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quarta-feira, outubro 27, 2021

tempo de berbicacho

1. Bem dito, no geral, a crónica de Pedro Tadeu, no Diário de Notícias, sobre "Quem matou a geringonça?", embora lá falte o cálculo eleitoral que também está por detrás do chumbo do Orçamento do Estado, ou a excessiva contemporização do PCP e do BE para com a contemporização excessiva do PS para alguma legislação do famigerado governo de Passos Coelho, num momento em que o governo já tinha caído nas boas graças da UE, com Mário Centeno a presidir ao Eurogrupo, afastadas pois todas as suspeitas de radicalismo esquerdista à frente dos destinos de Portugal. A situação actual é, pois, de responsabilidade tripartida.

2. Ainda no Diário de Notícias, uma cacetada valente de Ribeiro e Castro no pantomineiro Paulo Portas, cujos comentários televisivos nunca vi, nunca gostei nem tornarei a ver.

3. O inefável Rangel. É uma aversão antiga, desde que se revelou um demagogo barato. Criatura cheia de si, deve julgar-se um predestinado e impressiona os pacóvios. Uma das últimas dele: o contravapor que tentou fazer junto da Comissão Europeia no início do primeiro governo de Costa, pensando nos pontos políticos que iria granjear o seu partido, isto é, ele próprio, o seu desígnio último. A noite do dia em relação ao verdadeiro patriotismo demonstrado por Carlos Moedas, então comissário. Se a criatura se tornar líder do PSD terei de pensar seriamente em quem irei votar, provavelmente em Costa.

quarta-feira, maio 29, 2019

à maneira do Xerife de Nottingham

A imagem de um homem a quem a Autoridade Tributária, com a colaboração da GNR, acabava de confiscar um atrelado,  levando um cavalo pelo cabresto na via pública, com uma criança atrás com outro animal, foi das coisas mais degradantes que vi o Estado perpetrar, tantas vezes caloteiro (basta lembrar a demora no pagamento aos fornecedores, as dívidas a particulares e a empresas, sempre tarde a más horas).
É fácil contrapor a parcimónia com a divulgação da lista dos grandes devedores à banca, no mesmo dia em que se revela que o mesmo Estado aí injectou nos últimos anos cerca de 24.000.000.000€ (vinte e quatro mil milhões de euros). É fácil, e é isso mesmo que deve ser feito, independentemente de haver 'grandes devedores' que o são porque a conjuntura económica assim impôs ou, na arraia-miúda, muito vígaro especializado em sacar e fugir -- a questão é de princípio, Não é este, porém, o ponto de que me apetece falar, mas antes a facilidade com que o Estado comete excessos de autoridade.
Tudo leva a crer que acção de ontem configura um abuso de poder, aliás inadmissível. Num país civicamente exigente e consciente, coisa que o nosso não é (não se passa impunemente da miséria de subsistência dos pais no Estado Novo para a indigência moral 5G dos filhos na UE), já teriam rolado todas as cabeças abaixo do Centeno, cujos agentes (os menos responsáveis) actuaram como sicários do Xerife de Nottingham.
O abuso de poder foi possível porque um dirigente qualquer das finanças quis mostrar serviço, contando para isso com a falta de discernimento de comandantes da GNR, cujas cabeças devem servir apenas para usar a boina; o abuso de poder foi travado porque, felizmente, vivemos numa sociedade democrática em que a imprensa é livre, convém nunca esquecer.

terça-feira, março 21, 2017

o panasca do Dijsselbloem

Li aqui e depois aqui
Vamos admitir que gastamos o dinheiro em copos e mulheres, nós, o europeus do Sul. Sempre é bem melhor ser putanheiro que punheteiro, que é o que o Jerónimo D. deve ser -- além de vigarista e dirigente de um partido inútil, à beira da extinção com a últimas eleições holandesas.
Este cretino do Jeroen não merece só que se riam dele: o Centeno, o Guindos, mais o grego, o italiano e o francês, já para não falar do cipriota e do maltês, devem dizer: "o pá vai ladrar para a estrada, que não fica bem estarmos numa sala contigo...!

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

por falar em mentiras & mentirosos

Se formos ao currículo de Passos Coelho, as mentiras a mostrar são mais que muitas. O post do Aspirina B veio recordar-me a mentira de Passos sobre uma reunião que teve com Sócrates, num período crítico para o país, que aquele disse não ter ocorrido, e depois passou a telefonema, quando, de facto houve uma conversa de viva voz. Ou seja, Passos é um mentiroso com uma cara-de-pau dificilmente igualável.

