Mostrar mensagens com a etiqueta Dmitri Medvedev. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dmitri Medvedev. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, maio 28, 2025

ucraniana CCCXC - Trump a ladrar, e aí está Medvedev

Era até previsível. Trump não se contém, Medvedev, que diz o que Putin não deve dizer, manda-o para a casota

Como ainda ontem escrevi, no que respeita à sua segurança e soberania, a Rússia marimba-se para a qualidade do presidente americano que tem pela frente. Assim é, assim continuará a ser -- até porque a Rússia continua com o fundamental apoio económico da China e da Índia, entre outros. Se estes lhe tirarem o tapete, admito que seja mais complicado, mas não estou a ver, por exemplo Xi Jinping a encetar este tipo de contabilidades com os Estados Unidos. 

Meu deus, os russos (e os ucranianos com eles) enfrentaram os mongóis, os polacos, os suecos, os turcos, os franceses, os alemães estão agora a enfrentar praticamente todo o Ocidente. Querem mais? Eles têm. 

sexta-feira, setembro 13, 2024

ucraniana CCLXIII: o que vale é que os nossos generais-falcões estão aí para nos sossegar. E se os russos responderem?

1. Não sei o que se irá passar quando Starmer se encontrar com Biden. Sempre receei este momento: perante a possibilidade de Trump ganhar as próximas eleições, os neocons que funcionam com democratas e republicanos arriscarem, em desespero, subir a parada. Os ingleses, cães-de-fila dos americanos.

2. Entretanto um dos maiores criminosos de guerra vivos, Dick Cheney, declarou apoio a Kamala Harris, como se houvesse dúvidas sobre o que é o partido democrata. Aterroriza-me mais a influência deste facínora e doutros do mesmo jaez, que o aldrabão do Trump, com a sua campanha dirigida ao gado eleitoral, a propósito da dieta alimentar dos imigrantes.

3. Quando foi eleito, Zelensky, que não era o candidato dos americanos, prometeu trazer a paz à Ucrânia. E trouxe: a paz dos cemitérios.

4. Cenários para o cumprimento da ameaça: ainda consigo achar graça às ameaças de Medvedev. Claro que, subindo a parada, os russos não atacarão a Grã-Bretanha, nesta fase. Prevejo, nesse caso, duas possibilidades, para além de cenas malucas no ciberespaço, o pão-nosso-de-cada-dia: uma ameixa nuclear táctica em solo ucraniano, com um alvo muito bem escolhido (Lviv, quem sabe? Seria uma mortandade...); ou uma acção contra a Inglaterra directamente proporcional à sabotagem dos Nordstream. Acredito mais nesta possibilidade.

5.  O que vale é os nossos generais-falcões, Isidro e Arnaut, nos garantirem de que isto é tudo paleio dos russos, ou seja, vão comer e calar, ou ladrar e não morder. Não sei. Parece que os russos já têm dinheiro para comprar botas, e aumentaram as importações das máquinas de lavar...

terça-feira, outubro 24, 2023

onde pára o TPI?

Dúvidas houvesse sobre as mentirolas despejadas ad usum simplorii por locutores analfabetos sobre tudo o que respeita à guerra da Ucrânia -- como a fábula engendrada da dita deportação de crianças ucranianas pelos russos --, veríamos agora que o  TPI não passa -- como já se sabia desde a Iugoslávia -- de uma farsa mal montada para servir os interesses dos Estados Unidos.

TPI significa Tribunal Penal Internacional. Com sede em Haia, mantém-se calado e inútil após duas mil crianças mortas em Gaza. Aqueles juízes não passam de canalhas grotescos. Bendito Medvedev, que quando os palhaços do tribunal vieram com fòsquices perguntou se Haia estava ao abrigo duma bomba nuclear. Já se percebeu que os americanos e os criados deste lado do Atlântico só percebem a linguagem da força. É por isso que eu gosto tanto dos russos, caraças!

Esqueço os reféns inocentes israelitas? Nunca! Mas orgulho-me de ser livre o suficiente para chamar nomes a todos estes bois. Qualquer palavra adicional não passa de um vómito. 

sexta-feira, abril 14, 2023

De Medvedev a Kuleba (CLXXVIII)

 Há dias, o antigo presidente russo Dmitri Medvedev, habitualmente um homem cordato até ao momento em que os americanos decidiram usar a elite política ucraniana nas suas jogadas estratégicas, disse, com saudável brutalidade que o estado ucraniano poderia acabar, uma vez que não interessa a ninguém.  

O que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, talvez em desespero, veio hoje dizer -- que o Mar Negro deve tornar-se um mar nato, como sucedeu com o Báltico, alusão à evidente derrota diplomática russa com a adesão da Finlândia, de resto já esperada -- só vem confirmar a justeza da dura afirmação do ministro russo. Outro Dmitri, agora Peskov, já respondeu

Por mim, de resto, como já tenho dito, os russos podem ir até Kiev, deixando a polaca Lvov aos polacos -- essa mesma Lvov, ou Lviv, que é tão ucraniana quanto o são Odessa ou a Crimeia. 

quarta-feira, agosto 31, 2022

Gorbachev, nome de liberdade

 

Última grande figura do século passado, pegou numa União Soviética em perda após a retirada do Afeganistão, incapaz de acompanhar os Estados Unidos na chamada "guerra das estrelas", acaba por ser o homem que dá a Liberdade aos russos (e a outros povos) -- russos que transitaram do jugo do assassino apatetado Nicolau II para o dos assassinos sectários (e revolucionários profissionais) Lenine e Trostky, culminando no grande sátrapa José Estaline. Os testemunhos são às centenas; a mim, ficou-me o de Milovan Djilas, braço-direito de Tito, e depois também ele dissidente do titismo, para aquilatar do satrapismo do velho Zé dos Bigodes.

Isto para dizer que a União Soviética, com o seu gulag, a sua polícia política, a sua censura, os seus apparatchiks, e respectivos privilégios foi uma traição a qualquer ideia de emancipação humana. Poderão avançar, aqueles que julgam que somos parvos, com a justificação da constante sabotagem e guerra a que a URSS foi sujeita; está bem, mas não chamem àquilo comunismo ou socialismo.

(Obviamente que não quero com isto cantar loas ao capitalismo de putedo americano, onde tudo se compra e vende, sendo o presidente de turno o guarda-livros dos proxenetas daquele bordel.)

Gorbachev, sim, grande figura, ainda que empurrado pelas circunstâncias. Ele e Putin criticavam-se mutuamente, mas Gorbachev sabia que, mal ou bem, Putin tomara para si o desígnio de defender a sua pátria, que é o que está precisamente a fazer. Muito interessante a última entrevista de Gorbachev à BBC -- aliás, apoiou Medvedev na anexação do território russo da Crimeia.