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sexta-feira, dezembro 13, 2024

se Stoltenberg era um caniche dos americanos, Rutte não passa dum cão de circo coxo

Mentiroso, aldrabão, vendedor de soutiens -- daqui a cinco anos, diz esta criatura improcriável, os russos estarão a atacar os países da Nato. Ao princípio da noite, o major-general Vítor Viana, um militar ponderado e educado, considerou essas afirmações como uma fantasia, explicando porquê. Mas aquele bicho presta-se a fazer figuras tristes, achando que os europeus são tolinhos como certos professores portugueses de Relações Internacionais e afins; acha que a meter medo consegue convencer as pessoas (e os governos, que dependem dos eleitores) a aceitar o desvio de recursos para gastar em armamento (de preferência americano).

Estes estúpidos podiam ser honestos e dizer algo como: a Europa tem de ter uma mínima autonomia, em termos defensivos, e isso implica uma política de defesa que tem de ser discutida. Mas não, preferem acenar com espantalhos. São estúpidos destes, criminosamente estúpidos, que levaram ao atolar da Ucrânia, e não contentes, a levar o resto do continente atrás. Tão miseráveis são eles com os dirigentes que, por cá e por outros sítios, vão atrás da conversa, como macacos amestrados.

quinta-feira, julho 11, 2024

ucraniana CCLV - ainda a "NATO"

Biden coloca a coleira a
Stoltenberg,
e leva-o a passear
Ouvir, ver, ler comentadores como Diana Soller e Isidro Morais Pereira e tantos outros, é particularmente penoso. Ao contrário de Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias,  Tiago André Lopes e alguns mais aqueles não explicam nem contextualizam, antes justificam. 
O mote é assestar baterias à China?; industrie-se os incréus e os néscios:  

"Já todos percebemos que a Rússia depende da China para manter a guerra. A China torna-se inimigo indireto do Ocidente", diz Soller; "A China tem servido de interposto para fornecer componentes de fabrico na Rússia" - e a prova disso foi o ataque ao hospital pediátrico em Kiev", sustenta Isidro. Não vi, nem ouvi, bastou-me ler as gordas. A questão não está em saber do grau de envolvimento da China; qualquer um com dois dedos de testa chega lá.  Estarem ali eles ou os pivôs da Praça da Alegria ou da Roda da Sorte, acaba por não fazer diferença.

Em tempo: visto e ouvido há pouco Agostinho Costa e circunstantes. Jesus.

domingo, maio 21, 2023

apesar do crowdfunding para comprar botas, os russos tomaram Bakhmut, e os americanos lutaram até ao último ucraniano (ucranianas CLXXXVI)

 Entretanto, em Hiroshima (em Hiroshima...), Biden autorizou que os países que o queiram fazer cedam os F16 à Ucrânia. Até que os aviões possam ser utilizados, daqui a alguns meses, a Ucrânia continuará a ser bombardeada, os ucranianos continuarão a lutar para os americanos, para não falar que terão os Sukhoi à espera deles.

Entretanto, com o carnaval da comissão parlamentar de inquérito, nem se deu pela visita do sabujo do Stoltenberg a Lisboa. Veio pedir os nossos F16? E nós?, vamos obedecer, como de costume?

terça-feira, outubro 11, 2022

alvos civis & crimes de guerra, tudo serve para manter a manada em estado bovino (ucranianas CXXXIII)

Ouvi ontem dois militares credíveis, o coronel Mendes Dias, primeiro, e depois o major-general Carlos Branco, dizerem que a Rússia enviara duzentos ou mais projécteis para a Ucrânia (e não os cerca de oitenta anunciados). A Ucrânia informou ter abatido cerca de quarenta, pelo que restam à volta de cento e sessenta. Se as informações ucranianas estão certas -- embora não sendo de fiar --, morreram dezanove pessoas, está-se mesmo a ver a lengalenga para enganar os incautos e conduzir a manada à aceitação acrítica das consequências da guerra que eles próprios fomentam. 

Cento e sessenta mísseis e dezanove mortos? Ou os ucranianos têm o guarda-chuva de Nosso Senhor, porque caíram no caldeirão de água-benta em pequeninos (embora o patriarca de Moscovo reze pelos seus), ou os russos visam mesmo alvos legítimos, estando nós diante de mais uma trafulhice em que esta guerra é fértil, com a passividade batráquia da generalidade dos líderes europeus, impotentes para lidar com a pressão americana, e os peões de brega do Pentágono na Europa -- do aborto do n.º 10 à tríade da UE, já para não falar de uma boa parte do comentariado, do Serafim Saudade às descabeladas que andam desde Fevereiro a dizer que "já estamos em guerra", insuportáveis tontas. 