Quanto a Centeno, se acaso não disse toda a verdade, vê-se que é prática que não lhe é natural. A escusada declaração de anteontem aí está para mostrar o seu pouco à-vontade nestas alhadas.  O que sei é que se trata do homem certo no lugar certo, como o próprio Marcelo reconhece. Tentar fintar o chicaneiros do PSD (Grã-Cruz para Centeno, já!)  é até patriótico, tal a desavergonhada ganância pelo poder, que perderam por vontade do povo.

Por outro lado, se houve mentira ou só meia verdade, o PSD com este líder, é a última entidade a poder abrir a boquinha, uma vez que Passos foi apanhado a mentir várias vezes, não numa comissão parlamentar, mas aos cidadãos eleitores, o que deveria inibi-lo de candidatar-se sequer à colectividade de chinquilho que possa frequentar. Não tem implicações penais, como brandiram os acólitos do CDS. Pois não, mas dessa e doutras nódoas de vigarice política não se livra o Passos.

De política, portanto, neste episódio grotesco que envolve a Caixa Geral de Depósitos, nada, zero, apenas miséria moral e indigência cívica, por muitos matos-correias que salamalequem e jurem pelo seu institucionalismo parlamentar, como se vê.

Dizem que querem levar esta macacada em que tornaram o parlamento "até às últimas consequências". Talvez não seja mal pensado -- estando PS, PCP e Bloco à altura das suas obrigações para com os portugueses -- vê-los estrebuchar outra vez, passado um ano de um dos mais patéticos episódios da política portuguesa, inaugurado pelo inefável Portas, com o seu "Senhor Primeiro-Ministro, vírgula, mas não eleito pelo povo", dirigido a António Costa. É difícil ser-se mais pateta.

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Só se António Costa fosse parvo (inexiste-me pachorra para esta politicalha de merda)

é que retiraria a confiança a Mário Centeno. 
O país já esteve quatro anos nas mãos destes terroristas: as nulidades do PSD e os papa-hóstias do CDS. Para conseguirem o poder, são capazes de tudo (o chumbo do PEC IV é só o exemplo mais saliente). Não passam duns vulgares impostores, duns vendedores de banha-da-cobra, de criaturas sem escrúpulos. Enojam-me profundamente.
Mais este episódio criado pelas luminárias do PSD com os vendedores da farturas da primeira fila do grupo parlamentar no papel cães-de-fila, António Costa seria um rematado parvo se viesse a dar confiança a estes energúmenos da direita.
Por outro lado, episódios como este são de grande utilidade para desmascará-los, se disso houvesse necessidade. Mostra como é imprescindível um entendimento reforçado a toda a esquerda, a da Geringonça e a que dela ainda não faz parte, A força política que sabotar este entendimento, por cálculo político, sectarismo, o que seja, terá de ser apontada a dedo.

terça-feira, novembro 29, 2016

a Caixa: uma novela merdiática em que só o PCP esteve bem

A política anda a par dos destemperos & cuspidelas do futebol ou dos cromos da televisão.
A última idiotice foi a medianovela da Caixa Geral de Depósitos, em que quase todos estiveram mal, alguns abaixo de cão.
António Domingues - deve ser um ás da gestão, mas de política pura (e também da impura) não percebe nada. Não haver, no gabinete jurídico da CGD (ou se calhar há, mas recorreram ao outsorcing) quem dissesse que a coisa iria descambar, parece incrível.
Mais do que incrível, momentoso, é a inépcia do Ministério das Finanças (ainda há juristas nos ministérios?). Que técnicos qualificadíssimos como Ricardo Mourinho Félix e Mário Centeno tivessem escorregado na casca de banana posta por Marques Mendes, esse senador, é de bradar aos céus.
Já António Costa, um excelente político, dá-lhe por vezes para a politiquice. A forma como quis sacudir a água do capote foi notória para toda a gente, e pouco bonito de se ver. (Esclareço: sou um entusiasta deste governo, sem ter votado em nenhum dos partidos que o apoiam.)
O PSD -- ó o PSD, a sua política de terra queimada, o seu quanto pior melhor, a sua guerrilha que não deixa pedra sobre pedra, Passos Coelho e a sua troupe desde o chumbo do PEC 4 e a vinda da Troika; isto não é um partido político, é um tumor.
O CDS, neste particular da Caixa, foi a apendicite do PSD, uma lombriga a berrar 'esfola!'
O Bloco, ah, o Bloco, não se cura de ser irritante, de se poer em biquinhos de pés, de, desavergonhadamente ir votar uma acção do PSD numa questão de lana caprina, de dar gás ao PSD -- que falta de noção, que infantilismo, que idiotia inútil.
O PCP, ao menos, soube marcar posição, e não alinhou com o terrorismo do PSD, nem se deixou utilizar por este.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Quando for a S. Bento, quero levar um balde de pipocas, para também me rir à parva com as galinholas e os galifões da PàF

