Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, abril 08, 2026

os americanos nunca desiludem

Podem fazer as piruetas que entendam, mas a verdade é que a maior potência militar irá sentar-se na sexta-feira, em Islamabad, à mesa das negociações, para conseguir o que poderia ter obtido há um mês e tal. 

Ou seja: a confirmar-se as notícias que estão a sair, há um vencedor desta guerra de cinco semanas, o regime dos aiatolas. Os americanos, de facto, nunca desiludem.

terça-feira, abril 07, 2026

cheira a sangue no tabloidismo televisivo

No Now, ontem à noite, insersor alerta para a série "Inferno no Irão", assim tal e qual, à espera da mortandade, como qualquer necrófago; o mesmo a CNN-Portugal, relógio em contagem decrescente, excitação para as massas; imagino a sic, mas raramente passo por lá; talvez a RTP seja mais parcimoniosa, não reparei.

segunda-feira, março 30, 2026

Trump, esta anedota

Não me lembro de quem, mas tenho pena: ontem um comentador numa estação fez notar que Trump -- tão bem enrolado pelo Netanyahú (e, quiçá, pelo próprio MBS) -- está a enviar toda aquela tropa para o Golfo Pérsico para forçar a abertura do Estreito de Ormuz, que estava aberto antes de começar este carnaval... Maior brilhantismo é impossível.

Antes, tínhamos um senil manipulado por falcões, Joe Biden; agora um tipo que não é estúpido, antes um mitómano doido varrido, rodeado de yes men. Num caso e noutro, ambos patifórios.

Escusado será dizer que quero muito que eles levem nas lonas. Veremos. Quem vai pagar as favas será Cuba, que passará do comuno-tropicalismo para os bons velhos tempos em que a ilha era um vasto casino e uma colorida casa de putas da máfia e demais elite n-americana.

terça-feira, março 24, 2026

os persas...

Esqueçamo-nos dos aiatolas (mas não das suas malfeitorias); isto já são os velhos persas. Trump, borradíssimo, engole a própria basófia. Ou então prepara-se para ludibriar os iranianos outra vez. Mas quem se deixa ludibriar por Trump três vezes? Se este meter a viola no saco, o estreito de Ormuz será uma espécie de Termópilas para o estado do Golfo Pérsico, ou um novo David contra Golias.

segunda-feira, março 16, 2026

cada cavadela, cada minhoca -- são uma anedota estes americanos

Depois de acharem que poderiam não só derrotar como partir a Rússia aos bocados, usando os neonazis que tomaram conta da Ucrânia ocidental --, estes nabos em Washington viraram-se para o Irão (bem manipulados por Netanyahu), crendo que os aiatolas eram palhaços do tipo Maduro, e que a velha Pérsia, com milénios em cima e habituados a bater-se contra gregos, romanos, mongóis, otomanos e russos, iriam facilitar e não vender cara a pele.

E de tal maneira, que Trump já está em pânico de poder atolar-se ali, tendo começado a coagir os idiotas úteis da Europa e arredores, que tão prestimosos foram para com a administração alegadamente liderada pelo senil que o antecedeu.

Veremos se com tanta cordura solidária para com o nosso grande vizinho, ainda não seremos obrigados a enviar uma fragata -- afinal não somos da raça de Albuquerque, o Terríbil?...


(em tempo:
Rangel disse que não temos nada que ver com aquilo;
o que vale é que Trump, segundo ele, só estava a testar os europeus...)

domingo, fevereiro 15, 2026

Irão - Estados Unidos: o que eu realmente quero

Porta-aviões americanos ao fundo, e aiatolas pelos ares, caralho...

Seria bonito, ambas as coisas, o pior é o resto.

terça-feira, janeiro 13, 2026

domingo, junho 22, 2025

quem tem poder, exerce-o

Mutatis mutandis foi o que se passou na Ucrânia e agora no Irão. A Rússia violou o Direito Internacional, reagindo à golpada de 2014 em Kiev, manobrada pelos Estados Unidos; estes atacaram ontem o Irão, livrando de piores lençóis aquilo que o saudoso Carlos Matos Gomes classificou como o 51.º estado norte-americano, ou seja, Israel.

Isto deixaria embaraçados uma boa parte de comentadores -- arregimentados uns; ignorantes ou outros -- e políticos imbecis, como boa parte cá do burgo, quando dizem que a Rússia não foi atacada (de facto não o foi, convencionalmente), como os Estados Unidos não o foram pelo Irão -- não contando, obviamente com o seu proxy (ou 51.º estado, se preferirem).

Nunca mais me esquecerei de um pateta de um doutorado da treta que, querendo rebater o major-general Agostinho Costa arengava: "Estava a Ucrânia posta em sossego, quando a Rússia atacou" -- etc. É preciso ser-se muito estúpido e totalmente vesgo relativamente às matérias em que se é "especialista". Vai ser divertido ouvir esta e outras luminárias a propósito do que se está a passar.

