Mostrar mensagens com a etiqueta David Cameron. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Cameron. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 31, 2024

ucraniana CCXLIX - as opiniões pessoais de Nuno Melo (ou está na altura de mandar europeus para a matança)

Acredito tanto no seu carácter pessoal, como no secretismo desta "autorização secreta" que Biden deu para atacar alvos russos do outro lado da fronteira. Aliás, as declarações de Nuno Melo na quarta-feira estão ao nível das histórias da carochinha, que aquilo também não dá mais.

Obviamente que isto está tudo planeado, das declarações do ceo Macron às do atrasado mental Cameron, passando pelas "opiniões pessoais" de Nuno Melo. Ou seja: 

Estando o último ucraniano no horizonte (como escrevi logo no início, e muitos já disseram também, os Estados Unidos estão a fazer guerra à Rússia até ao último ucraniano) --, como o último ucraniano está aí ao virar da esquina (os outros estão mortos ou desertaram), e a derrota dos Estados Unidos e satélites na Ucrânia é mais do que evidente, está-se numa fuga para a frente, assumindo o envio de conselheiros militares franceses e outros -- que já lá estão desde o princípio -- até que seja altura de ir morrer para lá, como avisou o inefável Gouveia e Melo.

Para isso, toda a propaganda, toda a mentira é válida, desde logo, a ameaça, que dá vontade de rir, de a Rússia se atrever a atacar um país da Nato.

Ainda para mais, agora que estão em vias de engavetar o Trump, lá se vai a resolução da guerra em 24 horas: é mesmo para continuar, até à derrota total. 

E os líderes políticos que prestam vassalagem aos Estados Unidos, co-responsáveis perante os seus povos pelo que vier a acontecer. 

domingo, maio 19, 2024

ucraniana CCXLIII - serviço público - a crónica de Viriato Soromenho Marques no DN, mas não só

 «Os paladinos da guerra perfeita» , a crónica deste Sábado de Viriato Soromenho Marques, voz minoritária no espaço público. Minoritária porque reúne uma série de qualidades que faltam -- à peça ou por atacado -- à maiorias dos congéneres. Uma cultura vasta e ampla -- filosofia, história, estratégia, geopolítica, ecologia -- serve uma capacidade reflexiva, tolerante e íntegra, que faz a diferença para a charlatanice, a ignorância. a cobardia e a irresponsabilidade prevalecentes.

A generalidade dos comentadores pró-Nato, pró-Zelensky, são indivíduos com estreitas ligações a instituições norte-americanas, universitárias ou centros de influência privados. Estão a fazer pela vida, nas tintas para a objectividade e rigor, não passando de altifalantes dos interesses americanos. É ouvi-los falar, como se em dois anos nada tivesse mudado, a Ucrânia não estivesse destruída por dentro e a claudicar no terreno

Dos políticos não podemos esperar grande coisa, entre a leviandade de Marcelo ou as parvoíces de Gouveia e Melo, que fala demasiado em público, extravasando as competências de um militar.

Finalmente, sempre na base da cadeia alimentar, o jornalismo, em que raros são -- foram sempre raros -- os que se destacam da mediocridade e do analfabetismo. Da criatura que lê os noticiários na rádio ao pobre pivô -- se fossem sérios, se tivessem brio, coluna vertebral e neurónios a funcionar, perguntar-se-iam: "mas que raio de figura de estúpido estou aqui a fazer?, que incompetente papagaio me saíste", diriam de si para si, envergonhados. Destes, os que são capazes de se questionar, nem se ralam, pois sabem que o público em geral come o que se lhes dá. 

Claro que há sempre pessoas argutas, com muita ou pouca escolaridade, e que não são parvas, que ao verem um país destruído, com a tropa a claudicar, interrogam-se sobre o triunfalismo que lhes foi vendido nos primeiros tempos da guerra. Dentre eles, os mais agudos, e que entretanto tentaram informar-se para além das breaking news, estão a ver o filme, e percebem que o medo que lhes tenta instilar sobre os possíveis (quando não prováveis) ataques da Rússia a países da Nato, como a Polónia ou os estados bálticos, mais não são que um dourar a pílula não apenas para justificar os milhões que continuam a dar-se para uma guerra perdida, como, através do medo e da manipulação de massas, preparar psicologicamente a opinião pública para a inevitabilidade (segundo eles) de uma guerra, que será a segunda fase do  do plano norte-americano para "enfraquecer a Rússia", agora que a cartada da Ucrânia se revelou um falhanço. Obviamente os Estados Unidos não mandarão tropa sua, mas contarão com todo o empenho dos colaboracionistas europeus às suas ordens. Cameron, conhecido atrasado mental, já começou -- por iniciativa do seu governo ou isco dos americanos? --, a ver no que dá...

sexta-feira, maio 10, 2024

ucraniana CCXLI - "estranheza" e "apreensão"

 Estou farto de escrever aqui que o nosso enfeudamento à estratégia dos Estados Unidos na sua guerra contra a Rússia tem, entre outros inconvenientes graves, um afastamento de Portugal dos seus parceiros da CPLP. Não sei se, como diz Tiago André Lopes, isto revela "a ineficácia da diplomacia portuguesa". Creio, antes de tudo, que revela o vazio político e estratégico dos governos portugueses, em especial o de António Costa, que o actual se prepara alegremente para seguir, que é o de sermos, não aliados, mas cães amestrados dos interesses americanos, numa total dupla submissão (também á Comissão Europeia), e fazendo par com desqualificados como o ceo Macron e o atrasado mental do Cameron, em vez de, por exemplo, nos termos concertado (tínhamos todas as condições para isso) com Lula da Silva. 

