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sábado, janeiro 09, 2021

os debates (7)

Ana Gomes-André Ventura. O esgar de nojo que por duas vezes Ana Gomes assestou ao boneco bastou. Dos três à esquerda quem, para mim, melhor susteve a marioneta foi Marisa Matias; mas o os mais eficazes foram os outros três, Marcelo em primeiro lugar.

João Ferreira-Maria Matias. O único verdadeiro debate da noite. Aprecio ambos, prefiro o discurso de Ferreira.

Tiago Mayan Gonçalves-Vitorino Silva. O liberal não disse nada que já não lhe ouvíramos; Tino é um homem do chão que eleva os outros.

sexta-feira, janeiro 08, 2021

os debates (6)

 André Ventura-Marisa Matias. Não foi um ko, mas a impostura do Ventura ficou exposta duma forma mais descarnada, como até agora ainda não se vira.

Ana Gomes-Tiago Mayan Gonçalves. Um debate desagradável e desinteressante, de frases feitas. Correu pior a ele. 

Marcelo Rebelo de Sousa-Vitorino de Silva. Um talk show, a praia de Marcelo. E como não foi um debate, o moderador até ajudou.


quarta-feira, janeiro 06, 2021

os debates (4)

Ana Gomes-João Ferreira. Quando ia a começar a haver debate, o tempo acabou. Alguém explica àquele tipo que debates não são entrevistas paralelas? Um inferno.

André Ventura-Tiago Mayan Gonçalves. O candidato liberal e o candidato de taberna. A incompatibilidade foi total e a clara. Já se esperava, mas esplêndido.

Marisa Matias-Vitorino Silva. Não houve debate, como era previsível. De qualquer modo, ficámos a saber que era o João XXI, é o Guterres e há-de ser o Tino.

terça-feira, janeiro 05, 2021

os debates (3)

João Ferreira-Marcelo Rebelo de Sousa. Um bom debate, sem uma moderação excepcional, mas que pelo menos permitiu algum diálogo, embora sem grande controvérsia. As divergências eram conhecidas e o debate fez-se com civilidade e simpatia mútuas. 

Ana Gomes-Marisa Matias. Passei um bocado pelas brasas, tenho de confessar. Já conhecíamos as diferenças e as semelhanças. Aguardo os próximos. A moderação cansou-me.

André Ventura-Vitorino Silva. E Tino de Rans foi ao Forte de Peniche tomar alento para o frente-a-frente. Trouxe do mar pedras de várias cores e pô-las na mesa. Lindo.

domingo, janeiro 03, 2021

os debates

Marcelo Rebelo de Sousa-Marisa Matias. É a candidata mais empática, mais despida dos artifícios performativos da actuação política. Seria talvez a melhor presidente, mesmo vinda de um partido que cada vez mais me é desagradável. Foi envolvida por Marcelo, essa velha raposa. Estiveram ambos bem, num debate que não acrescentou nada, a não ser a explicação convincente relativamente à "falta" para com a viúva do imigrante assassinado por agentes do Estado, Ihor Omeniuk. O moderador, sempre em correria, cansou-me. Candidato à pergunta mais idiota: a de saber se um mau resultado prejudicaria a eventual pretensão de Maria a coordenadora do BE. A intriga, o sarro de politica-lha com que se entretêm entre si e só interessa esse tipo de parasitas que se nutrem à volta dos jogos de poder.

André Ventura-João Ferreira. Se é uma questão de decibéis e falta de vergonha, Ventura ganhou o debate, mesmo quando Ferreira expõe o carácter mentiroso do oponente e lhe lança no fim com os três votos sobre o Novo Banco: contra, abstenção e a favor. Nunca visto. Claro que o atirar das torpezas do bolchevismo e a impossibilidade de João Ferreira de demarcar daquilo, não o favorece. Este devia ter sido mais incisivo no destapar dos financiadores de Ventura, de quem este é testa de ferro, fantoche. A moderadora, que aprecio como pivot, foi muito atacada. Não é fácil pôr ordem naqueles galifões. mas a acusação de que as perguntas estavam montadas, até pela suspeição de que um dos financiadores de Ventura é accionista da TVI é gravíssimo. O jornalismo nunca foi grande coisa neste país, mas está assim tão baixo?

segunda-feira, dezembro 07, 2020

"vigarista, cobarde e troca-tintas"

Na entrevista a Miguel Sousa Tavares, Marisa Matias, que costuma ser vilipendiada pelo Ventura dos outdoors, "o gajo que diz as verdades", segundo a populaça ignara [populaça em mim tem significado próprio, entenda-se], e que faz a pré-campanha mais cara de todos os candidatos, classificou-o à letra, de alto abaixo, sem pestanejar, e demonstrando que tal é matéria de facto e não de opinião, como se sabe.

