«Disponho-me a confessar pecados / que não cometi, esperando que a penitência / corresponda à gravidade de todas as omissões.»
Mais Tarde (2003) - «Contrabando»
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Disponho-me a confessar pecados / que não cometi, esperando que a penitência / corresponda à gravidade de todas as omissões.»
Mais Tarde (2003) - «Contrabando»
«As buzinas dos carros proclamam / a vossa pressa de chegar a casa, / a um jantar desatento, / a caminho do sono.»
Mais Tarde (2003) - «Manifesto»
«uma tarde que outra (e os dias passam) / há percalços que nos traem»
Mais Tarde (2003) - «Quem Espera?»
«Dias turvos e inconsequentes sucedem / a dias inconsequentes e turvos.»
Mais Tarde (2003) - «Proposição»
«Depois veio a idade do gelo, / Chegou em camionetas Bedford, todas enlameadas,»
Peças Desirmanadas e Outra Mobília (2000) - «Camionetas Bedford»
«Um cansaço agradável / enchia as tardes de tagarelice e jogos de cartas.»
Peças Desirmanadas e Outra Mobília (2000) - «Camionetas Bedford»
«A pulsação da fonte / ecoava o galope dos cavalos, / caligrafia miúda / em papel de duas linhas,»
Peças Desirmanadas e Outra Mobília (2000) - «Camionetas Bedford»
«como pode alguém tão arrimado ao vulgar / ter o desplante de sugerir emoções / que lhe são desconhecidas?»
Peças Desirmanadas e Outra Mobília (2000)
«Tinha da vida um esboço ambíguo,»
«Adenda», O que Vai Acontecer? (1997)
«A literatura é o subúrbio da poesia, / concordámos, sem muito esforço, por esses dias;»
«Cartas - 1. Para o Manuel Afonso Costa», O que Vai Acontecer? (1997)
«Pernoitou nos arrabaldes de uma cidade estranha / e reviu sem gosto o princípio da matéria dada,»
«A Sede do Gado», O que Vai Acontecer? (1997)
«A tarde afoga-se na marina do Vieux Port, / acontecem desavenças por tão pouco, / rosas que murcham no íntimo de Maio:»
«Como regressei de Marselha, incólume, quase», O que Vai Acontecer? (1997)
«a súplica: por que estamos tão perto de chegar, por que simular / enfado, por que parou o comboio, o que vai acontecer?»
«"Eu vi a luz (...)», O que Vai Acontecer? (1997)
«Riscadas a esferográfica preta / as frases de que vivia, quase sem graça, / como se a literatura / fosse a alma de quem as procura.»
«A parábola dos cegos», O que Vai Acontecer? (1997)
«Foi tudo precioso, o silêncio flutuou / e deteve-se perto de servir um mal-entendido,»
O que Vai Acontecer?(1997)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.