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sexta-feira, dezembro 13, 2024

serviço público - Carlos Branco e Jaime Nogueira Pinto

 "As encruzilhadas de Zelensky" -- não é só a análise da inconsistência e incongruência do Zelensky, é toda a canalhada que fez a guerra alem de, muito em particular, os indígenas que dirigem aqui a Parvónia desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, todos sabemos porquê. Até quando vamos aceitar calados as mentirolas, a cobardia e a incompetência crassa?

"De Bucareste a Damasco, a democracia está bem e recomenda-se" entre outras coisas, uma das razões que fez de mim um eurocéptico; ou um intelectual salazarista a escrever por que está podre o demo-liberalismo europeu. Ajunto nomes, nomezinhos: de António Costa a Emmanuel Macron, passando por Pedro Sánchez, de Ursula von der Lyen + Josep Borrell, de Stoltemberg a Rutte, de Boris Johnson à ministra alemã dos Estrangeiro, a "verde" Annalena Baerbock -- sou só eu que fico nauseado?

terça-feira, novembro 19, 2024

ucraniana CCLXVIII - a casca de banana posta pelos Estados Unidos à Europa, algumas notas

1. Desde o fim-de-semana que aguardo uma declaração de Trump sobre a decisão (aparentemente pífia, mais uma...) de Biden em permitir o uso dos mísseis em solo russo. Não aconteceu até agora, o que confirma a minha suspeita inicial de a decisão ter sido concertada entre os dois.  A circunstância de o filho de Trump ter vindo criticar asperamente o ainda presidente, não quer dizer nada, ou antes, poderá fazer parte da mesma táctica, que, no raciocínio que lhe estará subjacente, tem algum sentido, ou seja: Trump não quer aparecer como o líder que possa ceder em toda a linha a Putin -- já basta o que basta, da retirada vergonhosa do Afeganistão, às humilhações infligidas pelo aliado israelita, culminando na "estratégia" indigente de enfraquecimento da Rússia com a guerra que provocaram na Ucrânia, um falhanço em toda a linha, pelo menos até agora.

2. Trump, aliás, quer ver-se livre daquilo rapidamente, antes de os Estados Unidos sofrerem ainda outra e não menos grave humilhação que será a capitulação da "Ucrânia", ou seja a derrota em toda a linha dos americanos e dos seus satélites europeus. 

3. A casca de banana: um envolvimento maior da Europa combinada (UE e países Nato), depois de os americanos saltarem da carruagem em andamento. Criaturas desprezíveis como Úrsula e Borrell fazem por isso, acolitadas pelo CEO francês, Macron, e o assistente social Starmer. Scholz resiste, principalmente ao belicismo dos futuros ex- companheiros de coligação "Verdes", que, se deus quiser, serão varridos do parlamento; Meloni é uma incógnita, apesar de querer mostrar-se respeitável diante da UE e da Nato -- não só por causa do putinista Salvini, como pelas relações da Direita radical, em que sobressai Orbán. Mas isto é mercearia. O que conta é a vontade de Trump largar o atoleiro que em Biden e os seus bandidos meteram os Estados Unidos. A bandidagem de Trump orienta-se para outras latitudes.

4. Já aborrece escrever a propósito do esgoto informativo, mas a imprensa popular e popularucha, a começar pela cnn, está sedenta de sensação e de sangue. Na cnn-Portugal, talvez veiculando "notícias" da casa-mãe, anunciava-se no último domingo que França e Inglaterra já haviam dado as autorizações de emprego dos seus mísseis em solo russo, para no dia seguinte afirmarem o contrário, como quem bebe um copo de água. E já não falo em alguns comentadores que parecem bem esportulados. Haverá sempre um saco azul algures para pagar a estes mercenários do teclado.