Tenho para mim que as palavras são para se usar, e portanto fiquei, digamos, maravilhado com o rigor de Marisa Matias. São palavras que assentam como uma luva a este aldrabão, e gostei especialmente do qualificativo "cobarde", pois que outro nome terá quem se atira às minorias, como os ciganos, aos mais pobres e fracos, como os que são beneficiários do RSI, ainda para mais trabalhando para uma empresa de ginástica fiscal, segundo Marisa Matias identificada nos "Panamá Papers", esse ajuntamento de proxenetas sociais? 

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

os candidatos às eleições europeias

A sério -- o PS não arranja melhor do que Pedro Marques?... Deve ser um rapaz muito esperto, mas pensamento sobre a Europa foi coisa que nunca ouvi vindo dali. Até posso perceber que em tempos cristínicos e cretinos não seja, digamos, mobilizador avançar com alguém com substância como cabeça de lista, como, por exemplo Maria João Rodrigues; ou, mudando de partido, que o PSD continue a apostar num demagogo bem falante, em vez, por exemplo, de José Manuel Fernandes, que parece ser um grande deputado europeu. É por estas e por outras que os partidos progressivamente se alienam da cidadania
Os tempos não estão fáceis. O CDS, completamente desinteressante e irrelevante, joga pelo seguro; Bloco e CDU, idem, mas estes não são europeístas: BE, numa inconsistência de nem-carne-nem-peixe; PCP, em isolacionismo tipo albanês, apesar de os deputados (BE e PCP) serem muito bons; porém, não interessam: se votar em Marques, Rangel ou Melo é um voto deitado para o lixo, que não serve para nada, Matias ou Ferreira representam partidos que são puros impasses em política europeia -- e um dos problemas da UE é o impasse, o imobilismo, a estagnação, a letargia.
Ou seja: a União Europeia, e estas eleições, que são talvez as mais importantes de sempre, passam à margem dos cinco partidos parlamentares; quem quiser discutir e pensar a União Europeia nestes tempos críticos, e não apenas crestínicos, de forma estruturada, só terá duas hipóteses a atender: o Livre, qualquer que venha a ser o candidato, que pensa a Europa desde que foi fundado (aliás, a Europa e a União que integramos está nos fundamentos do próprio partido), veremos como se vai comportar; e, curiosamente, um partido anedótico, o Aliança, que surpreende com Paulo Almeida Sande, o único cabeça de lista dos anunciados com músculo europeu.

sexta-feira, janeiro 01, 2016

um presidente capaz

António Sampaio da Nóvoa, português antigo, tem tudo para ser uma grande Presidente da República: um percurso cívico que fala por si, incluindo de intervenção na pólis (política que vai muito para além de currículo partidário), uma qualificação académica impressionante -- superior a qualquer outro candidato -- e uma densidade cultural fundamental para a função a que se propõe -- densidade essa que a mercearia política da selva do comentário procurou ridicularizar, sem se aperceber de que o ridículo caía em cima deles, merceeiros.
Marcelo Rebelo de Sousa é uma personalidade interessantíssima, prismática. Mas é também pouco sério, politicamente, como se via no seu espaço de comentário dominical. Candidato do PSD, seria uma incógnita como PR, mas perigosamente imprevisível.
Maria de Belém Roseira: pessoalmente, não tenho nada contra; politicamente, tem a mancha de ser uma arma de arremesso de facção partidária, minoritária no PS. Serve para tentar entalar o secretário-geral.
Edgar Silva: grande respeito pela sua actividade enquanto padre junto dos mais carenciados. Politicamente, serve para o PCP marcar terreno.
Marisa Matias: qualidades políticas óbvias, mas candidatura semelhante à do PCP, serve pata o Bloco marcar posição e não querer ir atrás do Livre, primeiro partido apoiante de Nóvoa. 
Henrique Neto: respeitável, embora limitado.
Paulo de Morais: idem, mas monotemático. É muito pouco.
Tino de Rans: é o nosso Tiririca. Uma boa oportunidade para os cínicos votarem, em vez de desenharem os característicos arnaldos nos boletins de voto.
Cândido Ferreira: nunca ouvi falar.
Jorge Sequeira: idem.