Noite, ampla viola e madrugada
Que o silêncio guarda e amadura,
Voz sem garganta, voz escura,
Que sonha em tudo sem pensar em nada.
Que mão caiu assim já tão cansada,
Que ao cair feriu com essa estranha
Palavra a boca, larga malaguenha
Corda sem som de dor já desplumada!?
Barcelona, 1944
Pássaro Azul