O título ontem de manhã, no inserçor da inefável sic notícias era mais ou menos assim: Rússia bombardeia um parque infantil; claro que como a caricatura era demasiada, até para aqueles toscos, a voz off lá dizia estar o espaço de lazer (pelas imagens, parece tratar-se de um parque urbano com um equipamento para crianças) na área onde se situam os serviços secretos ucranianos. Ao lado, na tvi/cnn, sempre se dizia que um dos ataques fora feito nas imediações do tal parque. 

Os pobres pivôs caem que nem patos, e têm de ouvir os militares, com contida ironia, dizer que nenhum país, se outras razões não houvesse, desperdiça um míssil que custa largos milhares a atacar parques infantis ou centros comerciais; e que para intimidação basta senti-los passar por cima das cabeças, não é preciso estragar o baloiço do parque ao lado. Claro que o perito lá tem de explicar que por acção bem sucedida de uma antiaérea, os destroços do míssil entretanto neutralizado vão cair onde calha.

Em tempo: acabo de ler que outro clown, o Stoltenberg:"Se Putin ganhar ficamos todos em perigo". Só faltou  um Eia! para a manada. O perfunctório norueguês que o vá dizer aos iraquianos que há vinte anos foram abençoados pelas descargas da verdadeira democracy, com o incentivo do senil que está agora em Washington, mas que há duas décadas era só um poltrão.


terça-feira, maio 24, 2022

a guerra da Ucrânia vista à maneira do «Maus» (ucranianas XCIX)

 Maus, de Art Spiegelman, se bem se lembram, é uma novela gráfica que conta a história do pai, um sobrevivente de Auschwitz, sob a forma de animais antropomorfizados: os judeus eram ratos, gatos os nazis, e os polacos colaboracionistas, porcos.

Se animalizar os líderes desta guerra entre a Rússia e os Estados Unidos na Ucrânia, Biden será um lobo velho e Putin um urso; Boris Johnson, um porco, Ursula uma cadela, como o rafeiro do Borrell, Stoltenberg, assim como o Duda, da Polónia, chacais; Lukashenko, um facochero. Guterres, sei lá, um mocho ? Já Xi Jiping, esse tem sido um panda, come raízes de bambu e vê.

Em tempo: esquecia-me do Zelensly -- uma raposa, claro.


domingo, maio 01, 2022

foi uma pena os russos não terem mandado uns mísseis quando lá esteve a estafermo da Pelosi (ucranianas LXXVII)

A indecorosa Nancy Pelosi foi a Kiev visitar os seus homens, dar ânimo às suas tropas. Eu comecei esta série sobre a maldita guerra dizendo que os americanos iam dar guerra naos russos até ao último ucraniano. E é isso mesmo que está a acontecer, debaixo dos nossos narizes.

Com sorte, a guerra vai bater-nos à porta. Temos os homens dos americanos na Europa: o saguim do Stoltenberg, todo o governo inglês, a figura de Úrsula, os polacos.  E o Zelensky, agora comprovadamente um joguete dos americanos, algo que até agora eu tivera sempre cuidado em não dizer, porque não gosto de falar no ar

Ou o Putin consegue acabar depressa com esta porcaria e nos livra da Ucrânia e dos seus agentes americanos, ou então adeuzinho ao Putin, talvez até a uma boa parte da Europa. Mas aí, talvez os americanos não se fiquem a rir, como até agora. Se o mal chagar, vamos também pensar neles nas nossas orações.

ucranianas

terça-feira, abril 05, 2022

quando tudo serve para dizer o que se quer (ucranianas LX)

Desastres e degradações à parte, como as que se avizinham se isto  não acabar depressa, permitem que quase todos digam os que bem lhes apetece, não interessando  nada se o que dizem está correcto ou é apenas ligeiro entorse à verdade. Hoje ouvi em poucos minutos várias coisas de espantar, entre asneiras e delírios. 