Quanto a isto -- independentemente de todos os desenvolvimentos cogitáveis do processo em curso --, parece-me que a Rússia passou a estar muito mais à vontade na Ucrânia para abocanhar o que falta das suas regiões históricas. Quanto à velha Formosa, província rebelde da China, esperemos que a sabedoria milenar daquela gente consiga resolver a questão de forma pacífica -- se os americanos deixarem...

como disse Agostinho Costa, os EUA atacaram o Irão em dois dias

Foi na quinta-feira à noite, diante de uma incompetente malcriada, que há três anos vem com conversa de meia-tigela sobre a guerra na Ucrânia, para não falar do burrico de turno que faz o papel de jornalista.

Priva, aliás, de que Israel estava (está?) à rasca, caso contrário não precisariam que os americanos viessem em seu socorro.

Vejamos o que se segue no jogo de sombras da diplomacia e na acção dos serviços secretos de todas as partes.

(Estava a ouvir em directo Carlos Branco na cnn-Portugal, e agora, na RTP3,  dois jornalistas a sério: Miguel Szymansky e José Manuel Rosendo.)

segunda-feira, junho 16, 2025

os meus desejos para esta guerra

Do que eu gostaria mesmo mesmo era que o Netanyahu levasse com um míssil nos cornos. 

Depois, o regime dos aiatolas poderia cair, e o Irão tornar-se algo mais digno dos seus milénios, uma sociedade sem discriminação das mulheres -- muito acima da condição geral das mulheres árabes, apesar de tudo --;

e de preferência sem o descendente do pseudo-Xá, filho de um militar de baixa patente que através de um golpe de estado, apeou os verdadeiros reis da Pérsia e se entronizou a si próprio.

sexta-feira, janeiro 17, 2025

cheiro a pólvora

Ninguém sabe o que vai fazer o Trump; mas se houver um mínimo de coerência (e Trump não é só Trump, e o apêndice Musk, mas, por enquanto na sombra, também J. D. Vance, com outra densidade), viverá tranquilamente com consagração de facto das zonas de influência, ou seja "A América para os americanos", o Próximo Oriente e a Europa vizinha para os russos (embora não acredite que lhes entregue os Bálticos e muito menos a Polónia, o que equivaleria a Nato estar morta, o que não é o caso, pelo menos ainda); o Pacífico para quem o apanhar; África de novo uma espécie de self-service, para quem primeiro erigir padrão (estou a exagerar, embora Áfricas existam muitas); e a velha Europa submissa, condenada nos próximos cinco anos a esta mediocridade vassala, perdeu uma oportunidade para contar alguma coisa, harmonizando as diferentes sensibilidades; mas isso seria pedir muito; e ainda estamos longe de uma integração coerente, se é que alguma vez lá chegaremos.

A Inglaterra e a Ucrânia assinaram ontem um acordo para cem anos; a Rússia e o Irão estabeleceram hoje uma parceria estratégica. É o regresso às ententes que tão bons resultados deram, e uma complicação dos diabos. De qualquer modo, a Rússia já ganhou a guerra que lhe foi movida pelos americanos e proxys ucranianos e da UE. Esta estrebucha, até ser tomada por dentro, tornando-se outra coisa -- o que não tem que ser necessariamente mau. Péssimo é aquilo em que se tornou nos últimos anos.

quarta-feira, novembro 13, 2024

em que se parecem o sionismo expansionista e o proselitismo 'woke'?

...Na profunda desonestidade intelectual e no exercício de amalgamar alhos e bugalhos, lançando a confusão nos incautos,

O sionismo expansionista racista no poder em Israel procura confundir com antissemitismo as críticas à brutalidade, selvajaria e prática de crimes contra a Humanidade perpetrados pela tropa israelita contra todos os palestinos da Faixa de Gaza. Estes agentes do massacre, da limpeza étnica -- e porque não dizê-lo, mesmo se juridicamente possa ser controverso? -- do genocídio, são os primeiros a desonrar os seus compatriotas e antepassados exterminados pela perversão nazi, maligna, patológica e cobarde -- basta ver a ignomínia da utilização da estrela de David à lapela pelo embaixador israelita na ONU. Para eles, o sagrado, a honra, a memória não existe, ou é cinicamente instrumental, intimidando os críticos com espúrias conexões entre quem os critica e presumíveis tendências ou cumplicidades neonazis. Um embuste que colhe entre os ingénuos e os burros do costume.