Conclusão: o que os Estados Unidos querem é pôr-se ao fresco, deixando a Europa com o menino nos braços. Que isso possa dar início a uma guerra em larga escala na Europa, é algo que os neocons "à solta" (Carlos Branco) têm por aceitável -- e, quem sabe, até desejável para aquelas cabeças ("Fuck the EU", não é?). Mas como tenho dito, quem acredita que uma guerra entre a Rússia e as potências europeias deixariam de lado os Estados Unidos? Eu não acredito -- nem seria justo que os EUA escapassem ilesos enquanto o Velho Continente passa por mais uma destruição. Isso não vai acontecer.

quinta-feira, setembro 05, 2024

ucraniana CCLXII: paulatinamente, eles tornam aceitável, não a guerra, mas a ideia de que estamos em guerra e da sua inevitabilidade

Eles há muitos, alguns são até militares. Hoje ouvi duas dessas duas personalidades. 

O comandante João Fonseca Ribeiro, na RTP3, dizendo basicamente isto: o próximo ano será de grandes decisões, e não é altura para líderes políticos "medrosos", uma vez que há que esperar que a Rússia ataque o ocidente europeu; ou então prevenir esse ataque. (Subjacente está a lengalenga de que a Rússia se prepara, mais cedo ou mais tarde para atacar países Nato, o que nem as criancinhas ou mesmo a minha cadela acreditam, por muito teatro que faça Trump.) Suponho que, para devem os países europeus (hoje citados por Zelensky) já autorizar o emprego do armamento ocidental no ataque, esquecendo-se de dizer que muito desse armamento é operado não por ucranianos, mas por militares ocidentais -- algo que um imbecil como o Borrell nem se preocupa em elucidar os cidadãos da UE. Presumo também que para Fonseca Ribeiro os medrosos sejam: Biden, Scholz, Starmer e Macron; e que os exemplos a seguir sejam as formigas aterrorizadas do Báltico ou quem sabe o insigne Boris Johnson, estrénuo representante dos nossos valores democráticos e liberais.

A segunda personalidade ouvida, desta vez na cnn-Portugal, Diana Soller (tinha de ser) disse que a China por enquanto não é um perigo militar perceptível, ao contrário da Rússia, que está em guerra contra os europeus. -- Como se sabe, foi a Rússia que se expandiu e não os Estados Unidos, via Nato. O mundo de pernas para o ar...

E por aqui me fico, reforçando que o propósito destes comentadores, ou pelo menos parte deles, é a de que vamos lentamente assimilando a necessidade do sacrifício. Em que grau, cada um saberá (saberá?).

Isto é inaceitável, e deve ser contraditado por todos quantos acham que há mais a fazer do que sermos joguetes dos americanos. E não digo isto por "pacifismo"; se há coisa que os portugueses fazem bem é a guerra, apesar de bisonhos. Da Guerra Colonial, em que éramos ocupantes seculares, recuando à Lusitânia que resistiu a Roma por mais de um século, se há coisa que este povo sabe fazer é bater-se -- mas, por favor, fazê-lo em nome dos interesses de outros por causa dos anões políticos que temos tido, vai um passo que só a inépcia e -- agora sim -- o medo, comandante Fonseca Ribeiro -- explicam.

quarta-feira, setembro 04, 2024

ucraniana CCLXI: Mongólia, Poltava e UE

O enorme prestígio do TPI saiu grandemente reforçado com a decisão mongol de ignorar a farsa e os farsantes. Como eles se devem rir. Eu rio-me. Mesmo quando oiço o nosso general Isidro a falar em mais um atentado às democracias, ou às ideias liberais, ou lá o que fosse o que ele queria dizer. Até porque o suprassumo do "liberalismo", os Estados Unidos, não só não pertencem ao TPI como trataram de acautelar os seus cidadãos: nenhum americano está sob a alçada do TPI, já nem me lembro que que administração tal foi decidido. USA! USA! Democracy for ever!