A propósito da aludida possibilidade e/ou intenção das adesões da Suécia e Finlândia à Nato (uma retumbante vitória estratégica dos Estados Unidos, a acontecer) com a passadeira vermelha estendida pelo Stoltenberg, parece que impressionados com o genocídio ucraniano (sempre desprezei quem não respeita as palavras), oiço mais uma criatura, até agora para mim desconhecida, a obrar os maiores ditirambos à aliança atlântica recém-ressuscitada. Era tal o entusiasmo, que o homem justifica aquela possível adesão como mais um exemplo de como ex-países da Cortina de Ferro (sic), conhecedores do punho também de ferro dos russos, estão agora à procura de protecção. 

Tem isto importância? Nem por isso, até porque o homem deveria estar a pensar no Ford Cortina do avô e não bem na Cortina de Ferro, mas é uma insignificante amostra de como é difícil ter algum tipo de conversa a propósito da guerra na Ucrânia entre os Estados Unidos e a Rússia.

(em tempo: entretanto leia-se quem sabe e pensa o que diz e escreve, Carlos Branco).

ucranianas

quarta-feira, março 16, 2022

o alto e o baixo (ucranianas XLVII)

 O alto: 

1) os bombeiros de Kiev e das outras cidades; os cidadãos de Odessa a ensacar a areia da praia, cantando determinados. O povo comum e não os nazis do Batalhão Azov que por lá andam (já ouvi uma fraude qualquer a relativizar os nazis; não devem saber o que é a vanguarda da classe ordinária); 

2) a missão dos primeiros-ministros da Eslovénia, Polónia e República Checa. Quando isto acabar, ainda ninguém sabe como nem quando, será tido como um dos grandes momentos desta crise, pese embora a presença dos pouco frequentáveis polacos, heróis agora do Mundo Livre, como os rapazes do Azov.

O baixo: 

1) o irrepetível Stoltenberg, secretário-geral da NATO e macaco-amestrado dos americanos. Amanhã, o ministro da defesa ucraniano vai participar numa reunião de homólogos da aliança. Uma provocação ou uma afirmação tonta para que os russos não se metam com a NATO? Como disse no princípio, se o Putin pensar em cruzar a fronteira Nato, eu venho aqui pedir para o internarem, se os colegas em Moscovo entretanto não o tenham já feito. 

2) Estes gajos do Báltico foram entrados na NATO, e agora estamos nós a gramar com o seu pânico histórico dos russos. Não estão ainda cientes de que vamos todos para o galheiro se os russos os atacarem? Claro que já me tinha esquecido de que os iletrados daqui dizem que ele quer restaurar a União Soviética. Ou será o Império Russo? Ou ele é simplesmente doido varrido, como disse o pedreiro que veio cá hoje a casa, e todos temos mas é que nos juntar e ir lá pôr uma bomba?... 

3) O Zelensky já só diz que quer entrar na UE. Bolas, o tipo está a fraquejar. Na NATO é que ele deve estar, com aquele maluco do Putin à solta. O Stoltenberg vai reclamá-lo, a Estónia a querer interditar os céus da Ucrânia. 

(ucranianas)

sábado, janeiro 29, 2022

a crise da Ucrânia lida por quem sabe


Não são só os telejornais que são uma miséria, uma caixa de ressonância da propaganda mais indigente feita para o cidadão desinformado, que papa tudo o que lhe dão; isto envergonha também os responsáveis políticos que, muitas vezes com meias palavras, são instrumentos conscientes dessa mesma propaganda e agentes de mentira. Merecem algum respeito? Nenhum.

Ainda estou para perceber o papel dos dirigentes europeus, como a presidente da comissão, Ursula von der Leyen ou do Parlamento Europeu. Se são ineptos, espessamente ignorantes ou se trabalham para os americanos, e também contra os interesses europeus. E Augusto Santos Silva a fazer-se de choninhas após as reuniões da Nato?

Não vai haver guerra nenhuma, acredito -- até porque os americanos da última vez que ouvi o Blinken, que é o coach do Santos Silva, do Stoltenberg e doutros, começaram a baixar a bola, dizendo que os EUA acolhiam as "preocupações" russas. Pois, o Putin não brinca; a Ucrânia aqui é um mero território onde os outros se disputam.

domingo, janeiro 16, 2022

Ucrânia, o despudor

 Não tenho tido tempo para falar da Ucrânia. Como disse antes, era só os democratas voltarem ao poder nos EUA que o complexo militar-industrial começava a carburar. 

Se alguém, que não seja muito estúpido, puder explicar qual o interesse da Rússia numa guerra na Ucrânia, avance.