O proselitismo woke sempre que é criticado ou atacado na sua insanidade evangelizadora (v.g. a chamada "linguagem inclusiva"), que além de incrivelmente tonta é formalmente, ou seja, gramaticalmente errada (todes, presidenta, etc), procura proteger as suas orientações de manicómio com manobras de confusão, sempre para os mesmos ingénuos, ou apenas burros, com vénia para o quadrúpede, recorrendo a várias formas de desarmar os opositores, entre a mistificação e a intimidação, a saber:

a) misturar causas nobres, como o antirracismo, com as suas aberrações: ao associar um combate nunca terminado à discriminação racial com a promoção de idiotices como a chamada "identidade de género", procura limitar os críticos, pois ninguém bem formado quer ver-se associado a mínima tolerância para com a desigualdade em função do género, etnia, religião ou orientação sexual -- que é outra coisa, dando desta forma cobertura a obscenidades como a que sucedeu numa prova de boxe nos últimos Jogos Olímpicos , em que um homem apresentado como mulher massacrou a atleta que se lhe opunha, com justificada revolta desta, a contemporização cobarde dos dirigentes olímpicos e federativos, e o furor censório-inquisitorial dos evangelistas do costume;

b) diminuir os opositores com a classificação dos críticos como pertencentes à extrema-direita -- como há dias fez uma das irmãs Mortágua, já não me lembro qual. Truque velho que funciona com os medrosos e os videirinhos do costume, que nunca se comprometem.

c) a defesa do relativismo cultural, até onde eles próprios tiverem coragem de o fazer. Não conheço wokes que defendam a burka (talvez exceptuando uma espécie de fato de banho que deu que falar há uns anos) ou a excisão genital feminina. A tal eles não se atrevem, mas pouco escapa, em nome de um falso respeito pela identidade cultural desta ou daquela etnia, marimbando-se para o facto de em várias circunstâncias essa pseudo-assunção identitária ser uma imposição brutal, machista e aqui sim, patriarcal. Por exemplo, a obrigatoriedade do uso do véu islâmico, que todas as verdadeiras feministas contestam (aí está a corajosa e brava Narges Mohamadi), para vergonha destes activistas de pacotilha. E nunca me esquecerei, a propósito, de, num momento de grande infelicidade, numa entrevista ou programa da Antena 1, Miguel Portas referir-se a como o chador realçava a sensualidade da mulher muçulmana... deve ser por essa razão que as mulheres iranianas -- das mais belas que a Humanidade criou --, quando se apanham fora do jugo dos aiatolas mandam às malvas essa pretensa sensualidade...  

Como dizia o velho Jorge Amado, a ideologia falsifica (posso dar a referência bibliográfica, com indicação do número de página, onde este romancista e verdeiro activista anti-racista sustentou o que acaba de ser referido).

quarta-feira, outubro 16, 2024

mas, graças a deus, existe a Rússia e existe Putin...

Não acompanho em tudo este (mais um) estimulante artigo de Carlos Matos Gomes, que equipara as lideranças israelitas a nazis, sem lhes retirar nenhujm qualificativo, de criminosos a oportunistas, do Bibi à corja religiosa a que se aliou, embora seja certo que onde o nazismo via raças superiores e inferiores e terraplanava o futuro espaço vital, o capitalismo selvático vê os cidadãos como ora mercadoria ora gado que consome, e o espaço vital seja os mercados, vastos bordéis, com os seus proxenetas e sicários pagos onde for preciso, dos me(r)dia à política. 

Sem poder discorrer muito a propósito, deixo o último parágrafo:

"Quem está já fora da mesa do jogo de xadrez é o esforçado Zelenski, porque a Ucrânia passou à condição de causa perdida e o Irão passou a ser o objetivo principal para chegar à China."

Felizmente, na questão da Ucrânia e noutras, há a Rússia do Putin para pôr estes patifes em sentido, embora a estupidez dos rafeiros que dirigem a UE não seja de menosprezar.

(Quando leio o nome "Zelensky" só me vem à cabeça um punhado de pivôs analfabetos e outro de académicos marrões, que sabem tudo e não percebem nada. Vontade de rir. Não incluo uns quantos, que sabem muito bem o que dizem e fazem. Esses são doutra casta.)

quarta-feira, outubro 02, 2024

é para 'isto' que Israel tem direito a existir? tragicamente não é -- e há responsáveis

Como de costume, esta é uma guerra em que as vítimas e os inocentes são os povos: os palestinos, os israelitas, os libaneses. Não verto lágrimas nem por aiatolas xiitas nem por fanáticos religiosos, árabes ou judeus. Nada disto é preciso para reconhecer crimes quando ocorrem. 

Que o governo israelita é constituído por criminosos de diversa índole, é um facto. Que está à margem da lei ao ocupar território que não lhe pertence, é outro. 

Ao contrário do que se possa pensar, a política de Netanyahu é altamente lesiva para os interesses israelitas.