Na Batalha de Poltava de 1709, o exército da Suécia imperial de Carlos XII foi destroçado pelo da Rússia imperial de Pedro o Grande. Há algumas horas, dois mísseis Iskander russos rebentaram com uma academia militar ucraniana. Na versão oficial, 50 mortos e mais de 200 feridos; na versão russa (ouvi-a há pouco ao coronel Mendes Dias, pois o que nos servem não é jornalismo, mas propaganda que já nem consegue disfarçar), 200 mortos e mais de 500 feridos. Acontece que nesse instituto estariam a dar formação vários oficiais suecos, preparando a tropa ucraniana para manobrar os aviões para recolha de informações que a Suécia irá ceder à Ucrânia. Bingo! Não há-de a vigarista da ministra dos estrangeiros alemã, essa fraude que lidera os Verdes e que já despareceu dos parlamentos estaduais que foram a eleições no Domingo -- não há-de esta fraude clamar contra Putin... 

Vamos rir-nos um pouco mais:

Annalena Baerbock (a fraude verde): "brutalidade de [Vladimir] Putin (Presidente russo) não conhece limites", criticou a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, na sua conta da rede social X (antigo Twitter), acrescentando que ele "tem de ser responsabilizado". ("Notícias ao Minuto")

O almirante Kirby, o tipo que chorava frente às câmaras quando os russos bombardeavam a Ucrânia: "É um terrível lembrete da brutalidade [de Putin]", considerou hoje o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby." (idem)

E ainda o pateta substituo inglês, agora do Labour: "O chefe da diplomacia britânica, David Lamy, condenou também na rede social X o ataque mortífero russo àquela cidade ucraniana, afirmando tratar-se do "mais recente ato de agressão doentio da guerra hedionda e ilegal travada por Putin na Ucrânia"." (ibidem)

Entretanto a desavergonhada UE, em roda livre, sem ninguém que ponha a mão na Úrsula e no seu Borrell, "lamenta" que a Mongólia não tenha detido Putin. Desculpem, mas para além do abuso de poder destes primatas da comissão, estaremos nós em guerra com a Rússia e ainda não nos disseram? Recuso-me a acreditar que esta estrutura tão liberal, democrática e transparente tome determinadas decisões nas costas do povo europeu. 

segunda-feira, julho 08, 2024

ucraniana CCLIV - o passeio de Orbán e o hospital pediátrico

Já vêm os cadelos do costume falar de "um novo tipo de mensagem" que a Rússia quer enviar á Ucrânia, com a aparente tragédia do hospital pediátrico, como se a Rússia precisasse de o fazer, como se ela não soubesse que as hienas e os papagaios do costume não se apressassem a atribuir mais estas intenções demoníacas e bárbaras à Rússia, julgando estes estúpidos que as pessoas são tão estúpidas como um americano da administração Biden, ou tão servis e rastejantes como uma qualquer marioneta da UE.

Por falar nisso, marionetas de marionetas, como Michel e Borrell, apressaram-se a desautorizar Orbán na sua viagem Kiev-Moscovo-Pequim, como se o húngaro precisasse da autorização deles, como se fosse uma espécie de primeiro-ministro português... Que estúpida, imbecil e criminosa é esta escumalha. 

terça-feira, março 05, 2024

ucraniana CCXXX - a Europa está "cada vez mais em perigo", diz este sábio -- mas estão à espera do quê?

Borrell, pois claro, quem mais? A "Europa" sanciona a Rússia, fica-lhe com o dinheiro, envia tropa disfarçada de mercenários para a combater na Ucrânia, guia-lhe os ataques dos ucranianos através de satélite, estoiram-lhe com os gasodutos e -- cereja -- vê um yuppie que se tornou presidente de França a ameaçar (ahahah...) enviar tropas para o terreno, agora "oficialmente". 

Mas do que estão à espera estes animais? É evidente que a Rússia não terá, a não ser em caso de mobilização geral, tropa e meios para entrar em guerra com o Ocidente -- mesmo se, admitamo-lo por fantasia, os Estados Unidos se retirassem da Nato. Mas têm armas nucleares, fora o resto.

Há dias li isto do NYT, via DN. A comprovação do que sempre se soube, excepto os detalhes. Ah, as zonas de influências, as soberanias limitadas, os patetas dos comentadores...

quinta-feira, dezembro 22, 2022

falta de paciência (ucranianas CXLVI)

Hoje na rádio, ouço dizer que o Macron defende que a paz futura não pode ser deixada nas mãos de chineses e turcos...

