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quarta-feira, março 26, 2025

regressar ao século XIX

Não passam de fariseus quantos dizem que "regressámos ao século XIX" quando as grandes potências fazem pressão sobre territórios sobre os quais têm apetência. Dar-lhes-ia razão se dissessem que à sombra do Direito Internacional agonizante, as guerras não se fizeram por procuração, do Vietname a Angola e ao Afeganistão -- ou então através da desestabilização dos regimes, usando os respectivos agentes, do Kadafi ao Navalny, sem esquecer a Ucrânia, pois claro.

Ou se o status quo pelo qual agora choram alguma vez impediu o imperialismo e a lei do mais forte, da ocupação do Tibete  ou a barbárie da guerra do Iraque, a tal das armas de destruição maciça, vistas e identificadas pelo Durão Barroso...

Que grande paciência é precisa para aturar os semi-canalhas e os hipócritas por inteiro.

terça-feira, março 07, 2023

(ucranianas CLXXI bis)

 Em tempo: devo ter sofrido um curto-circuito, pois esqueci-me de dizer, a propósito deste arrazoado, que nem uma palavra a respeito do imperialismo americano. Talvez pela sua benignidade, trazendo consigo a democracy. Que o digam, entre outras, os milhares de iraquianos com as família destroçadas. Mas, claro, nessa altura havia as armas de destruição maciça, cujas provas da existência Durão Barroso viu.

sexta-feira, julho 29, 2022

Vasco Gonçalves, a História não se apaga, ou da inevitabilidade de um monumento

A única desculpa que a Direita tem para este ataque de tosse pelo projectado monumento a Vasco Gonçalves, da autoria do grande Siza Vieira, é a circunstância de tratar-se de um protagonista da história recente (tal como Salazar -- cujo centro interpretativo em Santa Comba Dão, enquadrado por historiadores insuspeitos defendo e defenderei). Uma história com feridas recentes, paixões ainda à flor da pele.

Só que... A figura de Vasco Gonçalves agigantou-se de tal forma no tempo em que lhe coube agir -- os dicionários passaram a registar o termo "gonçalvismo" -- que os meses em que governou, nos idos de 1974-1975, acabam por ser um dos períodos mais significativos dum estado e de uma nação a cumprir 900 anos em 2028.

Ainda hoje passei os olhos -- tão em diagonal que só tenho uma vaga ideia do título -- por um textículo do inefável Camilo Lourenço, a luminária que disse algures que a História não interessava para nada... (um retrato deste país básico, iletrado, primário -- parece que tem milhares de seguidores nas "redes"...), que obviamnte se manifestava e tentava condicionar Carlos Moedas -- como, de resto, é o seu direito num país livre.

Só que... (outra vez), isto ultrapassa totalmente Carlos Moedas, os proponenentes e os opositores do que está em causa. Acreditem que daqui a 200 ou 500 anos, os manuais e os livros de História de Portugal irão falar de Vasco Gonçalves e do gonçalvismo -- período charneira e apaixonante que não é para simplismo e para simplórios -- e ninguém irá saber quem foi por exemplo Mota Pinto. Ou Guterres, Ou Durão Barroso. Ou Sócrates. Ou Passos Coelho -- a não ser os eruditos que estudam o período.

 Resumindo: um monumento -- estátua, busto, memorial, o que seja -- a Vasco Gonçalves com o traço de Álvaro Siza Vieira? É como se já lá estivesse, meus caros, agora ou mais adiante. 

terça-feira, março 08, 2022

coisas que fascinam: os grandes corações e mais notas (ucranianas XXXIX)

1. Parece que fui desconectado por uma entidade que exibe o seu grande coração e atributos solidários cheios de azul e amarelo e imagens lacrimosas pela Ucrânia. (Vamos acreditar que aquilo é sincero e não uma artificiosa demonstração de empatia para ficar bem, vamos acreditar.) Há simplismos que não percebem que o não vir para aqui chorar, ou fazê-lo muito pouco, e procurar ver por detrás das imagens e das mensagens insidiosas não é compactuar com a guerra, mas procurar pensar, sem fazer figura de parvo ou, pior, de aldrabão. De qualquer modo. aliviado por se me despegarem os idiotas úteis e os campeões dos sentimentos pios. Lerem aqui que a actual guerra ocorre entre a Rússia e os Estados Unidos, com o povo ucraniano a servir de carme para canhão, deve ser demais.

2. Zelensky, dirigindo-se ao parlamento inglês, volta a destratar a NATO, e é bem feito. Diz que lhe prometeram aviões de combate, o que só reforça a minha suspeita de que a cúpula ucraniana foi ludibriada pelos  do costume.

