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quinta-feira, janeiro 18, 2024

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(Posso fazê-lo, pois ao contrário de Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias, Marcos Farias Ferreira, Tiago André Lopes e mais alguns que merecem ser ouvidos com atenção, não sou analista de nada, apenas um europeu com medo que o céu lhe esteja prestes a cair sobre a cabeça).   

Já se sabia que Daniel Oliveira não gostava do Putin, paladino profano que é da cruzada lgbt, cruzada à qual o lóbi -- para amalgamar, e com isso se tornar a importante causa mais palatável -- arrebanha as mulheres e as pessoas "racializadas" (palavra horrível), como se toda a calça desse para cada cu. Obviamente detestam o Putin porque, entre outras coisas, certamente menores, ele teve a desfaçatez de impedir que as questões momentosas da identidade/disforia de género fossem ministradas às criancinhas de todas as idades. O mesmo se passou com o Orbán na Hungria, o que levou o Expresso a envergar um lutuoso fumo das cores arco-íris (pobres duendes dos potes de ouro...). Só isso explica que Oliveira equipare Netanyahu a Putin, como [dois] "dos maiores perigos para a segurança internacional"... Netanyahu e Putin, parecidíssimos, como se sabe; e vindo dali eu esperaria (não sei bem porquê, se não leio o Expresso e raramente passo pela sic) alguma assertividade em relação ao papel dos Estados Unidos na situação internacional. Mas vejo que não está para aí virado -- aliás, a última frase é deveras significativa. Eis aí alguém na boa companhia dos germanos, isidros e outras dianas. Ainda hei-de ouvi-lo falar na luta das democracias liberais contra as autocracias (não estás perdoado, Lula!) e na defesa dos nossos valores, em parelha com úrsulas e sub-borréis.

quarta-feira, outubro 04, 2023

é sempre reconfortante ler Carlos Matos Gomes (ucranianas CCXVI)

Mão amiga fez-me chegar este post de Carlos Vale Ferraz -- que é também o escritor Carlos Matos Gomes --, autor de Nó Cego, um dos grandes romances portugueses do século passado.

Falece-me já a paciência de estar constantemente a denunciar a enxurrada de vigarice mediática e académica a propósito da guerra; prefiro assinalar quem é competente, isento, lúcido e honesto. Há uma meia dúzia no espaço público: entre os militares, repito-me, Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias e pouco mais; entre os académicos, retenho dois nomes (entre pouquíssimos) Marcos Farias Ferreira e Tiago André Lopes; dentre os publicistas portugueses que têm escapado à indigência, contam-se, de forma destacadíssima, Viriato Soromenho Marques, Miguel Sousa Tavares e Carlos Matos Gomes. Não são os únicos, felizmente. Vale a pena lê-los e ouvi-los, sem perdermos tempo com bonecos.

quarta-feira, setembro 20, 2023

Biden & Zelensky, aldrabões que guturam na ONU (ucranianas CCXII

Tinham ambos os discursos afinados. Zelensky e as terríveis palavras "rapto" e "deportação" de crianças. (Já falei sobre o assunto, não me apetece perder tempo.) Crianças também lembradas pelo patife do Biden, que delas se esqueceu quando votou a favor da invasão do Iraque...

Disse o Zelensky que na Rússia não se pode confiar. Talvez. Mas o que é certo é que à Ucrânia destes bonecos é que nem um carro em segunda-mão se pode comprar, mesmo com garantia. Recordo-me, entre a miríade de exemplos possíveis, dos célebres Acordos de Minsk, assinados com reserva mental para empatar a Rússia, como admitiram franceses e alemães, os garantes desses mesmos tratados. Refiro-me a isto só por causa dos mais distraídos; para quem vê com olhos de ver é desnecessário chover no molhado a propósito destes (e doutros) trafulhas.

À margem: hoje não me apeteceu ouvir o major-general Isidro, por isso fui parar à sic (o que raramente sucede), mas tive a sorte de apanhar Marcos Farias Ferreira, que sabe o que diz, ao contrário da maioria dos seus colegas ignorantões das RI, Só é pena que tendo como contraparte um atraso de vida de um jornalista (é sina da profissão), ambos moderados por um burrinho (sina deste telespectador). 

sexta-feira, fevereiro 10, 2023

o Zelensky a arrastar-nos para a guerra, e nós a ver (ucranianas CLVII)

Para alguns historiadores, a principal causa da Grande Guerra foi a estupidez humana. Pensar que um atentado de um nacionalista sérvio em Sarajevo ao herdeiro do império Austro-Húngaro desencadearia a mortandade dos quatro anos seguintes, é risível. Antes a teia de alianças das potências, a falta de vontade em recolher armas e o total desconhecimento da hecatombe por vir.

