«Aprender o breviário do estio. / Lavar o olhar / na luz morosa da tarde / em cada rosto / em cada pedra.»
Na Orla da tinta (2001)
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Aprender o breviário do estio. / Lavar o olhar / na luz morosa da tarde / em cada rosto / em cada pedra.»
Na Orla da tinta (2001)
«Todo o Verão tem o seu assombro / paisagens altas / onde principio a escrever / (num silêncio de sinos) / vocábulos escassos, dissonâncias / numa saudade de rosas e luz estilhaçada.»
Na Orla da Tinta (2001)
«Com um pé na norma / e outro na errância / navego no coração do vento»
Na Orla da Tinta (2001)
«um gesto camponês / lavrando a solidão incendiando a terra»
Na Orla da Tinta (2001)
«um dia a música do mar / será mais leve que o verde»
Nascente da Sede (2000)
«O apego à pequena luz do teu riso / salva-me o dia.»
Nascente da Sede (2000)
«entrar em casa / é pensar a mulher / na limpidez absoluta das sílabas / quando ainda se ignora a morte / e tudo pode ser dito»
Nascente da Sede (2000)
«Preciso da tua lâmpada / para atravessar os dias»
Nascente da Sede (2000)
«És o nome em que tropeço / a água que me prende»
«És o nome», Nascente da Sede (2000)
«Quando falas / uma brisa furtiva povoa a casa»
Nascente da Sede (2000)
«as veias dos mapas são fundas / como minas abandonadas»
Nascente da Sede (2000)
«Tenho cabelos brancos / cor de prata / cor de pranto»
Nascente da Sede (2000)
«Há noites em que a madeira / pede um incêndio, um pó voraz / que a liberte»
Nascente da Sede (2000)
«Vives prisioneiro / de uma videira, da empa, / dos ofícios em que as mãos / prolongam a terra.»
Nascente da Sede (2000)
«Caminhas na terra liberta / pelo arado indecifrável do vento / reúnes resto de cereal, canas, pedaços de musgo // e as tuas mãos acendem / o verde mais verde / que habita nos campos.»
Nascente da Sede (1999)
«Ceifaram rente os campos / agora, é mais cruel a solidão do vento.»
Nascente da Sede (2000)
«Não sei acender um fósforo / contra o vento.»
Nascente da Sede (2000)
«há casas atravessadas / por um dom luminoso e feroz»
Nascente da Sede (2000)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.