3. Por falar em vigaristas, o sec. de estado americano é desmentido hoje pela Polónia, que nega ceder qualquer base para aviões pilotados por ucranianos intervirem na guerra. Ele tinha estado ontem na fronteira com o homólogo ucraniano, dizendo depois que ia ver se os migs polacos podiam sair da Roménia ou da Bukgária. Percebem-se agora as invectivas de Zelensky no parlamento inglês, que aplaudiu de pé, depois de o presidente ter chamado ao países da NATO, por outras palavras, medrosos e mentirosos.

4. A retórica da guerra nuclear e do maior envolvimento militar da NATO, que até agora se  limitou a criar as condições para o conflito, é muito perigosa. A da Ucrânia e a dos que a manobraram passa por aí. Nos últimos dias, quando ligo o computador, aparece um push alusivo à guerra. Hoje dizia qualquer coisa como isto "Ukraine is fighting for the world". Ou seja, há gente mesmo interessada na escalada; não lhes basta o aumento dos orçamentos militares cujo destino será os seus bolsos.

5. Pela primeira vez ouvi ontem o que todos quantos acompanham estes assuntos têm obrigação de saber: que a Geórgia atacou militarmente a Federação Russa quando Putin estava assistir à abertura dos Jogos Olímpicos de Verão, em Pequim. Disse-o João Soares. Até agora só ouvira o contrário, e garanto que já começava a duvidar da minha memória. Mas ouvi "especialistas" afirmarem o contrário (incompetentes ou aldrabões?). A Geórgia atacar militarmente a Rússia, não sei se estão a ver. Quem lhes terá aquecido as costas? A resposta foi a que se conhece, os tanques russos passeando-se pela cidade onde nasceu o Zé Estaline.

6. Antes que alguém se exalte: uma coisa não justifica a outra, porém alguém se lembra de se falar das crianças de Bagdad nos telejornais quando os americanos matavam aos milhares por causa das armas de destruição maciça que o Durão Barroso viu (uma legítima defesa, já se vê)? Pois não. Os inocentes que são mortos nesta guerra não servem apenas para todos mostrarmos que somos solidários (alguns, efectivamente são, os que vão para o terreno auxiliar); servem também para alimentar a propaganda, para que a guerra continue, uns quantos se encherem e inocentes com as vidas destruídas.

7. Ainda não li nem ouvi, mas disseram-me que o Zelensky (por quem, por vezes, nutro simpatia) disse que já não fazia questão de entrar na NATO, como exigiam os americanos. Foi preciso destruírem metade do país?... 

domingo, fevereiro 13, 2022

Teremos guerra esta semana?

1. Em minha opinião, Biden apressa-se a dizer aos americanos para saírem da Ucrânia, pois já têm a data marcada para a provocação que os seus títeres neonazis do Batalhão de Azov, na linha da frente, como tem referido o tenente-general Carlos Branco, irão perpetrar. Veja-se aqui a bicharada com os seus símbolos a fazer lembrar as SS. Serão varridos pelos russos, impiedosamente o que será muito bem feito; e espero que estes usem de humanidade para com os civis e a tropa feijão-verde ucraniana, que serão usados pelos que verdadeiramente mandam na administração americana -- o complexo militar-industrial --, de que Biden é pelo menos lacaio -- como carne para canhão. Fizeram-no há pouco com os curdos contra o Daesh, abandonando-os à sua sorte. Neste século, a invasão do Iraque: as inexistentes armas de destruição maciça, que todos sabíamos que não existiam (excepto Durão Barroso). Milhares de mortos inocentes, famílias e vidas destruídas. Puros criminosos de delito comum.

2. A última esperança: a visita amanhã e depois do chanceler alemão Olaf Scholz a Putin e a Zelensky, que até me parece um tipo decente, mas sem qualquer força para se opôr ao sacrifício dos concidadãos pelo belicismo americano. Tal como Sholz não terá força para parar os Estados Unidos, nem para convencer Putin a perder a face. Oxalá me engane. 

3. Perante isto, a última coisa que me apetece ouvir são as parvoíces do MNE Santos Silva, a fazer de Durão Barroso. Bem sei que somos aliados -- a geografia pesa muito --, mas tal não implica a subserviência de avalizar as vigarices dos americanos. Haja alguma vergonha. 

sexta-feira, junho 11, 2021

a nova carta do Atlântico e o Moedas a funcionar -- três parágrafos de impaciência

1. A burocracia é estúpida, serve os medíocres, assegura-lhes o rame-rame das suas estúpidas vidas sem percalços de maior. São os chamados não-fodem-nem-saem-de-cima da vida. A comunicação dos nomes dos organizadores duma manifestação anti-Putin: trata-se, claramente, disso mesmo: burrice, estupidez, desleixo, ignorância. Sabe lá a criatura que cumpriu os procedimentos alguma coisa do que estaria em causa. Do Putin só sabe que é um malandro que persegue homossexuais e manda envenenar opositores; quanto ao mais já ultrapassa aquela mona, ocupada com tanta coisa, dos acidentes da vida à última posta numa das três ou quatro redes sociais com que se embala. A notícia de que a Câmara de Lisboa fez o mesmo com a embaixada de Israel, a propósito de uma manifestação pró-Palestina, revela isso mesmo. Só um tosco não o vê. 