Entretanto, o despudor dos americanos e dos fantoches sem vergonha na cara, como essa marioneta da Nato chamada Stoltenberg, balbucia e bolsa. No Báltico, não sei se aterrorizados pela traumática experiência soviética, de duas uma: ou têm tanto medo que promovem uma escalada bélica, ou estão também ao serviço da administração americana. 

Ouvi um "especialista" em assuntos internacionais, por acidente, pois acho que o tipo é uma fraude,  Uma das coisas que disse foi haver um padrão na actuação russa, e mencionou o caso da Geórgia invadida, quando se sabe que foi a Geórgia, cujo presidente de então trabalhava para os americanos, que invadiu a Ossétia do Norte, estando Putin a assistir à abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, e que de imediato regressou a Moscovo. Um dos muitos prostitutos que andam aí no comentário internacional. 

A história da Ucrânia é mais que sabida, assim como da Crimeia. Sabida por meia dúzia, claro. E por isso intoxica-se a opinião pública, fala-se de guerra, como se tal fosse possível. A não ser que os americanos e os seus agentes estejam a pensar que há europeus em número suficiente para morrer pelos interesses americanos. Não sei o que vale o novo chanceler alemão. Macron, muito a prazo e periclitante, topa-os bem. A Inglaterra está sempre pronta para o trabalho sujo dos americanos, ainda mais com este aldrabão inimputável que está no n,º 10. Por cá, sabendo-se que temos sempre de mostrar boa cara aos nossos vizinhos atlânticos, podíamos ser um pouco menos coninhas e subservientes, como temos sido. Ouvir o ministro dos Negócios Estrangeiros Santos Silva é confrangedor. 

O Cazaquistão é outra história semicontada, ou seja: o evidente descontentamento popular com o governo local foi muito bem aproveitado. Até fazia lembrar a Ucrânia.

Por falar em coninhas, lembro-me quando outro ministro foi obrigado, em nome do governo português, a reconhecer o Kosovo. Recentemente, a farsa de Guaidó na Venezuela, em que a existência de uma larga comunidade portuguesa exigiria a (pelo menos aparente) estrita neutralidade. Emfim, não há vergonha.

quarta-feira, junho 23, 2021

JornaL

Perdão? Os presos políticos catalães aproveitam-no mas desprezam o indulto. Perdoar o quê? A reacção contra a ocupação forçada de um país por outro, sem direito à autodeterminação? Um perdão que não convence ninguém e serve para nada. A não ser que existam negociações secretas.

Hungria. Passa-se alguma coisa? Proibir propaganda, activismo, o que lhe queiram chamar, lgbt direccionado a menores é algum atentado ao que quer que seja? Pois não é, mas sim defesa da autodeterminação individual de crianças e jovens, como Putin faz na Rússia, e bem. Há, no entanto, um acinte que não deve ser passado em claro. Falar de pedofilia a propósito deste assunto é não apenas insultuoso como gratuitamente provocatório, portanto estúpido.

Entretanto em Itália. Por falar em estúpidos, parece que um projecto-lei quer obrigar as escolas católicas a celebrar o dia do orgulho gay, ou lá o que é. A Igreja já reagiu. Salvini a caminho do poder, por estas e outras. Bravo. 

Vacina. Tomei a segunda dose, hoje em Alcabideche, ao mesmo tempo que as notícias diziam que não há vacinas disponíveis, os internamentos sobem, as pessoas atarantam.

Servilismo. O ridículo Stoltenberg a atirar-se à China, às ordens do dono e a ter de engolir a cimeira de Genebra. São lacaios destes que privam os europeus do acesso a vacinas que salvam vidas.

Cães.  De acordo com o PAN, por uma vez: ter cães à trela durante horas (dias? meses?...) ou fechados em varandas é uma selvajaria. Não podem ter cães? Arranjem canários. 

Livros que me apetecem.  Escravidão, de Laurentino Gomes (Porto Editora). Integrado Marginal -- Biografia de José Cardoso Pires, de Bruno Vieira Amaral (Contraponto); Lena, de Pierre Christin & André Juillard (Arte de Autor). O Trigo e o Joio, de Fernando Namora (Caminho). Resistir ao Tempo -- Antologia de Poesia Catalã, por Alex Terradellas, Rita Custódio e Sion Serra Lopes. Uma Teoria da Democracia Complexa, de Daniel Innerarity (Ideias de Ler).