Não foi assim vinte anos mais tarde, embora o fenómeno nazi tenha sido uma fabricação potenciada pela estupidez vitoriosa das potências que quiseram pôr a Alemanha de joelhos.

A estupidez, o sonambulismo -- a entropia do sistema, como muito bem apontou há dias Marcos Farias Ferreira -- estão aí, a passo de tartaruga, mas estão. Ver quem compõe a cúpula da UE e como funciona é de estarrecer.

Por outro lado,  o papel de marioneta do Pentágono é muito bem desempenhado por Zelensky, em face dos zoilos europeus. Tudo aquilo transpira má-fé. Ainda hoje...

Ainda hoje a Ucrânia acusava a Rússia de violar o espaço aéreo da Moldávia e da Roménia -- país da Nato -- com mísseis, no que foi desmentida pelos romenos.

Mais palavras para quê? É a guerra que querem, formidáveis palhaços?

terça-feira, novembro 29, 2022

os maiores criminosos de guerra: a Nato (au au, faz o cão!) e a clique que ela controla -- seguido de duas notas a dois comentadores (ucranianas CXLII)

 Depois de não terem cumprido os Acordos de Minsk, a seguir a servirem de títeres aos Estados Unidos (presença a descoberto da subsecretária de estado americana e do embaixador no golpe que depôs o governo legítimo e subsequente infiltração e paleio com todos os aptos ao serviço, a começar pelos neonazis -- vai a bold, que é para não ficar esquecido --, talvez poucos, mas ainda assim maus); depois de se prepararem para atacar os russos do Donbass -- esses tais que não lhes estava a apetecer continuar na Ucrânia sendo russos, o que estão plenissimamente no seu direito: chama-se autodeterminação -- depois disso tudo, da falta de vergonha do Zelensky à imbecilidade (ou cobardia) da maioria dos eurodeputados -- pérola que ficará nos anais do ordinarismo em política internacional, preparem-se para as imagens da população das cidades da Ucrânia, em especial velhos e crianças a congelar (um prato sempre apetitoso na guerra da informação).

Esta obscenidade, com o alto patrocínio da Nato e do Pentágono, leva-me a repetir uma ideia curta e precisa, que já por duas vezes ouvi ao major-general Carlos Branco, cito de cor: "Quem não quer guerra, não as provoca."

No outro dia, por acaso, passando pela sic, ouvi o Marcos Faria Ferreira, homem das RI, a propósito da idiotice (palavra minha) do Parlamento Europeu, ao considerar o estado russo como patrocinador do terrorismo, uma observação de puro bom-senso, que poderá ser subscrita por quantos estejam de boa-fé nesta guerra: ao cavar ainda mais o antagonismo entre a Europa e a Rússia, enfraquecendo os laços diplomáticos (através dos quais o diálogo se exerce) e mostrando-se incapaz de reverter a situação militar (quem achar que a Rússia irá largar o Donbass, levante o dedo), a União Europeia colocou-se a si própria num beco sem saída. 

As consequências da miséria estratégica da UE, a de servir de cão dos americanos quando o calor aperta, não devem ser nada boas. Numa guerra como esta, em que dois imperialismos se defrontam, a União Europeia poderia ter aprendido um pouco com a China e com a Índia, que contêm a Rússia sem a hostilizar; pelo contrário, a União Europeia, a presidente da comissão e agora o PE, presidido por uma inepta, já disseram esfola, mesmo antes de o dono dizer mata!

As dificuldades já estão a fazer-se sentir não apenas entre nós, mas na generalidade dos povos europeus. Quando as coisas começarem a dar para o torto internamente, se tiveram vergonha na cara, não se desculparão com os russos e a sua "guerra ilegal" (outra pérola), ou com o inimigo interno ou lá o que queiram chamar-lhes. A verdade é que mesmo com censura dos canais russos e uma manipulação merdiática da opinião pública como nunca se viu, quando a classe média empobrecida começar a recorrer ao Banco da Fome, garantido um lugar no Céu à senhora que o inspira, duvido que continuem a achar graça ao tele-Zelensky diário e à sua banha da cobra. E depois logo se vê: ou cai Putin ou cai a UE; e claro o amigo americano sempre a faturar.