2. Claro que isto é uma oportunidade para a política de casos em que o PSD voltou a entrar. Rio parecia que tinha mudado a estratégia imbecil do tempo de Passos Coelho, mas caiu nela e agora já não consegue de lá sair. (Sairá de forma muito rápida depois das autárquicas, a não ser que ganhe Lisboa, ou a Amadora...). Enquanto isso, o agudo Moedas -- que dera tão boa conta de si como comissário europeu, valendo-lhe um convite da Gulbenkian -- saudoso da parvalheira, vem fazer figuras destas. O Biden, antes de se encontrar com Putin resolveu ensaiar-se uma vez mais com a restauração da "Carta do Atlântico", com o inefável Johnson a tiracolo. Talvez Moedas, inspirando-se em Barroso, porteiro da Cimeira das Lajes (ele até vira provas da existência de armas de destruição maciça no Iraque), queira ser uma espécie de engraxador e oferecer-se como anfitrião duma guerra contra a Rússia  

3. Finalmente, o deslumbrante José Rodrigues dos Santos, entrevistando Medina para o Telejornal, usou pelo menos três vezes a palavra delação, além de ter aberto a notícia com ela. Ora, delação significa denúncia com dolo, em troca de qualquer benefício. Eu bem sei que à maior parte das pessoas isto passa ao lado, mas que diabo!, Medina é insultado desta forma e não reage? Não põe o Santos na ordem? Porque o Santos não será analfabeto, sabe bem o que está a fazer. Quando se é insultado em público sem se reagir -- e Medina, pelo seu temperamento poderia sempre fazê-lo de modo elegante e assertivo ao mesmo tempo --, que raio de imagem damos aos outros?

sábado, abril 14, 2018

Mas o Macron já mostrou as provas que diz ter do ataque químico perpetrado por Assad?

Espera-se que o faça amanhã, quando se dirigir ao povo francês, caso contrário junta-se, em estofo e credibilidade, à parelha composta pelo doido varrido do Trump e da aldrabona relapsa e contumaz May. Para nós, portugueses, já trouxe à memória um certo Zèmanel, o tal que viu as provas da existência de armas de destruição maciça no Iraque.

Suspeito que Macron não vá mostrar nada, pois hoje assistimos a mais uma fantochada encenada, também com a colaboração ou aquiescência dos russos. A pressa era tanta, que nem puderam esperar pela missão de fiscalização das Nações Unidas (parece que irá amanhã para o terreno...), não fosse aparecer mais um Hans Blixen, o sueco que liderava a equipa da ONU no Iraque, para que não se recorde.

Tratando-se duma farsa, custa menos a figura de cu-prò-ar do governo português, e cai mais no ridículo o tom enfatuadamente marcial de Marcelo, hoje, com os antigos combatentes -- gente, aliás, que o estado português trata miseravelmente, sempre de acordo com os nossos baixos padrões de conselheiros acácios e de cu-prò-ar.

p.s.- estava a ouvir um palerma a comentar no Telejornal. Que riqueza de análise, que sumo, dando por certas, claro, as tais acusações. Talvez tenha acesso directo ao Macron. Claro que desliguei a criatura e vim aqui escrever isto, ansioso por passar a coisas mais sérias.

em tempo: não sei se os russos vão retaliar. Se calhar vão também fazer de conta. Façam o que fizerem, só espero que não caiam em cima dos curdos, que tanto jeito nos deram contra o Daesh, parece que (oxalá me engane) abandonados à sua sina.

sexta-feira, julho 08, 2016

é um fato que fica a matar a Durão Barroso,

o de presidente não-executivo -- 'chairman', escreve o Expresso em redondo (que orgulho, oh, que orgulho) --, além de 'consultor' e, quiçá (chi lo sai?) canalizador, com sorte motorista dos netos do accionista de referência da Goldman Sachs. 
Que orgulho, oh, que orgulho, 
Eu disse que o fato lhe fica a matar? É um facto. Mas, a propósito, terá de ir à Assembleia da República, explicar finalmente as provas de existência de armas de destruição maciça que parece que viu, o que só revela argúcia. Proponho, até, que ele preste mais um serviço à Humanidade, e seja ouvido em Haia. 