Portugal, Brasil, mas também Angola, Moçambique, países referência como Cabo Verde ou Timor-Leste, de novo encabeçado por Ramos Horta, Nobel da Paz -- o que não poderia ter sido feito ou tentado; que respeitabilidade não teria sido a nossa. Não creio que seja a ineficácia da diplomacia, mas a mediocridade gritante de António Costa ("derrotar a Rússia...) e de Marcelo, com a  atribuição ao Zelensky da Ordem da Liberdade, logo transformado em penduricalho da liberdade, recebido este como se de um brinde saído na farinha Maizena... 

Isto também significa que a História não é só passado -- é presente e futuro. Claro que com inépcia, nem passado nem futuro, só este presente penoso e ridículo, que transforma a Esfera Armilar em ovo estrelado -- a dimensão destas criaturas, uma das quais almeja ser presidente do Conselho Europeu, aplaudido por todos os basbaques aqui da Parvónia, como se tivesse especial qualidades que não seja o manobrismo de enguia.

 

sexta-feira, março 23, 2018

Putin e a iguana

Sobre Vladimir Putin pode dizer-se muitas coisas. Coisas que se sabem, coisas que julgamos saber, ou até que não sabemos, embora as vocalizemos e escrevamos, ou, ainda, coisas que outros querem que nós achemos que sabemos.

Podendo ter muitas e variadas opiniões sobre Putin, boa parte das quais, frise-se, sem outra sustentação que não a manipulação massiva, porém simplória, em que os americanos e satélites continuam a ser mais eficazes que os propagandistas do Kremlin: da Crimeia, ao avião abatido no céu da Ucrânia, passando pela guerra química supostamente levada a cabo na Síria, entre outra conversa fiada para impressionar os incautos -- (podendo ter muitas e variadas opiniões) uma coisa é certa: com excepção de alguma elite urbana e académica que não se conforma com a espécie de pai da pátria em que de há muito Putin se tornou, e que compreensivelmente ambiciona que a Rússia possa ser, digamos, uma Suécia em termos políticos, a maioria do eleitorado apoia-o -- 77 dos 63 % que foram às urnas, mais irregularidade, menos irregularidade.

Inibo-me de opinar sobre Putin, creio que precisaria de ser russo -- lá e agora -- para expender algo que na boca dum português não tenha a imediata ressonância da patetice, ou pior.  Por outro lado, nos grandes países europeus, só encontramos respeitabilidade num interlocutor, a chancelerina alemã Merkel (em política internacional, as palavras de Macron pouco mais são do que vagidos, pese a force de frappe, e Donald Tusk é, no fundo, um porta-voz -- embora respeitável) ). Senão vejamos: Sarkozy, Hollande, Cameron, e a inqualificável dupla May+Boris Johnson, a iguana e o palhaço: é difícil descer-se mais baixo e conter o asco.

Esse mesmo asco que provoca a parelha May-Johnson -- dois rostos do desastre do Brexit, e das mentirolas soezes que lhe foram acopladas --, quando, atirando-se convenientemente à Rússia a pretexto do envenenamento dum espião (é sempre bom desviar as atenções quando a frente interna está a aproximar-se de um atoleiro), o torpe Johnson se permite fazer comparações com a Alemanha nazi (um insulto para qualquer russo), enquanto a desavergonhada May invoca os aliados, com base na partilha dos mesmos valores. Ora, os únicos valores que estes mamíferos reconhecem são os dos mercados e o da hasta pública da sua própria insignificância.


segunda-feira, abril 08, 2013

mostrar músculo à Alemanha (para benefício da própria Alemanha)

Sustenta-se, a propósito da II Guerra Mundial, que a fraqueza das lideranças francesa e inglesa, que se revelou logo a partir do rearmamento alemão, ainda na primeira metadeda década de 1930, contribuiu grandemente para a escalada bélica de Hitler, com os conhecidos sucessos decorrentes. Estamos, evidentemente, no domínio da especulação contrafactual, mas parece não haver grandes dúvidas quanto aos malefícios da tibieza anglo-francesa.

Na situação actual, por enquanto ainda muito longe dos transes de então, sinto desenhar-se um fenómeno idêntico: hegemonia bélico-monetarista alemã; inaudita fraqueza francesa; aparente alheamento inglês (não sei se o périplo que Cameron está a fazer por capitais europeias sinalizarão o contrário, espero que sim...).

O que me parece é que se tudo correr mal -- e os ingredientes para que tudo corra mal estão aí --, se a UE se desagregar, os historiadores & comentadores do futuro não deixarão de assinalar a fraqueza da Europa (em particular da Europa Mediterrânica), a clamorosa estupidez e cobardia das lideranças que a ela lhe coube.

Os próximos meses serão decisivos.