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quarta-feira, janeiro 29, 2025

UE em hibernação

A Úrsula deve estar em hibernação numa qualquer caverna, talvez na Gronelândia-- tão vocal que ela era.

Scholz disse os mínimos; Macron mandou o ministro dizer por ele alguma coisinha mais.

Não é fácil passar de lacaio a algo que se dê ao respeito de um dia para o outro. Espera-se cambalhotas, pois mudanças de dirigentes só por incapacidade adveniente.

terça-feira, novembro 19, 2024

ucraniana CCLXVIII - a casca de banana posta pelos Estados Unidos à Europa, algumas notas

1. Desde o fim-de-semana que aguardo uma declaração de Trump sobre a decisão (aparentemente pífia, mais uma...) de Biden em permitir o uso dos mísseis em solo russo. Não aconteceu até agora, o que confirma a minha suspeita inicial de a decisão ter sido concertada entre os dois.  A circunstância de o filho de Trump ter vindo criticar asperamente o ainda presidente, não quer dizer nada, ou antes, poderá fazer parte da mesma táctica, que, no raciocínio que lhe estará subjacente, tem algum sentido, ou seja: Trump não quer aparecer como o líder que possa ceder em toda a linha a Putin -- já basta o que basta, da retirada vergonhosa do Afeganistão, às humilhações infligidas pelo aliado israelita, culminando na "estratégia" indigente de enfraquecimento da Rússia com a guerra que provocaram na Ucrânia, um falhanço em toda a linha, pelo menos até agora.

2. Trump, aliás, quer ver-se livre daquilo rapidamente, antes de os Estados Unidos sofrerem ainda outra e não menos grave humilhação que será a capitulação da "Ucrânia", ou seja a derrota em toda a linha dos americanos e dos seus satélites europeus. 

3. A casca de banana: um envolvimento maior da Europa combinada (UE e países Nato), depois de os americanos saltarem da carruagem em andamento. Criaturas desprezíveis como Úrsula e Borrell fazem por isso, acolitadas pelo CEO francês, Macron, e o assistente social Starmer. Scholz resiste, principalmente ao belicismo dos futuros ex- companheiros de coligação "Verdes", que, se deus quiser, serão varridos do parlamento; Meloni é uma incógnita, apesar de querer mostrar-se respeitável diante da UE e da Nato -- não só por causa do putinista Salvini, como pelas relações da Direita radical, em que sobressai Orbán. Mas isto é mercearia. O que conta é a vontade de Trump largar o atoleiro que em Biden e os seus bandidos meteram os Estados Unidos. A bandidagem de Trump orienta-se para outras latitudes.

4. Já aborrece escrever a propósito do esgoto informativo, mas a imprensa popular e popularucha, a começar pela cnn, está sedenta de sensação e de sangue. Na cnn-Portugal, talvez veiculando "notícias" da casa-mãe, anunciava-se no último domingo que França e Inglaterra já haviam dado as autorizações de emprego dos seus mísseis em solo russo, para no dia seguinte afirmarem o contrário, como quem bebe um copo de água. E já não falo em alguns comentadores que parecem bem esportulados. Haverá sempre um saco azul algures para pagar a estes mercenários do teclado.

Conclusão: o que os Estados Unidos querem é pôr-se ao fresco, deixando a Europa com o menino nos braços. Que isso possa dar início a uma guerra em larga escala na Europa, é algo que os neocons "à solta" (Carlos Branco) têm por aceitável -- e, quem sabe, até desejável para aquelas cabeças ("Fuck the EU", não é?). Mas como tenho dito, quem acredita que uma guerra entre a Rússia e as potências europeias deixariam de lado os Estados Unidos? Eu não acredito -- nem seria justo que os EUA escapassem ilesos enquanto o Velho Continente passa por mais uma destruição. Isso não vai acontecer.

quinta-feira, setembro 05, 2024

ucraniana CCLXII: paulatinamente, eles tornam aceitável, não a guerra, mas a ideia de que estamos em guerra e da sua inevitabilidade

Eles há muitos, alguns são até militares. Hoje ouvi duas dessas duas personalidades. 