quarta-feira, julho 06, 2016

Iraque: os inocentes têm de ser vingados

Aquilo que sempre soubemos sobre a invasão do Iraque sob falsos pretextos e os largos milhares de vidas humanas inocentes que se perderam, só é cada vez mais confirmado  pelo lento, porém inexorável, acumular das evidências e provas materiais  do crime inominável que foi cometido por bandidos que têm nome e prosseguem tranquilamente com as suas vidas: Bush (o pateta de serviço), Cheney e Rumsfield (as criaturas letais), Blair (o político sem escrúpulos), Aznar (palhaço ibérico) e Barroso (o anfitrião da Cimeira das Lajes, que a todos nos envergonha).
Este punhado de indivíduos, com responsabilidades diferentes, é certo, deveriam ser julgados em Tribunal Penal Internacional e todos condenados, com penas variáveis, evidentemente.
É claro que isso não vai acontecer: os americanos gozarão sempre de toda a impunidade que lhe será dada pelas instituições e os ibéricos gozarão também daquela impunidade que decorre da tendência, compreensível mas injusta, de não levantar ondas, de não mexer no lodo. Mas ele, o lodo, aí está, e continua. O chamado Daesh não é mais do que uma consequência.
Resta o Bliar, esse infame com as mãos sujas de sangue, tanto quanto as dos comparsas do lado de lá do Atlântico, mas que dificilmente seria o único a expiar a culpa num improvável julgamento internacional.
Resta, em nome da justiça e da memória de todos quantos morreram nessa monstruosidade engendrada sem vergonha diante dos olhos de todo o mundo, resta a esperança que este indivíduo seja levado a tribunal pelos próprios britânicos, vítimas e familiares cujas vidas foram usadas sem pudor nem piedade. Os inocentes, incluindo as vítimas iraquianas.

quarta-feira, outubro 22, 2014

não havia necessidade

Eu até percebo que, por razões de civilidade e elegância, um deputado português, que não correligionário, aplaudisse o último discurso de Durão Barroso no Parlamento Europeu. Fazê-lo de pé, como sucedeu com Assis, é que, atendendo à personagem, me parece excessivo.

quarta-feira, março 20, 2013

Então e o Durão Barroso não dá murros na mesa, ou só serve para ver as provas das armas de destruição maciça no Iraque?

Dizia eu ao meu amigo PCP que  desde que a Alemanha se reunificou, as coisas têm corrido mal. E calculo que lideranças como a do Zé Manel não ajudem.

terça-feira, janeiro 29, 2013

papel de mosca

Andava cheio de vontade de o ler. Novidades, novidades, não dei por elas, a não ser o que tem que ver com politicalha, a alta roda da União Europeia (oh, o tutear dos estadistas...), as reuniões entre os líderes, os jantares confidenciais, etc.
Mas parece ser um trabalho competente de David Dinis e Hugo Filipe Coelho, papel de moscas em reuniões à porta fechada, seguindo a-par-e-passo aquele período do pec IV e do pedido de resgate.
Sócrates obstinado, Cavaco calculista, Portas malabarista, Passos ávido e empurrado para a frente, Teixeira dos Santos saco de pancada, Pedro Silva Pereira ministro adjunto, Durão Barroso, o nosso homem na Europa (como se tivesse feito alguma diferença).
O livro não responde, nem lhe cumpria, à pergunta se o pec IV, com o aval alemão, teria chegado. A avidez pelo pote de Passos e apaniguados não permitiu sequer assistir ao eventual falhanço desse pec. 
Apesar de tudo muito fresco, é útil relembrar alguns episódios de pouca grandeza.

David Dinis e Hugo Filipe Coelho, Resgatados -- Os Bastidores da Ajuda Financeira a Portugal, 3.ª ed., Lisboa, A esfera dos Livros, 2012.

quinta-feira, julho 07, 2005

Hoje, não quero saber

das mentiras do Bliar, dos crimes do gang do Bush, nem das provas que o Barroso diz ter visto da existência de armas de destruição maciça no Iraque. Estive na manifestação contra a guerra, e ainda bem que mostrámos o nosso nojo pela repugnante aldrabice. Mas o que se passou hoje só lateralmente tem que ver com a vigarice americana. Há ratazanas a espalhar a peste, indiscriminadamente. O que se faz às ratazanas?
E, francamente: por mim os israelitas, de quem gosto, aliás, podiam ser corridos de Jerusalém, ou de parte dela, aos pontapés no cu, mas só depois de se dar caça aos Bin Ladens, aos Zarqawis e a outros filhos-da-puta.
Farto deste ranço bíblico e corânico.