Mas como é que este estúpido projecta um mínimo papel para a União Europeia, quando ele e outros governantes deram rédea solta à Ursula e ao atraso de vida do Borrell, já para não falar na flausina que preside ao PE, e se deixaram ainda ultrapassar pelos trânsfugas dos ingleses? Nem França ou Itália; a Polónia com uma conversa toda própria; a Suécia e a Finlândia com mais medo da Rússia do que da URSS, o que faz rir.

Os russos querem ver estas nulidades pelas costas, no que fazem muitíssimo bem.

sexta-feira, agosto 26, 2022

Abomino a prisão de opositores políticos, mas não transformemos o Navalny em herói, como faz o imbecil do Borrell

Antigo membro do partido de um boi chamado Jirinovsky -- soube-o há pouco --, fiz uma procura rápida de ligações.  Figura mais do que duvidosa, suspeito-o um agente da CIA -- essa instituição da democracy e dos direitos humanos a que tanto deve o mundo livre. Encontro no Contacto -- jornal português sediado no Luxemburgo -- este vídeo no YouTube do próprio. O jornal diz que Navalny se refere a imigrantes muçulmanos, o que é desprezível, embora -- sem que perceba o que diz -- veja apenas imagens de islamitas; e nesse caso sou inteiramente navalnysta: ou seja, as religiões, quando saem dos templos e procuram condicionar os indivíduos, têm de ser empurradas de volta: católica, ortodoxa, islâmica, budista, hindu -- a porcaria é a mesma.
De qualquer modo, suponho que este não seja o tom que mais agrade aos defensores da democracy, dos nossos valores, a começar pela galinhola que preside à Comissão Europeia.

quarta-feira, julho 06, 2022

por falar em pincher: au au au! (ucranianas CIX)

1. Por falar em pincher: quando vejo o Stoltenberg, lembro-me do galgo afegão dos meus sogros, Puzak da Rotlândia, esguio e estúpido que nem uma casa. Um cãozito de fila, menos desagradável, porém que o Borrell, que parece um daqueles rafeiros minúsculos com cauda revirada e ar de morcegos. Chamar àquilo cães é uma afronta à espécie. O mesmo com a inestimável Úrsula, cujo perfil é de chacal, e deve ser corrida o quanto antes. 

2. Por falar em UE: é impressionante como  o verdadeiro líder, o Boris Johnson, se desfaz lentamente aos nossos olhos (ministros e secretário de estado batem com a porta enojados), um pouco como está a acontecer com a Ucrânia, cujos líderes foram na cantiga dos americanos.

3. Por falar em Ucrânia, parece que a reunião de angariação de fundos se destina à futura região autónoma de Lviv, um protectorado polaco.

4. Por falar em Polónia, um filete na TVI(CNN (o canal enigma) "noticiava" ontem: "Polónia prepara-se para invasão da Rússia, e destacou 15 mil soldados para a fronteira." (Não garanto o ipsis verbis)

5. Por falar em Rússia: os soldados russos já conseguiram dinheiro para as botas por crowdfunding, ou andam a conquistar a Ucrânia descalços?

quarta-feira, junho 01, 2022

sai um memofante para o prof. Telo (ucranianas CI)

Costumo ouvir regularmente o historiador António José Telo na Rádio Observador ou na CNN/TVI -- sempre com desprazer, aliás, o que dantes não sucedia.

No outro dia, não se calava com Munique 1938. Ora Munique'38, significa o acordo da Inglaterra e da França à invasão da Checoslováquia e anexação do território dos Sudetas por Hitler, área de vasta população alemã.

Comparação subliminar Putin = Hitler -- algo que foi feito com brutalidade propagandística destinado à maralha, no gigantesco condicionamento das opiniões públicas a que temos assistido,  mistela grosseira que um catedrático se coíbe de fazer --, o paralelismo parece-me espúrio.