Telejornais de ontem. Quando um tipo pensa que boa parte daqueles indivíduos que representam o PSD e o CDS já bateram no fundo da falta de vergonha e da estupidez, afinal não, afinal conseguem refocilar ainda com maior desenvoltura, à frente de toda a gente.
O cenário, a Assembleia da República; a circunstância, um debate na Comissão do Orçamento, com Mário Centeno. O ministro fala e quase não acredito no que oiço e vejo: gargalhadas de galináceas e sorrisos alvares de galifões. Quase tive pena de Duarte Pacheco, que me parece ser homem de compostura, e até de Cecília Meireles (espero não estar enganado, e ter sido também ela galinhola -- tudo é de esperar).
Do outro lado, tipos preparadíssimos -- e suponho que com pouca paciência para lidar com putos --, Trigo Pereira, João Galamba, Mariana Mortágua, até Paulo Sá, que não é economista, e o inexperiente André Silva, a dar um exemplo de civilidade àqueles patetinhas.
Eu olhava para as tristes figuras, sempre à espera que a qualquer momento sacassem do balde das pipocas. É claro que Centeno, sem perder a urbanidade, fez gato-sapato daquele jardim zoológico da direita; mas o espectáculo foi degradante. Ao nível, de resto, do que foi, com poucas excepções, a anterior legislatura.

quarta-feira, novembro 25, 2015

um outro respirar

António Costa, como político hábil que é, soube combinar a competência técnica e a moderação política com um punhado de actores experimentados e com sinais para todos os lados, esquerda e direita, e também para dentro do PS. Depois do traumático do governo anterior, ninguém ficará assustado.. A competência técnica e/ou a moderação de Mário Centeno, Manuel Caldeira Cabral, Maria Manuel Leitão Marques, Francisca Van Dunem, e Azeredo Lopes, entre outros, junta-se a mesma competência técnica e as provas dadas na governação por Vieira da Silva, Augusto Santos Silva, João Soares (foi um excelente vereador da Cultura, em Lisboa) ou Ana Paula Vitorino.
Depois da negociatas, das aldrabices sortidas, de puro gangsterismo político, que continua (a miséria intelectual do líder do grupo parlamentar do CDS -- "governo politicamente ilegítimo", diz o homem, sem se rir -- e a habitual indigência política do PSD), depois disto é um outro respirar, mesmo com uma situação política e económica terrível.
Una palavra ainda para a force de frappe do PS, as suas armas estratégicas na acção política: Ana Catarina Mendes, como presumível s-g- adjunta, Carlos César, interlocutor com os outros partidos, Pedro Nuno Santos, secretário de estado dos Assuntos Parlamentares e João Galamba, porta-voz do PS, representam, em acção e consistência política, o melhor do melhor que o PS tem, no tempo que aí vem, de luta política acesa, e, já se espera. de guerrilha oportunista dos que perderam a maioria, e o poder, por mais que indecorosamente esperneassem, com o país todo a ver. 

quarta-feira, outubro 07, 2015

Espero não estar a lançar foguetes demasiado cedo

nem a contar com o ovo no rabo da galinha por parte do BE, mas parece-me que há uma genuína vontade de entendimento na esquerda parlamentar maioritária. As declarações dos dois líderes à saída da sede do PCP indiciam-mo. Nem o país perceberia que não se fizessem todos os esforços nesse sentido. A aspiração da rua fez-se ouvir durante a campanha.
Por outro lado, António Costa, agora já sem a plastificação artificiosa da campanha eleitoral é o secretário-geral certo no momento certo. A delegação à Soeiro Pereira Gomes foi de grande agudeza política: Carlos César, presidente do PS; Pedro Nuno Santos, elemento da ala esquerda do partido e um dos mais acerbos críticos da troika; finalmente, Mário Centeno, o coordenador do programa económico apresentado antes das eleições, que, por sinal, tomava notas com afã.
Há razões para ter alguma esperança.

Em tempo: vi depois, numa outra estação, também Ana Catarina Mendes, um dos melhores quadros políticos do PS, que nas eleições de domingo encabeçou a lista vencedora por Setúbal.