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segunda-feira, setembro 16, 2024

as declarações (parcialmente) acertadas de Nuno Melo, o portuguesismo de cu para o ar e uma sugestão de borla

Nuno Melo esteve formalmente correctíssimo sobre a pergunta que lhe fizeram a propósito da vila alentejana de Olivença. Aliás, nunca poderia ter dito outra coisa, algo que os jornalistas, patriotas de cu para o ar, além de indigentes (um truísmo), criticaram, pois a Espanha --, oh a Espanha, que passa a vida a falar de Gibraltar, embora ocupe Ceuta e Melilha, além de Olivença, sem esquecer a questão das autonomias, pode ficar melindrada. O respeitinho é tão bonito.

Embora formalmente o ministro tenha razão, a posição de Portugal poderia e deveria ser outra, para além deste formalismo bocejante. Se o Direito diz que Olivença é portuguesa, e a força diz que é espanhola, a posição do mais fraco -- um pouco como sucedeu a propósito de Timor-Leste em relação à Indonésia -- (a posição de Portugal) deveria ser a de defender um referendo naquele concelho, comprometendo-se os dois estados a respeitar a decisão do povo. Chama-se autodeterminação e é a única forma democrática e aceitável de resolver diferendos desta natureza. Seja em Olivença, nas países ocupados pelo estado espanhol, no Donbass e na Transnístria, no Saara Ocidental, no Tibete ou nas Falkland / Malvinas. Porque, como dizia o Trovador, o povo é quem mais ordena. Não é? Claro que a Espanha nunca o aceitará, mas isso já se sabe.

quinta-feira, março 06, 2014

Na Crimeia, tudo vai acabar bem. Seguem-se as cenas dos próximos capítulos

 Conforme escrevi aqui, não me parecia provável que a Rússia se ficasse, diante das brincadeiras irresponsáveis da UE -- tal como a UE e os Estados Unidos não irão provocar uma guerra (!) por causa da Ucrânia.

A verdade é que a Rússia, ao integrar a Crimeia, toma posse daquilo que é historicamente seu. E vai fazê-lo de forma modelar, depois da decisão do parlamento legítimo da república autónoma ser reforçada com um referendo em que a vontade popular vai ser democraticamente expressa, e corrigir uma idiotice das autoridades soviéticas do tempo do Krushev, a contento -- tal como a Sérvia, diga-se, não pôde corrigir as sacanices do Tito, que criou o problema do Kosovo, entre vários e graves outros. (Pela mesma razão, já agora, sou completamnete favorável à manutenção das Falkland na soberania britânica, pois assim se manifestou o seu povo nas urnas, por muito que vociferem os generais e a politicalha argentina, com os seus complexos de colónia e as suas cortinas de fumo para enganarem os seus concidadãos).

Vejamos como evoluirá a situação no leste ucraniano, e se haverá bom senso por parte das potências e das supostas autoridades da Ucrânia. Nunca será de excluir o pior, mas não por causa da Crimeia, parece-me.

Notícia da resolução parlamentar da Crimeia, aqui: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=721592&tm=7&layout=121&visual=49