O comandante João Fonseca Ribeiro, na RTP3, dizendo basicamente isto: o próximo ano será de grandes decisões, e não é altura para líderes políticos "medrosos", uma vez que há que esperar que a Rússia ataque o ocidente europeu; ou então prevenir esse ataque. (Subjacente está a lengalenga de que a Rússia se prepara, mais cedo ou mais tarde para atacar países Nato, o que nem as criancinhas ou mesmo a minha cadela acreditam, por muito teatro que faça Trump.) Suponho que, para devem os países europeus (hoje citados por Zelensky) já autorizar o emprego do armamento ocidental no ataque, esquecendo-se de dizer que muito desse armamento é operado não por ucranianos, mas por militares ocidentais -- algo que um imbecil como o Borrell nem se preocupa em elucidar os cidadãos da UE. Presumo também que para Fonseca Ribeiro os medrosos sejam: Biden, Scholz, Starmer e Macron; e que os exemplos a seguir sejam as formigas aterrorizadas do Báltico ou quem sabe o insigne Boris Johnson, estrénuo representante dos nossos valores democráticos e liberais.

A segunda personalidade ouvida, desta vez na cnn-Portugal, Diana Soller (tinha de ser) disse que a China por enquanto não é um perigo militar perceptível, ao contrário da Rússia, que está em guerra contra os europeus. -- Como se sabe, foi a Rússia que se expandiu e não os Estados Unidos, via Nato. O mundo de pernas para o ar...

E por aqui me fico, reforçando que o propósito destes comentadores, ou pelo menos parte deles, é a de que vamos lentamente assimilando a necessidade do sacrifício. Em que grau, cada um saberá (saberá?).

Isto é inaceitável, e deve ser contraditado por todos quantos acham que há mais a fazer do que sermos joguetes dos americanos. E não digo isto por "pacifismo"; se há coisa que os portugueses fazem bem é a guerra, apesar de bisonhos. Da Guerra Colonial, em que éramos ocupantes seculares, recuando à Lusitânia que resistiu a Roma por mais de um século, se há coisa que este povo sabe fazer é bater-se -- mas, por favor, fazê-lo em nome dos interesses de outros por causa dos anões políticos que temos tido, vai um passo que só a inépcia e -- agora sim -- o medo, comandante Fonseca Ribeiro -- explicam.

sexta-feira, julho 26, 2024

ucraniana CCLVIII - até quando vai a Rússia fingir que não percebe?

Para ludíbrio da opinião pública europeia, a UE, pôs-se ao lado da "Ucrânia", assumindo a Rússia como ameaça -- quando é a Rússia a ter todas as razões para se sentir ameaçada, não apenas pelo cerco das bases da Nato, a instigação de "movimentos populares" na própria Rússia e nos países vizinhos e aliados (Geórgia, Cazaquistão, Arménia e no seu interior), sem falar numa poderosa animadversão relativamente ao conservadorismo patriótico e antiwoke de Putin, promovida pelos massmérdia globais, que se permitem endoutrinar e manipular os gentios.

Na realidade, a UE criou um inimigo, ao posicionar-se com toda a cobardia que lhe assiste, toda a subserviência e, eventualmente, com as pretensões de expansionismo económico a leste por parte da Alemanha, levando a França pela mão, ao pôr-se sob as ordens da rapacidade americana, e do seu cão-de-fila, que dá pelo nome de Inglaterra. 

Liderada, aparentemente, por uma sargentona que faz o trabalho sujo dos americanos, enquanto que Scholz não passa de um pobre espartilhado entre coligação governamental e o dono do outro lado do Atlântico (veja-se como não tugiu nem mugiu quando lhe rebentaram com os gasodutos), parece que o gamanço à descarada de dinheiro russo já começou, o que é mais um acto hostil.

Temos todos tido sorte até agora, e espero que continuemos a tê-la, por a Rússia continuar a fazer de conta que não percebe os actos hostis do Ocidente. Porque, obviamente, não lhe interessa nada elevar o patamar; e, por outro lado, com mais ou menos dificuldade, está a fazer colapsar militarmente a Ucrânia, apesar do envolvimento directo do Ocidente na guerra.

