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sexta-feira, março 06, 2026

Zelensky a pisar ainda mais o risco

Não sei se é para que se lembrem dele, agora que estamos todos virados para o Golfo Pérsico, mas, ao ameaçar Orbán, Zelensky nem na União Europeia tem lugar.

Estou curioso para ver a reacção: provavelmente, a cúpula da UE assobiará para o lado, fazendo de conta que não foi nada; o mesmo em relação aos chefes de estado e de governo. Mas é possível que alguém que não Fico (um socialista que os me(r)dia classificam como populista...)  ou Salvini; talvez a Europa ainda tenha governantes decentes que ponham o Zelensky na ordem.

 

terça-feira, novembro 19, 2024

ucraniana CCLXVIII - a casca de banana posta pelos Estados Unidos à Europa, algumas notas

1. Desde o fim-de-semana que aguardo uma declaração de Trump sobre a decisão (aparentemente pífia, mais uma...) de Biden em permitir o uso dos mísseis em solo russo. Não aconteceu até agora, o que confirma a minha suspeita inicial de a decisão ter sido concertada entre os dois.  A circunstância de o filho de Trump ter vindo criticar asperamente o ainda presidente, não quer dizer nada, ou antes, poderá fazer parte da mesma táctica, que, no raciocínio que lhe estará subjacente, tem algum sentido, ou seja: Trump não quer aparecer como o líder que possa ceder em toda a linha a Putin -- já basta o que basta, da retirada vergonhosa do Afeganistão, às humilhações infligidas pelo aliado israelita, culminando na "estratégia" indigente de enfraquecimento da Rússia com a guerra que provocaram na Ucrânia, um falhanço em toda a linha, pelo menos até agora.

2. Trump, aliás, quer ver-se livre daquilo rapidamente, antes de os Estados Unidos sofrerem ainda outra e não menos grave humilhação que será a capitulação da "Ucrânia", ou seja a derrota em toda a linha dos americanos e dos seus satélites europeus. 

3. A casca de banana: um envolvimento maior da Europa combinada (UE e países Nato), depois de os americanos saltarem da carruagem em andamento. Criaturas desprezíveis como Úrsula e Borrell fazem por isso, acolitadas pelo CEO francês, Macron, e o assistente social Starmer. Scholz resiste, principalmente ao belicismo dos futuros ex- companheiros de coligação "Verdes", que, se deus quiser, serão varridos do parlamento; Meloni é uma incógnita, apesar de querer mostrar-se respeitável diante da UE e da Nato -- não só por causa do putinista Salvini, como pelas relações da Direita radical, em que sobressai Orbán. Mas isto é mercearia. O que conta é a vontade de Trump largar o atoleiro que em Biden e os seus bandidos meteram os Estados Unidos. A bandidagem de Trump orienta-se para outras latitudes.

4. Já aborrece escrever a propósito do esgoto informativo, mas a imprensa popular e popularucha, a começar pela cnn, está sedenta de sensação e de sangue. Na cnn-Portugal, talvez veiculando "notícias" da casa-mãe, anunciava-se no último domingo que França e Inglaterra já haviam dado as autorizações de emprego dos seus mísseis em solo russo, para no dia seguinte afirmarem o contrário, como quem bebe um copo de água. E já não falo em alguns comentadores que parecem bem esportulados. Haverá sempre um saco azul algures para pagar a estes mercenários do teclado.

Conclusão: o que os Estados Unidos querem é pôr-se ao fresco, deixando a Europa com o menino nos braços. Que isso possa dar início a uma guerra em larga escala na Europa, é algo que os neocons "à solta" (Carlos Branco) têm por aceitável -- e, quem sabe, até desejável para aquelas cabeças ("Fuck the EU", não é?). Mas como tenho dito, quem acredita que uma guerra entre a Rússia e as potências europeias deixariam de lado os Estados Unidos? Eu não acredito -- nem seria justo que os EUA escapassem ilesos enquanto o Velho Continente passa por mais uma destruição. Isso não vai acontecer.

sábado, junho 10, 2023

por falar em mercenários, o Rasmussen & outras barbaridade (ucranianas CXCI)

 Não sei quem lhe anda a pagar melhor: se o Zelensky, de quem é conselheiro, se o Duda, que não sei se representa os sectores polacos que querem abocanhar o antigo território polaco, do qual a principal cidade é Lviv/Lvov, no oeste da Ucrânia, essa república inventada pelos sovietes, e que os americanos e respectivos serventuários europeus gostariam de controlar. Gostariam, pois, o Rasmussen, quer a Polónia e outros países da Nato -- mas não a Nato, claro -- entrassem em guerra contra os russos. Com jeitinho, a ideia brilhante ainda chegará a este lado da Europa.

Este arranjo mercenário do Rasmussen faz-me tremer quase tanto como hilaridades que tenho ouvido a um certo comentariado. Hoje, alguém vindo do refugo e cujo nome não fixei, tanto se lamentava pelo recrudescer da guerra e ausência de soluções de paz, como por outro lado, fazia de bonifrate, dizendo que os ucranianos estão a combater por nós e a morrer por nós... Arre, que é estúpido! Se de facto estivessem a morrer por nós, como veicula a propaganda do Pentágono, teríamos mesmo que pegar em armas, e não esperar que os outros se sacrifiquem em nosso lugar. A questão é que, como digo desde o início, os ucranianos estão a morrer pelos interesses do complexo militar-industrial americano. Tudo o resto é conversa para inocentes.

