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segunda-feira, julho 01, 2024

A obra-prima


 

terça-feira, maio 04, 2021

em Odemira, os nepaleses

 Não fora a covid-19 e estaríamos todos nas tintas para a situação dos trabalhadores imigrantes no Alentejo, como nos estamos a ralar para os malefícios da agricultura intensiva. Queremos o nosso conforto à mesa; conforto de sociedade ocidental rica e esbanjadora, capitalista e selvagem; os proprietários querem facturar, o mais possível e ao mais baixo custo, que esta é a bonita natureza das coisas. Para tal, recorrem a empresas de trabalho temporário, que deveriam ser proibidas, pelo menos nestes moldes. E os governos querem que tudo siga na "normalidade", sem grandes ondas. 

Com excepção das associações de defesa dos imigrantes ou dos poucos cidadãos com espírito cívico, estamo-nos todos a marimbar para as condições dos nepaleses de Odemira; a não ser quando nos toca a nós também. Bolas, também podemos morrer com a covid, que os gajos, amontoados em contentores (como todos sabíamos) podem espalhar.

Quando os industriais, no século XIX, desataram a fazer bairros operários, foi porque perceberam que também eles eram vulneráveis às doenças contraídas pelos trabalhadores que exploravam à laia de negreiros; não por humanismo, que sentimentos desses são só para alguns.

Encerro com uma música do Fausto, um clássico, dedicada a todos os patrões, especialmente os das empresas de trabalho temporário: O Patrão e Nós, com a diferença de que aquele nós não é connosco, que de há muito estamos do lado do patrão; o nós agora é para os imigrantes.

segunda-feira, abril 24, 2017

só uma música

«[...] / os activos das carteiras / deste fundo / e de outro mundo / o fundo investe en fundos / de fundos / do fundo / [...] ». Tem muito jogo esta música do Fausto. Não há muitos que pudessem meter duas línguas de pau numa canção e fazê-lo a um tempo com graça e verve. A música minha preferida de A Ópera Mágica do Cantor Maldito (2003).

sábado, setembro 26, 2015

se tivesse de escolher só uma música

Há dias ouvi o José Cid dizer que Cantigas do Maio é o melhor disco de sempre da música portuguesa. Para mim, continua a ser o Por Este Rio Acima, do Fausto, mas este não pode deixar de estar nos lugares cimeiros. José Afonso, também para mim, o maior compositor da nossa música popular urbana. O seu legado já faz parte do cancioneiro português. Escolher uma música apenas é, portanto, tarefa muito difícil. A sublimidade deste «Maio Maduro Maio» é tal, que acabou por se me impor. E não só pela melodia caracteristicamente afonsina e a profundidade da letra, mas também e muito pelos geniais arranjos de José Mário Branco, o produtor deste disco a todos os títulos histórico (é o de «Grândola, Vila Morena») de 1971.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015