Até quando vai a Rússia fazer-se de desentendida ou desvalorizar os actos hostis dos seus inimigos? Esperemos que assim continue sempre, pela nossa saúde.

O meu maior receio é que com a previsível vitória de Trump, o conglomerado militar-industrial que se alimenta destas guerras, avance rapidamente por forma a deixar ao novo inquilino da Casa Branca um situação de facto consumado. Para isso, tem -- a começar pela governanta Ursula -- a boa colaboração da criadagem da UE, a mesma que fez teatro com a Rússia nos nado-mortos Acordos de Minsk.

quinta-feira, maio 30, 2024

ucraniana CCXLVIII - Scholz desconversa; os mérdia fazem de conta que não percebem

Ontem e hoje a CNN-Portugal, diz que França e Alemanha autorizam a utilização do seu armamento no interior do território russo. Não só é mentira -- publicamente, ao lado de Macron não disse nada disso, pudemos ontem ouvir; hoje (há bocado) insistem na notícia, passam as declarações do presidente francês, mas omitem, sem vergonha, as do chanceler alemão, pois qualquer pessoa pode ver, através da tradução, que é Scholz desconversou.

Isto tem sido o pão nosso de cada dia na cnn e nos outros mérdia.

Como disse aqui Jeffrey Sachs, a imprensa mainstream americana normaliza a possibilidade de uma guerra com a Rússia (ou/e com a China). A que atribui Sachs tal insanidade? À pura estupidez, incultura e ignorância dos círculos de poder, onde está também a imprensa, é claro, onde por cada indivíduo fora-de-série, existem cinquenta ou cem imbecis.

Por falar nisso, Nuno Melo, ministro da Defesa, expendeu a opinião pessoal de que sim, as armas entregues pelos países da Nato podem atacar território russo, sob determinadas condições, é claro.

E degrau a degrau, levados por estúpidos, encaminhamo-nos para uma intensificação de uma guerra que, no mínimo, deixará a Ucrânia arrasada, se é que alguma Ucrânia existirá depois desta vergonha.

Volto a dizer: ainda hoje, os historiadores não percebem bem como a carnificina da Grande Guerra (14-18) ocorreu, a não ser por uma estupidez que pode ter também o nome de entropia ou sonambulismo... 

quarta-feira, março 06, 2024

ucraniana CCXXXI - quando Zelensky e Macron eram pombas da paz

Zelensky venceu as suas presidenciais não apenas à custa da popularidade televisiva, mas também prometendo ao eleitorado negociar a paz com a Rússia e resolver a situação do Donbass (a guerra começou em 2022?...). Imagino, depois, a desilusão.

Até posso acreditar na sua sinceridade inicial, tanto mais que ele não é etnicamente ucraniano nem russo, mas judeu, cujo povo, até ao ao primeiro quartel do século passado, era periodicamente chacinado em pogroms por aquelas paragens, entre Rússia e Polónia. Havia os Acordos de Minsk..., uma autonomia do Donbass não estava ainda fora da equação.

Quando Zelensky ganhou em vez de Poroshenko, homem dos americanos, encontra uma Ucrânia já minada pela CIA. Depois foi o que sabemos, o pardal tornou-se falcão.

Quanto ao Macron, ainda há dia escrevi como este mercur(i)ocromo da paz benefeciou das idas e vindas a Putin, para tentar contê-lo. Limpou as eleições, escapando ao destino igual ao do pateta Hollande, que lhe estava marcado. Agora, é esta ave de arribação que se vê, permitindo-se até chamar cobarde (indirectamente, claro) ao titubeante Scholz.

Já agora: mão amiga fez-me chegar o sempre extraordinário Carlos Matos Gomes, antigo oficial comando na Guerra Colonial e homem muito culto. Quem quiser perceber ou aprender alguma coisa que o leia -- a ele, a Viriato Soromenho Marques, Carlos Branco, e alguns mais. 