Alguém como eu, que sempre nutri uma forte simpatia por Israel, por varias razões, dou por mim a pensar: é para isto que Israel tem direito a existir? A resposta é simplicíssima: não tem -- ou deixou de ter. Quem não se dá ao respeito, não pode ser respeitado (banalidade acertadíssima); quem massacra civis põe-se do lado de fora da humanidade,  e isto serve para o Hamas, como para o governo israelita que -- tragicamente -- é composto por partidos que tiveram a maioria dos votos do eleitorado.

Como não se pode dizer que o eleitorado foi ao engano. Ao fim de mais de 30 anos de sabotagem dos Acordos de Oslo, com este Netanyahu à frente, o eleitorado israelita tornou-se co-responsável pela actuação reiterada do seu governo.

Resumindo: com esta actuação continuada, Israel perde a sua legitimidade primeira: a do direito à existência. Claro que isto não absolve os teocratas do Líbano e do Irão -- mesmo que estejam, supostamente, do lado do povo palestino -- ou seja, do lado certo, nesta altura do campeonato. Os teocratas do Irão são para ser derrubados e corridos a chicote lá para as alfurjas das mesquitas -- e, claro, não para serem substituídos por aventureiros chulos, como o último xá. O Irão tem na sua história, grandes e bons exemplos. 

Quanto à última diatribe deste governo israelita fora da lei contra Guterres, proibindo-o de entrar em Israel, tal é mais uma medalha para o secretário-geral da ONU. É que há acusações e animosidades que só nos dignificam. Ora, os indignos, pela sua própria natureza, são inaptos, jurídica e moralmente, de produzir conteúdo que seja entendido como tal. Ou seja: têm mais significado os latidos da minha cadela, do que as proclamações (ainda por cima com mentiras) do ministro dos estrangeiros israelita. Um bicho nunca pode ser desqualificado pelos seus actos; já um ser humano...  Quem, que não seja um tontinho, quer ver-se associado a uma quadrilha destas? 

quinta-feira, outubro 20, 2022

quem deu gás aos aiatolas? (adivinha

antiamericana primária, secundária e terciária): pois quem houvera de ser? Sempre os mesmos. E porquê? (pergunta incrédula: o Grande Satã?...): porque um primeiro-ministro iraniano achava que os proventos do petróleo, também ele iraniano, deveriam reverter para o... Irão -- e não para a Anglo-Persian Oil Company. E o que faz a CIA, mancomunada com os ingleses? Instiga a revolta junto do clero xiita com ascendente sobre o povo ignaro (Mossadegh era um jurista laico, intelectual e cosmopolita, além de patriota). E a partir daí foi sempre em crescendo de miséria política até à revolução islâmica de 1979, em que por justiça poética, o fantoche que ocupava o trono (filho, aliás, de um usurpador militar que se autoproclamou xá) foi atirado borda fora pelos mesmo aiatolas que, no início do seu ridículo reinado, tudo haviam feito para derrubar o verdeiro estadista.

terça-feira, janeiro 07, 2020

os bárbaros

Sem abordar a questão do Médio Oriente, que tem de ser vista à luz de um secular mosaico pluriétnico, registo: se o general iraniano  Qasem Soleimani não estava no Iraque propriamente em missão de Boas Festas -- e com isto não faço nenhum juízo de valor --, e que, portanto, é uma baixa de guerra, onde se dá e leva, a circunstância de o idiota do Trump ter ameaçado o património histórico do Irão, é revelador de que, apesar de nos Estados Unidos se situarem algumas das melhores universidades do mundo com a respectiva massa crítica, a verdade é que praticamente tudo o que o antiamericanismo mais larvar deita cá para fora não anda longe da verdade. Sim há um Wilson e um Rossevelt, um Walt Whitman e um Mark Twain, mas são enfeites; o focinho da América é mesmo a cara do actual presidente (e já agora do seu secretário de estado) -- e nisso muito mais verdadeiro do que aquela figura de vitelo desmamado do Clinton ou de um porventura equívoco chamado Obama.  

segunda-feira, novembro 20, 2017

no LEFFest #6

Um Homem Íntegro, de Mohamad Rasoulof (Irão, 2017). «Selecção oficial -- Em competição». Alguma coisa vai mudando lentamente no Irão para que se nos apresente com um filme tão subversivo como este. Da corrupção à religião, nada lhe escapa. Filme que vem de uma das cinematografias mais interessantes e estimulantes  com que tenho contactado. Tomara o pífio cinema português, que, com as honrosas excepções, oscila entre a alarvidade atávica e o onanismo especioso, acessoriamente masturbado pela imprensa arty e tontinha (vá, também com excepções) -- quem me dera que o pífio cinema português, repete-se, a séculos luz do cinema do Irão, pudesse aprender qualquer coisa com ele.