Claro, pode sempre dizer-se que Putin tem falado nos russos que estão fora das fronteiras, ou ainda -- o que não fazem, porque não convém -- das humilhações à Rússia nos últimos anos, a que já me referi aqui --, mas que não tem nada que ver com a situação de uma Alemanha ajoelhada pós-Versalhes, o que deu a corda toda ao nazismo. Se há coisa que a Rússia não está é ajoelhada, embora os Estados Unidos e satélites estejam a tentar, à custa dos ucranianos, aqui a servirem de cobaias e de isco.

Para trás e para a frente com Munique'38,  o que Telo quer dizer é que conforme a "política de apaziguamento" de Hitler redundou na II Guerra Mundial, a de Putin irá redundar na III.

Para além de ser duvidoso que Hitler fosse já apaziguável em 1938, após a incorporação consentida da Áustria -- consentida e aplaudida pelos próprios austríacos, algo que não é conveniente lembrar --, o prof. Telo esquece-se, por outro lado, que Hitler não tinha vizinhos agressivos que significassem uma ameaça militar; pelo contrário, eles estavam aterrorizados que uma carnificina como a da Grande Guerra voltasse a suceder.

E esquece-se também de que a Nato em Kiev, algo previsto na constituição do país, depois do golpe orquestrado pela CIA em 2014, juntando-se a uma série de acções na vizinhança e dentro da Rússia de que aqui tenho falado. seria algo de inaceitável para ela, Rússia. 

Claro que os que dizem, ah, mas isso não estava em cima da mesa, não merecem crédito algum. A Ucrânia esteve-se nas tintas, com as costas aquecidas pelos Estados Unidos, que esticou a corda toda; está agora a pagar as consequências de os seus dirigentes se terem posto ao serviço do império ocidental, mesmo que a Rússia vá pagar também ela um preço, Os Estados Unidos serão sempre vencedores; a Rússia nunca poderá cantar vitória total (a Finlândia), e o grande derrotado já é a Ucrânia, como seria previsível: pelos mortos, a destruição e a inevitável perda de um parte significativa do território. 

E as contas ainda não parecem fechadas. 

Em tempo - Naturalmente, está aqui presente o slogan de má fé comunicacional: "hoje é a Ucrânia, amanhã o resto da Europa". Para este absurdo, tem-se aproveitado tudo: Putin está louco; Putin está doente; Putin tem sido enganado pelo próprio estado-maior, entre mais patranhas para ludibriar a populaça europeia. Seria sem dúvida uma loucura a Rússia atacar um país da NATO, pois já se saberia qual a resposta. Pelo contrário, quem nós vemos cheios de vontade de subir a parada é a Polónia, os estados bálticos e o cão de fila inglês, sem falar nas criaturas da UE que nos saíram na rifa (aquela van der Leyen, aquele Borrell, aquela Metsola).

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terça-feira, maio 24, 2022

a guerra da Ucrânia vista à maneira do «Maus» (ucranianas XCIX)

 Maus, de Art Spiegelman, se bem se lembram, é uma novela gráfica que conta a história do pai, um sobrevivente de Auschwitz, sob a forma de animais antropomorfizados: os judeus eram ratos, gatos os nazis, e os polacos colaboracionistas, porcos.

Se animalizar os líderes desta guerra entre a Rússia e os Estados Unidos na Ucrânia, Biden será um lobo velho e Putin um urso; Boris Johnson, um porco, Ursula uma cadela, como o rafeiro do Borrell, Stoltenberg, assim como o Duda, da Polónia, chacais; Lukashenko, um facochero. Guterres, sei lá, um mocho ? Já Xi Jiping, esse tem sido um panda, come raízes de bambu e vê.

Em tempo: esquecia-me do Zelensly -- uma raposa, claro.


sexta-feira, abril 29, 2022

táctica asneirenta (ucranianas LXXVI)

 Se tivessem feito o mesmo quando se deu a visita da permanente figura de Úrsula, do speedy Borrell ou da louca de Malta, seria uma coisa; agora, durante a visita do secretário-geral da ONU?... 

