Enquanto esperamos que uns quantos (ir)responsáveis que venham a ser eleitos decidam do novo aeroporto. a partir do relatório de uma comissão técnica independente que afastou (com ligeireza?) a solução Beja, uma pessoa altamente competente e sem papas na língua, João Joanaz de Melo, é mais uma que avança com a infraestrutura alentejana como complementar ao de Lisboa. Sobre Santarém não sei nada, mas sei que os ecocídios e outras malfeitorias , seja Alcochete seja Montijo são inadmissíveis. A não ser pelos tais (ir)responsáveis que dizem, entre outras barbaridades, que Portugal perde milhões de euros todos os dias por não decidir entre duas opções péssimas.
domingo, dezembro 03, 2023
sexta-feira, abril 28, 2023
sobre os aeroportos
Registei a ocorrência dum economista na Comissão Técnica Independente. Mas que raio faz lá um economista? E um médico, nâo?, ou quem sabe um veterinário. De qualquer modo, só me interessa ouvir o que tem para dizer João Joanaz de Melo.
sexta-feira, julho 01, 2022
nunices
Quem ontem ouviu João Joanaz de Melo sobre a questão do futuro aeroporto, não pôde deixar de ficar estarrecido e desgostoso. A saber:
1. os últimos estudos sérios e aturados que se fizeram, ocorreram quando da ponderação Ota-Alcochete;
2. Em Alcochete existe uma reserva estratégica aquífera, que será certamente afectada com a construção do aeroporto.
3. O Montijo, que este governo irresponsável quer a todo o transe levar por diante -- com a justificação grosseira e merceeira de o país estar a perder milhares de milhões de euros --, toda a gente sabe que
a) é perigosíssimo, pelo risco de colisão com aves;
b) é um risco para milhares de moradores na região, tal como o é em Lisboa;
c) situação transitória: o risco de inundação da pista.
Portanto, neste país tomam-se decisões levianas, por medo de fazer e medo de não fazer; medo de perder votos, entenda-se. É este tipo de gente -- e aqui refiro-me a todos os governos de há trinta anos, pelo menos -- que desqualifica a democracia.
Estes gajos que nos calharam em sorte, não estudam, porque as prioridades são outras. João Joanaz de Melo, ontem disse aquilo que todos sabem: Beja é mais barato (já está feito); um comboio está a uma hora e um quarto de Lisboa [num TGV (que forçosamente teremos, o que não sucede por causa da baixa cozinha da politicalha e do tal medo), em bem menos. Sem falar nos aeroportos mais pequenos à volta de Lisboa, com pista para receber voos intraeuropeus, como Tires.]
Resumindo: não há estudos, mas decide-se. Um governo sério e a sério, compromete-se com um calendário e com estudos à prova de bala, para que não haja dúvidas É isto que distingue os estadistas. Estudar e debater, mas executar, e uma legislatura chega para tudo, incluindo iniciar as obras, sem outros problemas. O que agora se faz é uma cena à Infarmed: muda-se o serviço para o Porto, numa jogada demagógica e politiqueira, e depois logo se vê.
quarta-feira, janeiro 09, 2019
a prepotência com falinhas mansas
O que me aborrece, desgosta e enfurece é o desrespeito pelas populações, de que falou João Joanaz de Melo, ao celebrar-se um protocolo para um aeroporto no Montijo sem a conclusão do estudo de impacto ambiental: é uma prepotência com falinhas mansas, e no fundo antidemocrática.
Um filme, aliás, que já vimos: eu tinha uma razoável opinião sobre António Costa, até ao lamentável caso do Infarmed. (Quer dizer, ela já tinha vindo a mudar, com seu comportamento toca-e-foge em relação a António José Seguro ou o calculismo um bocado impudico na questão Sócrates.)
O filme é portanto o mesmo: ideias generosas, desenvolvimento sustentável, descentralização e outras patranhas que se lêem aos meninos para dormir, mas no fim o que é preciso é facturar politicamente. Um artista, como dizia o outro, que Deus tem -- e que, por acaso, das poucas decisões decentes que tomou durante os seus dois penosos mandatos foi a liquidação do aeroporto na Ota, já decidido pelo governo de então e potencialmente catastrófico, como explicou na altura um piloto da TAP no «Prós & Contras» a um país atónito -- atónito por descobrir-se governado por irresponsáveis, chega-se à conclusão. Para mim, Costa politicamente, e em condições normais, já está há muito que está riscado: se é assim, sem maioria, como seria (ou será) com ela?