Ainda no comentariado, alguém acuda à Prof.ª Soller, que ontem mostrou não saber que se a Polónia, por seu alvedrio, entrar em guerra com os russos, o artigo 5.º da Carta do Atlântico nunca poderá ser invocado -- em lisura jurídica, claro. Deve ter sido do cansaço de tanto comentário a desoras, há mais de um ano.

Do cansaço ao cansativo: o Ventura, que não tem vergonha nenhuma, esteve com o Salvini, ao que parece apoiante do Putin. Não gabo o Putin por isso... No entanto, se um boneco como o Ventura fosse para levar a sério, e não um vulgar oportunista, teria de, se não apoiar, pelo menos demonstrar alguma simpatia pelo Putin. Mas como não passa de um aldrabão que, segundo o povo, "diz as verdades" (povo esse que tão enrabado vai ser), deixemos em paz o Prof. Ventura, que neste particular alinha com o Bloco de Esquerda, a IL, PS e PSD. (Só para esclarecer os que acham que sou do PCP: a minha posição não é a da "paz" dita assim, mas de apoio à Rússia, independentemente dos pormenores.)

segunda-feira, setembro 26, 2022

Giorgia on my mind (continuem. que vão bem)

 

Giorgia Meloni tem o pecado original do fascismo, de que se quis distanciar -- no entanto o símbolo do partido desmente-o. Faço ideia os rios de tinta e o latim gasto com a ascensão desta mulher -- não sei neste momento se neo-fascista, se ultaconservadora. Mais do que conservador, um fascista é um contra-revolucionário, um reaccionário extremista, violento, ressentido e por norma cobarde.

O cenário para já, parece-me este: a julgar pelo que se tem dito ela é uma mulher de convicções e inteligente -- a inteligência política poderá centrá-la --; mas terá que ter cuidado com o principal aliado, Salvini, um faz-tudo, oportunista, modelo dos políticos de taberna como a anedota que dá pelo nome de André Ventura (zero convicções, tudo ambições); e Berlusconi, um artista de variedades, cadáver adiado da política italiana, cujo desígnio parece ser a presidência da República. vai ter que se precaver com a UE. A França já mandou recados, como se tivesse grande autoridade para falar, no que toca aos migrantes que lhe chegam. Mas a Itália é um grande país, e portanto a UE vai ter que falar fininho.

As minhas irritações

1.a politicalha medrosa, calculista e enganadora, cujo grande desígnio é a gestão da própria permanência no poder: os Sanchez, os Macrons, os Boris desta vida, sem esquecer o Costa das pensões e do todos e todas (credo...); e do Montenegro da troika, do leite achocolatado e do chumbo do pec iv, que aparece agora a consolar velhinhos, depois de os terem roubado e aumentado as rendas miseravelmente.

2. o wokismo imbecil, que entretanto domina já as corporações -- quem não se lembra de um merceeirx qualquer que foi ou é administradorx da TAP, e que, não lhe bastando ser saloix, identificando o cargx que ocupava em estrangeirx, deixou de ser chairman, passando a chairperson,?; ou do poderoso lóbi lgbt, Mickey em tons de arco-íris promovido pela Walt Disney Company (melhor que isto foi quando o dito lóbi avançou, sem sucesso, felizmente, com a tentativa de homossexualizar o Egas e o Becas, coisa duma pertinência enorme -- "direitos humanos, pá!...")? Por cá, a perseguição aos alunos e família de Famalicão por outra anedota que era secretárix- de-estadx e hoje ministrx-- ahahah...

A malta chateia-se, enerva-se, e depois vota na Meloni. Continuem, que vão bem.


quarta-feira, junho 23, 2021

JornaL

Perdão? Os presos políticos catalães aproveitam-no mas desprezam o indulto. Perdoar o quê? A reacção contra a ocupação forçada de um país por outro, sem direito à autodeterminação? Um perdão que não convence ninguém e serve para nada. A não ser que existam negociações secretas.

Hungria. Passa-se alguma coisa? Proibir propaganda, activismo, o que lhe queiram chamar, lgbt direccionado a menores é algum atentado ao que quer que seja? Pois não é, mas sim defesa da autodeterminação individual de crianças e jovens, como Putin faz na Rússia, e bem. Há, no entanto, um acinte que não deve ser passado em claro. Falar de pedofilia a propósito deste assunto é não apenas insultuoso como gratuitamente provocatório, portanto estúpido.

Entretanto em Itália. Por falar em estúpidos, parece que um projecto-lei quer obrigar as escolas católicas a celebrar o dia do orgulho gay, ou lá o que é. A Igreja já reagiu. Salvini a caminho do poder, por estas e outras. Bravo. 

Vacina. Tomei a segunda dose, hoje em Alcabideche, ao mesmo tempo que as notícias diziam que não há vacinas disponíveis, os internamentos sobem, as pessoas atarantam.

Servilismo. O ridículo Stoltenberg a atirar-se à China, às ordens do dono e a ter de engolir a cimeira de Genebra. São lacaios destes que privam os europeus do acesso a vacinas que salvam vidas.

Cães.  De acordo com o PAN, por uma vez: ter cães à trela durante horas (dias? meses?...) ou fechados em varandas é uma selvajaria. Não podem ter cães? Arranjem canários. 

Livros que me apetecem.  Escravidão, de Laurentino Gomes (Porto Editora). Integrado Marginal -- Biografia de José Cardoso Pires, de Bruno Vieira Amaral (Contraponto); Lena, de Pierre Christin & André Juillard (Arte de Autor). O Trigo e o Joio, de Fernando Namora (Caminho). Resistir ao Tempo -- Antologia de Poesia Catalã, por Alex Terradellas, Rita Custódio e Sion Serra Lopes. Uma Teoria da Democracia Complexa, de Daniel Innerarity (Ideias de Ler).