Foi estúpido, e não ganharam grande coisa com isso. E isto não tem nada que ver com o facto de tratar-se de António Guterres, cuja acção foi até agora passível de crítica. Tinha sido giro fazê-lo com os dois patifes enviados pela cia. A fábrica de armamento podia ter sido destruída a qualquer hora. Não há grande paciência, de facto.

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quarta-feira, abril 06, 2022

ainda o massacre, ou os americanos a esfregar as mãos de contentes (ucranianas LXI)

 Continuo a achar credíveis os massacres, embora compreenda que haja quem duvide, mesmo com jornalistas, pois há os verdadeiros e os porta-vozes do governo ucraniano ou dos Estados Unidos. (Gosto muito de ouvir a expressão "fontes credíveis", lengalenga de papalvos para outros que tais).

O que me convenceu de imediato foram os testemunhos populares: mas a teoria da encenação é bastante tentadora, pese aí uma certa canalha opiniosa que quer calar ou intimidar os outros.

A pressa com que ingleses e americanos estavam já a falar do TPI e a "recolher dados", faz-me, contudo, torcer o nariz. 

Quanto aos russos: é possível que os russos quisessem replicar a Tchetchénia nessas cidadezinhas dos arredores de Kiev? Serão tão estúpidos e selvagens lá no comando da operação, ou foi uma brigada que se descontrolou? É possível. A estupidez e a maldade humanas não têm fronteiras.

De qualquer modo, os americanos a esfregar as mãos, a ganhar para já esta guerra com os russos, usando os ucranianos e a UE da Úrsula e do Speedy Borrell a abrir-lhes as pernas indecorosamente.

P.S. Quem acredita que os americanos se interessam alguma coisa por ucranianos, catalães, portugueses ou suecos ponha o braço no ar. Quando oiço estes gajos falar dos "nossos valores", só tenho vontade de rir.

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terça-feira, março 22, 2022

quando me fazem rir com a guerra (ucranianas L)

Não é o sotaque à Speedy Gonzalez do infeliz Borrell; 

ou o que se passará na cabeça impressionável duma juíza que libertou um facínora nazi para "combater os russos" na Ucrânia, onde estão muitos da mesma laia -- nomeadamente em Mariupol, onde tentaram sequestrar a população;

nem sequer um empregado de mesa dum restaurante que frequento, que já se ri ao ver as notícias da mortandade (quantos milhares de soldados russos mortos é que já são?...), e das pesadas derrotas infligidas pelas forças ucranianas, quando têm o país feito em cacos (sem que o comum dos cidadãos perceba porquê);

ou ainda, já esta noite, que o Pentágono (o Pentágono...) vai a judar a investigar os crimes de guerra dos russos na Ucrânia, com direito a declarações do director-geral, e anúncio de candidez bovina na televisão;

-- não, não foi isso que me fez rir nas últimas horas de cobertura idiota desta guerra -- valha-nos os generais, que um alucinado já qualificou de traidores (!);

o que me fez rir mesmo foi ouvir o m-general Agostinho Costa dizer a a uma jornalista e a uma senhora muito pia, que costuma andar para ali os comentários, que os russos não iriam desperdiçar um míssil de cruzeiro num centro comercial. Disse-o na altura, sem conseguir evitar o riso; há pouco ouvi outro m-general, Carlos Branco, referir-se aos lança-mísseis (se estou a designar correctamente) que ali estavam colocados, e no paiol em que aquilo tinha sido transformado, visível pela coloração do fogo depois da explosão;

mas o pior de tudo foi eu me ter rido com vontade após ouvir na rádio a locução emocional relatando a morte de um sobrevivente dos campos de extermínio nazis, com 92 anos, e a tradução do comunicado do ministério da defesa ucraniano. qualquer coisa como "sobreviveu a Hitler, mas não sobreviveu a Putin!" 

Eu que sigo com interesse o que se passa, já levei ao limite a minha capacidade de indignação com a desinformação mais vil a que alguma vez assisti. E até a propósito da morte dum sobrevivente do Holocausto estes cabrões me fizeram rir...

