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quarta-feira, junho 19, 2024

2 versos de Helder Macedo

«Cortaram membro a membro a minha árvore / ficou só a raiz e o seu vazio.» 

Viagem de Inverno (1994)

segunda-feira, junho 10, 2024

4 versos de Helder Macedo

«Na mesma estrada de sempre / o mesmo velho de sempre / dava corda ao realejo / que toca sem fazer som» Viagem de Inverno (1994)

quinta-feira, maio 09, 2024

1 verso de Helder Macedo

 «a noite a luz a sombra a madrugada» Viagem de Inverno (1994)

terça-feira, novembro 14, 2023

antologia improvável #526 - Helder Macedo


Brilhavam três sóis

no fundo da noite

julguei que era o espelho

as luzes do carro

brilhando no gelo

mas estavam lá

suspensos da noite

até que um caiu

o outro apagou

ficou só um sol

ficou só a lua

ficaste só tu

luzindo suspensa

no gelo da noite.


                                                         Viagem de Inverno (1994)



quarta-feira, outubro 04, 2023

antologia improvável #514 - Helder Macedo

 Enquanto os cães ladravam um ladrar 

ralo de sono

que não chegou para acordar os donos

na noite doutros sonhos sem luar

e sem retorno

também cruzei por mim sem me chamar.

Viagem de Inverno (1994)

quinta-feira, março 28, 2019

livros que me apetecem

Alegria para o Fim do Mundo, de Andreia C. Faria (Coolbooks)
Amar o Tempo das Grande Maldições, de Luís Costa (Coolbooks)
Cada um com o Seu Contrário num Sujeito, de Helder Macedo (Abysmo)
O Real Arrasa Tudo, de Isabel de Sá (Coolbooks)
O Tempo Avança por Sílabas, de João Luís Barreto Guimarães (Quetzal)

no papo:
A Noite e o Riso, de Nuno Bragança (Dom Quixote)

terça-feira, maio 08, 2018

«Um salto de raposa sobre a estrada / último sol à beira da fronteira.» Helder Macedo, Viagem de Inverno (1994)

«Um mar assim / areia dividida deste fogo / desta luz ardendo no terraço / cada vez mais azul onde o azul clarece em azul / onde o sol vai do setembro saindo.» João Miguel Fernandes Jorge, Ternos Dizeres (1973)

«Nos mastros vibra o som do ar um vento forte vespertino» Luís de Miranda Rocha, Os Arredores do Mar, os Subúrbios da Noite (1993)

quarta-feira, abril 23, 2014

bem escrito: "Honra lhes seja." (Helder Macedo)

«O 25 de Abril talvez tenha sido caso único de uma revolução militar em que os militares não quiseram o poder. Mesmo os que talvez tivessem querido foram impedidos por outros militares. Honra lhes seja."

Helder Macedo, «A queixa que tenho contra o corpo», JL #1136, 16.IV.2014

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

2 ou 3 epígrafes


Wilhelm Müller   "Estrangeiro quando cheguei, / Estrangeiro vou partir." (em Viagem de Inverno, de Helder Macedo.)

Allen Ginsberg   "...o universo é um cemitério e eu ando sozinho por aqui..."   (em O Portão das Colinas do Nada, de Fernando Cabrita.)

quarta-feira, janeiro 08, 2014

bem escrito

«A grande realização de Barack Obama (e digo isto sem ironia) foi ter conseguido ser eleito. Tornou-se num símbolo da mudança e ficará na História por isso, mesmo que de facto pouco tenha conseguido mudar.»

Helder Macedo, «Papoilas sem trigais», JL #1128, 25.XII.2013

quinta-feira, julho 14, 2005

Ou nós ou eles,

escreve Pacheco Pereira na edição de hoje do «Público», a propósito dos acontecimentos de Londres. E eu, eu concordo... Com pena, pois, se ainda me lembro, o articulista foi um dos apoiantes da investida contra o Iraque, com lindos resultados, o que, aceitemos, não lhe retira o acerto da análise, ao contrário de Soares, que esteve do lado correcto, mas espalhando-se ao comprido nos últimos comentários, sobre umas famigeradas causas, que como já aqui escrevi, só lateralmente têm que ver com o que se passou. Defendamo-nos, pois, com tudo o que temos à mão, como diz Pacheco Pereira: «tropas, polícias, agentes de informações, à dentada (...)», se for preciso. É brutalmente simples, reconhece, mas não deixa de ser realista. Ao contrário, Helder Macedo, pessoa, escritor e intelectual respeitabilíssimo, também hoje na «Visão», http://www.visaoonline.pt/, parece-me que incorre nos erros de apreciação do costume, ao avisar-nos, com legítima preocupação, em relação aos excessos, em particular dos demagogos e duma tropa fandanga que lhes está adjacente. Tolerância, democracia, está tudo muito bem, creio que os ingleses serão os últimos a cair em tentações estranhas. Não lhes peçam, porém, que se deixem imolar. Ou somos intolerantes com a intolerância ou, aí sim, capitularemos.