Com esta preparação para a guerra (fria ou quente) que nos estão a aranjar, o tempo para ser anjinho, espécie peculiar de pássaro, já acabou. Por alguma razão ninguém fala disto na campanha eleitoral. Estão pois com mãos livre para fazer o que quiserem, os partidos...

terça-feira, janeiro 16, 2024

na cabecinha de uma delegada de propaganda bélica

 A convite da FLAD, esta senhora, do American Enterprise Institute, conselheira da campanha de John McCain e Sarah Palin, e, obviamente, apoiante de Joe Biden, veio perorar sobre o que vai pelo mundo, e certamente reciclar as lívia, as sandras, as sónias e todos os outros poejos que têm tão bem servido para esclarecer a opinião pública nacional. Lendo a entrevista, das duas, uma: ou é mais um atraso de vida, epígono de epígonos; ou está a cumprir muito bem o seu papel. Deixo as averiguações para quem tenha curiosidade, que não é o meu caso; mas sempre lembrando que a generalidade das lideranças ocidentais, figuras de excelência como António Costa (ou Montenegro), Sánchez, Macron, Sunak (lídimo herdeiro desse segundo Churchill que é Boris Johnson,seguindo o diapasão dos patetinhas de cá), Scholz, Von der Leyen, Borrell, Michel, como os Bidens e as Hilarys, andam a toque de caixa desta espécie de delegados de propaganda bélica que se passeiam, não pelos consultórios médicos, mas pelos gabinetes onde as luminárias acima citadas decidem sobre as grandes causas da Humanidade...

[dando de barato as características grotescas do Trump e o perigo que representa para o sistema político americano, a verdade é que este não começou nenhuma guerra (até pode ter sido um feliz acaso; pelo contrário, travou o confronto com a Rússia, que já estava preparado com o estafermo da Hilária -- confronto em relação ao qual já estamos a ser ensaboados, mas isso fica para outro post...]

quarta-feira, maio 10, 2023

banalidades e votos pios em Estrasburgo (ucranianas CLXXXIII)

 O Presidente da República foi discursar a Estrasburgo. Pelo resumo, ter ido ou não, dá no mesmo, apesar de aplaudido de pé pela maioria dos eurodeputados dum parlamento desacreditado. Falou do sacrifício de Julian Assange?; do exílio de Carles Puigdemont na Europa dos nossos valores?; do estranho caso duma presidente da Comissão que se comporta como um governante eleito (e ao serviço dos americanos)? Não falou. Então o que foi Marcelo Rebelo de Sousa lá fazer? Nada -- ou mostrar-se atilado e obediente a quem efectivamente está a destruir a União Europeia como ideia, que não é certamente o Putin, embora este também pudesse gostar. Mas quem precisa de inimigos com governantes e aliados destes? Ainda ontem, Olaf Scholz veio dizer que é preciso acabar com a regra da unanimidade. Está-se mesmo a ver o que será ou seria (a situação pôr-se-á cada vez com maior acuidade, é uma questão de esperar). No fim, para tornar tudo mais grotesco, toca de convidar a Metsola. E é esta vacuidade que Marcelo tem para nos dar. 

Mesmo sem saber até onde chegará, vale mais uma declaração de Lula no saguão de uma embaixada em Londres do que todas as frases de cómica banalidade exaltante proferidos pelos líderes deste deprimente Portugalinho. E isto não tem tanto que ver com a dimensão dos países (o Brasil com Bolsonaro não era ouvido por ninguém ou então era desprezado, mesmo pelos Estados Unidos), mas dos governantes. 

