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segunda-feira, julho 18, 2022

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  «Recorro à literatura, porque a literatura é experiência concentrada.»  

Fidelino de Figueiredo (1886-1967),  «O gosto de coleccionar», Um Coleccionador de Angústias (1951)

sábado, julho 02, 2022

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 «O velho monaquismo era uma fuga da angústia, da angústia da desfiguração inevitável do nosso verdadeiro ser no convívio do mundo, e era a ânsia da posse plena da consciência, tal como ela se deixava colher na solidão e no silêncio.»  Fidelino de Figueiredo (1886-1967),  «O gosto de coleccionar», Um Coleccionador de Angústias (1951

quarta-feira, junho 15, 2022

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 «Fazem-se revoluções e desencadeiam-se guerras, a rir, a rir, de dentes à mostra...»  

Fidelino de Figueiredo (1886-1967),  «O gosto de coleccionar», Um Coleccionador de Angústias (1951)

sexta-feira, junho 03, 2022

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 «[...] impolítico é todo aquele que vive a sua vida, dentro de si e para si, e cresce e sobe nos ares, como árvore irresistível, que faz sombra e toma espaço, enriquece e obstrui, usurpando o espaço de outros interesses.» 

 Fidelino de Figueiredo,  «O gosto de coleccionar», Um Coleccionador de Angústias (1951)

domingo, maio 29, 2022

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 «A "angústia" forma pequenos conglomerados de conhecimento e dor, tem essência cognitiva e estética, é um pedaço ensanguentado da realidade.»

Fidelino de Figueiredo, «O gosto de coleccionar», Um Coleccionador de Angústias (1941) 

segunda-feira, maio 23, 2022

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«Quem primeiro juntou ao seu ofício de ganhar o pão o gosto de coleccionar alguma coisa -- copos, relógios, caixas de fósforos, selos de correio, ingratidões -- fez dois achados preciosos: um motivo de interesse para a existência pardacenta de cada dia e um expediente para apressar o correr da máquina do tempo.» 
Fidelino de Figueiredo (1886-1967), «O gosto de coleccionar», Um Coleccionador de Angústias (1951)

Pela ironia do objecto coleccionável aduzido se percebe que o coleccionismo de que se falará, num livro que pertence à minha estante definitiva não será de modo algum o de porta-chaves. Fidelino de Figueiredo, que hoje quase ninguém sabe quem tenha sido, é uma dos grandes intelectuais portugueses do século XX, e não só. António José Saraiva dedicou-lhe o notável A Tertúlia Ocidental, ao seu mestre.
Como não somos um país sério nem para levar a sério, apesar da vetusta idade, Fidelino só existe nas bibliotecas e nos alfarrabistas. Outra coisa fôssemos, e haveria, disponível e a preço acessível, um ou dois volumes antológicos. Ele é apenas um em muitos casos. Achavam o Eduardo Lourenço bom? Pois este é melhor.  O azar é nosso.

domingo, abril 23, 2006

Correspondências #42 - Raul Proença a Fidelino de Figueiredo

Vamos enviar para os jornais portugueses a resposta às suas miseráveis calúnias. Se a publicarem, intimamo-lo a que nos responda! Se a não publicarem, devo adverti-lo de que não há maior ilusão do que pensar que sempre se negará em Portugal aos acusados o direito de defesa. Um dia há-de chegar em que a minha pena possa infligir-lhe nos principais jornais do país o castigo que merece. Serei implacável. Terá o direito de se defender por sua vez. Isso não impedirá que fique desfeito em lama.
O sr. (tão insignificante, mas ao mesmo tempo tão inconsciente) não faz a menor ideia das responsabilidades trágicas que acaba de assumir. Não é só pela calúnia que terá a responder. Será também pela destruição sistemática da nossa obra, já iniciada pela liquidação da tipografia. O seu ódio pessoal levou-o a tratar como inimigo a Biblioteca. Pagá-lo-á! Um dia saberá como a minha pena e as minhas mãos são duras quando têm a zurzir miseráveis da sua laia.
6 Março 1927
Raul Proença
In Raul Proença, O Caso da Biblioteca
(edição de Daniel Pires e José Carlos González)

terça-feira, outubro 25, 2005

Caracteres móveis #44 - Fidelino de Figueiredo

«...só nos insurgimos com vital impulso contra o que em nós trazemos.»
«A arte é estilo»
...um pobre homem da Póvoa de Varzim...

O jovem Fidelino