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quarta-feira, fevereiro 23, 2022

seis parágrafos sem paciência a propósito da Ucrânia

1. Terça de manhã, na Rádio Observador, o major-general Carlos Branco. Oh, tanto que há a dizer. Eu punha uma série de comentadores de meia-tigela numa prova de ditado, com orelhas de burro.

2. o José Rodrigues dos Santos em piruetas e pliês junto do mapa da região, depois de, com guinchos de terror, dizer que Putin citou Lenine e Stálin, não percebendo que era uma crítica que ele -- bem ou mal -- estava a fazer a ambos, como criadores da Ucrânia como entidade política.

3. Calado há algum tempo, o Chega pronunciou-se, acusando a UE de frouxidão. Propõe-se o envio voluntário do Ventura para o leste da Ucrânia, com o camuflado de brinde da campanha eleitoral. (Mas o Putin não era de extrema-direita? Pelo menos foi o que ouvi afirmar a um antigo membro de berloque de esquerda...)

4. Não tenho seguido as reacções dos partidos. Só sei que o PCP está cheio de razão, o resto é conversa fiada para entreter os indígenas e Washignton ouvir,

5. O Biden, esse querido velhinho, indignado com o ultraje russo de reconhecer a "independência" dos separatistas, esquecendo-se do cadastro que o país tem com a criação de Kosovos, que o comportado MNE Luís Amado foi obrigado a reconhecer -- sem esquecer essa linda entidade política chamada Bósnia-Herzegovina, que nunca em tempo algum alguma vez fora país ou nação. Há quantas décadas estão lá os capacetes azuis para que eles não se matem? É que antes eles viviam todos juntos, casavam-se entre si, como se passa(va) na Ucrânia. 

6. Cada vez tenho menos paciência para ouvir comentadores incapazes e políticos sonsos, Eu percebo que o cidadão comum não tenha possibilidade de analisar a situação.  Mas que dizer desta patota antiputinista primária, secundária e pavloviana? Parece que ele não deixa as criancinhas russas serem expostas a parvoíces como a ideologia de género na escola, entre outros atentados à inteligência; deve ser por isso que lhe têm tanta sede nos Estados Unidos e aqui na parvónia.

terça-feira, janeiro 25, 2022

a nulidade do Borrell diz que a Europa está em perigo

 ah, pois está. Em perigo não apenas por poder ser palco das consequências da resposta russa à predação americana (com várias cumplicidades dentro da UE, além do bulldog inglês que vai à frente a fazer o trabalho sujo). mas a Europa está realmente em perigo quando permite que destruam um homem, precisamente o que revelou as patifarias que constam dos WikiLeaks, e a quem o mundo livre tem muito de agradecer.

A Europa está em perigo quando tortura assim um homem, está em perigo quando nega aos povos o direito de autodeterminação como na Catalunha, com exilados políticos no seu seio, e enquanto tiver à frente criaturas como o Borrell, entre outras.



Tal como aconteceu com a prisão do Lula, por outro tipo de patifes, o Assange vai passar a constar da barra lateral, neste noutros blogues.


sábado, fevereiro 13, 2021

Borrell foi à Rússia fazer figura de urso

 É preciso lata, topete, e uma grande dose de paciência por parte dos russos para aturarem as impertinências de alguns líderes políticos europeus.

Então não é que Borrell, espanhol e até catalão, procede de um estado, a Espanha, com presos de consciência e exilados políticos, de Oriol Junqueras a Carles Puigdemont, este, aliás, eleito deputado europeu e impedido de tomar posse e de regressar ao seu país? E o Borrell vai fazer figura de palhaço em nome da União Europeia, por causa do Navalny -- que francamente tanto pode ser um herói liberal como um agente americano?  E ainda há  81 idiotas no Parlamento Europeu -- provavelmente da mesma família de atrasos de vida que votou a resolução de equiparar comunismo e nazismo -- que acham que Borrell fez má figura. Talvez quisessem que o homem pusesse o Lavrov e o Putin em sentido... Não são só os russos que precisam de paciência, nós também. De resto, parece que já estão a perdê-la.