Portugal, país médio europeu, que só é irrelevante pela irrelevância das élites governantes, poderia ter uma voz que o distinguisse, mesmo consciente de todos os constrangimentos e da nossa situação geográfica, que nos obriga a ter uma relação especial com os EUA, assim como a Ucrânia terá sempre de relacionar-se com a Rússia, agora ou daqui a um século. Claro, há um plano declarado por estes líderes geniais que nos couberam em sorte que tem a derrota da Rússia como desiderato, que na verdade é uma neutralização/domesticação pretendida pelo americanos e papagueado por todos os políticos de meia-tigela. Que Portugal não tire partido da sua história de laços estreitos com o Brasil e os estados africanos para ter uma voz diferenciada (e não obrigatoriamente dissidente) e positiva para a própria Europa, diz muito de um estado de coisas que passa por meter a Metsola numa reunião do Conselho de Estado.

terça-feira, maio 09, 2023

Scholz no dia da derrota (ucranianas CLXXXII)

 No Parlamento Europeu, Scholz discursa lindamente: certamente não queremos voltar aos tempos em que um poder avassalador impõe a sua vontade aos restantes. Lembrei-me logo da primeira visita do recém-empossado chanceler aos Estados Unidos visivelmente encolhido enquanto Biden lhe diziam em público que a questão os gasodutos era para ser tratada, ou então eles, americanos, disso se encarregariam. Como de resto sucedeu. 

Sobre o discurso do Putin, a sua fixação: os patifes dos americanos e o wokismo que exportam, que lhe é salutar e visceralmente repugnante.

quinta-feira, junho 16, 2022

mais 1.000.000.000 de dólares, para ajudar a Ucrânia -- a ser dizimada, é claro (ucranianas CIV)

 Ainda a guerra não começara, já eu escrevia aqui que os Estados Unidos apoiariam a Ucrânia até ao último ucraniano.

Enquanto não nos chegam os verdadeiros desenvolvimentos da troika Draghi-Macron-Scholz, nem afinal o que fará Erdogan, fica aqui sinalizada a benemerência americana de mais mil milhões de dólares a juntar aos vinte e tal mil milhões já despendidos.

Tal como a maioria do povo, eu fico comovido com a solidariedade praticada por aquela nobre nação, em prol dos direitos humanos e da democracy: Clinton, Bush, Biden, mas também Cheney, Rumsfeld. Ah, que nomes, novos Ghandis, novos Mandelas, É de levar a mão ao coração e verter todas as lágrimas que a comoção exija.

Eu até proporia homenagens públicas: porque não uma Praça Joe Biden nesta Lisboa que adoramos, ou uma praceta para a Kamala?... Toca a salpicar as artérias do país com o nome destes homens com H grande. E mulheres também. Agora que finalmente se lembraram de homenagear o Gago Coutinho, dando o nome ao aeroporto de Faro, proponho que avancemos no estreitamento de laços atlânticos, baptizando o próximo que servirá Lisboa com a graça de Hillary Clinton -- desde que venha a ser construído na Porcalhota. 

ucranianas

quinta-feira, maio 26, 2022

um princípio. mas ainda não sabemos o fim (ucranianas C)

Está-lhes tudo a correr mal: é o Kissinger, é o Scholz, é a imprensa norte-americana, a inflação, os cereais, as televisões que já nem conseguem aldrabar mais, como se previa. E isto é só o princípio.

O princípio de quê?: do desfecho da guerra a breve prazo, com a previsível vitória militar da Rússia (se Deus quiser e for justo); ou da passagem ao patamar seguinte, o da escalada com o envolvimento de países da Nato (o rumor de que dois batalhões de voluntários (?) polacos terão sido fortemente atingidos pelos russos, não augura nada de bom a confirmar-se, dado o jaez sempre insidioso e traiçoeiros dos Estados Unidos e a miséria do energúmeno polaco, aliado dos líderes de Kiev, os homens de mão dos americanos -- é preciso dizê-lo sempre.)?... 

Quem se lembra daquelas "notícias" dejectadas pelas televisões que envenenaram as opiniões públicas europeias, de que a Rússia, ao fim de duas semanas de guerra, já andava a pedir armamento à China? É claro que os porcalhões que andaram a fazer os telejornais e a pôr os meninos a debitar "notícias" nunca terão vergonha na cara sequer para demitir-se, quanto mais pintar a cara de preto e virem, como nos tempos da Revolução Cultural, a público fazer a autocrítica: "não semos mais que umas putas, e baratuchas".

