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terça-feira, junho 20, 2023
sábado, outubro 01, 2022
quarta-feira, setembro 28, 2022
domingo, setembro 25, 2022
desenhar a morte
Jacques Tardi (n. 1946) é um dos mestres da banda desenhada europeia, um estilo único; mais do que herdeiro da linha clara de Hergé e Jacobs, foi alguém que a transfigurou, tornando-a marca pessoal imediatamente reconhecível. Neto de um soldado das trincheiras, a Grande Guerra é um tema obsidiante neste autor, que, logo no verso do frontispício, avisa-nos ao que vem: «Tenho a impressão de que não podemos fugir à guerra. Mesmo nós, mesmo hoje. / A guerra que mostro não é mais que o décor de 14-18, os uniformes. / Acho que continua actual, o que me inquieta.» Neste álbum, com argumento do romancista Didier Daeninckx (n. 1949), a insanidade da carnificina do conflito mundial de 1914-18 aparece carregada na sua crueza pela utilização magistral do preto e branco, com terra e carne humana retalhadas pelos projécteis arremessados por todas as bocas de fogo, abrindo crateras no lamaçal da Flandres. Duas vinhetas por página são quanto basta para a respiração do texto de Daeninckx: «Uma tonelada de pólvora da casa Krupp destruiu tudo: os mortos, o pelotão, a pocilga onde nos tinham fechado.» A trama, sendo simples, é rica, explorando os quiproquós em que a comédia humana é fértil, aqui exponenciados pelos desencontros da guerra, à rectaguarda: o hospital de campanha, o bordel, os desertores com destino marcado.
Varlot Soldado (1999)
Argumento: Didier Daeninckx
Desenhos: Jacques Tardi
(EdiçõesPolvo, 2001)
(2019)
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terça-feira, maio 10, 2022
segunda-feira, agosto 05, 2019
quarta-feira, junho 18, 2014
quinta-feira, julho 18, 2013
lembro-me do Rascar Capac
Um panorama geral nocturno do Museu Nacional de História Natural, em Paris, por baixo a galeria de paleontologia. Hoje, 2013, um museu dentro do museu. (Eu já lá estive, e até me deparei com a vera efígie da especiosa Adèle Blanc-Sec). Estamos, porém, a 4 de Novembro de 1911. São onze e quarenta e cinco da noite. O ambiente é soturno. Tardi aproxima-nos, vinheta após vinheta, de um «Ovo de pterodáctilo (Fim do Jurássico) 136 milhões de anos». Ovo que começa a apresentar fissuras, para irromper na segunda prancha, dentro de uma vitrine que, ao quebrar-se nos prega um susto e faz lembrar uma outra, do arrepiante Rascar Capac (As Sete Bolas de Cristal). Adèle e o Monstro, pranchas 1-2.
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