em vez de ser clara e precisa, falou nos "sacrifícios" que os europeus estarão ou não dispostos a aceitar, precisando que não se tratava de inconvenientes como a inflação ou a falta de géneros. E mais não disse, fugindo rapidamente para outro tema, sem mencionar a palavra guerra -- os tais "sacrifícios" a que estava a aludir. Não sei se pertence à corrente dos celerados que querem pôr a UE e a NATO (a NATO, valha-me Nossa Senhora) no papel do Chamberlain.

Quando a impreparação (para ser benévolo) é tal, só nos resta congratularmo-nos por, em cada dois comentadores destes que aparecem, surgir um terceiro que se pode ouvir com alguma confiança.

Gostava de saber o nome da pivot da sic-notícias deste domingo, depois das 15 horas. Perante um jornaleiro, perguntas muito cirúrgicas, muito serenas. Não é frequente.

Num dos países fronteiriços, uma mãe refugiada sorridente por ter os filhos consigo, apesar de o marido, militar, ter ficado no país. E com um ar genuinamente cândido e sereno diz o que muitos ucranianos devem dizer também: "eu nem percebo por que razão os russos nos estão a atacar." E ainda bem que não houve ninguém lá a dizer-lhe a verdade: "São coisas lá das altas esferas da política; tu e os teus não são mais do que carne para canhão."

ucranianas

quarta-feira, novembro 30, 2016

Tsipras nas cerimónias fúnebres de Fidel Castro

Um sinal interessante, e uma boa resposta aos que exultaram com humilhação imposta aos gregos pelos mesmos que sabotaram a União Europeia.
( O Telejornal, coordenado por um idiota qualquer, nem sequer se referiu à presença de Tsipras na cerimónia, preferindo destacar os espasmos do Maduro).