ucranianas

segunda-feira, fevereiro 21, 2022

Putin e Biden: jogo do gato e do rato numa ratoeira chamada Ucrânia

Olaf Scholz diz que há ainda lugar para a diplomacia e Macron insiste ao telefone com Putin. Eles bem querem, mas o que querem os Estados Unidos? Cada vez mais parece que é a expulsão do sistema monetário internacional como já foi apontado por outrém; uma forma mais limpa de tentar minar a Rússia, estrangulando-a econòmicamente. Se for assim, Putin está a evitar a armadilha: se atacar caem-lhe as sanções em cima; se não atacar, será não só um revés estratégico, como dará gaz aos americanos. O Donbas ali serve para já para ir entretendo, e Putin ganhar tempo. Não sei até que ponto os acordos com a China poderão de alguma forma compensar as tais sanções económicas nunca antes vistas. Se assim for, o tempo joga contra a Rússia e a favor dos Estados Unidos. O que poderá sair deste imbróglio, ninguém sabe, nem Putin.

Zelensky, que até meio da semana passada tivera uma atitude responsável e de sangue frio, deu de repente uma guinada e passou também a saber, tal como Biden, a que horas iria começar a guerra. Mas fez pior: pediu à NATO um cronograma para a sua entrada. Como isso, nas actuais circunstâncias parece ser uma impossibilidade, está também ele a ser boneco de ventríloquo, como o sec-geral da Nato a presidente da Comissão Europeia, para não falar no Boris Johnson, um tipo que merece todo o crédito que sabemos, do Brexit às festarolas no n.º 10.

Ucranianos em Portugal manifestaram-se em frente às representações diplomáticas russas. Alguns em lágrimas. Não deveriam ter ido às congéneres americanas? Já se perguntaram do porquê de tanto afinco e precisão na defesa da democracy por parte de quem está tão longe? Eu bem sei que parte deles está ali orientado e em serviço. Basta ouvir-lhes o mantra, qualquer coisa como isto: agora é na Ucrânia, amanhã estão a mergulhar nas águas do Guincho. Vamos lá todos então entrar em guerra porque a Ucrânia (ou quem da classe dirigente toma conta) não lhe serve ser um estado neutral e tem medo da influência da Rússia nas províncias de maioria russa. Vamos todos então escaqueirar a Ucrânia, porque os seus dirigentes assim o querem. Os dirigentes, ou os que de Washington mandam neles? 

domingo, fevereiro 13, 2022

Teremos guerra esta semana?

1. Em minha opinião, Biden apressa-se a dizer aos americanos para saírem da Ucrânia, pois já têm a data marcada para a provocação que os seus títeres neonazis do Batalhão de Azov, na linha da frente, como tem referido o tenente-general Carlos Branco, irão perpetrar. Veja-se aqui a bicharada com os seus símbolos a fazer lembrar as SS. Serão varridos pelos russos, impiedosamente o que será muito bem feito; e espero que estes usem de humanidade para com os civis e a tropa feijão-verde ucraniana, que serão usados pelos que verdadeiramente mandam na administração americana -- o complexo militar-industrial --, de que Biden é pelo menos lacaio -- como carne para canhão. Fizeram-no há pouco com os curdos contra o Daesh, abandonando-os à sua sorte. Neste século, a invasão do Iraque: as inexistentes armas de destruição maciça, que todos sabíamos que não existiam (excepto Durão Barroso). Milhares de mortos inocentes, famílias e vidas destruídas. Puros criminosos de delito comum.

2. A última esperança: a visita amanhã e depois do chanceler alemão Olaf Scholz a Putin e a Zelensky, que até me parece um tipo decente, mas sem qualquer força para se opôr ao sacrifício dos concidadãos pelo belicismo americano. Tal como Sholz não terá força para parar os Estados Unidos, nem para convencer Putin a perder a face. Oxalá me engane. 

3. Perante isto, a última coisa que me apetece ouvir são as parvoíces do MNE Santos Silva, a fazer de Durão Barroso. Bem sei que somos aliados -- a geografia pesa muito --, mas tal não implica a subserviência de avalizar as vigarices dos americanos. Haja alguma vergonha.